Consegui me ver normalmente depois do tratamento?

Estou em dois grupos do Facebook sobre Transtorno Dismórfico Corporal. Em uma das publicações que falei que estava à disposição de quem precisasse de algo, me perguntaram “Gostaria de saber se você conseguiu se enxergar normalmente depois do tratamento.”

Vou colar aqui minha resposta:

Eu consegui sim. Hoje consigo ver minha beleza física e gosto do que eu vejo. Diferente do que acontecia uns anos atrás, que sofria com o que eu via. O tratamento psicológico foi fundamental na minha melhora (o tipo de tratamento que fiz foi a terapia cognitivo comportamental) e a leitura também me ajudou muito a abrir meus horizontes e ver que há outras formas de se pensar sobre o assunto beleza. Com isso, minha auto imagem e a minha auto estima foram mudando e comecei a me descobrir.

Acho que é isso que falta para cada pessoa que tem o transtorno dismórfico corporal: se descobrir. Nós (dismórficos) acabamos criando uma imagem na nossa cabeça (e vemos isso no espelho) de como somos e isso não é fácil de consertar. Porém, essa mudança é possível sim. E tirar esse peso das costas do sofrimento com a própria aparência não tem preço. Poder sair na rua sem medo de ser julgada (e se for, não me importo com isso) e poder ser quem eu sou.

O que é preciso esclarecer com a superação do transtorno dismórfico corporal é que a pessoa não vai achar tudo lindo maravilhoso em si. Mas vai entender que aquelas características não são um problema. Por exemplo: Eu não acho o meu nariz o mais bonito para mim. Porém, eu não o vejo mais como um problema. E o meu nariz no conjunto do meu rosto e no conjunto do meu corpo não é um problema e junto com as outras características físicas que tenho faz com que tudo esteja em harmonia e, dessa forma, belo.

A diferença entre uma pessoa com transtorno dismórfico corporal para uma que teve e não tem mais é que as características que antes incomodavam não incomodam mais. Não por uma questão de se conformar com o que não gosta, mas no sentido de então conseguir enxergar que aquela característica não tem nada de errado, que é normal e que no conjunto ela está em harmonia com o restante das outras características físicas. Hoje eu gosto do meu conjunto, me sinto bem como sou. Aceito minhas características porque sei que elas fazem o que eu sou, única. Não existe outra de mim. Não existe outra de você e isso é maravilhoso.

Vou operar meu nariz? Não. Muitas pessoas vão dizer que não há nada de errado com meu nariz. Outras podem até achar meu nariz feio. Só que isso é uma questão de gosto e opinião cada pessoa tem uma. Por mais que eu tenha o nariz “perfeito” nunca vai ser perfeito para todos. Porque “perfeito” não exite, justamente porque não existe um consenso para a beleza. Sempre vai haver opiniões diferentes e isso é ótimo porque dessa forma todos são feios e belos ao mesmo tempo. Hoje eu tenho as mesmas características de quando eu me achava deformada por conta do transtorno dismórfico corporal. Eu tenho olheiras, tenho sardas, tenho o mesmo nariz etc. A diferença é que essas características não tem a mesma intensidade de quando eu estava com o transtorno. E a palavra para tudo isso é equilíbrio.

Grupo do Facebook: https://www.facebook.com/groups/1660848680796787

Não desista de si mesmo

Essa é a resposta que eu escrevi para um depoimento que deixaram no meu blog ano passado e eu queria escrever uma resposta. Hoje eu escrevi e estou postando aqui pois pode servir para outras pessoas:

Li seu relato e queria te dizer que tenho 1.79 e também não gosto. Eu gostaria de ser menor. Aqui na minha cidade (Florianópolis SC) apesar de ser uma cidade de pessoas mais altas que o restante do país, eu sempre sou a mulher mais alta do local. Sou a mais alta até que os homens. Se vou na lotérica e tem 20 pessoas na fila entre homens e mulheres, eu sou a mais alta entre todos. Se eu vou em uma festa, eu sou a mais alta de todos. Pouquíssimas vezes tem algum homem da minha altura ou maior. Eles existem sim, mas geralmente não estão no mesmo lugar que eu. Isso me incomoda muito e já procurei várias vezes na internet se existia uma cirurgia para cortar os ossos da perna para que eu pudesse ser menor. E existe cirurgia para isso? Não existe. Então eu vou ter essa altura para o resto da vida. Eu me considero com muita olheira, muito branca, com papada, etc. Eu vou deixar de ser feliz por causa da minha altura ou por causa de outras características que eu não gosto? Eu não sou só isso. Eu sou muito mais do que a altura que eu não gosto. Eu sou muito mais do que minha olheira, minha papada, minha brancura e tudo que me incomoda. E se essas características individuais eu não gosto, no meu conjunto eu acho que está tudo harmônico.

