Jornalista lança campanha para pôr fim ao preconceito contra nariz grande

sideprofileselfie1

Muitas pessoas se sentem inseguras por causa do nariz grande que exibem. Muitos se retraem e têm prejuízos à sua vida social. A jornalista Radhika Sanghani resolveu dar sua contribuição para pôr fim ao preconceito contra nariz grande.

Ela iniciou campanha no Twitter com a hashtag #sideprofileselfie (selfie de perfil) para que as pessoas com nariz grande não tenham medo de se mostrar como são.

“Odiei o meu nariz por toda a minha vida. Só nos últimos meses eu finalmente o aceitei. Fiquei cansada de me sentir mal ou feia por não atingir o padrão de beleza que vemos na mídia”, disse a jornalista ao “Sun”.

sideprofileselfie2

A campanha bombou. Muitos internautas aderiram e postaram fotos dos seus narizes avantajados.

sideprofileselfie3

“Quero mulheres com nariz grande em comerciais na TV, nos filmes, nas revistas”, disse Radhika.

sideprofileselfie4

Fonte: Extra

Em vez de suas medidas, as candidatas a Miss Peru forneceram dados sobre violência contra mulheres

miss

“Meu nome é Camila Canicoba e sou representante de Lima. Minhas medidas são: 2.202 casos de feminicídio foram registrados nos últimos nove anos no meu país.”

miss_peru

“Meu nome é Juana Acevedo e minhas medidas são: mais de 70% das mulheres do nosso país são vítimas de assédio nas ruas.”

miss_luciana

“Meu nome é Luciana Fernández e represento a cidade de Huánuco, e minhas medidas são: 13 mil meninas sofrem abuso sexual no nosso país.”

Outras modelos também deram dados sobre violências em seus países. Não foram só as participantes que queriam passar essa mensagem — violência contra mulheres era o tema da noite.

Os organizadores do concurso Miss Peru mostraram recortes de jornais e revistas sobre casos de mulheres assassinadas ou agredidas enquanto as candidatas desfilavam pelo palco de biquíni.

Fonte: Buzzfeed

Garota irlandesa comete suicídio por estar insatisfeita com seu corpo

As pessoas em geral acham que se achar feia é uma coisa banal, tola e não dão importância. Quando uma criança de 11 anos se mata por estar insatisfeita com a própria aparência é que vemos a proporção que isso tem.

Dois meses antes da trágica noite, a garota postou uma foto no Instagram comentando que queria morrer em um dia específico

ad-composite-girl

“Meninas bonitas não comem”. Essa foi a frase escrita por Milly Tuomey, de apenas 11 anos, que tentou suicídio e foi encontrada pela família minutos após o jantar em estado crítico no seu quarto. A menina foi socorrida para o hospital Our Lady’s Children’s Hospital, em Dublin, na Irlanda, mas não resistiu.

Quase dois anos depois do ocorrido, a polícia irlandesa deu como encerrado o caso, nesta sexta-feira (1), apontando como suicídio. De acordo com os investigadores, Milly já dava indícios de que ia tentar se matar e estava insatisfeita com seu próprio corpo.

Dois meses antes da trágica noite, a garota postou uma foto no Instagram comentando que queria morrer em um dia específico. A família e a escola tomaram conhecimento da situação e a encaminharam ao psquiatra, que prescreveu remédios e terapia. “Ficamos aterrorizados. Não tínhamos nenhuma experiência nem sabíamos o que fazer”, contou a mãe da criança à polícia, segundo o jornal The Sun.
O Inquérito também revelou que a criança mantinha um diário debaixo da cama, que contava sua vontade de morrer. A família estava ciente do comportamento de Milly.

No dia 1º de janeiro de 2016, a garota comentou estar entediada e decidiu ir para o quarto. Logo depois, foi encontrada quase morta. A investigadora aproveitou para dizer que “anos atrás isso seria inimaginável. Agora, o suicídio está aumentando em crianças”.

