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Eternamente insatisfeito? Talvez seja Transtorno Dismórfico Corporal

Eternamente insatisfeito? Talvez seja Transtorno Dismórfico Corporal
Paciente sempre infeliz com o resultado de tratamentos estéticos realizados pode sofrer da doença

 O TDC é um transtorno da imagem corporal caracterizado por uma preocupação exagerada por um “defeito” real ou imaginário no seu corpo. Quando de fato, existe uma alteração física que justifique a atenção, comumente ela é superdimensionada.

Os portadores do TDC sofrem de ideias persistentes sobre o modo como percebem a própria aparência corporal. A preocupação causa sofrimento significativo na área clínica e prejuízo no funcionamento social, ocupacional e em outros campos importantes da vida do indivíduo.

Com a pressão dos ideais de beleza ditados pela indústria da moda e fomentados pela mídia, a valorização do corpo perfeito tornou-se uma obsessão global. Hoje cada vez mais pessoas buscam a qualquer preço, a transformação do corpo físico por meio de inúmeros sacrifícios de sua natureza corporal em prol do padrão de beleza instituído pela sociedade.

Proporcionalmente ao aumento excessivo da preocupação em relação à aparência física, cresce o número de pessoas que sofre com o TDC, considerada como reflexo de uma epidemia de culto ao corpo da sociedade moderna.

A rotina destes pacientes se resume na busca obsessiva por tratamentos dermato-cosméticos. É certo que sempre acabam não ficando satisfeitos com tratamento algum, pois o problema está em sua própria auto-aceitação, e não exatamente no tratamento oferecido.

A relação terapeuta-paciente fica comprometida, gerando uma série de denúncias infundadas contra o profissional, a quem acabam por culpar por não terem atingido a estética que idealizaram para si.

O fisioterapeuta se encontra em uma posição privilegiada, onde em uma primeira consulta, poderá identificar os principais sinais e sintomas deste transtorno e conduzir amistosamente o paciente a um profissional capacitado, o psicólogo ou psiquiatra, para uma avaliação mais criteriosa.

É válido ressaltar que em nenhum momento o fisioterapeuta deverá usar a terminologia TDC ao se dirigir ao paciente, pois a sua hipótese de diagnóstico deverá ser confirmada por um profissional habilitado, após a exclusão de outros comportamentos compulsivos tais como, a anorexia e a bulimia.

Considerando que primeiramente portadores de TDC procuram um profissional da área estética e somente tardiamente psicólogos ou psiquiatras, Ramos (2004) desenvolveu uma Escala de Avaliação do TDC destinada à profissionais da saúde.

O objetivo desta avaliação é o de contribuir para a identificação precoce deste transtorno evitando ao paciente o dispêndio financeiro em procedimentos caros e desnecessários e ao profissional, cuidado com a integridade de sua imagem profissional perante à sociedade.

Os pacientes portadores de TDC sempre questionarão a eficiência do tratamento e consequentemente, a capacidade do profissional se mostrando permanentemente insatisfeitos com os resultados alcançado por melhores que sejam.

Referências:

Conrado LA. Prevalência do Transtorno Dismórfico Corporal em pacientes dermatológicos e avaliação da crítica sobre os sintomas nessa população. 2008. 169 f.Tese (Doutorado em Dermatologia) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.

Jorge RT, Sabino Neto M, Natour J, Veiga DF, Jones A, Ferreira LM. Brazilian version of the body dysmorphic disorder examination. Sao Paulo Med J. 2008 Mar 6;126(2):87-95.

Ramos KP, Yoshida, EMP. Assessment Scale for Body Dysmorphic Disorder (AS-BDD): psychometric properties. Psicol. Reflex. Crit., Porto Alegre , v. 25, n. 1, 2012.

Ramos, K.P. Escala de Avaliação do Transtorno Dismórfico Corporal: Propriedades psicométricas. Tese (Doutorado de Psicologia). 2009. 129 f. Faculdade de Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, SP

Fonte: NegócioEstética

Dismorfia corporal, a escravidão da estética

Em uma sociedade em que a imagem vale mais do que mil palavras, os padrões de beleza e os modelos de felicidade são determinados pela estética. Tudo aquilo que destoa desta beleza e destes padrões é severamente alvo de preconceitos e discriminações. As pessoas acreditam cada vez mais que a regra para ser feliz deve basear-se na imagem e na aparência. As referências são atrizes, top models e esportistas. Todo o sacrifício é pouco para alcançar este padrão de beleza ou cultivar corpos esculturais. Tudo a favor da estética e contra a saúde, uma vez que, o sofrimento, a dor e o inconformismo são inevitáveis. Esta cultura da perfeição leva a pessoa a uma escravidão da imagem fantasiosa, ocasionando um distanciamento da realidade. A perda da identidade é gradativa e a alienação à vida é uma consequência trágica.

