Beleza é uma questão subjetiva

Eu comecei a responder um comentário que deixaram aqui no blog e acho que deveria virar um post. Então estou colando ele aqui e vou complementar mais algumas coisas. O assunto em questão é quem tem dismorfia corporal (homem ou mulher) e:
– sofreu bullying quando criança/adolescente (não é obrigatório);
– se considera muito feio e sem conserto;
– acha que as pessoas estão mentindo quando dizem que você é bonito.

Minha opinião é a seguinte:

Eu também sofri muito bullying na infância e adolescência e nem por isso sou anormal. E os outros leitores do blog que já entraram em contato comigo e me mostraram foto eram pessoas normais e que eu considero pessoas bonitas. O problema é que ficamos tão abitolados na nossa verdade (de que somos deformados de tão feios) que não cogitamos a possibilidade de haver outras óticas, outras percepções sobre isso. Então a gente nem aceita que as outras pessoas pensem diferente de nós, porque nós que temos a verdade absoluta e não há chance de isso mudar.

Então estamos fadados a morrer nos considerando a pessoa mais feia do mundo. Vamos nos permitir ser um pouco flexíveis e nos dar a oportunidade de poder ver as coisas também por outro ângulo, de avaliar as coisa por outro lado também, e perceber que talvez aquela pessoa que nos falou que nos acha bonita realmente ache isso. Qual a vantagem de uma pessoa elogiar a sua aparência sem achar isso de verdade? Se você não perguntou nada e a pessoa te elogiou, não faz sentido achar que ela está fazendo isso por sacanagem/mentira. Vamos pelo menos levar em consideração as pessoas do seu convívio, que não tem nada a ganhar com isso. Ninguém faz esse tipo de “caridade”.

Vamos nos permitir fazer uma terapia e refletir sobre nossos pensamentos. Vamos nos permitir ler livros sobre assuntos relacionados a tudo isso. Vamos abrir nossa mente e vamos nos permitir ter novas experiências, novas atitudes. É como uma frase que diz “Se você continuar tendo as mesmas atitudes que sempre teve, vai continuar obtendo os mesmos resultados que sempre obteve.”. O que você quer para a sua vida? Você quer sofrer para o resto da vida ou quer ter novas atitudes e ter uma vida mais feliz? A vida muda quando você muda.

A dismorfia corporal tem cura. Muitos profissionais dizem que não há cura, que só há um controle. Eu não concordo. Eu tive dismorfia desde criança mas até esse assunto ser de conhecimento dos psicólogos passei por alguns no decorrer da vida e a terapia não chegava a lugar nenhum porque o psicólogo não sabia o que eu tinha e me tratava somente como uma insatisfação da minha aparência. Só fui diagnosticada com dismorfia por psicólogo e psiquiatra aos 27 anos quando minha vida afundou numa depressão séria por conta disso tudo que eu sentia e não sabia o que era. Então com o diagnóstico consegui ter um rumo e comecei o tratamento com terapia, com remédio para sair da depressão e a leitura de muitos livros (os nomes dos livros estão no menu do blog, em “livros”). E desde 2012 eu não tenho mais nenhum sintoma de dismorfia corporal. Já são 5 anos assim e a cada ano é um ano a mais para essa conta. Só quem sai da dismorfia sabe o peso que tiramos das nossas costas, de poder sair na rua sem preocupação do que estão achando de nós. E eu não sou a única que não tem mais dismorfia.

O Robert que era leitor aqui do blog também não tem mais dismorfia há anos. Antes de ele superar isso ele deixou um depoimento pra nós aqui no blog. Clique aqui para ler. Outro dia eu tentei entrar em contato com ele, se ele queria escrever um relato sobre a superação da dismorfia dele e ele me falou que como foi uma fase difícil da vida dele, ele quer deixar isso pra trás e não lembrar mais disso. Mas ele também está aí, a prova viva de que da para sair disso sim.

