Aceitar o próprio corpo e ser feliz; conheça os movimentos que lutam contra a ditadura da beleza

Alguns movimentos contra a imposição de padrões estéticos ganham força a cada dia. O lema é aceitar o próprio corpo e ser feliz. São mulheres e homens que optam por assumir gordurinhas e imperfeições, com muito orgulho. Mirian Bottan faz parte desses movimentos. Ela é jornalista, tem 30 anos e não está preocupada com a ditadura da beleza. Ela se tornou popular nas redes sociais ao publicar fotos em que não esconde as gordurinhas e estrias. Em pouco menos de seis meses, atingiu mais de 200 mil seguidores.

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http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/videos/aceitar-o-proprio-corpo-e-ser-feliz-conheca-os-movimentos-que-lutam-contra-a-ditadura-da-beleza-10092017

Como seria se os anúncios de cueca usassem homens normais

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Você já imaginou como seriam os anúncios de cuecas com homens normais no lugar daqueles modelos completamente sarados?

The Sun não só imaginou como fez. Munidos apenas de cueca, os rapazes -normais- escolhidos foram clicados fazendo poses parecidas com as de campanhas de marcas conhecidas, como Dolce & Gabanna, Calvin KleinArmani, dentre outras.

A publicação propõe uma reflexão sobre o bonito, e a necessidade das marcas em seguirem padrões de beleza bem definidos na hora de escolher seu garoto propaganda.

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Fonte: Moda para Homens

Bunda de Kim Kardashian

Semana passada deu o que falar desse assunto, né?  Após aparecer de biquíni em uma praia e exibir um corpo bem diferente daquele, que aparece nas revistas. As celulites do bumbum já fizeram Kim perder mais de 100 mil seguidores nas redes sociais.

WHO? Eu também não sabia quem era essa na fila do pão. Então perguntei pro Google:

Kimberly Kardashian West, nascida Kimberly Noel Kardashian, porém é mais conhecida como Kim Kardashian (Los Angeles, 21 de outubro de 1980) é uma personalidade de televisão, socialite, empresária, modelo, produtora, empresária, estilista, apresentadora e atriz americana.

Vamos ver as fotos tão comentadas então.

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Saiu uma reportagem no Domingo Espetacular sobre isso. Não sei até quando vai ficar no ar. Para assistir clique aqui.

Chegamos a conclusão que Kim é apenas gente como a gente. Que não existe corpo perfeito, que todo mundo tem o direito de ter o corpo que quiser, com celulite, com estria, com gordurinha, com sardas, etc e que isso não define o que somos.

A gente precisa começar a aprender que nossa felicidade não depende do corpo que temos. Claro que a gente sempre quer melhorar, mas a nossa vida não pode girar em torno só disso. Ao mesmo tempo, a mídia também precisa parar de impor essa beleza perfeita. Mas sabem quando a mídia vai parar? Nunca. Porque é isso que vende. Capa de revista com dieta de famosa que perdeu 5 kg vende. Maquiagem para a pele perfeita vende. Então a escolha de querer aderir a essa imposição depende de nós. Eu quero ser cobrada(o) por ter que ser perfeita(o)? Eu sou só a minha aparência ou eu sou um conjunto de características onde minha aparência é só uma parte de mim? Esse blog é sobre dismorfia corporal e enquanto você não aprender alguns pontos não vai superar a dismorfia:

