Biblioteca do blog atualizada

Os links dos PDF que estão no blog (no menu em “Biblioteca) estavam com os links quebrados por conta de um problema na migração do meu blog para outra hospedagem onde uma agência de mídia digital a qual eu solicitei o serviço pra fazer o backup dos meus arquivos não salvou corretamente. Com isso perdi todas as imagens e PDF que estavam no blog. Aos poucos estou colocando tudo de volta e agora a Biblioteca do blog já está com todos os PDF recolocados.

Tenho mais PDF do assunto para incluir, pretendo fazer em breve.

Busca pela foto perfeita é sinal de doença e até já tem nome: selficídio

Dei entrevista para a UOL essa semana. Segue abaixo a matéria.

08/02/17

Busca pela foto perfeita é sinal de doença e até já tem nome: selficídio

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Melissa Diniz
Do UOL

Com o avanço da tecnologia e a popularidade dos celulares com câmera, o hábito de tirar selfies (fotos de si mesmo) e postar em redes sociais virou uma febre. Mas não é todo mundo que lida bem com a própria imagem. Quem sofre de selficídio costuma perder horas tentando chegar à imagem perfeita, o que gera ansiedade e frustração.

A publicitária Solange Cassanelli, 34, de Florianópolis (SC), começou a sentir na pele este sintoma muito cedo. “Quando tinha sete anos, comecei a fazer terapia, pois sempre me achei feia. Eu não gostava de tirar fotos, tenho algumas, com a família, em que apareço chorando. Quando cresci, surgiram as máquinas digitais eu tirava mais de cem, usando bastante maquiagem, para escolher apenas uma. Depois ainda editava para tentar diminuir as imperfeições”, conta.

Solange demorou a entender a causa de seu sofrimento. “Eu tinha 27 anos quando descobri pela internet. Ao ler sobre o transtorno dismórfico corporal, senti que parecia um relato sobre a minha vida. Na hora, já me identifiquei. Levei o diagnóstico para a psicoterapeuta, que confirmou e me encaminhou a um psiquiatra”, diz.

Para que a terapeuta entendesse melhor como ela se via, Solange editou uma foto sua, inserindo as imperfeições que enxergava em si mesma. “Minha psicóloga imaginava como eu me via, mas eu achava que ela não entendia o grau disso.”

Além da psicoterapia, Solange precisou fazer uso de antidepressivos. “Eu não sabia que tinha depressão. Achava que todas as pessoas tinham problemas na vida e era normal sofrer. Não conseguia dormir e chorava todas as noites.”

Durante o tratamento, ela criou o blog Diário de uma Dismorfia para auxiliar outras pessoas que sofrem do transtorno a compreender e superar a condição.

Seu quadro hoje está controlado. “Em 2011, percebi que eu não tinha mais nenhum sintoma e até hoje considero algo superado na minha vida.”

Defeitos que não existem

Segundo a psiquiatra Maura Kale, que faz parte da rede Doctoralia, plataforma digital que conecta profissionais de saúde e pacientes, o termo é um neologismo para relatar um sintoma do TDC (transtorno dismórfico corporal), doença mental caracterizada por uma insatisfação com a própria imagem. “Normalmente, há uma distorção na maneira como a pessoa se vê. Ela enxerga defeitos onde não existem e não consegue achar a foto boa. Então, tira muitas, apaga e depois tira outras, sem se contentar, pois tem padrões inatingíveis de exigência.”

Ter vício de fazer selfies, como a socialite Kim Kardashian, não caracteriza, necessariamente, o selficídio. “O transtorno está presente se houver prejuízo à vida da pessoa e consequente sofrimento”, diz.

Ponta do iceberg

O selficídio, explica a médica, precisa ser investigado, pois, em geral, revela outros problemas sérios. “Além do TDC, é comum que a pessoa também tenha TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), pois tem uma obsessão com sua imagem. Pode apresentar, ainda, transtorno narcisista, ansiedade, depressão, anorexia e até mesmo ideia de suicídio.”