Eu saio que nem uma mendiga na rua e não me importo. Eu não deixo de ir a nenhum lugar por causa da minha aparência e nem sofro por isso. Hoje me considero uma pessoa normal e sei que minha beleza é única, singular, e que vão existir pessoas que me acham bonita e outras que vão me achar feia porque isso é uma questão de gosto de cada pessoa, e não porque eu sou. Beleza não é uma coisa concreta, é uma coisa subjetiva! Vamos ao conceito de “subjetivo”.

Subjetivo é tudo aquilo que é próprio do sujeito ou a ele relativo. É o que pertence ao domínio de sua consciência. É algo que está baseado na sua interpretação individual, mas pode não ser válido para todos. 

Entendeu? A definição de beleza vai variar de pessoa pra pessoa mas isso não quer dizer que você não é bonito porque alguém não considera que você é. O seu valor está em você e não no que as outras pessoas acham de você.

Temos que refletir a respeito.

Como seria se os anúncios de cueca usassem homens normais

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Você já imaginou como seriam os anúncios de cuecas com homens normais no lugar daqueles modelos completamente sarados?

The Sun não só imaginou como fez. Munidos apenas de cueca, os rapazes -normais- escolhidos foram clicados fazendo poses parecidas com as de campanhas de marcas conhecidas, como Dolce & Gabanna, Calvin KleinArmani, dentre outras.

A publicação propõe uma reflexão sobre o bonito, e a necessidade das marcas em seguirem padrões de beleza bem definidos na hora de escolher seu garoto propaganda.

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Fonte: Moda para Homens

Bunda de Kim Kardashian

Semana passada deu o que falar desse assunto, né?  Após aparecer de biquíni em uma praia e exibir um corpo bem diferente daquele, que aparece nas revistas. As celulites do bumbum já fizeram Kim perder mais de 100 mil seguidores nas redes sociais.

WHO? Eu também não sabia quem era essa na fila do pão. Então perguntei pro Google:

Kimberly Kardashian West, nascida Kimberly Noel Kardashian, porém é mais conhecida como Kim Kardashian (Los Angeles, 21 de outubro de 1980) é uma personalidade de televisão, socialite, empresária, modelo, produtora, empresária, estilista, apresentadora e atriz americana.

Vamos ver as fotos tão comentadas então.

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Saiu uma reportagem no Domingo Espetacular sobre isso. Não sei até quando vai ficar no ar. Para assistir clique aqui.

Chegamos a conclusão que Kim é apenas gente como a gente. Que não existe corpo perfeito, que todo mundo tem o direito de ter o corpo que quiser, com celulite, com estria, com gordurinha, com sardas, etc e que isso não define o que somos.

A gente precisa começar a aprender que nossa felicidade não depende do corpo que temos. Claro que a gente sempre quer melhorar, mas a nossa vida não pode girar em torno só disso. Ao mesmo tempo, a mídia também precisa parar de impor essa beleza perfeita. Mas sabem quando a mídia vai parar? Nunca. Porque é isso que vende. Capa de revista com dieta de famosa que perdeu 5 kg vende. Maquiagem para a pele perfeita vende. Então a escolha de querer aderir a essa imposição depende de nós. Eu quero ser cobrada(o) por ter que ser perfeita(o)? Eu sou só a minha aparência ou eu sou um conjunto de características onde minha aparência é só uma parte de mim? Esse blog é sobre dismorfia corporal e enquanto você não aprender alguns pontos não vai superar a dismorfia:

1 – Não existe corpo perfeito.
2 – Não somos apenas nossa aparência. Somos um conjunto de características onde nossa aparência é uma parte do que somos. As outras características são: nosso caráter, nossos gostos, nossa essência, nossa personalidade, nosso eu único que ninguém mais é igual.
3 – Beleza é algo subjetivo. O que é subjetivo: “que pertence ao sujeito pensante e a seu íntimo. Pertinente a ou característico de um indivíduo; individual, pessoal, particular”. Ou seja, cada pessoa tem uma opinião do que é beleza. O que eu considero bonito não é a mesma coisa que você considera bonito, que não é a mesma coisa que seu amigo considera bonito, que não é a mesma coisa que seu vizinho considera bonito. Uma pessoa que eu  considero lindo(a) você pode dizer que não concorda e vice-versa. Alguém feio para uma pessoa é bonita para outra. Então, pra resumir todo esse item 3, não adianta você querer ser a pessoa perfeita porque nunca ninguém na vida é bonito aos olhos de todos. Nem Angelina Jolie, nem Gisele Bündchen, nem Brad Pitt, nem Cauã Reymond, etc etc etc, pense no ator/atriz mais lindo que você ache, não vai ser unanimidade todos acharem essa pessoa linda maravilhosa.

Pense nisso 😉

Obs: No menu do blog em “Posts mais importantes” tem outros posts que abordam o mesmo ponto de vista.

Dove arrepia ao despir os falsos resultados da busca por aceitação: você não é como imagina ser; você é linda.

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Se você trabalha com comunicação se prepare pois, na certa, esta vai ser uma daquelas campanhas na qual você gostaria de ter participado. Mas, caso seja só um agregado e/ou curioso da área, garanto que o clique e a leitura não serão em vão.

Apesar de manter o já famoso conceito de beleza verdadeira, a Dove conseguiu, mais uma vez, surpreender e comover com este novo filme que, na minha opinião, funciona como um dedo em nossa ferida cultural e em suas milhares de esferas e conexões, que vão desde os valores que pregamos até os que consumimos ao mesmo tempo em que, aparentemente, criticamos. Arrisco dizer que este vídeo vale o play e a publicação vale a leitura. Reserve alguns minutinhos e desfrute desta sequência de insights que serão provocados, de maneira instantânea, na sua mente.

A Ogilvy Brasil deixou muito clara a proposta do filme “Retratos da Real Beleza” ao convocar para a campanha, o Gil Zamora, que nada mais é do que um artista forense do FBI, que já produziu mais de 3 mil retratos falados no decorrer de seus 28 anos de carreira. A essência da ideia gira em torno do relato de 7 mulheres que, de uma forma exageradamente impiedosa, se descrevem para Gil que, sem nunca vê-las, realizou seu talentoso trabalho de ‘retrato falado‘, baseado, unicamente, na opinião das mesmas.

“Imagine um mundo onde beleza é uma fonte de autoconfiança e não de ansiedade”. Foi a partir deste principio – que, na teoria, parece ser bem simples – que a campanha se desenvolveu. Um filme que, certamente, vai provocar o público feminino e o masculino. Afinal, para que e para quem você vive? Ao assistir estas mulheres se descreverem, é quase certo que a insegurança de muitos usuários vai acabar se refletindo na telinha. Estes seres humanos que se definem e se reduzem como “apenas” um nariz fora de um padrão qualquer ou, ainda, se percebem com alguns números/quilos acima do que os outros esperam é algo que, infelizmente, nos é comum e familiar. Na minha opinião, a forma como elas falam de si chega a ser, de um jeito muito pouco sutil, bastante cruel. Se desvalorizam por aspectos que provavelmente passem despercebidos se comparados com as qualidades que as respectivas detém, mas que, infelizmente, encontram-se escondidas embaixo de seus “defeitos”.

Ao generalizar e dizer que você, sendo homem ou mulher, pode, certamente se identificar com o que está prestes a assistir, eu me apoio em uma triste estatística que mostra que apenas 4% da população feminina mundial se considera bonita: será que você faz parte dela?

Um vídeo que vale o play, a reflexão e, sem sombra de dúvida, uma mudança. Portanto, arrisque:

Para ter mais acesso à todo o material produzido por a campanha, basta visitar o site oficial  clicando aqui e daí, quem sabe, se surpreender descobrindo que você é muito mais bonita do que você pensa.

