Um novo tempo

Há uns dias atrás, eu fiz um post chamado Converse com a voz de dentro da sua cabeça (← clique para ler) e esses dias, passando umas mensagens a limpo, encontrei uma muito legal que fala sobre essa nossa maneira de continuar acreditando em pensamentos ruins. Quero compartilhar com vocês essa mensagem tão interessante:

Construindo sua fortaleza interior para um novo tempo. 

O ponto de poder está sempre no momento presente. Você nunca está empacado. Aqui é onde acontecem as mudanças, bem aqui e bem agora em nossas próprias mentes! Não importa há quanto tempo temos um padrão negativo, uma doença, um mau relacionamento, falta de dinheiro ou ódio voltado contra nós mesmos. Podemos começar uma mudança hoje!

Seu problema não precisa ser mais verdade para você. Ele agora pode sumir no nada, de onde veio. E você pode fazer isso.

Seus pensamentos e crenças do passado criaram este momento e todos os momentos até chegarmos a este. O que você agora está escolhendo pensar, acreditar e dizer criará o momento seguinte, depois o dia seguinte, o mês seguinte e o ano seguinte.

Você pode escolher continuar a pensar os mesmos velhos pensamentos, pode se recusar a mudar e ficar com todos os seus problemas. Você é o poder em seu mundo! Você terá tudo o que escolher pensar!

Neste instante começa o novo processo. Cada momento é um novo começo para você bem aqui e agora! Este momento é onde se inicia a mudança.

Do livro “Você Pode Curar sua Vida”, de Louise L. Hay

Ponto preto

Certo dia, um professor entrou na sala de aula e disse aos alunos para se prepararem para uma prova relâmpago. Todos se sentiram assustados com o teste que viria.

O professor entregou, então, a folha com a prova virada para baixo, como era de costume… Quando puderam ver, para surpresa de todos, não havia uma só pergunta ou texto, apenas um ponto negro no meio da folha.

O professor, analisando a expressão surpresa de todos, disse:
– Agora vocês vão escrever um texto sobre o que estão vendo.
Todos os alunos, confusos, começaram a difícil tarefa. Terminado o tempo, o professor recolheu as folhas, colocou-se na frente da turma e começou a ler as redações em voz alta.
Todas, sem exceção, definiram o ponto negro tentando dar explicações por sua presença no centro da folha.

Após ler todas, a sala em silêncio, ele disse:

– Esse teste não será para nota, apenas serve de aprendizado para todos nós. Ninguém falou sobre a folha em branco. Todos focaram as suas atenções no ponto negro. Assim acontece em nossas vidas. Temos uma folha em branco inteira para observar, aproveitar, mas sempre nos centralizamos nos pontos negros. Temos motivos para comemorar sempre a natureza que se renova, os amigos que se fazem presentes, o emprego que nos permite o sustento, os milagres que diariamente presenciamos. No entanto, insistimos em olhar apenas para o ponto negro. O problema de saúde que nos preocupa, a falta de dinheiro, o relacionamento difícil com um familiar, a decepção com um amigo. Os pontos negros são mínimos em comparação com tudo aquilo que temos diariamente, mas são eles que povoam nossa mente.

Pense nisso. Tire os olhos dos pontos negros da sua vida. Aproveite cada bênção, cada momento que Deus lhe dá. Um choro pode durar até o anoitecer, mas a alegria logo virá ao amanhecer.

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Toda mulher bonita não se acha bonita. Mesmo a mais bonita.