Além da enorme perda de tempo em função das fotos, o selficida tem baixa autoestima, dificuldades de relacionamentos e constante busca por aceitação. “O mecanismo de postar fotos de si mesmo é uma espécie de autopromoção. A pessoa procura conseguir as curtidas em uma tentativa de obter o respaldo dos outros. Mas, primeiro, usa aplicativos e programas de edição para deixar a foto perfeita”, explica Maura.

Selficidas também são frágeis emocionalmente, bastante vulneráveis a críticas e frequentemente insatisfeitos. Complexo, o quadro precisa ser tratado com psicoterapia e, em muitos casos, com medicação.

Manifestação precoce

Apesar de atingir muitos adultos –de ambos os sexos– o transtorno dismórfico corporal costuma se manifestar ainda na infância. “A maior incidência, segundo pesquisas, é na faixa que vai dos dez aos 15 anos. Quando investigados, os casos quase sempre revelam a existência de abuso, relacionamentos difíceis com os pais e bullying”, diz Maura.

A especialista considera que os pacientes que sofrem do transtorno costumam se espelhar em modelos de beleza sustentados pela indústria da moda, publicidade e pelas revistas de beleza. “São parâmetros irreais e que, por comparação, geram muito sofrimento.”

Fonte: UOL

Site com novo layout

Pessoal, o blog parece meio abandonado mas não está. Estou postando uma média de 1 post por mês, porém boas notícias venho trazer. 🙂

Estou desembolsando uma graninha alta para reformular o blog pois estou insatisfeita com o layout e alguns problemas de postagens que tenho com ele. Então o novo layout já está sendo produzido e em cerca de dois meses estará substituindo esse modelo atual.

Com o novo layout, o número de postagens por mês vai aumentar e vai ficar bem mais bacana de navegar por ele.

É só aguardar 🙂

Beijo. Solange.

Sem tempo

Pessoal,

Estou na correria. Enquanto isso, peço que busquem postagens antigas, tem muita coisa boa já postada. Tem no menu um link para os melhores posts, tem listagem de livros bons no menu também, vocês podem comprar boas leituras pra poder superar a dismorfia corporal. Não tenham pressa pra superar esse problema. Se você caminhar um pouquinho por dia (no sentido de se esforçar para entender tudo isso, e não no sentido de exercício físico) já te trará grandes resultados. Eu superei a dismorfia corporal mas foi um trabalho de formiguinha, um pouquinho por dia, muita reflexão, muita leitura e é preciso entender que a maior parte do nosso sofrimento é por causa de uma visão distorcida, então é preciso trabalhar pra mudar essa visão errada ok? Nada na vida a gente consegue do dia pra noite, tudo na vida é conquistado com dedicação, e não é diferente na hora de superar a dismorfia corporal. Então tenha fé, se eu superei, se o Robert superou, você também pode superar. um beijo pra vocês.

Alegria em ter o blog

Já falei e vou repetir quantas vezes for preciso. Esse blog não é uma válvula de escape pra mim. Eu criei esse blog para as outras pessoas. Pq quero que quem precise ache aqui uma mão amiga, que se identifique e encontre uma luz, um alivio para o que está passando.

E é por isso, que vou dividir com vcs a alegria que foi receber o email abaixo. Pq esse é a minha única razão de o blog existir. E cada post que eu faço aqui eu faço com o maior carinho para cada um que vai ler.

Oii eu ameiii seu blog!!! Meus parabéns Por vc ter coragem de escrever tdo oq sente…. de criar um blog com a missão de ajudar pessoas que passam pelo mesmo prob!!! Vc é mto especial, acredite!!! vc nao sabe o qto vc me ajudou (eu estou conhecendo e lendo seu blog há menos de uma hora, através do post da Thalita do blog just Ana) jamais imaginei ter isso, fui diagnosticada com depressão , em dezembro e até hoje já passei em 2 consultas com o meu psiquiatra, entao não deu tempo de contar tudo….. mas c ctza vou falar sobre esses detalhes, e mais uma vez OBRIGADA seu blog foi a minha luz no fim do túnel!!! Beijosss e continue assim iluminada!!

Obrigada a todos que passam pelo blog ♥

Tanta coisa aconteceu…

Tanta coisa aconteceu de um mês pra ca… mas o blog é sobre dismorfia corporal e assuntos relacionados, então assuntos alheios não serão tratados aqui.