“Uma pessoa não é um nariz grande ou um cabelo ressecado. Ela é o conjunto de atributos que se somam ao brilho, muitas vezes escondido, de um olhar.”

A psicóloga Heloisa Lima, que mencionou a frase acima em um de seus artigos, diz que, muitas vezes, as perspectivas mais cruéis que um ser humano pode ter de si próprio é produzida por sua própria percepção, e não pela dos outros. A autodesvalorização, que não pode ser resumida como um pequeno ato de insegurança, deve ser atribuída à um perspectiva cultural muito mais ampla, responsável por tudo isso. Esta concepção gera e percorre desde as maiores capas de revista de moda, masculinas, de fofoca e de notícias, até preencher os mais diferentes canais de televisão, programas e propagandas que, querendo ou não, com muita força e inten$idade, se repetem em blocos comerciais e capítulos de uma trama qualquer que, infelizmente, em sua grande maioria, fortalecem, cada vez mais, um esteriótipo que a sociedade entende e cultiva – na prática – como o modelo de beleza a ser seguido.

A questão é que a absoluta maioria das mulheres não consegue, e nem sequer deveria se sujeitar, “caber” em um jeans 38 ou em um calçado 37. Ser fora do padrão que, sinceramente, nem sabemos como foi estabelecido, deveria ser visto como algo positivo – uma vez que é o verdadeiro modelo humano. Porém, para ir contra isso, antes de tudo, precisamos praticar este desligamento. Afinal, de que adianta eu fingir que não ligo para aparências se, no fundo, busco e invejo aquilo que mais critico? Habitar esta imensa hipocrisia é o que nos faz consumir 99% das marcas que continuam a exibir modelos com peso abaixo de 40 kg em capas de revista e a vender bilhões no embalo desta indústria que tem como combustível a nossa covarde cultura de não ir contra o que, evidentemente, nos desvaloriza em massa.

Um antigo filme da marca, que denuncia o quão distorcido é este parâmetro que, mesmo insatisfeitos, continuamos a alimentar com receios e medos de não sermos aceitos, é este fantástico time lapse que mostra as milhares de alterações/mutações que uma modelo sofre antes de impactar o seu público alvo: você. A criação foi da Ogilvy & Mather Toronto e, claro, vale o play:

É válido ressaltar que você não precisa ser mulher para ser impactado por estes esteriótipos. Afinal, uma propaganda qualquer de cerveja, que tem o público masculino como maior alvo, é muito mais carregada de esteriótipos e pressões culturais do que algumas direcionadas para um público feminino, como, por exemplo, as de lingerie.

Admito que sempre fui fã do posicionamento da marca pelo simples fato dela fugir do convencional. Mulheres sempre bonitas, perfeitas e que, infelizmente, se tornaram parâmetro de normalidade para a nossa sociedade, uma vez que o que é comum de se vender e instiga o consumo, acaba por ser comum no dia-a-dia, pois é ofertado em cada esquina e, ao nos impactar em capas de revistas, através de fotos photoshopadas com glamourosas bolsas, estranhos shampoos, diferentes vestimentas e peculiares cervejas, “sem ninguém perceber”, as imagens que compõe tudo isso sempre estão acompanhadas de um código de barras e/ou um logotipo qualquer. Se todos conseguissem notar uma destas duas coisinhas que sempre acompanham estes ‘parâmetros de beleza’ que nos aprisionam, certamente teríamos chance de construir uma cultura menos intensa no que diz respeito à frenética busca por uma inalcançável beleza que vivemos e, ao mesmo tempo, criticamos enquanto cultivamos, o que é um triste sinal de hipocrisia, mas que, se quisermos, de pouco em pouco, pode ser transformado.