Eu não sou só aparência e não me interessa pessoas que me vêem somente assim. Eu sou amizade, sou carinho, sou amor, sou alegria, sou bons momentos junto e não vou me privar por conta das características que não gosto. Todo mundo na vida tem alguma coisa que não gosta, até os considerados “bonitos” tem algo que, se pudessem, gostariam que fosse diferente. Só que eles não se privam da vida por causa disso. A vida é feita de bons momentos com quem gostamos, é sair comer alguma coisa que gosta, tomar um suco na beira da praia, é ver o por do sol, é jogar conversa fora com um amigo, é rir num final de semana sem pensar no trabalho de segunda-feira. A vida não é o meu rosto, o meu nariz, o meu olho, minha altura ou o meu peso. Eu não posso me privar da vida por conta de coisas que eu não vou conseguir mudar. Isso não é se conformar com o que não se gosta. É aceitar e viver em paz sabendo que isso não é um problema na vida. É como aquele ditado “O que não tem solução, solucionado está”. Se não tem solução, então vou me preocupar com o que realmente importa e parar de gastar minha energia e meu tempo com o que eu não posso mudar e no final das contas não tem importância. Porque características da nossa aparência não tem importância absoluta na nossa vida. O que tem importância é o nosso bem estar e nos amarmos. Isso que é fundamental.

“A imagem física tem muitos aspectos. É visual – o que você vê quando olha para você mesmo. É mental – como você pensa sobre sua aparência. É emocional – como você se sente sobre seu peso ou altura. É sinestésica – como você sente e controla as partes de seu corpo. É também histórica – moldada por toda uma vida de experiências, que incluem prazer e dor, elogio e crítica. Acima de tudo, a imagem física é uma questão social. Pode residir em sua mente, mas esta fundamentada nas experiências cotidianas que a cercam. O modo como você se sente depende de como se considera avaliado pelos outros. Sua imagem física pode ser abalada pelo julgamento de uma pessoa amada ou pelo assobio de um estranho.”

Esse é um texto de um livro. Cada pessoa é um conjunto de características. Somos nossas características físicas, mas também somos nossas características de personalidade, o nosso caráter, os nossos gostos e todas as nossas particularidades que é o nosso jeito e que isso é o que realmente simboliza o que nós somos. Nós não gostamos de alguém só por causa da aparência dela. Nós gostamos desta pessoa pelo relacionamento que temos com ela (estou me referindo à amizade). Quando conhecemos alguém e gostamos dessa pessoa é porque gostamos da companhia, de como nos trata, de como se refere à nós, dos momentos que passamos junto com essa pessoa, da confiança e reciprocidade que existe e eu poderia listar tantas outras qualidades de um relacionamento de amizade.

Eu não quero chegar aos meus 80 anos, olhar para trás e ver que eu não aproveitei a minha vida porque fiquei lamentando minha altura e minha aparência. Eu quero olhar e ver que vivi da melhor forma possível. Eu tive transtorno dismórfico corporal e perdi uma parte da minha vida, fiquei sem sair, tive depressão, como qualquer pessoa com transtorno dismórfico corporal tem um prejuízo de convívio social (que é um dos critérios para o diagnóstico). Porém, é preciso tratar para sair disso e ter uma vida normal. Viver com o peso que o transtorno nos trás é horrível. Toda vez sair de casa é uma tortura, uma preocupação que as pessoas irão reparar na nossa feiura e que isso vai ser assunto na mesa de jantar de cada pessoa que nos viu. Só que não somos obrigados a viver isso o resto da vida. Podemos nos posicionar diante disso e dizer “eu não quero isso pra minha vida” e então se empenhar em sair disso, através de terapia, leitura e dedicação.

