Imagem corporal é a representação mental que cada um faz de seu próprio corpo

Imagem corporal é a representação mental que cada indivíduo faz de seu próprio corpo; também conhecido como consciência corpórea. Segundo Karl Jaspers, filósofo e psiquiatra alemão, em sua publicação de 1913, “o corpo é a única parte do mundo que se sente e se percebe por dentro e é para mim um objeto e como me percebo como objeto”. Este autor já traz as primeiras definições de consciência corpórea: “tenho consciência do corpo, mas, ao mesmo tempo, posso vê-lo com os olhos e tocá-lo com as mãos”. Nesta publicação, Jaspers descreve quadros mentais capazes de promover a desorganização da imagem corporal, como os quadros depressivos.

A imagem corporal é construída a partir de dois pilares: a neurológica e a psicológica. E esta percepção corporal é construída e organizada pela associação dos sentidos corporais externos (visão, audição, tato) e internos (receptores de tendões, músculos e articulações), somada às representações mentais referentes ao corpo fornecidas pela cultura e pela história de cada sujeito.

Há uma região cerebral reconhecida por ser a sede da consciência corporal: é o lobo parietal. Lesões neurológicas, conhecidas como síndromes de negligência corporal, nesta região promovem quadros caracterizados por desorganização das percepções corporais, onde, por exemplo, perde-se o reconhecimento de partes do próprio corpo.

O desenvolvimento da consciência corporal ocorre progressivamente com a maturidade neurológica, e estas informações vão sendo somadas ao longo do desenvolvimento infantil até o desenvolvimento corporal definitivo, que usualmente ocorre na adolescência. Espera-se que nesta fase já tenhamos uma imagem, do ponto de vista neurológico, de nosso corpo, bem desenvolvida na região do lobo parietal. Embora para toda a vida, esta imagem poderá ser modificada diante de adversidades que mudem concretamente a constituição de nosso corpo, como ganhos e perdas de peso ou mesmo amputações de membros.

Vale ressaltar que a base neurológica não é suficiente sozinha para o desenvolvimento da imagem corporal, sendo esta, também determinada pelos aspectos psicológicos ao longo da vida. E até hoje não foi reconhecida nenhuma alteração neurológica que pudesse, por exemplo, justificar a distorção de imagem corporal encontrada em alguns transtornos alimentares.

Do ponto de vista psicológico, para uma adequada construção da imagem corporal é necessária uma boa construção da estrutura emocional do “eu” (ou self, como a psicologia costuma denominar).

A percepção do corpo refere-se mais à constituição e à organização de uma imagem sobre o corpo do que uma percepção objetiva propriamente dita, e esta construção da imagem corporal está sempre ligada a experiências afetivas impostas pela relação com o outro.

Paralelamente à construção da imagem corporal, ocorre a construção psicológica da autoestima e ambas estão intimamente ligadas, já que a autoavaliação da imagem corporal pode modular a autoestima. Quanto mais positivamente se autoavalia, melhor se constrói a autoestima.

E o desenvolvimento de ambas é determinado ao longo de nossa infância pelas referências externas que recebemos: pais, irmãos, familiares, professores, colegas de escola e outros relacionamentos íntimos similares.

Quanto mais precocemente se constrói uma autoavaliação positiva e, portanto, uma autoimagem positiva, mais seguro de si o indivíduo será, não somente o seu corpo, mas também os inúmeros parâmetros de autoavaliação.

Por Dr. Alexandre Pinto de Azevedo

Exercício para se olhar menos no espelho

Já fiquei sabendo de mais de uma psicóloga que pediu para seus pacientes com o transtorno dismórfico corporal para não ficarem se olhando no espelho sem realmente uma necessidade real.

Percebemos que a necessidade constante de ter que se observar e se avaliar no espelho constantemente só reafirma a imagem distorcida de “eu sou realmente feio(a)”. Por isso a necessidade de quebrar esse ciclo vicioso.

Só que nos deparamos com um grande obstáculo para conseguir fazer isso. Nossa ansiedade de ter que conferir, de ter que olhar se não piorou, é muito grande e praticamente impossível de controlar.

Por isso, estou usando como referência um texto que eu li em um livro, que é um exercício, e o adaptando para diminuirmos a ida ao espelho. Não ir ao espelho gera ansiedade. Mas ir ao espelho também gera. Outro dia ouvi “Fico ansioso em ter que ir ao espelho me ver. E quando vou, não gosto do que vejo”. Então não há nada de proveitoso a ida ao espelho. Esse exercício vai diminuir a ida ao espelho e consequentemente vai diminuir a ansiedade. A ida ao espelho virou uma rotina, um hábito. E junto com a ansiedade fica ainda mais difícil de interromper isso. Mas não é impossível. Modificando esse costume vai ser criado um novo costume, que é o de não ir tanto ao espelho.

Um modo eficaz é criar períodos de prática – períodos de tempo em que concentrei minha mente. Você pode começar com períodos pequenos de cinco minutos e ir desenvolvendo a capacidade de aumentar ao longo do tempo. Comece dizendo para si mesmo “Ok, nos próximos cinco minutos não vou me olhar”. O que você descobrirá será surpreendente. Especialmente se souber que é apenas por pouco tempo, você conseguirá e na próxima vez conseguirá aumentar sua capacidade. Assim que você conseguir atingir seus primeiros marcos – cinco minutos – começará a perceber que tem capacidade de ficar sem ir ao espelho por períodos mais longos.