Fiona e Tim Tuomey, os pais da menina, não foram considerados culpados pelas autoridades porque seguiram todos os procedimentos recomendados.

O episódio de Milly serve para alertar os pais e educadores sobre a necessidade de políticas para a prevenção do suicídio entre jovens.

Aceitar o próprio corpo e ser feliz; conheça os movimentos que lutam contra a ditadura da beleza

Alguns movimentos contra a imposição de padrões estéticos ganham força a cada dia. O lema é aceitar o próprio corpo e ser feliz. São mulheres e homens que optam por assumir gordurinhas e imperfeições, com muito orgulho. Mirian Bottan faz parte desses movimentos. Ela é jornalista, tem 30 anos e não está preocupada com a ditadura da beleza. Ela se tornou popular nas redes sociais ao publicar fotos em que não esconde as gordurinhas e estrias. Em pouco menos de seis meses, atingiu mais de 200 mil seguidores.

aceitar_o_proprio_corpoCLIQUE NO LINK PARA ASSISTIR

http://noticias.r7.com/domingo-espetacular/videos/aceitar-o-proprio-corpo-e-ser-feliz-conheca-os-movimentos-que-lutam-contra-a-ditadura-da-beleza-10092017

Dove arrepia ao despir os falsos resultados da busca por aceitação: você não é como imagina ser; você é linda.

dove-autoretratos

Se você trabalha com comunicação se prepare pois, na certa, esta vai ser uma daquelas campanhas na qual você gostaria de ter participado. Mas, caso seja só um agregado e/ou curioso da área, garanto que o clique e a leitura não serão em vão.

Apesar de manter o já famoso conceito de beleza verdadeira, a Dove conseguiu, mais uma vez, surpreender e comover com este novo filme que, na minha opinião, funciona como um dedo em nossa ferida cultural e em suas milhares de esferas e conexões, que vão desde os valores que pregamos até os que consumimos ao mesmo tempo em que, aparentemente, criticamos. Arrisco dizer que este vídeo vale o play e a publicação vale a leitura. Reserve alguns minutinhos e desfrute desta sequência de insights que serão provocados, de maneira instantânea, na sua mente.

A Ogilvy Brasil deixou muito clara a proposta do filme “Retratos da Real Beleza” ao convocar para a campanha, o Gil Zamora, que nada mais é do que um artista forense do FBI, que já produziu mais de 3 mil retratos falados no decorrer de seus 28 anos de carreira. A essência da ideia gira em torno do relato de 7 mulheres que, de uma forma exageradamente impiedosa, se descrevem para Gil que, sem nunca vê-las, realizou seu talentoso trabalho de ‘retrato falado‘, baseado, unicamente, na opinião das mesmas.

“Imagine um mundo onde beleza é uma fonte de autoconfiança e não de ansiedade”. Foi a partir deste principio – que, na teoria, parece ser bem simples – que a campanha se desenvolveu. Um filme que, certamente, vai provocar o público feminino e o masculino. Afinal, para que e para quem você vive? Ao assistir estas mulheres se descreverem, é quase certo que a insegurança de muitos usuários vai acabar se refletindo na telinha. Estes seres humanos que se definem e se reduzem como “apenas” um nariz fora de um padrão qualquer ou, ainda, se percebem com alguns números/quilos acima do que os outros esperam é algo que, infelizmente, nos é comum e familiar. Na minha opinião, a forma como elas falam de si chega a ser, de um jeito muito pouco sutil, bastante cruel. Se desvalorizam por aspectos que provavelmente passem despercebidos se comparados com as qualidades que as respectivas detém, mas que, infelizmente, encontram-se escondidas embaixo de seus “defeitos”.

Ao generalizar e dizer que você, sendo homem ou mulher, pode, certamente se identificar com o que está prestes a assistir, eu me apoio em uma triste estatística que mostra que apenas 4% da população feminina mundial se considera bonita: será que você faz parte dela?