1 – Não existe corpo perfeito.
2 – Não somos apenas nossa aparência. Somos um conjunto de características onde nossa aparência é uma parte do que somos. As outras características são: nosso caráter, nossos gostos, nossa essência, nossa personalidade, nosso eu único que ninguém mais é igual.
3 – Beleza é algo subjetivo. O que é subjetivo: “que pertence ao sujeito pensante e a seu íntimo. Pertinente a ou característico de um indivíduo; individual, pessoal, particular”. Ou seja, cada pessoa tem uma opinião do que é beleza. O que eu considero bonito não é a mesma coisa que você considera bonito, que não é a mesma coisa que seu amigo considera bonito, que não é a mesma coisa que seu vizinho considera bonito. Uma pessoa que eu  considero lindo(a) você pode dizer que não concorda e vice-versa. Alguém feio para uma pessoa é bonita para outra. Então, pra resumir todo esse item 3, não adianta você querer ser a pessoa perfeita porque nunca ninguém na vida é bonito aos olhos de todos. Nem Angelina Jolie, nem Gisele Bündchen, nem Brad Pitt, nem Cauã Reymond, etc etc etc, pense no ator/atriz mais lindo que você ache, não vai ser unanimidade todos acharem essa pessoa linda maravilhosa.

Pense nisso 😉

Obs: No menu do blog em “Posts mais importantes” tem outros posts que abordam o mesmo ponto de vista.

Dove arrepia ao despir os falsos resultados da busca por aceitação: você não é como imagina ser; você é linda.

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Se você trabalha com comunicação se prepare pois, na certa, esta vai ser uma daquelas campanhas na qual você gostaria de ter participado. Mas, caso seja só um agregado e/ou curioso da área, garanto que o clique e a leitura não serão em vão.

Apesar de manter o já famoso conceito de beleza verdadeira, a Dove conseguiu, mais uma vez, surpreender e comover com este novo filme que, na minha opinião, funciona como um dedo em nossa ferida cultural e em suas milhares de esferas e conexões, que vão desde os valores que pregamos até os que consumimos ao mesmo tempo em que, aparentemente, criticamos. Arrisco dizer que este vídeo vale o play e a publicação vale a leitura. Reserve alguns minutinhos e desfrute desta sequência de insights que serão provocados, de maneira instantânea, na sua mente.

A Ogilvy Brasil deixou muito clara a proposta do filme “Retratos da Real Beleza” ao convocar para a campanha, o Gil Zamora, que nada mais é do que um artista forense do FBI, que já produziu mais de 3 mil retratos falados no decorrer de seus 28 anos de carreira. A essência da ideia gira em torno do relato de 7 mulheres que, de uma forma exageradamente impiedosa, se descrevem para Gil que, sem nunca vê-las, realizou seu talentoso trabalho de ‘retrato falado‘, baseado, unicamente, na opinião das mesmas.

“Imagine um mundo onde beleza é uma fonte de autoconfiança e não de ansiedade”. Foi a partir deste principio – que, na teoria, parece ser bem simples – que a campanha se desenvolveu. Um filme que, certamente, vai provocar o público feminino e o masculino. Afinal, para que e para quem você vive? Ao assistir estas mulheres se descreverem, é quase certo que a insegurança de muitos usuários vai acabar se refletindo na telinha. Estes seres humanos que se definem e se reduzem como “apenas” um nariz fora de um padrão qualquer ou, ainda, se percebem com alguns números/quilos acima do que os outros esperam é algo que, infelizmente, nos é comum e familiar. Na minha opinião, a forma como elas falam de si chega a ser, de um jeito muito pouco sutil, bastante cruel. Se desvalorizam por aspectos que provavelmente passem despercebidos se comparados com as qualidades que as respectivas detém, mas que, infelizmente, encontram-se escondidas embaixo de seus “defeitos”.

Ao generalizar e dizer que você, sendo homem ou mulher, pode, certamente se identificar com o que está prestes a assistir, eu me apoio em uma triste estatística que mostra que apenas 4% da população feminina mundial se considera bonita: será que você faz parte dela?

Um vídeo que vale o play, a reflexão e, sem sombra de dúvida, uma mudança. Portanto, arrisque:

Para ter mais acesso à todo o material produzido por a campanha, basta visitar o site oficial  clicando aqui e daí, quem sabe, se surpreender descobrindo que você é muito mais bonita do que você pensa.