Se auto julgar dizendo “sei que todo esforço que eu puder fazer pra me tornar alguém que eu gostaria de ser é totalmente inútil” tira qualquer possibilidade de resolver o que se está passando. Se você se condena dessa forma realmente não se tem mais nada a se fazer. Agora se, ao contrário, falar “Sei que qualquer esforço que eu fizer vai ser válido e vai me ajudar a sair disso e vai fazer eu me amar como eu sou”, metade do caminho já está andado.

Agora, se auto condenando você já tomou a sua decisão e sua vida vai ser sempre assim porque você está convicto disso. Então vai viver dessa forma e só vai se auto afirmar cada vez mais. A cura começa antes mesmo do tratamento. Quando a pessoa percebe que algo precisa ser mudado, já é parte do processo. E identificar as coisas que precisam ser mudadas é o primeiro passo para tudo mudar e dar certo. Mudar dói, mas nada é mais doloroso permanecer preso a um lugar que não te faz feliz.

Tem uma pergunta simples que nos posiciona em frente às situações da nossa vida. A pergunta é: Eu quero ou não quero isso para a minha vida? Se não quero, então me posiciono diante da situação e trabalho para mudá-la.

Já pensou se toda pessoa com algo que não gostasse se auto condenasse a uma vida infeliz? Os anões, os deficientes físicos, os que mancam, os que não andam, os cegos, os que não tem um braço, as pessoas com diabetes que vão ter que tomar remédio o resto da vida, as pessoas com câncer que apesar do problema não desistem diante da vida, etc etc etc, são tantos exemplos. A auto piedade não é uma dádiva e nos coloca em situação de vítima. E em situação de vítima tiramos a nossa responsabilidade de fazer algo para mudar isso porque eu não sou mais o responsável pela situação.

Se empregos, relacionamentos e a própria vida foi comprometida por conta do transtorno dismórfico corporal, chegou a hora de mudar essa situação e batalhar para fazer uma realidade nova. Onde eu posso sair de casa sem me preocupar com quem está me vendo porque estou em sentindo bem comigo mesmo, onde eu sei que quando se interessam por mim é porque realmente se interessaram por mim e não por falta de opção, que quando me elogiam é porque realmente querem me fazer um elogio sobre o que estão falando e não por pena.

Quando leio seu relato eu sei a dor que você passa porque eu passei também por isso. Você deve ter visto no meu blog como eu me via. Eu editei uma foto minha do jeito que eu me via para a minha psicóloga ver como eu me enxergava, eu me via deformada. Eu fiz uma espécie de diário para a terapia que eu fazia na época, onde eu incluía as coisas que achava importante registrar. A primeira página do meu diário é a imagem de uma boneca e de um mundo e um texto que diz “Oi, meu nome é Solange e eu tenho 26 anos. Eu moro em dois lugares: em mim e no mundo. Porém, eu não gosto de morar em nenhum dos dois”. Toda vez que eu leio eu choro. Toda vez. Já se passaram quase 10 anos, mas eu lembro do que eu passei. Eu tomava banho no escuro, passei pomada a base de ácido no rosto na tentativa de tirar as manchas que eu via no meu rosto e ficava escutando meu chefe tirando sarro do meu rosto vermelho. Eu lixei meus dentes com lixa de unha porque nenhum dentista queria arrancar meus dentes “tortos” para por um implante pra eles ficarem retos. Não ache que eu banalizo o seu sofrimento. Eu só quero que você entenda que isso que você está vivendo não é normal. Não há porque se conformar com isso porque a verdadeira realidade é outra. Mas só com tratamento você vai conseguir ver isso.

O exercício de tentar confrontar e sair, para que se veja que está exagerando e o mundo não é como se vê e que está projetando coisas irreais devido a um problema psicológico não funciona. Não funciona e piora a situação. Vou explicar o porquê. Porque se cria uma expectativa em cima de uma situação, sendo que não há como ver a situação diferente sem tratamento. É como uma pessoa diabética querer medir a glicose do sangue para comprovar que a glicose está controlada mas sem tomar remédio. Não vai estar. Não vai estar porque a pessoa não fez nada para mudar a situação que se encontrava. O ano não vai ser novo se você for o mesmo. Não tem como continuar tendo as mesmas atitudes e esperar resultados diferentes. Não tem como esperar uma realidade diferente se você continua se odiando, se você continua se auto depreciando, continua considerando que você não é digno de ter uma namorada, de alguém tem admirar. Não tem como alguém amar você se nem você se ama. É preciso tratar para isso mudar.

