Quando alguém pensa demais em si mesmo, é que está pensando mal

Pessoal,

Dois livros sobre auto imagem que eu gosto muito são “Imperfeitos, Livres e Felizes” de Christophe André e “Meu Corpo… Meu Espelho” de Rita Freedman Ph.D. Clique sobre o nome do livro para saber mais sobre eles.

Vou começar a postar partes interessantes dos dois aqui. Os dois primeiros parágrafos desse post é do livro “Imperfeitos, Livres e Felizes” e os seguintes são do “Meu corpo… Meu espelho”

Quando alguém pensa demais em si mesmo, é que está pensando mal

Talvez estejamos mesmo preocupados demais com nossos pequenos seres. Mas talvez não estejamos sabendo lidar com nossa relação com nós mesmos. Isso pode acontecer porque nos deixamos levar com excessiva facilidade por valores artificiais: desempenho, abundância, aparência. Três flagelos, tanto de nossas sociedades quanto de nossa mente. Desempenho: é perfeitamente normal querer fazer tudo bem, mas é prejudicial enxergar “desafios” por todo lado, querer ser um “vencedor”,  a ponto de adoecer. Abundância: é perfeitamente normal querer uma casa, roupas, alimentos. Mas não é normal comprar freneticamente (ou sonhar em comprar) tudo que se vê. Aparência: é perfeitamente normal se sentir feliz, com o próprio corpo e cuidar dele. Mas não é normal estremecer à menor ruga ou ao primeiro cabelo branco.

Não temos a opção de não pensar em nós, diante de uma sociedade em que a imagem se tornou tão importante. E o resultado é: o ego está inflado, sempre presente. Não é por acaso que os distúrbios alimentares, como bulimia, anorexia e dismorfia corporal estão tão estreitamente ligados aos problemas da auto-estima. Acreditamos que crescemos e nos fortalecemos ignorando e maltratando a nós mesmos. Sofrimentos inúteis, que só servem para nos ensinar a sofrer ainda mais e a nos punir. A propósito dos sofrimentos da auto-estima, um ego onipresente é um ego que vai mal. A solução não é pensar menos em si, mas pensar de outra forma. Até porque não há escolha: temos uma necessidade vital de nos estimarmos. Só que não da forma que fazemos atualmente. Ora nos amamos, ora nos detestamos. E então, o que é isso? É a auto-estima.

Há uma diferença entre a busca descontraída da beleza e a perseguição desesperada onde você sempre termina do lado perdedor. Um visual atraente é parte do jogo da vida. Para algumas pessoas, o corpo tornou-se um campo de batalha. Parecem vítimas sitiadas e, realmente, são. A aversão ao corpo fere tanto a mente quanto o corpo. A mudança pode não ser fácil, mas é possível. Porém, é preciso dedicar-se à mudança. Cada um de nós carrega dentro de si uma visão interna de nosso ser exterior. Esta é a nossa imagem física: um retrato do corpo visto pelos olhos da mente. Embora esta imagem seja construída sobre características físicas, é também delas separada e distinta. Vai além do simples fato de ser loira ou magra, pois é produto de nossa imaginação. Apesar de imaginária, a imagem física pode parecer tão real quanto o próprio corpo. Pode ser uma fonte cosntante de força ou uma causa crônica de sofrimento.

A imagem física tem muitos aspectos. É visual – o que você vê quando olha para você mesmo. É mental – como você pensa sobre sua aparência. É emocional – como você se sente sobre seu peso ou altura. É cinestésica – como você sente e controla as partes de seu corpo. É também histórica – moldada por toda uma vida de experiências, que incluem prazer e dor, elogio e crítica. Acima de tudo, a imagem física é uma questão social. Pode residir em sua mente, mas esta fundamentada nas experiências cotidianas que a cercam. O modo como você se sente depende de como se considera avaliado pelos outros. Sua imagem física pode ser abalada pelo julgamento de uma pessoa amada ou pelo assobio de um estranho.

Até que ponto é exata a sua imagem física? Provavelmente, não tem muito a ver com a realidade. A maior parte de nós somos maus juízes de nossa própria aparência. Quando as auto-avaliações da beleza são comparadas a avaliações realizadas por observadores externos, encontram-se poucas correlações. Isso é simples de entender. Não nos vemos do mesmo modo que os outros nos vêem. Os olhos da mente distorcem a imagem física, às vezes em um sentido positivo, às vezes em um sentido negativo. Embora o mundo exterior possa atribuir-lhe uma nota dez, seu olhar interno só enxerga um deprimente dois. Se você distorce sua imagem física, ela acontece de duas maneiras particulares: enxergando alguma parte do corpo como anormal ou achando que possui o manequim ou tipo de corpo inadequado. Talvez esteja preocupado(a) com suas coxas imensas, com seu quadril ou com o seu nariz. A partir desta característica isolada, você generaliza em relação a toda a sua aparência , ignorando as partes que são atraentes, tanto para você quanto para os outros,

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