“Uma pessoa não é um nariz grande ou um cabelo ressecado. Ela é o conjunto de atributos que se somam ao brilho, muitas vezes escondido, de um olhar.”

A psicóloga Heloisa Lima, que mencionou a frase acima em um de seus artigos, diz que, muitas vezes, as perspectivas mais cruéis que um ser humano pode ter de si próprio é produzida por sua própria percepção, e não pela dos outros. A autodesvalorização, que não pode ser resumida como um pequeno ato de insegurança, deve ser atribuída à um perspectiva cultural muito mais ampla, responsável por tudo isso. Esta concepção gera e percorre desde as maiores capas de revista de moda, masculinas, de fofoca e de notícias, até preencher os mais diferentes canais de televisão, programas e propagandas que, querendo ou não, com muita força e inten$idade, se repetem em blocos comerciais e capítulos de uma trama qualquer que, infelizmente, em sua grande maioria, fortalecem, cada vez mais, um esteriótipo que a sociedade entende e cultiva – na prática – como o modelo de beleza a ser seguido.

A questão é que a absoluta maioria das mulheres não consegue, e nem sequer deveria se sujeitar, “caber” em um jeans 38 ou em um calçado 37. Ser fora do padrão que, sinceramente, nem sabemos como foi estabelecido, deveria ser visto como algo positivo – uma vez que é o verdadeiro modelo humano. Porém, para ir contra isso, antes de tudo, precisamos praticar este desligamento. Afinal, de que adianta eu fingir que não ligo para aparências se, no fundo, busco e invejo aquilo que mais critico? Habitar esta imensa hipocrisia é o que nos faz consumir 99% das marcas que continuam a exibir modelos com peso abaixo de 40 kg em capas de revista e a vender bilhões no embalo desta indústria que tem como combustível a nossa covarde cultura de não ir contra o que, evidentemente, nos desvaloriza em massa.

Um antigo filme da marca, que denuncia o quão distorcido é este parâmetro que, mesmo insatisfeitos, continuamos a alimentar com receios e medos de não sermos aceitos, é este fantástico time lapse que mostra as milhares de alterações/mutações que uma modelo sofre antes de impactar o seu público alvo: você. A criação foi da Ogilvy & Mather Toronto e, claro, vale o play:

É válido ressaltar que você não precisa ser mulher para ser impactado por estes esteriótipos. Afinal, uma propaganda qualquer de cerveja, que tem o público masculino como maior alvo, é muito mais carregada de esteriótipos e pressões culturais do que algumas direcionadas para um público feminino, como, por exemplo, as de lingerie.

Admito que sempre fui fã do posicionamento da marca pelo simples fato dela fugir do convencional. Mulheres sempre bonitas, perfeitas e que, infelizmente, se tornaram parâmetro de normalidade para a nossa sociedade, uma vez que o que é comum de se vender e instiga o consumo, acaba por ser comum no dia-a-dia, pois é ofertado em cada esquina e, ao nos impactar em capas de revistas, através de fotos photoshopadas com glamourosas bolsas, estranhos shampoos, diferentes vestimentas e peculiares cervejas, “sem ninguém perceber”, as imagens que compõe tudo isso sempre estão acompanhadas de um código de barras e/ou um logotipo qualquer. Se todos conseguissem notar uma destas duas coisinhas que sempre acompanham estes ‘parâmetros de beleza’ que nos aprisionam, certamente teríamos chance de construir uma cultura menos intensa no que diz respeito à frenética busca por uma inalcançável beleza que vivemos e, ao mesmo tempo, criticamos enquanto cultivamos, o que é um triste sinal de hipocrisia, mas que, se quisermos, de pouco em pouco, pode ser transformado.