Um vídeo que vale o play, a reflexão e, sem sombra de dúvida, uma mudança. Portanto, arrisque:

Para ter mais acesso à todo o material produzido por a campanha, basta visitar o site oficial  clicando aqui e daí, quem sabe, se surpreender descobrindo que você é muito mais bonita do que você pensa.

“Uma pessoa não é um nariz grande ou um cabelo ressecado. Ela é o conjunto de atributos que se somam ao brilho, muitas vezes escondido, de um olhar.”

A psicóloga Heloisa Lima, que mencionou a frase acima em um de seus artigos, diz que, muitas vezes, as perspectivas mais cruéis que um ser humano pode ter de si próprio é produzida por sua própria percepção, e não pela dos outros. A autodesvalorização, que não pode ser resumida como um pequeno ato de insegurança, deve ser atribuída à um perspectiva cultural muito mais ampla, responsável por tudo isso. Esta concepção gera e percorre desde as maiores capas de revista de moda, masculinas, de fofoca e de notícias, até preencher os mais diferentes canais de televisão, programas e propagandas que, querendo ou não, com muita força e inten$idade, se repetem em blocos comerciais e capítulos de uma trama qualquer que, infelizmente, em sua grande maioria, fortalecem, cada vez mais, um esteriótipo que a sociedade entende e cultiva – na prática – como o modelo de beleza a ser seguido.

A questão é que a absoluta maioria das mulheres não consegue, e nem sequer deveria se sujeitar, “caber” em um jeans 38 ou em um calçado 37. Ser fora do padrão que, sinceramente, nem sabemos como foi estabelecido, deveria ser visto como algo positivo – uma vez que é o verdadeiro modelo humano. Porém, para ir contra isso, antes de tudo, precisamos praticar este desligamento. Afinal, de que adianta eu fingir que não ligo para aparências se, no fundo, busco e invejo aquilo que mais critico? Habitar esta imensa hipocrisia é o que nos faz consumir 99% das marcas que continuam a exibir modelos com peso abaixo de 40 kg em capas de revista e a vender bilhões no embalo desta indústria que tem como combustível a nossa covarde cultura de não ir contra o que, evidentemente, nos desvaloriza em massa.

Um antigo filme da marca, que denuncia o quão distorcido é este parâmetro que, mesmo insatisfeitos, continuamos a alimentar com receios e medos de não sermos aceitos, é este fantástico time lapse que mostra as milhares de alterações/mutações que uma modelo sofre antes de impactar o seu público alvo: você. A criação foi da Ogilvy & Mather Toronto e, claro, vale o play:

É válido ressaltar que você não precisa ser mulher para ser impactado por estes esteriótipos. Afinal, uma propaganda qualquer de cerveja, que tem o público masculino como maior alvo, é muito mais carregada de esteriótipos e pressões culturais do que algumas direcionadas para um público feminino, como, por exemplo, as de lingerie.

Admito que sempre fui fã do posicionamento da marca pelo simples fato dela fugir do convencional. Mulheres sempre bonitas, perfeitas e que, infelizmente, se tornaram parâmetro de normalidade para a nossa sociedade, uma vez que o que é comum de se vender e instiga o consumo, acaba por ser comum no dia-a-dia, pois é ofertado em cada esquina e, ao nos impactar em capas de revistas, através de fotos photoshopadas com glamourosas bolsas, estranhos shampoos, diferentes vestimentas e peculiares cervejas, “sem ninguém perceber”, as imagens que compõe tudo isso sempre estão acompanhadas de um código de barras e/ou um logotipo qualquer. Se todos conseguissem notar uma destas duas coisinhas que sempre acompanham estes ‘parâmetros de beleza’ que nos aprisionam, certamente teríamos chance de construir uma cultura menos intensa no que diz respeito à frenética busca por uma inalcançável beleza que vivemos e, ao mesmo tempo, criticamos enquanto cultivamos, o que é um triste sinal de hipocrisia, mas que, se quisermos, de pouco em pouco, pode ser transformado.