Tente adiar a sua ida ao espelho com outra atividade que você esteja fazendo ou precisa fazer. Por exemplo, se me deu vontade de ir ao espelho me olhar (ou pelo celular ou de qualquer forma) e eu estou vendo televisão, então eu penso “vou terminar de assistir isso que estou assistindo e depois eu vou ao espelho”. Não pare o que você está fazendo para se olhar. Se deu vontade de se olhar diga “vou terminar essa tarefa que estou fazendo e depois eu vou me olhar” ou “vou fazer tal coisa primeiro e depois vou me olhar”. E jogue para frente essa ação. Você não vai deixar de se olhar, apenas irá fazer daqui a pouco. E assim você vai aumentando o tempo conforme for exercitando.

Pare de se julgar

Penso estar observando a mim mesmo mas na realidade estou me julgando.

Nenhum olhar sobre si mesmo é neutro. A autoestima é, por essência, um julgamento: nos observamos e nos julgamos. Trata-se inclusive de um duplo julgamento, ou um julgamento sob pressão, como quiserem, pois esse julgamento que fazemos a nosso respeito é na realidade duplicado (ou contaminado, ou estressado) pelo julgamento dos outros: nós nos julgamos com base naquilo que pensamos do julgamento dos outros (com ou sem razão).

O primeiro problema é que nos julgamos, em vez de nos analisarmos e nos compreendermos. Segundo problema: esse julgamento é quase sempre severo demais. O que significa julgar? Significa ligar um fato a um valor. E os valores das pessoas que têm problemas de autoestima são prejudiciais, porque são excessivamente elevados e rígidos: seu desejo de perfeição serve apenas para aplacar seu desejo de proteção.

O problema: o crítico interno

O que chamamos de “crítico interno” em psicoterapia são os julgamentos constantemente negativos e limitadores, a autocrítica quase constante. A deformação permanente e parcial daquilo que nos acontece, sejam êxitos ou fracassos: “O que deu errado é minha culpa, o que deu certo é obra do acaso. O que deu errado, deu completamente errado, o que deu certo, deu certo só parcialmente. O que deu errado foi para sempre, o que deu certo é apenas temporário”.

Como conseguimos suportar isto? Apenas porque achamos que é uma forma de lucidez e de rigor. Na verdade, o crítico interno apenas aparenta ser honesto e lúcido. O crítico interno apresenta como verdade o que não passa de autointoxicação. O crítico interno está permanentemente em ação. Previsões antes da ação: “Não adianta tentar, nunca vai funcionar”. Comentários durante: “Olha só como você está indo mal”. E conclusões depois: “Você foi patético”. O crítico interno é o verdadeiro inimigo dentro de nós.

Naturalmente, nós mesmos somos esse inimigo. Somos nós que lhe damos vida, que o ouvimos, lhe damos abrigo, obedecemos, somos nós que acreditamos nele. Acabamos sem qualquer distanciamento, acreditando que esses pensamentos estereotipados têm funamento e são justos. O crítico interno também é chamado de “rádio crítico”: esse constante fluxo de frases negativas ditadas a si mesmo parece um aparelho de rádio instalado num canto, e que ninguém se lembra de desligar nem de ouvir atentamente para se dar conta de que só emite horrores e exageros.

De tanto pensar assim, acabamos acreditando

O crítico interno é ainda mais tóxico porque nos habituamos a ele, e nem prestamos atenção a sua natureza. Ele nos faz esquecer seu caráter parcial e equivocado. Sob a máscara da lucidez e da honestidade, está todo o prejuízo que ele pode causar.

A toxidade do julgamento de si mesmo quando decorre de uma autocrítica cega

Essa auto sugestão negativa infelizmente se revela eficaz e alimenta uma boa parte dos problemas de autoestima.

É ela que faz com que não tiremos proveito de nossas experiências de vida positivas, pois todo sucesso ou reconhecimento é imediatamente submetido à crítica parcial: “ilusão”, “não vai durar”, “não é tão bom”.

Ao contrário do que tenta fazer crer, o crítico interno em nada nos ajuda a progredir no plano de nossa pessoa global. Não passa de um discurso dissuasivo e limitador, que nos leva a temer, a recear, a tremer, a nunca estar satisfeito. Ele não nos puxa para cima. Isso levará apenas a mais estresse, inibições, insatisfações e tensões. E diminuirá a autoestima.

O crítico interno segue uma lógica de perfeccionismo patológico e ineficaz. Essa crítica interna fragiliza a autoestima, nos afastando dos benefícios de nossos êxitos, lembrando-nos sem descanso de nossos fracassos (sempre consideramos merecidas nossas auto recriminações).

Como praticar uma autocrítica útil?

O que ajuda a mudar é uma informação neutra e benevolente, mais que um julgamento parcial e agressivo. Para progredir, muitas vezes será necessário aprender a se criticar de outra forma, com moderação. Só é possível mudar corretamente sobre alicerces de aceitação de si mesmo, dos próprios erros e limites. Então virá o momento do julgamento, crítico ou favorável.