Estou indo a praia porque como vocês sabem eu odeio ser branca. Já estou vendo uma diferença. Porém, não estou queimando nas costas, então estou bronzeada (+ou-) na frente e braaaancaaaaaa atrás.

Outra coisa é que cortei meu cabelo. Tipo uns 20 cm e agora ele está no ombro. Pow, quis mudar. Sempre tive cabelo comprido. Eu era tipo o cara da bíblia, que quando corta o cabelo perde a força. Eu me sentia péssima, feia, horrorosa se meu cabelo não fosse grandão. Mas estava na hora de eu enfrentar mais esse medo e me auto disciplinar que o cabelo mais comprido ou mais curto não vai definir minha beleza completa porque eu sou um conjunto de características, não um cabelo ambulante.

Para 2012, quero dizer que eu irei começar a postar fotos do meu rosto aqui. São 2 anos e meio escondendo meu rosto do blog, cortando e desfocando fotos pra não me mostrar. Mas está na hora eu dar esse passo. Se eu tenho um blog pra falar sobre dismorfia corporal, eu acho importante. Mesmo que não seja indispensável, agrega muito valor quando eu disser pra vocês como me sinto, como me vejo e todos os defeitos que eu acredito ter no meu rosto. Então em 2012 o blog terá fotos do meu rosto.

Parei pra pensar sobre isso quando comecei a ver vídeos da Alice Salazar no youtube ensinando a maquiar. Pensei “Pow, ela ensina a maquiar se maquiando” Se eu quero falar sobre a minha dismorfia, eu preciso me mostrar também. E foi nesse momento que comecei a me esforçar pra dar esse passo. Não é fácil, mostrar minha cara para as pessoas falarem coisas que eu não quero ouvir/ler. Do tipo “seu olho é esbugalhado mesmo”, “seu nariz é estranho” ou mesmo “tu é uma idiota, só quer chamar atenção porque você não tem defeito e fica dizendo que se vê deformada”. Enfim. A barreira está dentro de mim e eu preciso quebra-la, quebrar paradigmas e evoluir mais um pouco.

Por falar em Alice Salazar, quero mostrar umas fotos dela. Eu acho ela linda (e engraçada), parece uma boneca. Acho o rosto dela perfeito, tudo, sobrancelha, nariz, pele, tudo. E para ver como opinião é que nem cu, cada um tem o seu, tem gente que não vai achar ela tão linda como eu acho. E isso vai acontecer com qualquer referencial. Não tem como o mundo inteiro me achar bonita, nem o mundo inteiro achar você bonito ou bonita, e mesmo assim vc não pode querer morrer pq isso não define um defeito ou uma deformidade no seu rosto (ou no seu corpo). Isso define apenas uma opinião de uma pessoa. Não é a verdade absoluta, até pq beleza é muito subjetivo e pessoal.

Alice Salazar

Alice Salazar

Alice Salazar

Voltei… Novidades!

Que vergonha, esse blog ta abandonado!!!! Mas agora vou postar com mais frequência. Andei mto sem tempo, fazendo freelance, cuidando de gato (Faço serviço voluntário com os Gatos do Campo de Santana aqui no Rio de Janeiro, onde é ponto de abandono e tem cerca de 400 gatos abandonados) e tb falta de tempo por problemas alheios.

De novidade, tenho pra contar que mês passado fui convidada para participar do programa E aí, Doutor? da Record para falar sobre dismorfia corporal. Fui dia 30/08 para São Paulo e voltei no mesmo dia. Participou eu e uma psicóloga com doutorado em Dismorfia Corporal (Dra. Kátia Perez Ramos). Ainda não sei quando vai passar. Quando eu souber eu aviso.

Tenho algumas notícias sobre dismorfia corporal para postar. Vou postar durante os próximos dias e em breve quero voltar a postar textos meus, minhas reflexões sobre a vida e a aparência, etc.

Diário de uma Dismorfia Corporal no Facebook

Galera buuuuunita que lê meu blog… Fiz uma página do blog no Facebook. Quem usar facebook e quiser receber informações do blog no seu face, junto com a atualizações dos seus amigos, é só clicar em “curtir” na página.

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