Precisamos ser mais generosos uns com os outros, isto é fato. Mas este desafio começa diante do maior vilão deste contexto: o espelho. Este item que reflete nossa desconfigurada autoimagem, acaba por, consequentemente, projetar medos e receios em partes que vão cada vez mais nos desvalorizando, quando percebidas em um nariz que não é igual ao da personagem da novela ou daquela atriz que vive da própria imagem. Sei que é difícil digerir tudo isso, afinal, também sou humano e vivo esta batalha entre a dificuldade de ser feliz como sou e a busca proveniente da exigência sobre-humana de sempre ser aceito. Sentir-se bem como você é. Este é o verdadeiro desafio a ser vencido e tem que ser diário. Afinal, eu, você e todo o restante da população estamos vulneráveis aos impactos de novos parâmetros a qualquer minuto, seja na capa de uma revista ou com um novo implante de silicone. Precisamos deixar a superficialidade de lado e, de uma vez por todas, assumir o real sentido da verdadeira beleza humana.

É válido lembrar que:

“Quando você se olha no espelho, quem está de costas é você

Fonte: Comunicadores

O que é a “body neutrality”, o meio termo entre amar e odiar o próprio corpo

girl-looking-at-mirror1-886x506

O discurso de que temos que amar o nosso corpo está mudando de abordagem para uma outra mais neutra, de aceitação sem culpa.

O objetivo da “body neutrality” é simples: não odiar o próprio corpo.

Atualmente muitos discursos tem encorajado mulheres a amarem seus corpos. Essa atitude em relação ao próprio corpo é vista como um ato revolucionário, empoderando as mulheres e questionando o padrão que define o culto a magreza como a única forma possível de beleza.

Nos Estados Unidos, um movimento quer substituir a positividade (body positivity) pela “body neutrality” (neutralidade corporal, em uma tradução literal).

A principal questão é que a “body positivity” pode criar, muitas vezes, a obrigação de que se passe a ter uma atitude positiva sobre o próprio corpo. A “body neutrality” defende um objetivo mais realista, que é simplesmente não odiar o próprio corpo. Conseguir mudar o foco de uma cultura tão obcecada pelo corpo perfeito para uma neutralidade é um grande passo.

Para a escritora Caleb Luna (conforme texto publicado em 2016 no site “Everyday Feminism”) o discurso de “ame seu corpo” coloca uma pressão desnecessária na ideia de atingir a aceitação do próprio corpo. O esforço de amar o próprio corpo todos os dias também pode apagar progressos feitos para uma autoimagem mais positiva que não esteja necessariamente vinculada à aparência física.

Essa imposição ignora os fatores externos que nos fizeram odiar nossos corpos em primeiro lugar (como por exemplo o padrão de beleza e a indústria de cosméticos). Conforme a escritora, há um ambiente cultural intolerante aos corpos fora do padrão, que está conspirando (e lucrando) para que seja impossível nutrir esse amor próprio.

“Embora eu tenha uma enorme quantidade de amor próprio, esse amor está mais ligado a quem eu sou do que ao corpo no qual eu existo” (Caleb Luna – Escritora)

Quando venerar o próprio corpo se torna obrigatório, o mal-estar criado por uma celulite é substituído pela impossibilidade de ver beleza em si mesmo a todas as horas do dia ou da noite, como define um artigo do site de moda, comportamento e cultura Man Repeller.

Pensar menos sobre o próprio corpo e apenas aceitá-lo, em vez de amá-lo, são bandeiras de quem considera a neutralidade mais saudável. A ideia é eliminar a sensação de fracasso por não ser capaz de se amar – que é comparada por quem critica a positividade ao fracasso de não ter um corpo perfeito.

Dessa forma, a neutralidade consiste em um meio caminho entre as duas exigências.