É preciso efetuar o mais rapidamente possível um trabalho de descontaminação e checagem. Com efeito, o “crítico interno” se nutre da confusão de nossas emoções e sempre se prevalece da pequena desordem criada por nossas inquietações. Para melhor enfrentá-lo:

• Lembrar-se de que nós mesmos geramos grande parte de nossos sofrimentos – Falar a si mesmo sobre isto: “Não permita mais que um pensamento ou uma ideia o tire do sério ou o destrua. Se seu medo detectou um problema, cuide desse problema, mas com calma. Estar atento ao próprio medo não significa submeter-se a ele, ao contrário. De onde vem o problema? Da minha imaginação? Da minha tendência ao exagero?

• Estabelecer claramente a diferença entre o que acontece (os fatos) e o que eu penso  a respeito (minha interpretação) – O crítico interno tende a me fazer confundir as duas coisas e a me levar a tomar o que ele pensa sobre o que o mundo realmente é. Os problemas de autoestima tornam as pessoas hipersensíveis. Se tenho a impressão de não ser apreciado por alguém, isto pode decorrer, é verdade, da frieza daquele com quem estou tendo contato, mas também do meu medo de não ser apreciado pelo outro  em geral, ou por essa pessoa particular.Essas conscientizações em caráter regular, separando a informação e a observação (neutras) do julgamento de valor (subjetivo), são indispensáveis para o desenvolvimento da autoestima.

• Mostrar-se prudente com as conclusões precipitadas – Por exemplo: o fato de alguém não se mostrar caloroso em relação a nós não significa que nós sejamos a causa (a pessoa pode ter seus próprios problemas que a torna fria e distante). Ou talvez essa pessoa seja desagradável com muitas outras e que não  é algo que tenha a ver conosco exatamente. Podemos também ter uma atitude de amabilidade (“Vamos ver se consigo alterar seu comportamento em relação a mim”) ou me voltar para pessoas mais receptivas, em vez de pensar que todo mundo terá uma atitude de rejeição em relação a mim.

• Reformular as autoverbalizações –  Deixar de lado as crenças radicais e definitivas: “eu não presto para nada”, “inaceitável”, “fracasso total”. Por trás da aparente ingenuidade desse comportamento, é bem real o peso das palavras. E a eficácia da técnica de reformulação está amplamente em psicoterapia. Ela é por sinal um dos vetores das psicoterapias da autoestima. Em vez de pensar “Essa pessoa me detesta e me despreza, está na cara” podemos reformular pensando “Esse sujeito não é dos mais calorosos. Será que tem a ver comigo ou com ele?”. As formulações negativas e me categóricas facilitam a violenta inflamação dos pensamentos mais catastróficos de rejeição social. Basta que se manifeste uma dúvida “E se eu não for amado?” para que se transforme em certeza. Uma autoverbalização útil é aquela que não nega os fatos, mas cuida de se limitar ao que é real e não imaginário, separando claramente a observação da especulação.

• Entender que as mudanças ocorrem lentamente, como qualquer mudança na relação comigo mesmo – Treinar-se inicialmente em situações pouco “quentes” no plano emocional, ou seja, que envolvam pouco a autoestima.  E só então atacar o que é mais delicado. Aceitar as voltas periódicas do crítico interno em nossa cena mental. Não perder a calma. Mostrar-lhe calmamente a porta de saída.

O que nos impede de efetuar esse trabalho de parar a autocrítica e utilizar um discurso realista é acharmos que somos bons conhecedores de nós mesmos. E esse pensamento nos leva a aceitar incessantes recriminações do crítico interno. O “eu me conheço bem” das pessoas de baixa autoestima frequentemente é um erro. Na realidade, elas só conhecem bem uma parte de si mesmas: a parte de suas fraquezas. Suas qualidades são percebidas com mais clareza pelos que as cercam do que por elas mesmas.

A autocrítica deve ser também construtiva e não apenas crítica. É a diferença entre “Eu fui mal” (global e negativo) e “Da próxima vez vou tentar diferente” (específico e construtivo).

Para cegar a esse discurso interno, é necessário distanciamento e treinamento. Uma regra pode ser não depositar uma confiança cega em nossas intuições quando estamos em uma situação em que nossa autoestima se sinta ameaçada. Não existe pior juiz do que nós mesmos: os estudos confirmam que quando acabamos de cometer um erro (ou algo que nos pareça um erro), superestimamos sistematicamente a severidade do olhar dos outros. Lembrar-se suavemente dessa realidade, antes de enfrentar as situações que nos inquietam, parece uma boa regra. Saber também dizer a si mesmo “Cuide de si mesmo: não se deixe impressionar pelos seus medos, que são desencadeados sem razão, diante de ameaças mínimas ou inexistentes. Concentre-se nas situações, não julgue depressa demais o que acontece. Não faça mal a si mesmo”.

Fonte: Livro “Imperfeitos, Livres & Felizes” Christophe André

“Que triste, tenho Transtorno Dismórfico Corporal”

Muitas pessoas quando se identificam com a forma que uma pessoa com dismorfia vive acabam ficando tristes por descobrirem que tem o trastorno (Lembrando que somente um psiquiatra ou psicólogo podem dar o diagnóstico concreto).