Muitos pais se deparam com o descontentamento dos filhos com a autoimagem. Reclamações referentes ao corpo e ao rosto. Nada é suficiente, nada é o bastante. O jovem para dar conta de seu vazio emocional, para inserir-se em um grupo, ser aceito pelos colegas, estabelecer referências, muitas vezes, compensa através da aparência, o que não afasta o sentimento de apatia e melancolia, mas apenas disfarça o incômodo emocional. Atenção, quando a pessoa fica diante do espelho, ressaltando apenas deformidades ou a busca desenfreada pela estética é persistente, talvez estejamos diante de um caso de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) ou Síndrome de Distorção da Imagem.

A dismorfofobia, como também é conhecida, é uma perturbação da percepção e valorização corporal. Caracteriza-se por uma preocupação exagerada com um defeito real ou imaginada na aparência física. A dismorfia é um termo usado para designar a discrepância ou diferença entre aquilo que a pessoa acredita ser (em termos de imagem corporal) e aquilo que realmente é. A dismorfia seria a base de alguns distúrbios alimentares como a anorexia, bulimia e vigorexia. Na anorexia, o indivíduo tem medo de ganhar peso, mesmo quando está abaixo do peso. Abusam de dietas e exercícios físicos para emagrecerem. Na vigorexia, uma alteração no comportamento, o sujeito exagera na prática de exercícios físicos com o intuito de ganhar massa muscular e atingir um corpo delineado. A anorexia está atrelada à vigorexia, pois ambas possuem como denominador comum esta percepção errônea do próprio corpo. Enquanto os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, os vigoréxicos não se acham suficientemente musculosos. Já a bulimia, a pessoa exagera na ingestão de alimentos. A perda de controle leva a pessoa a usar vários métodos compensatórios como vômitos ou abuso de laxantes, para impedir o ganho de peso.

No Transtorno Dismórfico Corporal, o mecanismo patológico se assemelha a quem sofre de TOC, o transtorno obsessivo compulsivo. A obsessão é uma alteração no pensamento que cria impulsos, imagens, cenas e dúvidas que invadem a consciência. São ideias impulsivas experimentadas como intrusivas e inapropriadas que se manifestam de forma quase involuntária, repetitiva, persistente e normalmente absurda. A pessoa na tentativa de evitá-las ou ignorá-las passa a ter comportamentos ritualísticos a fim de neutralizar a ansiedade causada por estas ideias, daí a origem da compulsão. A compulsão são atos repetitivos, como no caso de verificar se fechou a porta da casa quatro vezes, ou atos mentais como rezar, contar, repetir frases. Comportamentos que atenuam a angústia da obsessão. A pessoa possui o discernimento de que esses pensamentos são reais, reconhecem os excessos e exageros, mas mesmo o juízo crítico não é suficiente para acabar com as atitudes compulsivas.

O TDC não está relacionado apenas à ingestão ou negação do alimento ou na prática de exercícios físicos. O excesso de cirurgias plásticas também é um comportamento típico do transtorno. Cerca de 2% das pessoas que procuram a cirurgia plástica possuem o transtorno. A pessoa se submete a inúmeras cirurgias se mutilando em prol de uma satisfação pessoal. Enganam-se e criam expectativas ilusórias e efêmeras. Cabe aos cirurgiões plásticos estabelecer novas diretrizes para o tratamento dos pacientes e avaliar de fato as motivações e a saúde mental de quem busca a cirurgia plástica. O caso, talvez, mais emblemático seja de Michael Jackson. Cogita-se pelo menos dez plásticas apenas no nariz. Em sua trajetória de sucesso, as marcas das inúmeras transformações no rosto do cantor, além da mudança de cor, decorrência do vitiligo, doença não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. A sequência de cirurgias desfigurou gradativamente o rosto artista.

A dismorfofobia é grave e afeta muito os jovens, numa fase de reconhecimento e busca de novas referências, baseiam-se muitas vezes naquilo que a mídia defende. Em um momento de incertezas, questionamentos e dúvidas, os adolescentes são pressas fáceis à influência dos conceitos ilusórios de uma sociedade superficial, materialista e preconceituosa. Os estereótipos sociais são difundidos como corretos: “tenha um corpo sarado e seja feliz”. Sintomas do transtorno vão desde passar horas observando-se atentamente no espelho, comparação com os outros, incômodo com partes do corpo, a ponto de cobrir e esconder partes que não gosta como pescoço, nariz, ombros, costas entre outras, exagero em maquiagens e roupas, preocupação excessiva com higiene e até aversões a fotos.

A psicoterapia ajuda a pessoa a resignificar a percepção de si, reconectando a imagem real do corpo, favorecendo a integração corpo/mente e fortalecendo aspectos emocionais, valorização e autoestima. Em alguns casos o tratamento medicamentoso é necessário uma vez que pessoas com TDC sofrem também de transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, isolamento, depressão e fobia social.

Nota do Editor: Breno Rosostolato é psicólogo clínico e professor da Faculdade Santa Marcelina.

Fonte: Ubaweb

Demi Lovato publica foto sem maquiagem em rede social: ‘Nós somos lindas!’

Normalmente sempre bem maquiada, Demi Lovato postou, nesta quarta-feira (3), uma foto sem maquiagem

Tendo sofrido problemas com distúrbios alimentares por não gostar do próprio corpo, Demi Lovato é uma das principais artistas que levantam a bandeira de que todas as garotas deveriam se aceitar do jeito que são. Tanto que, nesta quarta-feira (3), a artista publicou em sua página do Facebook uma foto sem make pedindo para as meninas assumirem a cara limpa.

