Busca pela foto perfeita é sinal de doença e até já tem nome: selficídio

Dei entrevista para a UOL essa semana. Segue abaixo a matéria.

08/02/17

Busca pela foto perfeita é sinal de doença e até já tem nome: selficídio

entrevista_uol_dismorfia_corporal

Melissa Diniz
Do UOL

Com o avanço da tecnologia e a popularidade dos celulares com câmera, o hábito de tirar selfies (fotos de si mesmo) e postar em redes sociais virou uma febre. Mas não é todo mundo que lida bem com a própria imagem. Quem sofre de selficídio costuma perder horas tentando chegar à imagem perfeita, o que gera ansiedade e frustração.

A publicitária Solange Cassanelli, 34, de Florianópolis (SC), começou a sentir na pele este sintoma muito cedo. “Quando tinha sete anos, comecei a fazer terapia, pois sempre me achei feia. Eu não gostava de tirar fotos, tenho algumas, com a família, em que apareço chorando. Quando cresci, surgiram as máquinas digitais eu tirava mais de cem, usando bastante maquiagem, para escolher apenas uma. Depois ainda editava para tentar diminuir as imperfeições”, conta.

Solange demorou a entender a causa de seu sofrimento. “Eu tinha 27 anos quando descobri pela internet. Ao ler sobre o transtorno dismórfico corporal, senti que parecia um relato sobre a minha vida. Na hora, já me identifiquei. Levei o diagnóstico para a psicoterapeuta, que confirmou e me encaminhou a um psiquiatra”, diz.

Para que a terapeuta entendesse melhor como ela se via, Solange editou uma foto sua, inserindo as imperfeições que enxergava em si mesma. “Minha psicóloga imaginava como eu me via, mas eu achava que ela não entendia o grau disso.”

Além da psicoterapia, Solange precisou fazer uso de antidepressivos. “Eu não sabia que tinha depressão. Achava que todas as pessoas tinham problemas na vida e era normal sofrer. Não conseguia dormir e chorava todas as noites.”

Durante o tratamento, ela criou o blog Diário de uma Dismorfia para auxiliar outras pessoas que sofrem do transtorno a compreender e superar a condição.

Seu quadro hoje está controlado. “Em 2011, percebi que eu não tinha mais nenhum sintoma e até hoje considero algo superado na minha vida.”

Defeitos que não existem

Segundo a psiquiatra Maura Kale, que faz parte da rede Doctoralia, plataforma digital que conecta profissionais de saúde e pacientes, o termo é um neologismo para relatar um sintoma do TDC (transtorno dismórfico corporal), doença mental caracterizada por uma insatisfação com a própria imagem. “Normalmente, há uma distorção na maneira como a pessoa se vê. Ela enxerga defeitos onde não existem e não consegue achar a foto boa. Então, tira muitas, apaga e depois tira outras, sem se contentar, pois tem padrões inatingíveis de exigência.”

Ter vício de fazer selfies, como a socialite Kim Kardashian, não caracteriza, necessariamente, o selficídio. “O transtorno está presente se houver prejuízo à vida da pessoa e consequente sofrimento”, diz.

Ponta do iceberg

O selficídio, explica a médica, precisa ser investigado, pois, em geral, revela outros problemas sérios. “Além do TDC, é comum que a pessoa também tenha TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), pois tem uma obsessão com sua imagem. Pode apresentar, ainda, transtorno narcisista, ansiedade, depressão, anorexia e até mesmo ideia de suicídio.”

Além da enorme perda de tempo em função das fotos, o selficida tem baixa autoestima, dificuldades de relacionamentos e constante busca por aceitação. “O mecanismo de postar fotos de si mesmo é uma espécie de autopromoção. A pessoa procura conseguir as curtidas em uma tentativa de obter o respaldo dos outros. Mas, primeiro, usa aplicativos e programas de edição para deixar a foto perfeita”, explica Maura.

Selficidas também são frágeis emocionalmente, bastante vulneráveis a críticas e frequentemente insatisfeitos. Complexo, o quadro precisa ser tratado com psicoterapia e, em muitos casos, com medicação.