“Você ainda pode gostar de comer direito, se mexer e se cuidar, mas com a neutralidade, você estará fazendo isso com aceitação e alegria, não de maneira forçada e perfeccionista” disse a naturopata Cassie Mendoza-Jones à revista “Elle” australiana. Essa mentalidade menos estressante tem potencial para diminuir o peso da vontade de ser outra pessoa, de ter outro corpo.

Tema beleza abordado no programa Amor e Sexo

De vez em quando assisto o programa Amor e Sexo e acabei assistindo um Episódio do programa que falava sobre Beleza. Achei interessante e vou por aqui as partes interessantes.

23 de fevereiro – Dudu Bertholini falou:

“O que é lindo que a Isabel falou é sobre se sentir gostosa. É muito mais sobre isso. Hoje a medicina estética avançou muito nas últimas décadas e tem essa ideia da juventude eterna mas isso é muito ruim porque isso reforça a ideia de que só é bonito o que é jovem. E na verdade você pode até ter mais rugas quando você ficar mais velho mas você tem muito mais segurança de quem você é, do seu elã, da sua personalidade e isso é que é ser bonito de verdade. É algo que vem de dentro.”

09 de de março – Dudu Bertholini falou:

“Cada vez mais a gente está quebrando esses padrões, essa ideia eurocêntrica da loira, alta, magra, de que isso é bonito. Hoje existe uma urgência por representatividade de belezas de diferentes cores, de diferentes raças, de diferentes gêneros e você entender que na verdade o padrão é muito cruel porque ele é muito aprendido. Então o incrível é a gente entender que a gente é bonito do jeito que a gente é, sendo a melhor versão de nós mesmos. Beleza é isso.”

09 de de março 

Fernanda Lima pede para Dudu Bertholini fazer um resumo sobre a beleza ao longo da história.

Dudu_Bertholini_fala_sobre_beleza_no_amor_e_sexo

Ele responde:

“Na Pré-História e na Pré-Grécia não existia o conceito do belo. O belo estava ligado a saúde. Portanto o homem forte e másculo ele era belo porque ele podia caçar e proteger a família. E a mulher de seios fartos e quadris largos representava a fertilidade porque ela podia alimentar e criar os seus filhos.

Beleza sempre foi antropológica, sempre mostrou valores culturais dos povos e diferentes lugares e tempos.

No oriente sempre foi bonito a beleza delicada então a mulher é pequena, se curva por respeito ao homem e tem os menores pés possíveis. No nosso mundo ocidental a primeira vez que alguém foi considerado belo é na Grécia Antiga quando filósofos e sábios criam pela primeira vez um padrão ideal de beleza que estava ligado a simetria. Os gregos acreditavam que ser bonito é ser simétrico.

Depois na idade média a beleza foi negada. Principalmente a feminina porque beleza era sinônimo de empoderamento. Então as mulheres tinham que se esconder por trás de roupas austeras, elas tinham que pintar os cabelos claros que isso instigava a fantasia dos homens. Olha que machismo absurdo.

No renascimento volta a beleza feminina Padrão Venus de Botticelli, de corpo curvilíneo, pele alva, bochecha rosada. Depois a gente tem repressão, liberdade.
No Século 19 as menores cinturas da história de 40 cm.
Ao longo do Século 20 a gente celebra a diversidade de estilos. Cada década tem um estilo que é muito representativo do seu tempo.
Nos anos 20 as mulheres usam cabelo como os dos homens e achatam os seios.
Nos anos 40 elas tem que ser naturais porque não pega bem ser vaidosa durante a segunda guerra.
Elas recuperam as curvas nos anos 50.
Nos anos 60 pela primeira vez beleza não está ligada a saúde porque aparece a Twiggy esquálida de magra provando que beleza pode ter outros tipos de sexualidade e de estilos.
De lá pra cá os padrões variam.
Mulheres curvilíneas nos anos 80. Mulheres magras e esquálidas nos anos 90. E no século 21 a gente celebra a diversidade de belezas. Não vale mais a pena seguir padrões mas sim representar diferentes cores, raças, gêneros e um mundo fluindo a favor da diferença. Essa é a beleza de hoje.”