“Vamos ser corajosas hoje… tirem a sua maquiagem e parem de usar estes filtros [de Photoshop]!”, escreveu a cantora de ” Give Your Heart a Break “. “Nós somos lindas!”

Na imagem, Demi aparece com os cabelo soltos e os olhos sem o delineador gatinho que costuma usar. Na boca, apenas um hidratante labial.

Fonte: iGirl

Transtorno Dismórfico Corporal: uma guerra particular com o espelho

Saiba o que pessoas que sofrem disso podem fazer para aumentar a sua autoestima e se sentir melhor

Quem já passou por uma “sala dos espelhos” em um circo qualquer sabe o que é enxergar seu corpo todo deformado. Sabe também que, ao sair dali, tudo volta ao normal. Porém, pessoas que sofrem de TDC – Transtorno de Dismorfia Corporal se enxergam sempre desta maneira e veem em si defeitos que não existem. Dismorfia significa ‘deformidade’, e é exatamente essa a questão. Quem tem o TDC acredita que alguma – ou algumas – parte de seu corpo está errada. Grande, pequeno, preto ou branco.

O tradutor Jonas A*., 32, que sofre desse problema, não acredita nisso e quer, a todo custo, uma cirurgia para aumento de seu órgão sexual. Em princípio, ele quer apenas que sua autoestima seja elevada, pois 18 cm já não elevam mais. Diagnosticado como portador de TDC, através de laudos psiquiátricos e psicológicos, Jonas provavelmente descobrirá que essa corrida atrás do perfeito não vai acabar nunca. Mas ele ainda acredita que apenas uma operação resolverá seu nem tão pequeno problema.

Sua baixa autoestima o levou a tomar alguns medicamentos “miraculosos”, receitados pela internet. O tradutor inclusive já fez terapia: “só um mês, não preciso disso!”. Jonas continua nessa incessante busca pelo cirurgião plástico que salvará sua autoestima. Mas tudo pode ser em vão.

Alexandre Pinto de Azevedo, médico psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, SP, revela que o TDC é um transtorno caracterizado por uma preocupação exagerada com um defeito real ou imaginário na aparência, associado a um comportamento de verificações frequentes do “defeito”. Essas sensações geram ansiedade e atitudes de evitação [desculpas], além de um comportamento urgente de correção do tal defeito.

Quando a pessoa não admite tal problema, o especialista recomenda: “Esta é a fase mais difícil. Convencê-lo de que a sua percepção é irreal. Nesta fase, somente o convencimento verbal ajuda na verificação de tal defeito, utilização de imagens captadas por fotografias e comparações junto a alguém que o transmita estes dados de realidade e desproporção”. Jonas não deve gostar disso.

Seu olhar não muda o que a natureza fez

Identificar defeitos nunca é tarefa fácil, mas para eles é impossível. Solange C*., 29, admite que tem esse transtorno. Seu diagnóstico foi confirmado somente depois de passar por dois psicólogos, que viam seu problema como uma grande insatisfação, nada além.

Solange lixou e clareou os dentes, aplicou ácido na pele para fazer as sardas sumirem e colocou silicone para parar de tomar banho no escuro. “De tanto que odiava meu corpo”, diz ela. Procurando pela internet, Solange descobriu o que tanto a incomodava: ela tinha TDC e passou a procurar soluções para aliviar sua repulsa pelo corpo.

Perto disso, alguns outros problemas parecem ser mínimos. Ela passou a fazer terapia cognitivo comportamental e viu que suas crises eram tão somente de sua imaginação. Então ficou em paz com sua autoestima, com o espelho e decidiu fazer um blog a respeito.

“A terapia consegue fazer com que a gente perceba a forma errada que construímos nossa autoimagem e a forma equivocada que acreditamos que as outras pessoas estão julgando nossa aparência.”, conta Solange. Caso resolvido.

Quando dizem que o TDC é uma compulsão, o psiquiatra discorda: “não é classificado como compulsão. Trata-se mais de características do espectro obsessivo pela necessidade de verificação da parte considerada defeituosa. Trata-se de um transtorno mental, onde se há partes do cérebro responsáveis pela percepção corporal que se desorganizam do ponto de vista neuroquímico”. Ele faz parte também do Programa de Transtornos Alimentares e sabe exatamente a diferença entre compulsão e obsessão.

Sem banalização

De acordo com o psiquiatra, quem tem TDC busca uma correção de um defeito por ele imaginado em partes de seu corpo. O transtorno é justamente sofrer pela percepção de um defeito imaginado ou desproporção de um pequeno defeito real (não perceptível ao olhar dos outros) e a necessidade de correção. No caso do Jonas é muito mais do que uma simples cirurgia, é uma intervenção delicada.

A preocupação com o pênis pequeno é uma das características do TDC e que pode ocorrer independente da orientação sexual. “Claro que os conflitos psicológicos que antecediam o aparecimento do transtorno influenciam na sua sintomatologia e talvez, a orientação homossexual e a sobrevalorização do tamanho do pênis, para este indivíduo em especial, favoreceu a sobrevalorização desta preocupação”, avalia o psiquiatra.

