Você ama sua casa?

Encontrei em uma espécie de diário que eu levava para a terapia um texto de como eu me via. Eu acho que foi uma tarefa da psicóloga. Provavelmente ela perguntou “O que você sente quando se vê no espelho?” E pediu para eu levar na próxima sessão. Eu acho que foi isso. E abaixo estou colocando o que eu fiz de resposta.

eu_me_vejo_feia

Saber que era isso que eu pensava de mim é triste para mim. Porque hoje eu me trato tão diferente, com tanto amor, tenho tanto carinho por mim em todos os aspectos. Não me acho perfeita (nem fisicamente nem interiormente) mas aceito meus defeitos como fazendo parte de mim e me amo desta forma. Parece conformismo mas não é. Antes eu me via deformada e hoje vejo uma aparência normal. Bonita para algumas pessoas e feia para outras. Porque a realidade é que somos as duas coisas ao mesmo tempo e isso não é um problema. É apenas uma questão de opinião que varia entre as pessoas. Nunca seremos belo para 100% das pessoas nem 100% feio para todos também. O importante é a imagem que temos de nós. Então por isto que é importante buscar ajuda e tratar este transtorno.

Se você não gosta da casa em que você mora, um dia você poderá se mudar. Se você não gosta da cidade em que você mora, um dia você pode se mudar. Se você convive com alguém que não gosta você pode optar por não conviver mais com ela (se não é possível de imediato, um dia isso pode acontecer). Agora se você não gosta de si próprio não tem como se mudar. Não tem como dizer “eu não gosto deste corpo, então vou me mudar pra esse outro corpo aqui que eu comprei”.

Então você vai me dizer “Ah, mas eu posso reformar meu corpo, como se reforma a própria casa e continuar morando nela”. É verdade. Quando o problema é só estético é possível. Mas quando o problema é interno, como por exemplo uma infiltração, é preciso quebrar o interno da casa, quebrar a estrutura. E essa comparação podemos fazer com quebrar o nosso interno, no sentido de quebrar paradigmas, mexendo na nossa estrutura emocional, e consertando as rachaduras no nosso íntimo. Não é possível viver em uma casa bonita por fora mas cheia de problemas estruturais, correndo o risco até mesmo de desabar. Precisamos cuidar primeiro da parte interna da casa que é a parte mais importante e então vivermos em paz. E em nós mesmos também precisamos cuidar primeiro do nosso interior, que é a parte mais importante de nós. Com a nossa parte interna bem estruturada estaremos preparados para cuidar bem do nosso exterior.

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