Se faz 24 anos que você deixou de viver, então chegou a hora de nascer de novo. Eu tenho uma tatuagem da data que eu me mudei pro Rio de Janeiro no meio do meu tratamento de dismorfia corporal porque essa data representa para mim o meu novo nascimento em relação a minha auto imagem e a minha auto estima. Em relação à minha vida. E que bom que podemos renascer quantas vezes for preciso sem precisar morrer de verdade. Que bom que podemos recomeçar a qualquer hora. Basta a gente decidir isso.

É preciso se empenhar para as coisas certas. As coisas certas são: terapia, psiquiatra, leitura e dedicação para si mesmo. Sem uma dessas faltar não funciona, uma coisa está interligada a outra e tudo precisa acontecer junto para funcionar. O único que talvez não seja necessário é o psiquiatra mas depende de cada caso e no seu caso acho indispensável.

Como tudo na vida pra dar certo a gente precisa de dedicação. Se queremos ter graduação de algum curso precisamos enfrentar 4 anos de aula (alguns 2 anos, mas que seja). Não é possível fazer 1 mês de aula e já querer se formar. É preciso frequentar as aulas, estudar, aprender e então no final do período necessário vai estar formado e com conhecimento. Se quiser aprender a tocar piano, não da para assistir uma aula no youtube ou fazer uma aula presencial e achar que já vai sair tocando. É preciso dedicação, estudar, treinar, fazer isso por um tempo e então vai estar pronto para tocar piano até de olhos fechados. O tratamento do transtorno dismórfico corporal é a mesma coisa. Levar a terapia a sério, levar a medicação a sério, levar a leitura a sério e ter disciplina como tudo na vida para dar certo. Tem que ter o comprometimento mas o resultado vem.

1 – Ir a um Psiquiatra que saiba sobre o transtorno para tomar uma medicação que diminua seu sofrimento e que te ajude a voltar ao convívio social. Só o tratamento com remédio não adianta. É preciso as outras etapas do tratamento também, mas o remédio ajuda como uma bóia para quem está se afogando. A bóia não vai ensinar a nadar mas vai ajudar a pessoa a não morrer afogado.

2 – Terapia. Fazer terapia pra tratar o transtorno. Começar a se descobrir, descobrir sua beleza, quais as suas qualidades etc. O tipo de terapia que eu gosto muito é a Terapia Cognitivo Comportamental, que é a terapia que minha psicóloga usa e no meu ver dá grande resultado em pouco tempo porque usa perguntas que te faz refletir e também trabalha com tarefas. Se quiser, dê uma lida na internet sobre esse tipo de terapia.

3 – Ler. No meu blog, no menu, tem “Livros” com ótimas indicações de livros sobre auto imagem e ditadura da beleza. A leitura ajuda a abrir a mente, ver novos horizontes, conseguir refletir e entender muitas coisas que se pensa errado. Dá para comprar em sebo eles mais barato, mas até novos eles não são caros. No site www.estantevirtual.com.br você consegue ver sebos de todo o Brasil e as vezes encontra pra comprar na sua cidade.

Os 3 livros que eu considero os mais importante sobre auto imagem, auto estima e ditadura da beleza:

– A beleza está nos olhos de quem vê – Camila Cury
– Imperfeitos, livres & felizes – Christophe André
– Meu corpo, meu espelho – Rita Freedman

Mas você pode ler o que achar mais interessante, existe uma quantidade enorme de livros sobre esses temas.

Não se pode ter pressa para terminar o tratamento. Isso é como um curso sobre nós mesmo. É um curso onde vamos nos conhecer. Onde teremos uma aula por semana (com o psicólogo) e depois estudaremos em casa (com leitura) e exercícios (colocando em prática o que estamos aprendendo). Não da para ter pressa. Começar hoje e daqui dois meses dizer “não está adiantando de nada”. O processo é lento mesmo. Eu demorei 3 anos pra dizer que tudo estava sob controle e que eu tinha saído disso mas cada pessoa tem seu ritmo. Pode ser mais, pode ser menos, o importante é que o resultado venha, independente do tempo. Tem que ter paciência. A pressa, a expectativa, a ansiedade, nada disso ajuda. Bem pelo contrário só faz a gente desistir. E desistir não resolve nossos problemas.