Precisamos ser mais generosos uns com os outros, isto é fato. Mas este desafio começa diante do maior vilão deste contexto: o espelho. Este item que reflete nossa desconfigurada autoimagem, acaba por, consequentemente, projetar medos e receios em partes que vão cada vez mais nos desvalorizando, quando percebidas em um nariz que não é igual ao da personagem da novela ou daquela atriz que vive da própria imagem. Sei que é difícil digerir tudo isso, afinal, também sou humano e vivo esta batalha entre a dificuldade de ser feliz como sou e a busca proveniente da exigência sobre-humana de sempre ser aceito. Sentir-se bem como você é. Este é o verdadeiro desafio a ser vencido e tem que ser diário. Afinal, eu, você e todo o restante da população estamos vulneráveis aos impactos de novos parâmetros a qualquer minuto, seja na capa de uma revista ou com um novo implante de silicone. Precisamos deixar a superficialidade de lado e, de uma vez por todas, assumir o real sentido da verdadeira beleza humana.

É válido lembrar que:

“Quando você se olha no espelho, quem está de costas é você

Fonte: Comunicadores

O que é a “body neutrality”, o meio termo entre amar e odiar o próprio corpo

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O discurso de que temos que amar o nosso corpo está mudando de abordagem para uma outra mais neutra, de aceitação sem culpa.

O objetivo da “body neutrality” é simples: não odiar o próprio corpo.

Atualmente muitos discursos tem encorajado mulheres a amarem seus corpos. Essa atitude em relação ao próprio corpo é vista como um ato revolucionário, empoderando as mulheres e questionando o padrão que define o culto a magreza como a única forma possível de beleza.

Nos Estados Unidos, um movimento quer substituir a positividade (body positivity) pela “body neutrality” (neutralidade corporal, em uma tradução literal).

A principal questão é que a “body positivity” pode criar, muitas vezes, a obrigação de que se passe a ter uma atitude positiva sobre o próprio corpo. A “body neutrality” defende um objetivo mais realista, que é simplesmente não odiar o próprio corpo. Conseguir mudar o foco de uma cultura tão obcecada pelo corpo perfeito para uma neutralidade é um grande passo.

Para a escritora Caleb Luna (conforme texto publicado em 2016 no site “Everyday Feminism”) o discurso de “ame seu corpo” coloca uma pressão desnecessária na ideia de atingir a aceitação do próprio corpo. O esforço de amar o próprio corpo todos os dias também pode apagar progressos feitos para uma autoimagem mais positiva que não esteja necessariamente vinculada à aparência física.

Essa imposição ignora os fatores externos que nos fizeram odiar nossos corpos em primeiro lugar (como por exemplo o padrão de beleza e a indústria de cosméticos). Conforme a escritora, há um ambiente cultural intolerante aos corpos fora do padrão, que está conspirando (e lucrando) para que seja impossível nutrir esse amor próprio.

“Embora eu tenha uma enorme quantidade de amor próprio, esse amor está mais ligado a quem eu sou do que ao corpo no qual eu existo” (Caleb Luna – Escritora)

Quando venerar o próprio corpo se torna obrigatório, o mal-estar criado por uma celulite é substituído pela impossibilidade de ver beleza em si mesmo a todas as horas do dia ou da noite, como define um artigo do site de moda, comportamento e cultura Man Repeller.

Pensar menos sobre o próprio corpo e apenas aceitá-lo, em vez de amá-lo, são bandeiras de quem considera a neutralidade mais saudável. A ideia é eliminar a sensação de fracasso por não ser capaz de se amar – que é comparada por quem critica a positividade ao fracasso de não ter um corpo perfeito.

Dessa forma, a neutralidade consiste em um meio caminho entre as duas exigências.

“Você ainda pode gostar de comer direito, se mexer e se cuidar, mas com a neutralidade, você estará fazendo isso com aceitação e alegria, não de maneira forçada e perfeccionista” disse a naturopata Cassie Mendoza-Jones à revista “Elle” australiana. Essa mentalidade menos estressante tem potencial para diminuir o peso da vontade de ser outra pessoa, de ter outro corpo.