Não fique triste se você descobriu que é isso que você tem (seja por dedução ou por diagnóstico). Há quantos anos você vem sofrendo por causa da sua aparência? As pessoas que você desabafava diziam que era bobagem. Achavam que você queria elogio ou chamar a atenção. Você não entendia o que acontecia com você que não se reconhecia mais, que se achava como um monstro fisicamente. Achava que as pessoas te excluíam por ser feia(o), que falavam entre elas o quanto sua aparência é horrível, que você ia ser o assunto do jantar na casa delas.

Não é ruim ser diagnosticado com Transtorno Dismórfico Corporal. Não estou dizendo que é bom ter esse transtorno psicológico. Claro que é ruim ter. Mas é bom saber que tem. Porque passamos anos, muitos anos, sofrendo disso sem saber que tinha nome. Sem saber o que era. E agora, depois de tanto tempo, é possível ter um norte, ter uma luz, saber para onde caminhar. Saber o que se tem da a possibilidade de se entender melhor, entender como tudo acontece e porque tudo isso aconteceu. Saber o que se tem faz você focar no que dá resultado e ter mais consciência do que precisa ser realmente tratado, que é a mente e não a mudança física com a cirurgia e procedimentos estéticos. Não sou contra cirurgias e procedimentos estéticos, mas isto tem que ser decidido com clareza do que se está fazendo e quando estamos com o transtorno dismórfico corporal não temos a real visão do que somos fisicamente. Como vamos modificar algo que não estamos vendo como realmente é? A chance de fazer cagada é grande.

Se sinta aliviado e grato de agora ter chegado em um momento da sua vida que é um novo ponto de partida. Que é um recomeço. É o momento de tratar isto e ter uma vida que você nem lembra mais como era. De poder sair para fora de casa sem carregar o peso de as pessoas olharem para você. De você gostar de ser quem você é. De viver plenamente e não viver mais pela metade. Mas busque por essa mudança. Não adianta dizer “eu sofro disso há 15 anos” mas continuar sem fazer terapia, esperando que do dia para a noite a mudança aconteça somente pelo fato de agora você saber o que tem. Saber o que se tem não faz o problema ir embora. Mas deixa a solução mais fácil de se alcançar. Seja a mudança que você quer ver. A mudança que você quer está na decisão que você toma.

Modelo perde movimento do rosto após mais de 350 cirurgias plásticas

Alicia_Douvall_transtorno_dismorfico_corporal

Quantas cirurgias plásticas é possível alguém fazer? Para a modelo inglesa Alicia Douvall, o número já passou de 350. A celebridade se submeteu a tantos procedimentos que contou ao jornal The Sun não conseguir mais sorrir, devido a alta quantidade de inserções feitas no rosto. A modelo apresenta uma série de cicatrizes pela face e em torno das orelhas e já foi fotografada totalmente desfigurada, caminhando pelas ruas de Londres. “O que eu fiz parte meu coração. Imagine segurar seu bebê pela primeira vez e não poder sorrir. Fui tão egoísta. Agora meu sonho é que Papaya um dia veja sua mamãe sorrindo para ela”, disse em entrevista, referindo-se a sua filha de 16 meses.

Na época do nascimento da menina, ela declarou estar surpresa por conseguir amamentá-la pois já havia feito 16 operações plásticas nos seios. Para recuperar os movimentos do rosto, a modelo precisou passar por um procedimento agressivo e doloroso. Na semana passada, Alicia teve todos os implantes faciais removidos (bochechas e queixo), o que incluiu quebrar a mandíbula em dois lugares. O nariz também precisou ser fraturado e a pele agora precisa voltar ao normal, caso contrário ela parece não conseguir mexer os músculos, como se fosse vítima de um derrame.

Alicia, que já se relacionou com o ator Mickey Rourke e com o jogador Dennis Rodman, foi tema de documentários que apontavam que ela sofria de Desordem Dismórfica Corporal. Agora, ela afirma lançar uma campanha para informar sobre os riscos nos excesso de operações plásticas.

“Perdi minha aparência e minha vida está arruinada. Fiz as coisas mais horríveis tentando ser perfeita e fiquei cega com o que os médicos diziam para mim. Gastei mais de R$ 3,6 milhões e perdi minha juventude com isso. Nunca sorri para minha menininha e preciso viver com o fato de que deixava Georgia cuidando de Papaya enquanto fazia operações”, disse. Georgia é a filha mais velha da modelo, de 17 anos. Alicia também comprometeu sua capacidade de se alimentar e apenas consegue beber com a ajuda de canudos. Entre as operações realizadas está inclusive uma para diminuir comprimento dos seus dedos dos pés. Desde 2008, a modelo luta para se tratar do problema de ser viciada em operações e esteve internada em clínica psiquiátrica em três ocasiões.

Fonte: Voz da Bahia

Fotos do Google:

FEMAIL_482x449

£££-Alicia-Douvall

2224424.main_image

Qual o tratamento correto para o transtorno dismórfico corporal?