Visto desta maneira, devemos salientar que Jonas e seu parceiro, Alex*, que o apoia incondicionalmente, lutam por um órgão maior. Os dois também não acreditam em psicólogos e psiquiatras. Quando comentado que seu parceiro tem um distúrbio, Alex é enfático: “Não adianta passar por profissionais que não fazem nada. Distúrbio uma ova, ele apenas não gosta do tamanho do pênis, igual uma pessoa não gosta de nariz etc.”

Não há aparente desproporção entre homens e mulheres, apenas diferenças de partes do corpo que os preocupam. também não há aspectos hormonais envolvidos nesse transtorno.

O blog da Solange, que tem dismorfia, é aberto a todos aqueles que querem mais informações http://www.diariodeumadismorfia.com.br

Fonte: O Estado RJ

Livro vai na contramão da beleza ditada pelo mundo da moda

É disso que eu falo quando digo que a beleza é única, que cada um tem a sua, que esse negócio de padrão de beleza é furada! A nossa beleza é um conjunto de fatores, entre aparência e personalidade. Não existe o que é bonito e o que é feio. O que existe são preferências. E sempre vai haver preferência para todos os tipos. Nem todos do mundo vão gostar de pessoas brancas, nem todas de negras, nem todas de cabelo claro ou só de cabelo escuros. Não há como todas as pessoas preferirem só cabelo liso e não o cabelo cacheado ou ondulado. Que bom que podemos ter as nossas preferências, e com certeza as suas características serão a preferência de várias pessoas também. Eu poderia passar o resto do dia listando características, é uma infinidade de opções. Por isso, entenda que você tem uma beleza única, só sua, do seu jeito, da sua maneira, que vai encantar pessoas por aí, seja da forma que você for. A perfeição é utopia. Ninguém nunca vai conseguir chegar a uma aparência perfeita. O que acontece são pessoas satisfeitas com a própria aparência e isso não quer dizer que a pessoa é perfeita. Você pode se achar bonita e gostar da sua aparência (e não feia e deformada como você acha hoje) quando você começar a entender e aceitar que as suas características fazem a sua beleza. E que outras características não combinariam com você. Não sou contra a cirurgia plástica para fazer uma correção, porém muita vontade de conserto na nossa aparência é tudo coisa da nossa cabeça. Se a maioria de seus amigos e familiares dizem que o que você julga defeito não existe ou não é necessário mexer, é o momento de acender a luz vermelha e parar pra pensar que o problema não é físico e sim psicológico. A coisa certa a se fazer nesse momento é tratar o que trará resultado. Então é melhor optar pela terapia do que pelo bisturi. A beleza vem de dentro para fora. Pense nisso para a sua própria felicidade. Solange.

 

Livro vai na contramão da beleza ditada pelo mundo da moda

 

Em breve, será lançado o livro do “The Nud Project”, um projeto fotográfico que tem como objetivo retratar a nudez de mulheres comuns pelo mundo. A proposta é redefinir a beleza que sai do tradicional ditado pelo mundo da moda.

As modelos são mulheres que compartilham suas histórias contadas por meio de cicatrizes e diversas outras marcas deixadas em sua pele e corpo.

Para a publicação de 1.200 exemplares do livro, o “The Nud Project precisa levantar US$ 30.000.

Para ver mais fotos, vá para o site oficial do “Projeto Nu”, clicando aqui.

Americana aplica 56 injeções para aumentar o bumbum

É possivel aumentar certas partes do corpo com implantes. Mas existem outras maneiras de conseguir mais volume, por meio de injeções de substâncias perigosas. E foi essa segunda opção feita pela americana chamada apenas de Karmello, 23 anos, moradora de Detroit, cidade de Michigan nos Estados Unidos.

A jovem é protagonista de um episódio da série Minha Estranha Obsessão, do canal TLC, e que é exibida por aqui no canal pago Discovery Home & Health.

Nos últimos três anos, a morena já colocou quase dois litros de líquido em suas nádegas. Karmello recebeu 54 injeções para aumentar o bumbum, feitas por uma mulher sem licença para realizar o procedimento.

Karmello foi levada pelo programa a um cirurgião plástico para uma consulta. O exames constataram que o material inserido está se tornando esponjoso e perigoso para sua vida. Uma próxima aplicação poderá matá-la. Ela recebeu 54 injeções para aumentar o bumbum, feitas por uma mulher sem licença ou formação médica para realizar o procedimento. Devido a sua participação no programa, Karmello foi levada a um cirurgião plástico para uma consulta e exames constataram que o material inserido em suas nádegas está se tornando esponjoso e perigoso para sua vida.

Segundo o especialista, uma próxima aplicação poderá matá-la. Mas a moça não parece impressionada com o alerta, pois pretende realizar pelo menos mais 36 injeções para aumentar ainda mais região.

De acordo com dados publicados no jornal inglês The Sun, devido aos implantes, Karmello passou do manequim 4 ao 10, o que corresposndem aos 36 e 42 no Brasil.