Precisamos ser mais generosos uns com os outros, isto é fato. Mas este desafio começa diante do maior vilão deste contexto: o espelho. Este item que reflete nossa desconfigurada autoimagem, acaba por, consequentemente, projetar medos e receios em partes que vão cada vez mais nos desvalorizando, quando percebidas em um nariz que não é igual ao da personagem da novela ou daquela atriz que vive da própria imagem. Sei que é difícil digerir tudo isso, afinal, também sou humano e vivo esta batalha entre a dificuldade de ser feliz como sou e a busca proveniente da exigência sobre-humana de sempre ser aceito. Sentir-se bem como você é. Este é o verdadeiro desafio a ser vencido e tem que ser diário. Afinal, eu, você e todo o restante da população estamos vulneráveis aos impactos de novos parâmetros a qualquer minuto, seja na capa de uma revista ou com um novo implante de silicone. Precisamos deixar a superficialidade de lado e, de uma vez por todas, assumir o real sentido da verdadeira beleza humana.

É válido lembrar que:

“Quando você se olha no espelho, quem está de costas é você

Fonte: Comunicadores

O que é a “body neutrality”, o meio termo entre amar e odiar o próprio corpo

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O discurso de que temos que amar o nosso corpo está mudando de abordagem para uma outra mais neutra, de aceitação sem culpa.

O objetivo da “body neutrality” é simples: não odiar o próprio corpo.

Atualmente muitos discursos tem encorajado mulheres a amarem seus corpos. Essa atitude em relação ao próprio corpo é vista como um ato revolucionário, empoderando as mulheres e questionando o padrão que define o culto a magreza como a única forma possível de beleza.

Nos Estados Unidos, um movimento quer substituir a positividade (body positivity) pela “body neutrality” (neutralidade corporal, em uma tradução literal).

A principal questão é que a “body positivity” pode criar, muitas vezes, a obrigação de que se passe a ter uma atitude positiva sobre o próprio corpo. A “body neutrality” defende um objetivo mais realista, que é simplesmente não odiar o próprio corpo. Conseguir mudar o foco de uma cultura tão obcecada pelo corpo perfeito para uma neutralidade é um grande passo.

Para a escritora Caleb Luna (conforme texto publicado em 2016 no site “Everyday Feminism”) o discurso de “ame seu corpo” coloca uma pressão desnecessária na ideia de atingir a aceitação do próprio corpo. O esforço de amar o próprio corpo todos os dias também pode apagar progressos feitos para uma autoimagem mais positiva que não esteja necessariamente vinculada à aparência física.

Essa imposição ignora os fatores externos que nos fizeram odiar nossos corpos em primeiro lugar (como por exemplo o padrão de beleza e a indústria de cosméticos). Conforme a escritora, há um ambiente cultural intolerante aos corpos fora do padrão, que está conspirando (e lucrando) para que seja impossível nutrir esse amor próprio.

“Embora eu tenha uma enorme quantidade de amor próprio, esse amor está mais ligado a quem eu sou do que ao corpo no qual eu existo” (Caleb Luna – Escritora)

Quando venerar o próprio corpo se torna obrigatório, o mal-estar criado por uma celulite é substituído pela impossibilidade de ver beleza em si mesmo a todas as horas do dia ou da noite, como define um artigo do site de moda, comportamento e cultura Man Repeller.

Pensar menos sobre o próprio corpo e apenas aceitá-lo, em vez de amá-lo, são bandeiras de quem considera a neutralidade mais saudável. A ideia é eliminar a sensação de fracasso por não ser capaz de se amar – que é comparada por quem critica a positividade ao fracasso de não ter um corpo perfeito.

Dessa forma, a neutralidade consiste em um meio caminho entre as duas exigências.

“Você ainda pode gostar de comer direito, se mexer e se cuidar, mas com a neutralidade, você estará fazendo isso com aceitação e alegria, não de maneira forçada e perfeccionista” disse a naturopata Cassie Mendoza-Jones à revista “Elle” australiana. Essa mentalidade menos estressante tem potencial para diminuir o peso da vontade de ser outra pessoa, de ter outro corpo.