Toda mulher bonita não se acha bonita. Mesmo a mais bonita.
É alguma coisa que não agrada: a orelha, o pé, a mão. São detalhes imperceptíveis para a tripulação barbuda. Ou as veias estão muito saltadas ou as unhas quebram rápido.
Uma coisinha que somente ela nota.
E ela sofre duas vezes: quando alguém descobre e quando ninguém enxerga.
A segunda opção é a mais triste. Caso o problema passar despercebido, partirá do princípio de que é tão insignificante que não merece a atenção dos outros.
Toda mulher se vê filha única do defeito. E não é um defeito, mas uma cisma. A maior parte dos defeitos é superstição.
Talvez o martírio feminino venha do excesso de controle: ela se olha demais, e tudo ganha o dobro de importância. O homem se olha de menos, e nunca teve estrias e celulite.
Para a mulher, espelho é lupa. Para o homem, espelho é janela.
Uma espinha, por exemplo, quando descoberta por uma mulher torna-se o próprio rosto. O rosto não existe mais, somente a espinha, que é alisada a cada preocupação.
Mulher não se acha realmente bonita. Nem Brigitte Bardot antes. Nem Gisele Bündchen agora.
Mulher nenhuma no mundo é vaidosa; vaidade é a confirmação de um atributo e ela desconhece suas qualidades.
Mulher nenhuma acredita que é bonita, apenas disfarça que é bonita.
O elogio que recebe soa como ironia. A ausência de elogio soa como reclamação.
Arrumar-se de manhã para a mulher não é um prazer, e sim um pânico.
No fundo, ela se considera um encalhe. Jura que qualquer novo amor é resultado de compaixão ou cegueira masculina.
Mulher não nasce bonita, torna-se provisoriamente bonita (em sua concepção, a beleza dura apenas um dia).
Ela se monta por 24h, mais do que isso não consegue: carrega o medo de se desmanchar com a luz e desiludir a expectativa do próximo.
Seus cuidados são vinganças: à infância, ao deboche da família, ao bullying na escola.
Dentro dela, ela continua uma nerd. Guardará para sempre a imagem de menina inteligente e problemática, de gorda balofa, de desengonçada e fora do time, de alta girafa, de sardenta enferrujada, de vesga fundo de garrafa.
Não adianta convencê-la de que ela é linda, ela se acorda despenteada e nasce de novo, como se não tivesse vivido antes.
Não é falsa modéstia, sequer é modéstia, ela se percebe feia. Toda mulher bonita acredita que, no máximo, pode se ajeitar.
Em seus olhos, corre uma insatisfação permanente que não permite descanso e luto.
Se seus cabelos são lisos, ela gostaria que fossem cacheados; se são cacheados gostaria que fossem ondulados, se são ondulados gostaria que fossem crespos.
A beleza é uma conclusão. E toda mulher vive de dúvidas, toda mulher é uma pergunta. Uma insaciável pergunta.

– Fabricio Carpinejar

Poema sobre a dismorfia

Um amigo meu que tb tem dismorfia corporal me falou o seguinte “Escrevi um poema sobre a dismorfofobia há uns 2 anos atrás, se quiser postar no blog ficarei feliz…rsrs!!!”

Bruno, demorei mas to postando.

A Dismorfofobia
(Bruno Costa)

Espelho incongruente
transforma beldade em fealdade
e deixa Narciso descrente.
Combalido, distorcido, insípido.
Um desmedido doente.
Maldito inconsciente, assassino da mente.

É latente…
uma dor crônica permanente.
É solo infértil…
castigado pelo clima semi-árido.
É afogar-se…
na água salgada que resseca e desidrata
É estar acompanhado do frio…
sob o olhar quente do Sol ardente
É chuva intensa…
que nunca passou e virou tormenta
É estar condenado…
a prisão perpetua no castelo dos espelhos
É a melodia do silencio…
que olvida os ouvidos, mas grita lá dentro
em acordes sustenidos
“SÓ(L) e DO(R), DO(R) e SÓ(L)”

E nesse contexto fonético de idos e entes…
Sou minha própria vertente
Meu predicativo…
Cristalino e Transparente

Se não quiser adoecer

Achei esse post no meu navegador de tags, achei mto interessante e vou postar aqui pra vcs.

Se não quiser adoecer – “Tome decisão”

A pessoa indecisa permanece na dúvida, na ansiedade, na angústia. A indecisão acumula problemas, preocupações, agressões. A história humana é feita de decisões. Para decidir é preciso saber renunciar, saber perder vantagem e valores para ganhar outros. As pessoas indecisas são vítimas de doenças nervosas, gástricas e problemas de pele.