Fonte: Terra

Substância usada em bioplastia pode ser prejudicial à saúde (PMMA – polimetilmetacrilato)

A promessa é sedutora e atrai mulheres em busca do corpo perfeito: plástica sem bisturi e de resultados imediatos. O procedimento da moda chama-se “bioplastia”, à base de injeções de uma substância chamada PMMA. Mas cuidado: as consequências do uso indiscriminado do PMMA (polimetilmetacrilato)podem ser desastrosas.

Plástica simples, barata, sem cortes e com resultados imediatos. Vantagens tentadoras. O procedimento é conhecido como “bioplastia”. Mas o que pode acontecer a muitos pacientes – horas, dias e até anos depois – são sequelas irreversíveis.

“Foi começando a aparecer como se fosse uma queimadura de primeiro grau. Daí, eu fui para o hospital. A princípio, eles acharam que poderia ser celulite. Mas começou a necrosar”, conta Marina Menezes, de 20 anos.

Este é um problema que Marina e outras mulheres vêm enfrentando depois de injeções de uma substância chamada polimetilmetacrilato, o chamado PMMA, um derivado do acrílico. Como Marina, muitas buscavam a forma ideal. Mas sofreram inflamações gravíssimas e acabaram tendo que retirar parte da pele, da gordura e até do músculo da região onde a substância foi aplicada.

Em muitos casos, as lesões causadas pela bioplastia são tão violentas – e chocantes – que o Fantástico decidiu não exibir as imagens.

Isso acontece porque o organismo não consegue absorver o PMMA. Ele entra como um gel e logo depois endurece. Ocorre uma reação inflamatória, e em muitos casos há necrose dos tecidos. O produto pode ainda migrar para outras áreas do corpo e provocar graves deformações.

No hospital que é referência em cirurgia reparadora em Porto Alegre, a procura de pacientes para corrigir implantes permanentes aumentou 30% de 2010 para 2011.

“Em média, a gente tem observado entre cinco a dez anos para alguma alteração acontecer”, conta a cirurgiã plástica Bárbara Machado.

“Nós temos uma experiência muito grande de casos em que este produto metacrilato foram utilizados com complicações. E estas complicações nem sempre são fáceis de serem tratadas”, diz o cirurgião plástico Ivo Pitanguy.

Há dez dias, a ex-BBB Monique Amin fez bioplastia no nariz e no bumbum.

Ela conta que foi o médico quem a convenceu a fazer. Diz que aceitou na hora e não tinha nenhuma informação a respeito do procedimento.

Mulheres que o Fantástico mostrou preferem esconder os resultados da bioplastia, e por isso não serão identificadas.

“Eu quase morri. Nos primeiros dias eram dores horríveis”, conta uma das pacientes da enfermeira Fernanda Ouverney Valente, presa há duas semanas no Rio de Janeiro. Hoje, Fernanda está solta e responde por exercício ilegal da profissão e lesão corporal gravíssima.

A paciente ficou mais de um mês internada e perdeu 15 quilos, com uma forte infecção nas nádegas. Ela conta que chegou a ver o estado em que o corpo dela ficou. “Vi e fiquei desesperada”.

Só médicos podem aplicar o PMMA, mas é fácil encontrar clínicas com pessoas não qualificadas administrando livremente o produto.

Com uma câmera escondida, uma equipe de reportagem do Fantástico foi a um consultório no subúrbio do Rio de Janeiro. Uma mulher se apresenta como fisioterapeuta e garante que não há qualquer contraindicação.

Mulher: Eu colocaria aqui uns 350ml.
Mulher: “Fica em R$ 3,5 mil. Em umas duas horas eu te deixo com um bumbum bonito”, garante a mulher.

A equipe de reportagem do Fantástico voltou ao consultório, mas a mulher flagrada oferecendo PMMA não foi encontrada. E até o fechamento desta reportagem, ela não retornou a ligação do programa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária não proíbe a utilização do PMMA. Já o Ministério da Saúde autoriza o uso pelo SUS somente em doentes com HIV, que sofrem com perda de gordura na face, um efeito colateral do tratamento.

“Nestes casos, o PMMA pode ser usado para corrigir este problema e fazer com que a pessoa não abandone o tratamento, porque está vendo que sua face está se modificando”, explica Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde,

O Conselho Federal de Medicina emitiu há cinco anos um alerta oficial sobre os riscos do produto e pediu cautela aos médicos. Mas o cirurgião plástico Almir Nácul, que se diz o criador da bioplastia no Brasil, continua usando PMMA em boa parte dos seus 17 mil pacientes.

“A bioplastia é uma técnica muito segura. O índice de infecção é zero. Nunca tive um caso de infecção”, garante o cirurgião.

Ao longo da entrevista, porém, doutor Nácul admite que já houve complicações. “Já tive problemas de nódulo, mas raramente. É muito raro e tratável”, assegura.

“Não tem tratamento. Não há como retirar este produto. Estas pessoas vão ficar controlando essas crises com uso de corticosteróides, antinflamatórios e antibióticos. Não tem tratamento”, diz o cirurgião plástico Carlos Alberto Jaimovich.