Tema beleza abordado no programa Amor e Sexo

De vez em quando assisto o programa Amor e Sexo e acabei assistindo um Episódio do programa que falava sobre Beleza. Achei interessante e vou por aqui as partes interessantes.

23 de fevereiro – Dudu Bertholini falou:

“O que é lindo que a Isabel falou é sobre se sentir gostosa. É muito mais sobre isso. Hoje a medicina estética avançou muito nas últimas décadas e tem essa ideia da juventude eterna mas isso é muito ruim porque isso reforça a ideia de que só é bonito o que é jovem. E na verdade você pode até ter mais rugas quando você ficar mais velho mas você tem muito mais segurança de quem você é, do seu elã, da sua personalidade e isso é que é ser bonito de verdade. É algo que vem de dentro.”

09 de de março – Dudu Bertholini falou:

“Cada vez mais a gente está quebrando esses padrões, essa ideia eurocêntrica da loira, alta, magra, de que isso é bonito. Hoje existe uma urgência por representatividade de belezas de diferentes cores, de diferentes raças, de diferentes gêneros e você entender que na verdade o padrão é muito cruel porque ele é muito aprendido. Então o incrível é a gente entender que a gente é bonito do jeito que a gente é, sendo a melhor versão de nós mesmos. Beleza é isso.”

09 de de março 

Fernanda Lima pede para Dudu Bertholini fazer um resumo sobre a beleza ao longo da história.

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Ele responde:

“Na Pré-História e na Pré-Grécia não existia o conceito do belo. O belo estava ligado a saúde. Portanto o homem forte e másculo ele era belo porque ele podia caçar e proteger a família. E a mulher de seios fartos e quadris largos representava a fertilidade porque ela podia alimentar e criar os seus filhos.

Beleza sempre foi antropológica, sempre mostrou valores culturais dos povos e diferentes lugares e tempos.

No oriente sempre foi bonito a beleza delicada então a mulher é pequena, se curva por respeito ao homem e tem os menores pés possíveis. No nosso mundo ocidental a primeira vez que alguém foi considerado belo é na Grécia Antiga quando filósofos e sábios criam pela primeira vez um padrão ideal de beleza que estava ligado a simetria. Os gregos acreditavam que ser bonito é ser simétrico.

Depois na idade média a beleza foi negada. Principalmente a feminina porque beleza era sinônimo de empoderamento. Então as mulheres tinham que se esconder por trás de roupas austeras, elas tinham que pintar os cabelos claros que isso instigava a fantasia dos homens. Olha que machismo absurdo.

No renascimento volta a beleza feminina Padrão Venus de Botticelli, de corpo curvilíneo, pele alva, bochecha rosada. Depois a gente tem repressão, liberdade.
No Século 19 as menores cinturas da história de 40 cm.
Ao longo do Século 20 a gente celebra a diversidade de estilos. Cada década tem um estilo que é muito representativo do seu tempo.
Nos anos 20 as mulheres usam cabelo como os dos homens e achatam os seios.
Nos anos 40 elas tem que ser naturais porque não pega bem ser vaidosa durante a segunda guerra.
Elas recuperam as curvas nos anos 50.
Nos anos 60 pela primeira vez beleza não está ligada a saúde porque aparece a Twiggy esquálida de magra provando que beleza pode ter outros tipos de sexualidade e de estilos.
De lá pra cá os padrões variam.
Mulheres curvilíneas nos anos 80. Mulheres magras e esquálidas nos anos 90. E no século 21 a gente celebra a diversidade de belezas. Não vale mais a pena seguir padrões mas sim representar diferentes cores, raças, gêneros e um mundo fluindo a favor da diferença. Essa é a beleza de hoje.”