Eu quero te dizer que o que eu puder te ajudar você pode contar comigo. Os outros poderão andar ao seu lado, mas ninguém poderá andar por você. Torço para o seu sucesso e precisando é só entrar em contato.

Quando eu digo que beleza é um conjunto de características

Quando alguém vem me falar sobre beleza, de se achar feio(a), eu sempre falo que a beleza é um conjunto de características (externas e internas).

A imagem física tem muitos aspectos. É visual – o que você vê quando olha para você mesmo. É mental – como você pensa sobre sua aparência. É emocional – como você se sente sobre seu peso ou altura. É cinestésica – como você sente e controla as partes de seu corpo. É também histórica – moldada por toda uma vida de experiências, que incluem prazer e dor, elogio e crítica. Acima de tudo, a imagem física é uma questão social. Pode residir em sua mente, mas está fundamentada nas experiências cotidianas que a cercam. O modo como você se sente depende de como se considera avaliado pelos outros. Sua imagem física pode ser abalada pelo julgamento de uma pessoa amada ou pelo assobio de um estranho.

Esse texto acima é de um dos livros que indico aqui no blog, mas tenho que depois confirmar de qual deles. Acho que é do Imperfeitos, Livres e Felizes (Christophe André) mas depois confirmo e arrumo aqui.

Cada pessoa é um conjunto de características. Somos nossas características físicas, mas também somos nossas características de personalidade, o nosso caráter, os nossos gostos e todas as nossas particularidades que é o nosso jeito e que isso é o que realmente simboliza o que nós somos. Nós não gostamos de alguém só por causa da aparência dela. Nós gostamos desta pessoa pelo relacionamento que temos com ela (nesse caso estou falando de gostar no sentido de amizade, não amoroso mas que também serve para relacionamentos amorosos). Digo que quando conhecemos alguém e gostamos dela, uma pessoa que vira nossa amiga, é porque gostamos da companhia dela, gostamos de como ela nos trata, de como se refere a nós, dos momentos que passamos junto com essa pessoa, da confiança e reciprocidade que existe e eu poderia listar tantas outras qualidades de um relacionamento de amizade entre duas pessoas.

E esse vídeo do André Massolini ele fala a mesma coisa, abordando isso em cima de um email sobre relacionamento:

Em vez de suas medidas, as candidatas a Miss Peru forneceram dados sobre violência contra mulheres

miss

“Meu nome é Camila Canicoba e sou representante de Lima. Minhas medidas são: 2.202 casos de feminicídio foram registrados nos últimos nove anos no meu país.”

miss_peru

“Meu nome é Juana Acevedo e minhas medidas são: mais de 70% das mulheres do nosso país são vítimas de assédio nas ruas.”

miss_luciana

“Meu nome é Luciana Fernández e represento a cidade de Huánuco, e minhas medidas são: 13 mil meninas sofrem abuso sexual no nosso país.”

Outras modelos também deram dados sobre violências em seus países. Não foram só as participantes que queriam passar essa mensagem — violência contra mulheres era o tema da noite.

Os organizadores do concurso Miss Peru mostraram recortes de jornais e revistas sobre casos de mulheres assassinadas ou agredidas enquanto as candidatas desfilavam pelo palco de biquíni.

Fonte: Buzzfeed

Não acredite nas revistas

Aqui, quero reunir edições de imagens publicitárias para que vocês entendam que não é possível acreditar em fotos publicitária e fotos de revistas. E muitas vezes nem nas fotos dos seus amigos do Facebook é possível acreditar pois podem ter edições também. Agora que com qualquer aplicativo de celular tem filtro pra foto então meus amigos, temos que ser mais céticos. Não podemos ser ingênuos quanto a isso, porque aquela pele linda, lisa, sem olheira, sem mancha ou espinhas que você vê por aí em sites e revistas É MENTIRA. Um grande passo para você entender que você é bonita/bonito é que essas imagens são MANIPULADAS para MANIPULAR as pessoas a respeito da verdade sobre aquela foto.