Quando eu ainda tinha dismorfia eu li tudo o que eu achei na internet. E na época (2009) não tinha muita coisa. Tinha bastante reportagem (texto) em sites dizendo o que era o transtorno, mas tudo muito repetitivo sem nada aprofundado e os outros sites eram cópia do que já tinha sido falado por aí. E sobre o tratamento eu sempre lia que não havia cura, somente o controle. E isso me desanimava muito, pensar que eu iria passar o resto da minha vida com dismorfia, mesmo que melhor do que eu estava mas não ia me livrar disso nunca. Como por exemplo acontece com o Alcoólatras Anônimos que nunca mais a pessoa pode beber nada, senão ela volta a ser alcoólatra. Alcoolismo não tem cura, mas tem controle. Diabetes não tem cura, mas ter controle. A pessoa pode ter uma vida boa, mas terá que conviver com essas coisas o resto da vida.

Porém, depois do tratamento, comecei a ver que eu estava totalmente livre desse problema. Não era um controle, era uma cura. Eu não me privo de nada para me sentir bem. Eu não me privo de olhar no espelho, nem de sair. Eu não preciso estar maquiada para me sentir bem. Também não tomo mais nenhuma medicação.

Mas afinal, qual o tratamento correto para a dismorfia corporal? O tratamento correto é aquele que funciona. Não existe apenas um caminho certo para sair disso. Cada pessoa encontra seu próprio caminho.

O meu caminho foi:
– terapia com psicólogo (eu não lembro com certeza a linha mas acredito que foi a terapia cognitivo comportamental ou algo parecido a isto)
– psiquiatra (porque eu estava com depressão mas o remédio também ajudou a diminuir o meu sofrimento em relação ao que eu via)
– leitura (li muitos livros sobre todos os assuntos relacionados a dismorfia corporal. Li sobre auto estima, auto imagem, ditadura da beleza, etc. Você pode ver os livros que eu li e outros livros clicando aqui).
– colocando em prática o que eu aprendia de novo tanto na terapia quanto nos livros. Saber só a teoria não vai adiantar. Você pode ler muito sobre como andar de moto, ver muitos vídeos de como se anda de moto. Mesmo que faça isso por anos, quando você pegar uma moto, mesmo que você consiga algum sucesso, muitos erros ainda vão ser cometidos. Mesma raciocínio para a dança. Você pode ler, ver vídeos etc de como dançar (tango, dança gaúcha, ou o que for). Por mais que na teoria você saiba tudo e em uma prova oral você tire 10, na aula prática capaz de você não conseguir executar nada. Quanta coisa você viu o alguém explicando e pensou “moleza” e depois na prática não conseguiu fazer nada? Só a prática dá esse conhecimento. Só a prática dá essa segurança. E o que queremos? Sermos seguros do que somos de verdade. É importante a prática para mudar pensamentos e atitudes erradas. Quem está obeso precisa fazer uma reeducação alimentar porque está comendo errado. É a mesma coisa nós. Precisamos de uma reeducação mental. Precisamos corrigir a nossa distorção de imagem para a nossa auto imagem correta. O nosso problema não é nossa aparência, o problema são nossos pensamentos. Pensamentos que alimentam a alma.

No depoimento do Robert, feito em 2012 contanto como foi a vida dele e como foi o tratamento dele. Desde aquela época ele também não tem mais o transtorno.

Outro membro do grupo do whatsapp contou que também não tem mais o transtorno dismórfico corporal. O tratamento dele foi totalmente através da fé. Ele voltou a frequentar a igreja, entregou sua vida à Deus e depois de um tempo estava curado.

Eu não busquei a fé no meu tratamento, até porque eu estava muito desacreditada de Deus naquela época mas estava muito crente do que eu era capaz de conseguir. Isso não quer dizer que o tratamento do outro rapaz estava errado. O importante é que dê certo.

Vou terminar o post colando aqui um texto que encontrei em outros dois site a dismorfia e tratamento. Segue:

Dismorfia corporal tem cura? Qual o tratamento? Sim, dismorfia corporal tem cura e o tratamento é psiquiátrico, com psicoterapia e medicamentos antidepressivos. Mesmo que a pessoa não fique curada, o tratamento da dismorfia corporal é importante para ajudar a pessoa a se aceitar melhor e ter uma vida normal.

Não existe um remédio específico para tratar a dismorfia corporal. Porém, é possível amenizar os sintomas que normalmente estão associados a esse transtorno mental, como depressão e ansiedade, com os antidepressivos.

A psicoterapia é uma parte essencial do tratamento, para que a pessoa possa compreender a verdadeira origem dos seus sentimentos de insatisfação. Contudo, é importante frisar que trabalho com a psicoterapia é longo.

Além disso, existe uma negação por parte do paciente em aceitar o fato de que tem dismorfia corporal. Por isso é comum uma pessoa com dismorfia corporal só procurar ajuda depois de 10 ou 15 anos sofrendo com o problema, que geralmente surge na adolescência. Seu tratamento é bastante difícil, pois grande parte dos pacientes acredita que é apenas “muito vaidosa” e não aceita o diagnóstico.

Também é importante saber distinguir uma simples insatisfação com o corpo de um transtorno psiquiátrico. Caso haja muito sofrimento psíquico ou prejuízo na vida diária, deixa de ser uma simples insatisfação e passa a ser dismorfia corporal, que precisa ser tratada.

Uma forma de identificar o transtorno dismórfico corporal é perguntando-se o quanto sua aparência te incomoda, quanto tempo pensa nisso por dia e se você deixa de fazer coisas por causa disso. As respostas podem indicar uma tendência ou mesmo a presença da condição.