Tema beleza abordado no programa Amor e Sexo

De vez em quando assisto o programa Amor e Sexo e acabei assistindo um Episódio do programa que falava sobre Beleza. Achei interessante e vou por aqui as partes interessantes.

23 de fevereiro – Dudu Bertholini falou:

“O que é lindo que a Isabel falou é sobre se sentir gostosa. É muito mais sobre isso. Hoje a medicina estética avançou muito nas últimas décadas e tem essa ideia da juventude eterna mas isso é muito ruim porque isso reforça a ideia de que só é bonito o que é jovem. E na verdade você pode até ter mais rugas quando você ficar mais velho mas você tem muito mais segurança de quem você é, do seu elã, da sua personalidade e isso é que é ser bonito de verdade. É algo que vem de dentro.”

09 de de março – Dudu Bertholini falou:

“Cada vez mais a gente está quebrando esses padrões, essa ideia eurocêntrica da loira, alta, magra, de que isso é bonito. Hoje existe uma urgência por representatividade de belezas de diferentes cores, de diferentes raças, de diferentes gêneros e você entender que na verdade o padrão é muito cruel porque ele é muito aprendido. Então o incrível é a gente entender que a gente é bonito do jeito que a gente é, sendo a melhor versão de nós mesmos. Beleza é isso.”

09 de de março 

Fernanda Lima pede para Dudu Bertholini fazer um resumo sobre a beleza ao longo da história.

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Ele responde:

“Na Pré-História e na Pré-Grécia não existia o conceito do belo. O belo estava ligado a saúde. Portanto o homem forte e másculo ele era belo porque ele podia caçar e proteger a família. E a mulher de seios fartos e quadris largos representava a fertilidade porque ela podia alimentar e criar os seus filhos.

Beleza sempre foi antropológica, sempre mostrou valores culturais dos povos e diferentes lugares e tempos.

No oriente sempre foi bonito a beleza delicada então a mulher é pequena, se curva por respeito ao homem e tem os menores pés possíveis. No nosso mundo ocidental a primeira vez que alguém foi considerado belo é na Grécia Antiga quando filósofos e sábios criam pela primeira vez um padrão ideal de beleza que estava ligado a simetria. Os gregos acreditavam que ser bonito é ser simétrico.

Depois na idade média a beleza foi negada. Principalmente a feminina porque beleza era sinônimo de empoderamento. Então as mulheres tinham que se esconder por trás de roupas austeras, elas tinham que pintar os cabelos claros que isso instigava a fantasia dos homens. Olha que machismo absurdo.

No renascimento volta a beleza feminina Padrão Venus de Botticelli, de corpo curvilíneo, pele alva, bochecha rosada. Depois a gente tem repressão, liberdade.
No Século 19 as menores cinturas da história de 40 cm.
Ao longo do Século 20 a gente celebra a diversidade de estilos. Cada década tem um estilo que é muito representativo do seu tempo.
Nos anos 20 as mulheres usam cabelo como os dos homens e achatam os seios.
Nos anos 40 elas tem que ser naturais porque não pega bem ser vaidosa durante a segunda guerra.
Elas recuperam as curvas nos anos 50.
Nos anos 60 pela primeira vez beleza não está ligada a saúde porque aparece a Twiggy esquálida de magra provando que beleza pode ter outros tipos de sexualidade e de estilos.
De lá pra cá os padrões variam.
Mulheres curvilíneas nos anos 80. Mulheres magras e esquálidas nos anos 90. E no século 21 a gente celebra a diversidade de belezas. Não vale mais a pena seguir padrões mas sim representar diferentes cores, raças, gêneros e um mundo fluindo a favor da diferença. Essa é a beleza de hoje.”