 Se não quiser adoecer – “Busque soluções”

Pessoas negativas não enxergam soluções e aumentam os problemas. Preferem a lamentação, a murmuração, o pessimismo. Melhor é acender o fósforo que lamentar a escuridão. Pequena é abelha, mas produz o que de mais doce existe. Somos o que pensamos. O pensamento negativo gera energia negativa que se transforma em doença.

Se não quiser adoecer – “Não viva de aparências”

Quem esconde a realidade finge, faz pose, quer sempre dar a impressão que está bem, quer mostrar-se perfeito, bonzinho etc., está acumulando toneladas de peso… uma estátua de bronze, mas com pés de barro. Nada pior para a saúde que viver de aparências e fachadas. São pessoas com muito verniz e pouca raiz. Seu destino é a farmácia, o hospital, a dor.

 Se não quiser adoecer – “Aceite-se”

A rejeição de si próprio, a ausência de auto-estima, faz com que sejamos algozes de nós mesmos. Ser eu mesmo é o núcleo de uma vida saudável. Os que não se aceitam são invejosos, ciumentos. Imitadores, competitivos, destruidores. Aceitar-se, aceitar ser aceito, aceitar as críticas, é sabedoria, bom senso e terapia.

 Se não quiser adoecer – “Confie”

Quem não confia, não se comunica, não se abre, não se relaciona, não cria liames profundos, não sabe fazer amizades verdadeiras. Sem confiança, não há relacionamento. A desconfiança é falta de fé em si, nos outros e em Deus.

 Se não quiser adoecer – “Não viva sempre triste”

O bom humor, a risada, o lazer, a alegria, recuperam a saúde  e trazem a vida longa. A pessoa alegre tem o dom de alegrar o ambiente em que vive. “O bom humor nos salva das mãos do doutor”.

 Alegria é saúde e terapia !

Fonte: SeTinteressa (ahahaha adorei o nome do blog)

Nota de falecimento

Faleceu no inicio desta madrugada, à meia noite em ponto, o “Dia de Ontem“, que segundo algumas pessoas, já fora tarde, e para outros, deixou saudades imensas, um gostinho de realização inesquecível.

Para algumas pessoas, o dia de ontem demorou demais para passar, foi longo e tedioso, marcado por momentos de dor e sofrimento, para outros passou rápido demais porque marcou o nascimento de mais uma vida, a descoberta do amor, a possibilidade de um novo emprego, a esperança de uma nova amizade.

O dia de ontem será lembrando por algumas pessoas, pela dor ou pelo amor, mas muitos não conseguem reter sequer uma lembrança do dia, não se lembram sequer o que comeram no café da manhã, outros nem tiveram o prazer de fazer uma refeição.

Muitos guardarão impressões para sempre, porque o dia de ontem marcou o fim de um antigo relacionamento, a morte de um ente querido, a demissão do emprego tão necessário nessa época, a reprovação naquela prova tão importante, a briga familiar que deixou todos com vergonha de si mesmos, e outros estão dormindo rindo, sonhando com anjos, pois no dia de ontem realizaram um sonho…

No meio dessa notícia da morte do dia de ontem, Deus em sua generosa misericórdia, manda-nos a Boa Nova todos os dias, sempre no primeiro minuto após a morte do dia de ontem: nasce o “Dia de Hoje“, onde todos nós, invariavelmente temos a oportunidade de marcar com as nossas atitudes, essa data para sempre, com alegria ou tristeza, com amor ou revolta, com mais trabalho ou preguiça, com desejo de mudar ou conformismo de  sempre.

Ai está o nosso presente: o “Dia de Hoje” que se renova em esperanças, na certeza de que somos nós mesmos, os donos do dia, de cada minuto que nos compete trabalhar, e por isso mesmo, o sol que se levanta brilha para todos, mas é preciso que você saia da sombra e o busque para aquecer seu coração para este dia seja mais do que uma lembrança, seja inesquecível e para sempre, o dia mais feliz da sua vida.

Acorda! o dia de hoje é o seu maior presente.