A prevalência de sintomas do transtorno em pessoas que buscam cirurgias plásticas no Brasil pode chegar a 57%.

A melhor forma de prevenir o distúrbio é a aceitação e o respeito ao corpo e o fim da pressão para se encaixar em padrões sociais de aparência. É preciso ressaltar a beleza natural das pessoas e da diversidade, e entender que imagens de corpos perfeitos são irreais.

Fontes:
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica de Santa Catarina
Médico Responde

Transtorno dismórfico corporal tem cura?

Quando eu descobri que tudo o que eu sofria tinha um nome e que se chamava Transtorno Dismórfico Corporal (ou dismorfia corporal) eu fui pro Google ler tudo o que eu achasse sobre isso. Li em vários sites dizendo que não há cura mas que pode ser controlada. Isso me deixava muito desanimada, pensar que eu teria que lidar com isso o resto da vida.

Que diabos de “não tem cura mas pode ser controlada”, que controle é esse? Tipo um Alcoólatras Anônimos que não tem cura e a pessoa tem que sempre frequentar um grupo de apoio para se manter forte e não ter recaídas? Dismórficos Anônimos, já estava até pensando… “Só por hoje não vou olhar no espelho”.

Fiz meu tratamento, me empenhei, li muito, coloquei em prática as informações novas que eu fui aprendendo e comecei a ver a mudança dentro de mim. Eu mudei minha forma de pensar e a minha distorção de imagem foi sendo mudada para uma auto imagem correta. Desde 2012 eu não tenho mais nenhum sintoma do transtorno e depois de alguns anos assim eu só consegui ter cada vez mais a certeza que eu estava curada desse transtorno psicológico.

Só que como eu não sabia de mais ninguém que também tinha conseguido, eu ficava me questionando se eu realmente tinha saído disso ou era uma convicção equivocada. Então depois com o tempo de blog, conheci um leitor aqui do blog que também tinha o transtorno e que estava fazendo seus próprios exercícios para superar sua dismorfia. Ele enfrentava seus medos e se colocava em situações que não se sentia confortável para aprender a lidar com suas emoções. Depois de um tempo me relatou que não tinha mais o transtorno. Tive então mais um reforço do que eu tinha pensado, de que realmente é possível sair disso. Éramos duas pessoas que contrariávamos a tal informação de quem não há cura, que há só um controle. Isso faz uns 3 anos, se não faz mais. Depois disso não soube de mais ninguém.

Foi quando esse ano foi criado o grupo do whatsapp e então entrou uma pessoa e relatou que teve o transtorno por muito tempo mas que com tratamento conseguiu sair disso e hoje não tem mais. Três pessoas. Eu mal podia acreditar que eu estava sabendo de mais uma pessoa que tinha esse transtorno e estava curada.

Depois disso uma psicóloga comentou sobre um paciente que tinha o transtorno e também conseguiu êxito no tratamento e se curou. E por último de um rapaz que buscou em Deus a cura e também conseguiu. No total, cinco pessoas.

É uma alegria muito grande poder ver de “não há cura” fomos para cinco pessoas curadas. Se eu pudesse dizer qual o segredo para conseguir sair disso eu diria que é persistência. Nada na vida se consegue sem dedicação. Estou querendo dizer que é preciso fazer terapia periodicamente? Não. Se você encontrou um caminho que está dando resultado e não é na terapia, siga o caminho que você encontrou. O meu caminho foi terapia, muita leitura e por em prática a mudança no que eu percebia que eu estava fazendo errado (pensamentos e atitudes). Outra pessoa encontrou o caminho em Deus, dentro da igreja e não fez terapia e não leu nada. Não existe um único caminho, existe o caminho que você se identifica e então caminha por ele. O importante é ver que há um progresso. Se o que você está tentando há algum tempo  e não está vendo nada de mudança em você, tente outro caminho. A mudança é lenta mas devagar se vai longe.

Clique aqui para ler o depoimento do Robert, que era leitor do blog. Ele não tem mais o transtorno faz anos e conta como foi sua vida com o transtorno e como foi o seu tratamento. Que este depoimento possa servir de esperança e inspiração para outras pessoas.

Grupo Whatsapp Dismorfia Corporal

GRUPO WHATSAPP 

simbolo-do-whatsapp-2

38329757-vector-illustration-of-hand-drawn-vintage-mirror-

A pedidos, foi criado (em fevereiro 2018) um grupo do Whatsapp sobre o Transtorno Dismórfico Corporal. Para desabafar, encontrar outras pessoas passando pela mesma situação, tirar dúvidas etc. Juntos somos mais fortes.
‌Opções de como entrar no grupo:
1 – Mande uma msg no whatsapp pra mim pedindo pra eu adicionar 48 99996.4401 (tive que revogar o link porque tem empresas que entram só pra fazer propaganda e saem, tava atrapalhando muito o grupo).
2 – Ou envie seu número com ddd para o email diariodeumadismorfia@gmail.com
3 – Ou deixe seu número com ddd nos comentários. O comentário não será aprovado. Eu copio o número e excluo o comentário (sem ser aprovado). O número não aparece pra ninguém além de mim.
EDIT:
23/02/18 – o grupo foi criado
23/03/18 – já somos 30 no grupo.
29/03/18 – já somos 40 no grupo.
01/04/18 – já somos 50 no grupo.
Temos debates interessantes no grupo, além de desabafos etc. Somos um grupo de amigos.