Mesmo assim, uma paciente ainda tem esperança de remover o PMMA dos seios. “Infiltrou nas partes mais profundas. É um horror. Hoje eu estou toda empedrada. Não consigo dormir de bruços. Não consigo levantar meus braços direito porque repuxa tudo”, descreve.

“Jamais pode se injetar uma substância qualquer, seja por estética ou reparação, sem conhecê-la. Isso é uma imprudência. Não se sabe qual será o comportamento desta substância. Não se sabe se, ao invés de trazer uma ajuda ao paciente, pode causar um dano”, alerta o cirurgião plástico Pedro Alexandre Martins, da PUC do Rio Grande do Sul.

“Eu não sabia das consequências. Se eu soubesse, nunca teria feito. Jamais”, conclui uma das pacientes entrevistadas pelo Fantástico.

 

 Complicação após infiltração com PMMA – Observar extensa área de necrose

Fonte: Fantástico e RinoVitima

Os maiores lábios do mundo: A obsessão de Kristina Rei

A jovem Kristina Rei, russa de 22 anos, residente da cidade de São Petersburgo, ganhou o mundo em milhares de blogs e sites que fazem “piada” com sua aparência. Sua obsessão é bem evidente: o tamanho dos lábios, chegando a tal ponto de ganhar o título (através de uma eleição em um site europeu) como os maiores lábios do mundo.


Aos 15 anos, com seus lábios naturais.

Hoje não é tão incomum ver na TV ou em revistas o culto exagerado pelo corpo e isso se expressa em números. O Brasil é um dos países com o maior número de cirurgias plásticas. Kristina Rei sempre foi encantada por bocas carnudas desde muito nova. Após 100 injeções de silicone e vários outros tipos de preenchimento em seus lábios, finalmente conseguiu a aparência que sempre sonhou.

Os procedimentos estéticos custaram aproximadamente R$ 15.000 reais. Kristina comentou em um portal de notícias da Rússia que se sentia muito humilhada. Na escola era provocada por crianças, sendo chamada de feia. Desde cedo olhava suas irmãs adultas com lábios volumosos com batom e achava que quando crescesse seria atraente. Aos 15 anos, ainda com os lábios naturais, admirava desesperadamente a personagem de desenho animado Jessica Rabbit, a quem ela atribuía ser o exemplo de beleza máxima.

Buscando ficar próxima a personagem, Kristina Rei começou a injetar substâncias cosméticas em seu lábio com 17 anos, e desde então não parou mais. Muitas pessoas acham sua aparência estranha e não sentem que isso é algo bom.

Ela afirmou no portal The Sun: “Meus lábios grandes têm ajudado a aumentar minha confiança. Meus pais estão felizes por minha aparência e não se preocupam como realmente estou. Alguns dos meus amigos me disseram que estou estranha e deveria parar de injetar, mas eu ainda não estou satisfeita”.

Kristina Rei é solteira, nunca namorou em toda sua vida e faz planos em afinar o nariz, colocar volumosos silicones, deixar as orelhas pontiagudas como os elfos e aplicar ainda mais preenchimento nos lábios: “É bom ser diferente”, afirma.

Fonte: Jornal Ciência

Vocês conseguem perceber que geralmente a dismorfia surge do comentário dos outros a respeito da sua aparência? E a solução do defeito nunca para, a pessoa precisa sempre mais, mais… nunca está satisfeita.

Outros casos parecidos:

• Sul koreana que injetou olho de cozinha no rosto - clique aqui
• Lauren Smalley quase morre ao passar pro cirurgia para tirar preenchimento labial – clique aqui
• Norte americana morre após injetar carne de gordura no próprio rosto – clique aqui
• Jocelyn Windenstein gastou mais de U$ 4 milhões fazendo plásticas – clique aqui

Ken da vida real

Ken Quem teve infância lembra do boneco Ken, namorado da Barbie.

O que aconteceu foi que um rapaz, chamado Justin Jedlica, que decidiu que queria ficar igual ao Ken.

Em busca de um corpo e rosto semelhantes ao do Ken, namorado da boneca Barbie, o norte-americano Justin Bieber Jedlica, de 32 anos e cabeça de 10, passou por 90 cirurgias plásticas na última década para mudar suas formas e curvas. As operações que custaram cerca de R$ 200 mil incluem implantes de silicone no bumbum, bíceps e tríceps, e ele disse que ama as suas mudanças. “Contrariar as normas é muito divertido”, justificou.
No começo, Jedlica ficou obcecado com o tamanho de seu nariz e resolveu diminuí-lo. Cinco cirurgias depois, ele segue insatisfeito, dizendo que está próximo do esperado, mas ainda não é perfeito.

O americano Justin Jedlica, de 32 anos, se submeteu a 90 cirurgias plásticas nos últimos dez anos para ficar “parecido” com o boneco Ken, namorado da Barbie. Por trás desta vaidade exagerada, segundo o cirurgião plástico Dr. Felipe Coutinho, coordenador do Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional São Paulo (SBCP-SP), está uma doença conhecida como Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).

— O paciente não se enxerga como realmente é e por isso tem uma preocupação obsessiva com algum defeito inexistente ou mínimo na aparência física. Não importa a quantidade de cirurgias feitas, ele nunca ficará satisfeito com o resultado.