E no último programa da temporada, é feito um reprise da Fernanda Lima falando sobre a ditadura da beleza. Não sei qual a data que passou a primeira vez.

fernanda_lima_unha“Essa unhas são maravilhosas, dão o maior efeito mas são de plástico. Olha só, tudo de mentira”

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“Os cílios, gostaram? São lindos né? Mas descolam, são cílios postiços, olha só”

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“E esse cabelo? Quem acha lindo? Tudo de mentira! Não acredite na capa de revista. Tem muito truque. Afinal, padrões de beleza mudam a cada estação então encare a moda como um mundo à seu serviço e não ao contrário. Crie, invente, fantasie, vista-se e dispa-se. Faça o seu próprio estilo e seja feliz.”

Fonte: Gshow

Espelho infiel: dismorfia corporal faz as pessoas rejeitarem o próprio corpo

A dismorfia corporal é uma doença, um transtorno psicológico que ultrapassa os limites da vaidade. A pessoa se olha no espelho e se enxerga de uma maneira diferente, cheia de imperfeições. A dismorfia pode ter sido a origem de muitas transformações radicais que já vimos. São pessoas que gastaram tudo o que tinham com cirurgias plásticas para mudarem totalmente a aparência.

Fonte: R7

Sentir-se feio: dismorfia corporal pode causar depressão

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A Dismorfia Corporal é um transtorno que limita a vida das pessoas e pode estar associado a depressão, isolamento, fobia social e dependendo da gravidade e sofrimento pode levar ao suicídio.
A dismorfia corporal é caracterizada pela exacerbação de um defeito mínimo ou até pela criação de um defeito imaginário no corpo do indivíduo, fazendo-o passar horas na frente do espelho focando suas “imperfeições”. Os pensamentos a respeito do seu corpo “feio” podem se tornar obsessivos e levar a rituais para alivio do mal estar causado.

Esse transtorno tem se mostrado muito comum entre a população, pode chegar a 2%, iniciando na adolescência ou no jovem adulto, acomete homens e mulheres igualmente, embora não saibamos qual a causa, a desregulação do sistema nervoso central e disfunções dos gânglios podem estar envolvidos, além disso os valores sociais também tem forte influência na doença.

A dificuldade de se fazer o diagnóstico começa pela linha tênue que divide o se preocupar com a aparência de forma saudável e a forma exagerada que leva ao sofrimento, é fato que pessoas podem começar se preocupando de forma significativa com os “defeitos” do corpo e chegar a desenvolver o transtorno.

A vigorexia ou transtorno dismorfico muscular é uma derivação deste transtorno, faz com que o indivíduo se veja como pequeno e fraco, levando o mesmo a passar 3 ou 4 horas dentro da academia tentando definir os músculos e torna-los cada vez maior.

Assim como a anorexia nervosa, no qual as pessoas se veem gordas demais mesmo estando abaixo do peso que a organização mundial de saúde prega como saudável, que fazem dietas restritivas ao extremo ou as bulímicas que acabam expelindo o que ingeriu seja por vomito provocados ou laxantes e diuréticos.

A terapia é fundamental para aquisição da consciência corporal saudável e restabelecer vínculos e atividades perdidas, assim como a medicação pode ser uma grande aliada em alguns casos.

Adriana de Castro Ruocco Sartori
Psicóloga, mestre em ciência da Psiquiatria pela USP, especialista em abuso, dependência e compulsão, terapeuta transpessoal, hipnóloga pela ACT – Institute de Milton Ericson , Consteladora familiar e empresarial pela escola de Bert Hellinger, formada em Cura Reconectiva.

Biblioteca do blog atualizada

Os links dos PDF que estão no blog (no menu em “Biblioteca) estavam com os links quebrados por conta de um problema na migração do meu blog para outra hospedagem onde uma agência de mídia digital a qual eu solicitei o serviço pra fazer o backup dos meus arquivos não salvou corretamente. Com isso perdi todas as imagens e PDF que estavam no blog. Aos poucos estou colocando tudo de volta e agora a Biblioteca do blog já está com todos os PDF recolocados.

Tenho mais PDF do assunto para incluir, pretendo fazer em breve.