Distorção da Imagem Corporal – Auto Imagem – parte 1

Muitas pessoas têm dúvidas de como ela não é feia se ela se vê assim. Como aqui no blog ainda não foi tratado de forma mais a fundo, estou trazendo hoje informações para que fique mais claro que a imagem que vemos foi construída dentro do cérebro e que nós vemos através dos olhos mas essa imagem é lida através do cérebro.

Se buscarmos informações lá na aula de biologia sobre os 5 sentidos do Corpo Humano, vamos ler:

O corpo humano é composto de cinco sentidos, a saber: a visão, o olfato, o paladar, a audição e o tato que fazem parte do sistema sensorial, responsável por enviar as informações obtidas para o sistema nervoso central, que por sua vez, analisa e processa a informação recebida.

Não obstante, essas capacidades estão relacionadas com órgãos ou partes do corpo humano (olhos, nariz, boca, ouvidos, mãos) e correspondem às percepções dos homens no mundo, realizadas por meio do processo de tradução, análise e processamento das informações sensoriais, o que muitas vezes, determinou a sobrevivência dos seres humanos bem como dos animais no planeta terra.

Uma especialista em imagem corporal foi convidada pela Daiana Garbin para explicar como acontece a distorção da imagem. Vou postar o vídeo na íntegra aqui mas também vou transcrever uma parte do que ela explicou.

Bianca Thurm – Especialista em Imagem corporal.

A imagem corporal é construída a partir de dois aspectos. Um aspecto psíquico, que contém todo o julgamento que a pessoa tem a respeito do corpo dela. E todas as atitudes (se gosta, se não gosta, se ta feio, se ta bonito, se ta gordo, se ta magro, se está adequado ou não). Essa é a carga de julgamento, psíquico, emocional. E a outra parte, outro aspecto, que constrói a imagem corporal é reconhecer o corpo. Saber qual é o tamanho e a forma real do corpo. Esses dois aspectos trabalham juntos, são informações necessárias para se unirem e formarem a imagem corporal ou a distorção da imagem.

A nossa imagem no espelho é muito mais do que o nosso reflexo. Ela é uma construção carregada de julgamentos e comparações. Vamos dividir o aspecto psíquico do perceptual e vamos falarmos somente do “perceber o corpo”. Reconhecer o tamanho do corpo e o aspecto de forma precisa, a pessoa necessita das próprias informações que são construídas a partir do próprio corpo. São informações de qual é o tamanho da minha perna, do meu quadril, do tronco, dos braços, da cabeça. Então essas informações partem do corpo para a mente e a pessoa vai criando um mapa do seu corpo na mente, com informações neurológicas. Tudo que vem do corpo para a mente vai formando o mapa e é carregado também da vivência corporal que são as experiências que a pessoa viveu ao longo da vida através do corpo. Essas informações também formam o tamanho do corpo. A partir deste mapa a pessoa vai julgar. Se a pessoa reconhece neurologicamente que o corpo é grande, ela vai julgar o corpo como grande. Porque esse mapa com essa construção neurológica é verdadeira para a pessoa. Por isso que a pessoa ouve “Nossa mas você é magra” e ela responde “Não, eu sou gorda” e entra em conflito porque aquilo que as pessoas vêem não condiz com o que a pessoa sente e com essa representação, esse mapa neurológico, que ela tem na mente. E é por isso que para a pessoa ver o corpo distorcido que ela continua buscando uma magreza.

Quando que começa a distorção com a imagem corporal? É na infância? Não tem regra, pode ser em qualquer parte da vida mas é  comum na infância. Por exemplo, uma menina que se desenvolve mais rápido do que outra e por algum momento sofre bullying ou recebe comentários de que o corpo é maior, de que o corpo é grande. Ela já começa a se sentir culpada “eu sou diferente de todo mundo”. Só que na cabeça da criança esse diferente é igual a isolamento. E aí começa o julgamento negativo “você é de um jeito e eu sou de outro”. Então é difícil a criança entender isso. Ela vai entender “eu estou sendo julgada e estou sendo excluída. Estou sendo excluída por quê? Porque meu corpo é diferente.” Então, por exemplo, ela começa a olhar que as outras são muito menores que ela. Então o ideal é ser pequeno e começa a criar uma referência de tamanho pequena “o bom é ser pequeno”. E essa informação (julgamento) vai pra mente. E o julgamento carrega também a questão de tamanho, de reconhecer o tamanho neurologicamente. Eu sou grande, mas grande quanto? A gente não sabe quanto, apenas “grande”. Esse “grande” pode virar qualquer tamanho. E ela tem um ideal de magreza pensando “aquela pessoa magra é o ideal” e começa a buscar tudo isso.

Tratamento: Como a distorção de imagem é formada por dois aspectos (o psíquico e o neurológico) os dois precisam receber cuidados. A parte psíquica com psicólogos e as vezes com psiquiatras, as vezes precisa de medicação para ajudar nessa conversa entre a mente, a medicação ajuda muito a fluir melhor  essa comunicação do córtex e a compreensão psíquica do porquê. O que aconteceu e depois precisa reconstruir essa conexão entre perceber o corpo e a informação que chega na mente. A pessoa precisa reconhecer de novo o corpo.

