Mais um caso de Dismorfia Corporal

A foto abaixoé de uma  Sul-Coreana chamada Hang Mioku. Bonita, não? Eu achei.

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Hang Mioku fez sua primeira cirurgia plástica foi aos 28 anos e acabou ficando tão obcecada por cirurgias plásticas que chegou a se mudar para o Japão pelas melhores técnicas de cirurgias. Depois de tantas cirurgias que fez, ela recebeu um diagnóstico que o seu rosto não suportaria mais nenhuma intervenção, além do que já se esperava: seu vício psicológico por cirurgias plásticas.

Como ela não tinha dinheiro suficiente para fazer um tratamento psicológico, o vício pelas cirurgias continuava e Hang Mioku aplicava por conta própria silicone em seu rosto com a ajuda de uma seringa. Quando o silicone acabou e o desespero continuava, ela começou a injetar em seu rosto óleo de cozinha. Esse mesmo que você utiliza pra fritar ovo e batata.

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Eu achava que a Jocelyn Wildenstein era a que tinha feito mais estrago em busca da beleza. Essa não é uma celebridade, mas é mais um caso de dismorfia corporal que chega ao extremo.  E mais uma vez eu me questiono: Até que ponto pode chegar uma pessoa com dismorfia corporal?

Depois de recorrear a programas de TV pedindo ajuda, Hang Mioku conseguiu duas cirurgias de correção. No primeiro procedimento, os cirurgiões removeram 60g da substância estranha do rosto e mais 200g do pescoço.

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É difícil compreender porque uma pessoa se “estraga” desse jeito. Eu estou na busca dessa resposta ou pelo menos entender por que buscamos (pessoas dismórficas) a beleza perfeita que não existe.

11 ideias sobre “Mais um caso de Dismorfia Corporal

  1. Acho que eu poderia escrever horas sobre isso aqui. Mas é o tipo da coisa que não resolve ficar falando. Vc faz acompanhamento psicológico? Sou psicóloga e de alguma forma entendo seu sofrimento…

  2. Estou simplesmente parva… Estou actualmente a estudar hospedeira de terra e tenho uma disciplina que se chama Psicologia. E, neste tenho que fazer um trabalho sobre algum transtorno mental e como já tinha visto um documentário desta doença achei relevante trabalhar sobre está doença que muitos desconhecem. Quero entender este transtorno, quero passar a palavra,pm or isso qualquer informação que me queiram dar sobre a dismorfofobia seria bem vinda.

    • mentirada do caramba né. e a gente nem precisa ir muito longe. é só pegar a capa da Nova em qualquer banca por ai.

  3. NOSSAA!

    foi ótimo encontrar seu blog!

    eu ando sempre muito preocupada com minha aparência,mas isto antes era um prazer,agora se tornou um incomodo gigante.
    para sair eu troco de roupa muitas vezes enunca estou completamente satisfeita.
    vivia mudando a cor do cabelo,atextura…até que agora tive que cortar ele curto pois não suportou tantas quimicas,fiz uma plástica no fim de 2012 e não fiquei nada satisfeita…que droga nada está bom!

    isso esta me incomodando muito,as pessoas me dizem que sou bonita,que não estou gorda.mas pra mim eu estou feia,sempre feia…

    estou pensando em procurar ajuda psicológica mas tenho um pouco de vergonha…

    a vida se torna dificil deste jeito.

    • Olá Thais!!

      Se você tem vontade de procurar um psicólogo, não tenha vergonha. Não há nada de feio nisso, aliás é muito bonito que tem essa coragem de admitir que precisa de ajuda e que não consegue sozinha superar o que está passando. Quando você for ao psicólogo, você vai ver o quanto isso te faz bem. Porque vai te fazer questionar as formas erradas que você está pensando a respeito da sua imagem e você vai começar a mudar a forma de pensar (da forma errada para a forma correta). Quando eu fiz terapia eu gostei muito, na segunda consulta eu já comecei a ver como estava me ajudando falar com aquela pessoa (um profissional que sabia a coisa certa de me falar para eu refletir). Eu gosto da linha psicológica chamada Terapia Cognitiva Comportamental, que é justamente isso que falei, de o psicólogo te questionar sobre as formas erradas que você julga correto pensar. E essa reflexão vai mudando sua forma de pensar para a forma saudável, sem ser uma imposição. Você mesma vai se corrigindo e vendo que não faz sentido agir da forma que vem agindo.

      Não vamos tentar mudar externamente quando o que se precisa é mudar internamente. Nada contra mudar externamente, mas que isso não seja o nosso foco principal, pois estamos tentando corrigir no lugar errado, pode dar um resultado satisfatório em um primeiro momento, mas não irá durar muito e virá novamente a frustração. Vamos focar a correção no local correto, que é na nossa forma de pensar.

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