E no último programa da temporada, é feito um reprise da Fernanda Lima falando sobre a ditadura da beleza. Não sei qual a data que passou a primeira vez.

fernanda_lima_unha“Essa unhas são maravilhosas, dão o maior efeito mas são de plástico. Olha só, tudo de mentira”

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“Os cílios, gostaram? São lindos né? Mas descolam, são cílios postiços, olha só”

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“E esse cabelo? Quem acha lindo? Tudo de mentira! Não acredite na capa de revista. Tem muito truque. Afinal, padrões de beleza mudam a cada estação então encare a moda como um mundo à seu serviço e não ao contrário. Crie, invente, fantasie, vista-se e dispa-se. Faça o seu próprio estilo e seja feliz.”

Fonte: Gshow

Busca pela foto perfeita é sinal de doença e até já tem nome: selficídio

Dei entrevista para a UOL essa semana. Segue abaixo a matéria.

08/02/17

Busca pela foto perfeita é sinal de doença e até já tem nome: selficídio

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Melissa Diniz
Do UOL

Com o avanço da tecnologia e a popularidade dos celulares com câmera, o hábito de tirar selfies (fotos de si mesmo) e postar em redes sociais virou uma febre. Mas não é todo mundo que lida bem com a própria imagem. Quem sofre de selficídio costuma perder horas tentando chegar à imagem perfeita, o que gera ansiedade e frustração.

A publicitária Solange Cassanelli, 34, de Florianópolis (SC), começou a sentir na pele este sintoma muito cedo. “Quando tinha sete anos, comecei a fazer terapia, pois sempre me achei feia. Eu não gostava de tirar fotos, tenho algumas, com a família, em que apareço chorando. Quando cresci, surgiram as máquinas digitais eu tirava mais de cem, usando bastante maquiagem, para escolher apenas uma. Depois ainda editava para tentar diminuir as imperfeições”, conta.

Solange demorou a entender a causa de seu sofrimento. “Eu tinha 27 anos quando descobri pela internet. Ao ler sobre o transtorno dismórfico corporal, senti que parecia um relato sobre a minha vida. Na hora, já me identifiquei. Levei o diagnóstico para a psicoterapeuta, que confirmou e me encaminhou a um psiquiatra”, diz.

Para que a terapeuta entendesse melhor como ela se via, Solange editou uma foto sua, inserindo as imperfeições que enxergava em si mesma. “Minha psicóloga imaginava como eu me via, mas eu achava que ela não entendia o grau disso.”

Além da psicoterapia, Solange precisou fazer uso de antidepressivos. “Eu não sabia que tinha depressão. Achava que todas as pessoas tinham problemas na vida e era normal sofrer. Não conseguia dormir e chorava todas as noites.”

Durante o tratamento, ela criou o blog Diário de uma Dismorfia para auxiliar outras pessoas que sofrem do transtorno a compreender e superar a condição.

Seu quadro hoje está controlado. “Em 2011, percebi que eu não tinha mais nenhum sintoma e até hoje considero algo superado na minha vida.”

Defeitos que não existem

Segundo a psiquiatra Maura Kale, que faz parte da rede Doctoralia, plataforma digital que conecta profissionais de saúde e pacientes, o termo é um neologismo para relatar um sintoma do TDC (transtorno dismórfico corporal), doença mental caracterizada por uma insatisfação com a própria imagem. “Normalmente, há uma distorção na maneira como a pessoa se vê. Ela enxerga defeitos onde não existem e não consegue achar a foto boa. Então, tira muitas, apaga e depois tira outras, sem se contentar, pois tem padrões inatingíveis de exigência.”

Ter vício de fazer selfies, como a socialite Kim Kardashian, não caracteriza, necessariamente, o selficídio. “O transtorno está presente se houver prejuízo à vida da pessoa e consequente sofrimento”, diz.

Ponta do iceberg

O selficídio, explica a médica, precisa ser investigado, pois, em geral, revela outros problemas sérios. “Além do TDC, é comum que a pessoa também tenha TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), pois tem uma obsessão com sua imagem. Pode apresentar, ainda, transtorno narcisista, ansiedade, depressão, anorexia e até mesmo ideia de suicídio.”