E no último programa da temporada, é feito um reprise da Fernanda Lima falando sobre a ditadura da beleza. Não sei qual a data que passou a primeira vez.

fernanda_lima_unha“Essa unhas são maravilhosas, dão o maior efeito mas são de plástico. Olha só, tudo de mentira”

fernanda_lima_cilios_postiços

“Os cílios, gostaram? São lindos né? Mas descolam, são cílios postiços, olha só”

fernanda_lima_cabelo

“E esse cabelo? Quem acha lindo? Tudo de mentira! Não acredite na capa de revista. Tem muito truque. Afinal, padrões de beleza mudam a cada estação então encare a moda como um mundo à seu serviço e não ao contrário. Crie, invente, fantasie, vista-se e dispa-se. Faça o seu próprio estilo e seja feliz.”

Fonte: Gshow

Espelho infiel: dismorfia corporal faz as pessoas rejeitarem o próprio corpo

A dismorfia corporal é uma doença, um transtorno psicológico que ultrapassa os limites da vaidade. A pessoa se olha no espelho e se enxerga de uma maneira diferente, cheia de imperfeições. A dismorfia pode ter sido a origem de muitas transformações radicais que já vimos. São pessoas que gastaram tudo o que tinham com cirurgias plásticas para mudarem totalmente a aparência.

Fonte: R7

Sentir-se feio: dismorfia corporal pode causar depressão

dismorfia

A Dismorfia Corporal é um transtorno que limita a vida das pessoas e pode estar associado a depressão, isolamento, fobia social e dependendo da gravidade e sofrimento pode levar ao suicídio.
A dismorfia corporal é caracterizada pela exacerbação de um defeito mínimo ou até pela criação de um defeito imaginário no corpo do indivíduo, fazendo-o passar horas na frente do espelho focando suas “imperfeições”. Os pensamentos a respeito do seu corpo “feio” podem se tornar obsessivos e levar a rituais para alivio do mal estar causado.

Esse transtorno tem se mostrado muito comum entre a população, pode chegar a 2%, iniciando na adolescência ou no jovem adulto, acomete homens e mulheres igualmente, embora não saibamos qual a causa, a desregulação do sistema nervoso central e disfunções dos gânglios podem estar envolvidos, além disso os valores sociais também tem forte influência na doença.

A dificuldade de se fazer o diagnóstico começa pela linha tênue que divide o se preocupar com a aparência de forma saudável e a forma exagerada que leva ao sofrimento, é fato que pessoas podem começar se preocupando de forma significativa com os “defeitos” do corpo e chegar a desenvolver o transtorno.

A vigorexia ou transtorno dismorfico muscular é uma derivação deste transtorno, faz com que o indivíduo se veja como pequeno e fraco, levando o mesmo a passar 3 ou 4 horas dentro da academia tentando definir os músculos e torna-los cada vez maior.

Assim como a anorexia nervosa, no qual as pessoas se veem gordas demais mesmo estando abaixo do peso que a organização mundial de saúde prega como saudável, que fazem dietas restritivas ao extremo ou as bulímicas que acabam expelindo o que ingeriu seja por vomito provocados ou laxantes e diuréticos.

A terapia é fundamental para aquisição da consciência corporal saudável e restabelecer vínculos e atividades perdidas, assim como a medicação pode ser uma grande aliada em alguns casos.

Adriana de Castro Ruocco Sartori
Psicóloga, mestre em ciência da Psiquiatria pela USP, especialista em abuso, dependência e compulsão, terapeuta transpessoal, hipnóloga pela ACT – Institute de Milton Ericson , Consteladora familiar e empresarial pela escola de Bert Hellinger, formada em Cura Reconectiva.