Post com tema relacionado: Não é o nosso olho que vê

Fontes:
Toda Matéria
Youtube – Eu vejo

Bruna Marquezine e seios reais

Recentemente, no Carnaval, deu o que falar as fotos que saiu da Bruna Marquezine.

polemia_seios_caidos_bruna_marquezine1

polemia_seios_caidos_bruna_marquezine4polemia_seios_caidos_bruna_marquezine6Quando vi a foto dela pensei “Que legal. Ela tem dinheiro pra por silicone e não quis. Ela está feliz com o corpo que tem e isso é o que importa. Ela não sente a necessidade de estar dentro de um padrão, ainda mais sendo uma celebridade”.

Porém, o que realmente aconteceu com outras pessoas é que se sentiram no direito de julgar o corpo dela. Falaram que ela tem peito caído. “Nossa, que feio. Parece que amamentou 500 filhos”. “Vá suspender esse peito com silicone. Tá horrível” algumas pessoas comentaram.

Mas que audácia é essa? Cadê o respeito com o corpo do outro? As pessoas perderam o limite e o bom senso.

Screenshot_20180213-232955A gente não precisa estar dentro de um padrão de beleza para ser aceito pelos outros. Estar bem consigo mesmo que é importante. A opinião dos outros não é importante.  O que os outros falam não define o seu valor. Faça um quadro com essas 4 frases e coloque em seu quarto.

A Bruna deixou de ser bonita e ter seu valor por causa que ela tem um peito menor do que o que estamos acostumados em ver nas celebridades? Não. Porque o valor dela existe independente de como é a fisionomia dela. Você não tem mais valor porque colocou silicone, operou o nariz ou qual seja o procedimento estético que você quer fazer. Você não é um produto.

Entre aspas estou colando uma parte do que foi escrito na matéria publicada no site da Elle, que achei muito interessante:

“Mesmo dentro de boa parte do que ficou conhecido como padrão estético, Bruna não ficou livre dos julgamentos — o que evidencia como é preciso desconstruir uma ideia única de beleza. Se Bruna tem ou não o que os usuários da rede social caracterizam como “peitos caídos” não está em debate, mas o julgamento que mulheres recebem, principalmente quando parecem estar livres e felizes com o que veem no espelho, sim.

As redes sociais só aglutinaram uma situação sexista e aparentemente insaciável na vida das mulheres. Provavelmente, se Bruna cedesse à pressão e resolvesse fazer uma cirurgia plástica, ela seria condenada por não valorizar a “beleza natural” e adotar um comportamento supostamente fútil. Há uma cobrança, na maioria das vezes invisível, para que mulheres estejam sempre “impecáveis”, baseadas em um padrão branco e um ideal de juventude — qualquer sinal de idade ou suposto descuido acaba virando um pesadelo. “Você deve amamentar”, diz a voz tradicional da sociedade. “Mas não pode ter nenhuma marca de que isso aconteceu”. O mais contraditório é que quando alguma delas cede à pressão, porém, um novo bombardeio é feito. As cirurgias plástica provam que o trabalho de conquistar o ideal da feminilidade é exatamente isso: trabalho. E, idealmente, a feminilidade nunca se mostra como uma construção, ela deve se apresentar como algo natural. O paradoxo da beleza.”

O Fã Clube da Bruna postou um texto bacana referente aos seios de Bruna:

“GENTE ???? Parece que Bruna Marquezine trouxe com carnaval uma descoberta que aterrorizou muita gente, preparados ? TCHARAM: SEIOS NATURAIS.
Controversas a parte sobre a fantasia da moça a enxurrada de comentários que me chocou foram coisas como “peitos murchos” ou “que peitos caídos”. Primeiro, e se fossem? Que necessidade esquisita de opinar a respeito do corpo alheio é essa?
E segundo, não são! São seios completamente normais pra alguém da idade e peso dela. E adivinhem? Seios de mulheres não são essas bolas altas e rígidas que vocês veem por aí, isso se chama SILICONE. Seios naturais são diversos. Tem tamanhos diversos. E aparência diversa.”

28577669_10216434390151947_7595064990621075926_n

Erikayumi9 (perfil do Instagram) escreveu uma coisa bem interessante a respeito. Ela disse “O corpo do outro não diz respeito à você. E se te incomoda tanto, você é quem está precisando de ajuda.”

Chidera Eggerue, uma blogueira de Londres, criou a hashtag #SaggyBoobsMatter no Instagram (algo como “seios caídos importam”). Ela não criou por causa do caso da Bruna, mas sim por causa de seus próprios seios.

E pra finalizar:

“Há que se desassociar a felicidade e o sucesso a partir de um ideal corporal. Não há como negar que ele afeta principalmente as mulheres, prejudicando a autoestima quando são ainda adolescentes e crescendo em desconexão com o próprio corpo. Se conectar com o natural é importante para a libertação como um todo. E há que se celebrar diferentes tipos de beleza.” (texto publicado no site Elle)

Fontes: R7 Elle