Esta busca incansável pela imagem “perfeita”, conforme explica o médico, pode desencadear deformidades estéticas irreversíveis, sem falar que qualquer intervenção cirúrgica não está livre de incidentes. O psiquiatra e psicoterapeuta Dr. Marco Antônio Spinelli completa: — A pessoa tem que estar consciente de que nunca mais vai ter aquela parte do corpo de volta, por isso deve estar segura e sanar todas as dúvidas com o médico antes de se submeter ao procedimento. Se ela não estiver preparada para lidar com a mudança corporal, pode ficar frustrada e até desenvolver um quadro depressivo.

Tantas transformações podem trazer problemas para Justin, tanto que os médicos já informaram que o silicone está colocando sua vida em risco. Ele disse que é o preço que se paga para ter o corpo perfeito e não pretende parar de fazer os procedimentos.

Fonte: Meio norte e Surgiu Entretenimento

O Transtorno Dismórfico Corporal em Homens Adultos

 


Resumo: Esse estudo visa investigar algumas questões oriundas do TDC em homens adultos, com base em estudos empíricos. A partir desse conhecimento, elaborar uma construção sistemática desse transtorno, conhecer os critérios para o diagnóstico do TDC, bem como a dismorfia muscular que é um subtipo dessa patologia e entender os aspectos etiológicos e suas perspectivas de tratamento. Nesse sentido, é valido considerar que a psicologia apresenta propostas de intervenção com intuito de amenizar as conseqüências e riscos para o sujeito portador de TDC, propor discussões sobre a imagem corporal distorcida e resgatar a auto-estima do paciente.

Considerações Iniciais

É comum que muitas pessoas desejem fazer mudanças em seu corpo. No entanto, existem algumas de aparência normal que se vêem impossibilitadas de formar vínculos e interagir com outras pessoas, pois se sentem indignas por sua aparência “não agradável”. O transtorno dismórfico corporal tem sido denominado “feiúra imaginária”. Esse pensamento distorcido é decorrente de algum tipo de “defeito físico” que é ampliado e transformado em um sentimento exacerbado de “feiúra”.

Embora seja essa a definição oficial desse transtorno, alguns autores promovem uma discussão de caracterizá-lo como um modo de manifestação de transtorno obsessivo compulsivo (TOC), visto que ambos apresentam características semelhantes. O TDC é um transtorno somatoforme porque sua característica principal é a uma excessiva preocupação psicológica com características somáticas.

A pessoa portadora desse transtorno costuma ter idéias de referência, isto é, acredita que tudo o que acontece na esfera social em que vive está relacionada com ela, nesse caso, como o “defeito imaginado”.

A manifestação desse transtorno em homens adultos tem tido uma representação considerável na sociedade atual. Apresenta-se em subtipos, como é o caso da dismorfia muscular, que se configura como uma distorção da imagem corporal que tende a prejudicar o aspecto físico, social, afetivo e psicológico do indivíduo.

Critérios do DSM-IV para o Diagnóstico de Transtorno Dismórfico Corporal
Conforme o DSM-IV (Manual de Diagnóstico dos Distúrbios Mentais) para que o indivíduo seja considerado portador de TDC é necessário que ele atenda as seguintes características:

A pessoa portadora do transtorno dismórfico corporal acredita que está sendo observados e que o seu “defeito” é algo extremo. Ao passo que esses sujeitos podem se esquivar das situações sociais. Em casos extremos, pode ocorrer o isolamento social. Esses pacientes procuram serviços médicos em várias especialidades, a fim de corrigir os supostos defeitos.

Dismorfia Muscular em Homens Adultos

Ao longo da história, as preocupações mórbidas com a imagem corporal eram problemas somente do interesse feminino. No entanto, diante das transformações contemporâneas esses problemas podem acometer de forma acentuada os indivíduos do sexo masculino e comprometer varias áreas da sua vida.

De acordo com Assunção (2012) A dismorfia muscular é um subtipo do transtorno dismórfico corporal que ocorre principalmente em homens que, apesar da grande hipertrofia muscular, consideram-se pequenos e fracos. Além de estar associada a prejuízos sociais, ocupacionais, recreativos e em outras áreas do funcionamento do indivíduo.

Não obstante, a constituição social favorece a construção do corpo belo, em que as pessoas cultuam a boa forma e uma aparência impecável. Nos dias atuais, os homens se voltaram aos padrões sociais, no que diz respeito a cuidados com a parte física.

Cone & Pope (apud Assunção 2012) realizaram uma revisão sobre aspectos relacionados à imagem corporal em indivíduos do sexo masculino. Em termos gerais, a revisão aponta que alterações de imagem corporal no sexo masculino, ao contrário do que se pensava, são quadros relativamente comuns e diferem do padrão de distorção tipicamente feminino. As mulheres apresentam níveis bem maiores de insatisfação que os homens e descreve sempre corpos mais magros como objetivo. No caso dos homens, há aqueles que seguem o padrão feminino, mas a maioria considera um corpo mais musculoso como representação da imagem corporal masculina ideal.