pele_perfeita_dismorfia_corporal2

vichylogocristiane_torlone_revista_sem_photoshop

Para ler o post sobre a Christiane Torloni clique aqui.

transformaes-com-photoshop-1

nao_acredite_nas_revistas_dismorfia_corporal

valesca_popozuda2_photoshop

capa_de_revista_photoshop

photoshop_capa_revista

Posts relacionados:
Adele magra?
Christiane Torloni de verdade
Desculpe, Kate, mas vc não é magra o suficiente – precisa de Photoshop
E vc ainda acredita nas revistas?
Eu dava um dedo…
Fernanda Vasconcellos aparece sem umbigo em comercial na praia
Photoshop é como nascer de novo
Carol Castro antes e depois do Photoshop
A Mulher da Página 194
Ex-Miss Universo posa nua e sem retoques para capa de revista
Pele Perfeita
Aviso sobre photoshop poderá ser obrigatório em publicidade

Reparar no que ninguém mais repara

Recebo emails de pessoas que fizeram cirurgia no nariz e não ficou como queriam. Como recebo emails e o comentários no blog de pessoas insatisfeitas e infelizes por causa do olho, da altura, etc.

Você não é só nariz (ou o que quer que te incomode) e provavelmente as pessoas do seu convívio nem reparam no que você repara. Eu tenho uma amigona minha que já conheço há quase 20 anos e e ano passado a gente conversando sobre plástica, mas de forma descompromissada e ela falou “eu quando puder quero fazer do meu nariz”. Então eu pensei “o que? nariz? mas o nariz dela não tem nada de errado”. Então fui nas fotos dela do Facebook ver e reparei então que ela olhava pro nariz dela de um jeito diferente do que as outras pessoas. E eu em quase 20 anos nunca reparei. Eu que fui sempre tão preocupada com a simetria, com a perfeição, com os defeitos, nunca reparei no nariz dela. E é assim que acontece com as pessoas ao nosso redor e com nós. Repararmos em coisas que não tem a proporção que pensamos ter e as pessoas ao nosso redor nem sequer um dia notaram.E porquê? Porque ela não é só nariz. Ela é um conjunto de características físicas onde uma delas é o nariz. E além das características físicas ela também tem outras características internas que fazem ser o que ela é.

Temos que tentar ser mais leves com a gente. Não nos cobrarmos tanto e dar importância para outras coisas da nossa vida, como fazer as coisas que gostamos, estar perto de quem gostamos de estar e assim por diante. Ficar pensando nesses detalhes (porque são detalhes) acabam fazendo a gente deixar a vida passar enquanto estamos na frente de um espelho.

Iraniana teria feito mais de 50 plásticas para se parecer com Angelina Jolie

A iraniana Sahar Tabar tinha o sonho de se parecer com Angelina Jolie. Para isso, realizou 50 procedimentos estéticos. A nova aparência e a magreza e Sahar chamaram a atenção nas redes sociais.

23941104

sahartabar_official

sahartabar_official2

22710844_1962941437287956_3827904609175732224_n sahartabar_official3 sahartabar_official4

iraniana-tenta-ficar-como-angelina-jolie-1511973280944_v2_900x506 (1)

Em uma mensagem no Stories do perfil, Sahar nega ter feito mais de uma plástica e acusa os tabloides europeus e árabes que usaram suas fotos de mentirosos. Além disso, rebate a crítica de pessoas que passaram a segui-la e comentaram sobre as plásticas.

Aceitar o próprio corpo e ser feliz; conheça os movimentos que lutam contra a ditadura da beleza

Alguns movimentos contra a imposição de padrões estéticos ganham força a cada dia. O lema é aceitar o próprio corpo e ser feliz. São mulheres e homens que optam por assumir gordurinhas e imperfeições, com muito orgulho. Mirian Bottan faz parte desses movimentos. Ela é jornalista, tem 30 anos e não está preocupada com a ditadura da beleza. Ela se tornou popular nas redes sociais ao publicar fotos em que não esconde as gordurinhas e estrias. Em pouco menos de seis meses, atingiu mais de 200 mil seguidores.

aceitar_o_proprio_corpoCLIQUE NO LINK PARA ASSISTIR

http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/videos/aceitar-o-proprio-corpo-e-ser-feliz-conheca-os-movimentos-que-lutam-contra-a-ditadura-da-beleza-10092017