Além da enorme perda de tempo em função das fotos, o selficida tem baixa autoestima, dificuldades de relacionamentos e constante busca por aceitação. “O mecanismo de postar fotos de si mesmo é uma espécie de autopromoção. A pessoa procura conseguir as curtidas em uma tentativa de obter o respaldo dos outros. Mas, primeiro, usa aplicativos e programas de edição para deixar a foto perfeita”, explica Maura.

Selficidas também são frágeis emocionalmente, bastante vulneráveis a críticas e frequentemente insatisfeitos. Complexo, o quadro precisa ser tratado com psicoterapia e, em muitos casos, com medicação.

Manifestação precoce

Apesar de atingir muitos adultos –de ambos os sexos– o transtorno dismórfico corporal costuma se manifestar ainda na infância. “A maior incidência, segundo pesquisas, é na faixa que vai dos dez aos 15 anos. Quando investigados, os casos quase sempre revelam a existência de abuso, relacionamentos difíceis com os pais e bullying”, diz Maura.

A especialista considera que os pacientes que sofrem do transtorno costumam se espelhar em modelos de beleza sustentados pela indústria da moda, publicidade e pelas revistas de beleza. “São parâmetros irreais e que, por comparação, geram muito sofrimento.”

Fonte: UOL

Alicia Keys diz que não vai usar mais maquiagem.

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Cantora escreveu carta e se disse ‘cansada de sempre ser julgada’.
‘Mulheres são manipuladas para quererem ser magras, sexy ou perfeitas’, diz.

Alicia Keys divulgou fotos sem maquiagem e escreveu uma carta em que justifica a escolha de aparecer com o rosto “limpo”: “Não quero mais me esconder. Nem minha cara, nem minha mente, nem minha alma”, escreveu a cantora.

“Antes de começar a fazer meu novo CD, escrevi uma lista com todas as coisas que eu não aguentava mais”, escreveu Alicia. “Uma delas é como as mulheres são manipuladas para acharem que sempre têm que ser magras, sensuais, desejáveis ou perfeitas”, completou.
O álbum citado por Alicia, ainda sem nome divulgado, já teve sua primeira música de trabalho lançada no início de maio, “In common”. É o primeiro single de Alicia Keys em quatro anos.
“Eu estava cansada do constante julgamento sobre as mulheres”, disse Alicia sobre a escolha de não usar mais maquiagem. Ela criticou a busca por ideais de “perfeição”: “Quando eu ensino a mim mesma que também posso ter defeitos é quando me torno bonita.”

Fonte: G1

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A preocupação era, para ela, ainda maior, pela condição de celebridade que a leva a ser fotografada e publicada mesmo que não queira – e isso a levava a diariamente se preocupar com sua aparência, baseada principalmente no que os outros pensariam dela. E é justo isso a que Alicia não quer mais se submeter.

“Não quero me cobrir mais. Nem meu rosto, nem minha mente, nem minha alma, nem meus pensamentos, nem meus sonhos, nem meus esforços, nem meu crescimento emocional. Nada”, ela finalize, concluindo a razão pela qual decidiu abandonar de vez os cosméticos.

Foi depois de posar para um ensaio sem maquiagem alguma que a epifania se deu para Alicia. “Me senti poderosa! Era o meu desejo inicial, de derrubar paredes, ouvir a mim mesma, ser eu mesma. Eu, real e crua”.