A preocupação de um indivíduo de que seu corpo seja pequeno e franzino, quando na verdade é grande e musculoso, é a característica principal da dismorfia muscular. Este sintoma está relacionado a padrões de alimentação específicos, geralmente compostos de dieta hiperprotéica além de inúmeros suplementos alimentares a base de aminoácidos ou substâncias para aumentar o rendimento físico. A atividade física pode ser realizada de forma excessiva, inclusive causando prejuízos nos funcionamentos social, ocupacional e recreativo do indivíduo, chegando a ocupar de 4 a 5 horas por dia. As atividades aeróbias são evitadas para que não ocorra perda da massa muscular adquirida durante as pesadas sessões de musculação. Os possíveis ganhos musculares são checados exaustivamente chegando a 13 vezes ao dia. (ASSUNÇÃO, 2012).

O processo de sistematização do transtorno no homem deve ser entendido de forma científica e cultural. Esse fenômeno começa a partir da idéia de que o homem deve ter uma estrutura física avantajada e se assim não for o sujeito se sente fora dos padrões impostos socialmente. Para lidar de forma coerente com essa situação, é necessário ter um suporte social efetivo e uma boa estrutura de personalidade.

Etiologia e Tratamento do Transtorno Dismórfico Corporal

Sabemos muito pouco sobre a etiologia e o tratamento do transtorno dismórfico corporal. Não temos quase nenhuma informação sobre se ele acontece nas famílias e, por isso, não podemos investigar uma contribuição genética especifica. De forma semelhante, não temos nenhuma informação significativa sobre os fatores ou as vulnerabilidades de predisposição biológica ou psicológica. (BARLOW, 2011).

No transtorno dismórfico corporal o foco reside na aparência física, via de regra não tende a acontecer de forma simultânea aos transtornos somatoformes. Em muitos casos podem ocorrer semelhanças entre o TDC e o TOC. Os indivíduos com TDC tendem a apresentar comportamentos compulsivos, pensamentos intrusivos e persistentes sobre sua aparência física ou algum “defeito” visível.

Alguns autores vêem o TDC como tendo origem em conflitos inconscientes. Virtualmente, qualquer parte do corpo pode ser objeto do TDC, mas há predomínio para alvos como pele (pequenas escaras, acne), orelha, nariz, cabeça e face. Com freqüência estão associadas idéias ou delírios de referência, bem como comportamentos ritualísticos e repetitivos, como olhar várias vezes ao espelho para checar o defeito imaginário, picar repetidas vezes a pele e questionar persistentemente os outros em busca de confirmação do defeito. (AMÂNCIO, 2002).

O arcabouço psicanalítico tem numerosas especulações acerca desse transtorno e centra-se na idéia do mecanismo de defesa do deslocamento, isto é, um conflito inconsciente pode provocar angústia ou ansiedade no sujeito, e então, o indivíduo desloca essa inquietação para uma parte do corpo.

A terapia cognitivo-comportamental parece ser útil no tratamento da dismorfia muscular. Suas estratégias incluem a identificação de padrões distorcidos de percepção da imagem corporal, identificação de aspectos positivos da aparência física e confrontação entre padrões corporais atingíveis e inatingíveis. Os comportamentos compulsivos relacionados ao exercício, dieta ou de checar o grau da musculatura devem ser inibidos. Da mesma forma, o indivíduo deve ser encorajado a gradualmente enfrentar sua aversão de expor o corpo. (ASSUNÇAO, 2012).

Algumas estratégias comportamentais podem ser de grade valia na recuperação de pacientes em tal condição, bem como a prevenção de exposição e de respostas utilizada no modelo cognitivo-comportamental. E deve ser combinado com tratamento farmacológico, como antidepressivos.

A partir das discussões apresentadas acima ressalta-se a necessidade de pesquisas futuras sobre o tema, entre elas: estratégias de avaliação e intervenção, incluindo nessa última categoria pesquisas sobre eficácia de medicações e de intervenções psicológicas em suas diferentes abordagens. (SALINA, 2011).

Considerações finais

Em conclusão, pode-se considerar o transtorno dismórfico corporal em homens adultos associado a uma insatisfação em sua aparência física, porém, de caráter patológico, visto que há um pensamento específico de defeito imaginário no próprio corpo. Nesse aspecto, os indivíduos possuem estrutura corporal notável, mas se vêem magros e franzinos, esse comportamento reflete em prejuízos físicos, sociais, ocupacionais e psicológicos na vida do paciente. As intervenções psicológicas são uma tentativa de amenizar os efeitos nocivos do transtorno e despertar o desejo de mudança no sujeito, bem como uma re-interpretação sobre o conceito de beleza cultuado pela sociedade. Além disto, esse estudo mostra que há uma carência efetiva de pesquisas científicas acerca dessa problemática em homens, o que sugere novas reflexões e estudos que visem embasar o conhecimento patológico, assim como fornecer subsídios no manejo clínico desse transtorno.

Fonte: Psicologado

Sobre o autor: Alex Barbosa Sobreira de Miranda – Departamento de Psicologia. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, PI, Brasil
email: alex_barbo_sa@hotmail.com