Vai deixar escapar assim, sem mais nem menos?
(Autor desconhecido)

Texto da Martha Medeiros – Miss Imperfeita

Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes. Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. Uma imperfeita que faz tudo o que precisa fazer, como boa profissional, mãe e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado três vezes por semana, decido o cardápio das refeições, levo os filhos no colégio e busco, almoço com eles, estudo com eles, telefono para minha mãe todas as noites, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e-mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos, participo de eventos e reuniões ligados à minha profissão e ainda faço escova toda semana – e as unhas! E, entre uma coisa e outra, leio livros. Portanto, sou ocupada, mas não uma workaholic. Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres. Primeiro: a dizer NÃO. Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás. Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero. Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros. Seu pai e sua mãe, acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho. Você não é Nossa Senhora. Você é, humildemente, uma mulher. E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo. Tempo para fazer nada. Tempo para fazer tudo. Tempo para dançar sozinha na sala. Tempo para bisbilhotar uma loja de discos. Tempo para sumir dois dias com seu amor. Três dias. Cinco dias! Tempo para uma massagem. Tempo para ver a novela. Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza. Tempo para fazer um trabalho voluntário. Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto. Tempo para conhecer outras pessoas. Voltar a estudar. Para engravidar. Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado. Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir. Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal. Existir, a que será que se destina? Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra. A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem. Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si. Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo! Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente. Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela. Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M.A.C. Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores. E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante. (Martha Medeiros)

COMPARAÇÕES – by Márcia Jorge

Não há nada de errado em se comparar com as pessoas, mas existe um limite para que a comparação não se transforme em uma fonte de frustração.

É fabuloso ler uma história de sucesso, aprender e adaptá-la a sua maneira, acreditando que também possui a capacidade de construir algo semelhante ou maior que aquilo.

É destrutivo ler uma história de sucesso e sentir-se frustrado e incapaz de realizar qualquer coisa parecida por inúmeras razões, sejam elas reais ou imaginárias.

Acredito que pouquíssimas pessoas consigam usar a comparação como algo construtivo, e como trabalho com mulheres e imagem corporal, a comparação é um tema constante que suscita muito mais a sensação de impotência do que inspiração.

Por que se comparar?

Quando você se compara, você consome, e isso é muito rentável! Já que você não tem aquele corpo e aquela pele (minuciosamente tratados pelo Photoshop) você vai comprar o shake, a sopa, o creme, o exfoliante, para ver se consegue aplacar um pouco do descoforto de habitar um corpo real que se baseia em belezas digitais.

Nada contra comprar um creminho, uma maquiagem, aqui acolá, afinal a vaidade bem dosada é puro amor-próprio. O que não vale é a escravização, a crença de que naquele potinho de 50 gramas de serum em cápsulas rejuvescenadoras desenvolvidas por especialistas com ingredientes dos Alpes Andinos possa estar a sua felicidade. Nunca vai estar…

Nunca haverá ninguém como você, nunca haverá ninguém como ninguém…

Felicidade está no  prazer de apropriar-se de você mesma, com todas as suas características pessoais, intransferíveis e INCOMPARÁVEIS.

Fonte: Márcia Jorge
Fonte da Imagem: http://www.freedigitalphotos.net

A Samambaia e o Bambu‏

Certo dia decidi dar-me por vencido. Renunciei ao meu trabalho, às minhas relações, e à minha fé. Resolvi desistir até da minha vida.

Dirigi-me ao bosque para ter uma última conversa com Deus.  Eu disse: “Deus. Poderias dar-me uma boa razão para eu não entregar os pontos?”

Sua resposta me surpreendeu: “Olha em redor Estás vendo a samambaia e o bambu?”.

“Sim, estou vendo”, respondi.

“Pois bem. Quando eu semeei as samambaias e o bambu, cuidei deles muito bem. Não lhes deixei faltar luz e água. A samambaia cresceu rapidamente. Seu verde brilhante cobria o solo. Porém, da semente do bambu nada saía. Apesar disso, eu não desisti do bambu. No segundo ano, a samambaia cresceu ainda mais brilhante e viçosa. E, novamente, da semente do bambu, nada apareceu. Mas, eu não desisti do bambu. No terceiro ano, no quarto, a mesma coisa… Mas, eu não desisti. Mas… no quinto ano, un pequeno broto saiu da terra. Aparentemente, em comparação com a samambaia, era muito pequeno , até insignificante. Seis meses depois, o bambu cresceu mais de 50 metros de altura. Ele ficara cinco anos afundando raízes. Aquelas raízes o tornaram forte e lhe deram o necessário para sobreviver.  A nenhuma de minhas criaturas eu faria um desafio que elas não pudessem superar.