Ela diz esperar sim se tratar de uma revolução – a revolução de que ninguém precise mais se cobrir, se esconder, ser quem os outros querem que você seja. A revolução de se descobrir. E mesmo esteticamente o resultado é imbatível: Não há nada mais bonito do que estar natural, à vontade, real e feliz.

fotos: divulgação/Paola Kudacki

Fonte: Hypeness 

A luta de Daiana Garbin para aceitar o próprio corpo

Bonita, bem-sucedida, apaixonada. Motivos não faltavam para Daiana Garbin, ex-repórter da Rede Globo, se sentir realizada. Mas não era o que ela via no espelho. Depois de mais de 30 anos desejando um shape que não é o seu, ela recebeu o diagnóstico de dismorfia corporal, uma das doenças da beleza, que já atingem 30% das brasileiras

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Eu achava que tinha apenas uma preocupação excessiva com o corpo. Considerava até meu sentimento fútil, bobo. Um ano atrás, retomei a terapia e minha psicóloga me deu o diagnóstico de uma doença de que eu nunca tinha ouvido falar: dismorfia corporal, ou síndrome da distorção da imagem. Procurei ajuda especializada porque o sofrimento estava muito grande, mas não pensava que uma doença psiquiátrica estava por trás do que me incomodou a vida inteira. Em choque, decidi que era hora de parar de sofrer calada. Foi assim que surgiu, há um mês, o canal do YouTube Eu Vejo, para dar apoio a mulheres que, como eu, também querem fazer as pazes com suas formas.
A insatisfação – na verdade, a raiva – que tenho do meu corpo vem lá da infância. Me lembro do dia em que chorei pela primeira vez por ser a mais gordinha do grupo: foi na aula de balé, aos 5 anos. Vestida de collant azul, eu era barrigudinha, enquanto via as outras meninas magras, com o corpo longilíneo com o qual eu desejava ter nascido. Aos 12 anos, a professora de educação física do colégio mediu e pesou todos os alunos da turma. Eu, que já tinha 1,67 m, era a mais alta. Adivinhe quem também era a mais pesada… Os 60 quilos cravados na balança eram proporcionais à minha altura, mas na minha cabeça só registrei uma coisa: eu era a gorda da galera. Na adolescência, a angústia aumentou. Quando queria sair, eu colocava abaixo todo o guarda-roupa para acabar vestindo calça jeans e camisa preta, meu ‘uniforme’ até hoje. Muitas vezes, não gostava de nada e desistia. Ficava em casa chorando.
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Nessa época, forcei distúrbios alimentares: entrava em blogs para aprender a ser anoréxica e cheguei a tentar induzir o vômito. Graças a Deus, não fui bem-sucedida em nenhum desses planos. Mas, como queria ser mais magra de qualquer jeito, comecei a tomar escondido remédios para perder peso. Desejava conquistar o corpo de uma modelo, achava chique ter os ossos do ombro e da bacia aparentes. Só o que consegui foi uma depressão.
Dietas malucas viraram parte da minha rotina. Já passei um dia inteiro com apenas uma maçã – desmaiei. Tentei todas as fórmulas para emagrecer. Como nenhuma dessas atitudes extremas funcionava, aos 20 anos me submeti à minha primeira lipoaspiração (depois, ainda faria mais duas). Hoje sei que um dos sintomas da dismorfia corporal é que você acha que o cirurgião plástico vai resolver seu problema. Eu tinha certeza de que, depois da lipo, ia amar meu corpo. Não adiantou nada. E o pior é que o pós-operatório é muito sofrido. Nas horas de dor, eu pensava: ‘O que estou fazendo comigo?’
Ironicamente, escolhi uma profissão que me levou à frente das câmeras. Amo muito meu trabalho e, admito, me sentia protegida porque repórter costuma aparecer só da cintura para cima. Mas sempre me questionei: como posso ter vergonha do meu corpo no espelho se me exponho para milhões de pessoas? Nossa mente é muito maluca e, às vezes, os sentimentos não têm lógica. Acho importante dizer isso porque algumas pessoas podem pensar ‘Nossa, como ela é infeliz’, e não é assim. Amo minha vida e sou agradecida por tudo que tenho. O problema é quando fico cara a cara com o espelho.

Fonte: M de mulher