E olhando bem no meu íntimo, disse: “Sabes que durante todo esse tempo em que vens lutando, na verdade estavas criando raízes? Eu jamais desistiria do bambu. Nunca desistiria de ti. Não te compares com outros.  O bambu foi criado com uma finalidade diferente da samambaia, mas ambos eram necessários para fazer do bosque um lugar bonito. Teu tempo vai chegar” disse-me Deus. “Crescerás muito!”

“Quanto tenho de crescer?” perguntei.

“Tão alto como o bambu?” foi a resposta.

E eu deduzi: “Tão alto quanto puder!”

Espero que estas palavras possam ajudar-te a entender que Deus nunca desistirá de ti. Nunca te arrependas de um dia de tua vida. Os bons dias te dão felicidade. Os maus te dão experiência. Ambos são essenciais para a vida. A felicidade te faz doce. Os problemas te mantêm forte. As penas te mantêm humano. As quedas te mantêm humilde. O bom êxito te mantém brilhante. Mas, só Deus te mantém caminhando…

Estética não é nada sem uma beleza humana maior

TEXTO MUITO LEGAL!

 Marina Gold/Especial para Terra

É preciso olhar com bastante atenção tudo o que envolve uma das febres recentes do nosso mundo contemporâneo: a cirurgia estética. O Brasil se notabiliza positivamente nessa área, conta com profissionais do mais alto gabarito e desenvolveu internamente algumas das técnicas mais avançadas para a proposta. Somos destaque, campeões e referência quando o assunto é a tal “plástica”.

A coisa começa a ganhar um contorno problemático quando abusos e exageros são cometidos. Quero desenvolver melhor meu ponto de vista abordando dois aspectos: um primeiro eminentemente prático e outro, bem mais sutil, de fundo espiritual.

Do ponto de vista imediatamente operacional é preciso pensar bem e avaliar com maturidade estratégica uma porção de detalhes: riscos e vantagens da escolha pela cirurgia, bom gosto e exageros de resultados. Tenho visto por aí modelos extremos de intervenção no corpo: mulheres que ficariam irresistíveis com um belo busto e acabam menos lindas com imensos balões que lembram bolas de basquete – uma opção hiper sensual que, sei bem, não agrada todos os gostos masculinos, sendo preferência apenas de pequena fatia.

Porém os desafios mais intensos são de outra ordem e natureza, são mais complicados do que eleger um tamanho correto para uma prótese de silicone. Angústias mais difíceis de identificar, ligadas aos sonhos de autoestima, fragilidades do ego, medos de rejeição, não aceitação da autoimagem e, em último caso – o que mais me interessa! -, à inteligência emocional.

Nesse ano, em Brasília – destaco as condições de primeiro-mundo -, duas mulheres bastante conhecidas perderam a vida ao fazerem lipoaspiração. Diversos outros casos podem ser contabilizados por aí. As pessoas comumente enfrentam os riscos inerentes, por acreditarem que sairão da mesa de operação modificadas, verão aflorar outra personalidade para habitar aquele outro corpo que nascerá dos bisturis, muito melhor preparado para o sucesso e com a confiança redobrada.

Contudo, do ponto de vista da inteligência espiritual, a mera transformação do nariz ou do queixo, das pálpebras ou do abdômen, nada significam. Seria fácil se pudéssemos comprar crescimento espiritual na clínica e com anestesia. Mas não dá não. Somente um longo trabalho de autoconhecimento e compreensão do outro, poderá ampliar a capacidade de enfrentar os desafios profundos que encontramos pelo caminho e, para superá-los, apenas enrijecer os glúteos não resolve… talvez até atrapalhe, como tenho constatado na minha cotidiana tarefa de atender inseguranças e sofrimentos humanos.

Estética não é nada se não estiver envolvendo uma beleza humana maior, aquela da nossa união cósmica, serena e plena, a única verdadeira.

Fonte: Gazeta Web