Manifestação precoce

Apesar de atingir muitos adultos –de ambos os sexos– o transtorno dismórfico corporal costuma se manifestar ainda na infância. “A maior incidência, segundo pesquisas, é na faixa que vai dos dez aos 15 anos. Quando investigados, os casos quase sempre revelam a existência de abuso, relacionamentos difíceis com os pais e bullying”, diz Maura.

A especialista considera que os pacientes que sofrem do transtorno costumam se espelhar em modelos de beleza sustentados pela indústria da moda, publicidade e pelas revistas de beleza. “São parâmetros irreais e que, por comparação, geram muito sofrimento.”

Fonte: UOL

Alicia Keys diz que não vai usar mais maquiagem.

alicia-keys-sem-maquiagem

Cantora escreveu carta e se disse ‘cansada de sempre ser julgada’.
‘Mulheres são manipuladas para quererem ser magras, sexy ou perfeitas’, diz.

Alicia Keys divulgou fotos sem maquiagem e escreveu uma carta em que justifica a escolha de aparecer com o rosto “limpo”: “Não quero mais me esconder. Nem minha cara, nem minha mente, nem minha alma”, escreveu a cantora.

“Antes de começar a fazer meu novo CD, escrevi uma lista com todas as coisas que eu não aguentava mais”, escreveu Alicia. “Uma delas é como as mulheres são manipuladas para acharem que sempre têm que ser magras, sensuais, desejáveis ou perfeitas”, completou.
O álbum citado por Alicia, ainda sem nome divulgado, já teve sua primeira música de trabalho lançada no início de maio, “In common”. É o primeiro single de Alicia Keys em quatro anos.
“Eu estava cansada do constante julgamento sobre as mulheres”, disse Alicia sobre a escolha de não usar mais maquiagem. Ela criticou a busca por ideais de “perfeição”: “Quando eu ensino a mim mesma que também posso ter defeitos é quando me torno bonita.”

Fonte: G1

alicia_interna

alicia_keys_sem_maquiagem_beleza_padrao

A preocupação era, para ela, ainda maior, pela condição de celebridade que a leva a ser fotografada e publicada mesmo que não queira – e isso a levava a diariamente se preocupar com sua aparência, baseada principalmente no que os outros pensariam dela. E é justo isso a que Alicia não quer mais se submeter.

“Não quero me cobrir mais. Nem meu rosto, nem minha mente, nem minha alma, nem meus pensamentos, nem meus sonhos, nem meus esforços, nem meu crescimento emocional. Nada”, ela finalize, concluindo a razão pela qual decidiu abandonar de vez os cosméticos.

Foi depois de posar para um ensaio sem maquiagem alguma que a epifania se deu para Alicia. “Me senti poderosa! Era o meu desejo inicial, de derrubar paredes, ouvir a mim mesma, ser eu mesma. Eu, real e crua”.

Ela diz esperar sim se tratar de uma revolução – a revolução de que ninguém precise mais se cobrir, se esconder, ser quem os outros querem que você seja. A revolução de se descobrir. E mesmo esteticamente o resultado é imbatível: Não há nada mais bonito do que estar natural, à vontade, real e feliz.

fotos: divulgação/Paola Kudacki

Fonte: Hypeness 

A luta de Daiana Garbin para aceitar o próprio corpo

Bonita, bem-sucedida, apaixonada. Motivos não faltavam para Daiana Garbin, ex-repórter da Rede Globo, se sentir realizada. Mas não era o que ela via no espelho. Depois de mais de 30 anos desejando um shape que não é o seu, ela recebeu o diagnóstico de dismorfia corporal, uma das doenças da beleza, que já atingem 30% das brasileiras

ame_o_seu_corpo

Eu achava que tinha apenas uma preocupação excessiva com o corpo. Considerava até meu sentimento fútil, bobo. Um ano atrás, retomei a terapia e minha psicóloga me deu o diagnóstico de uma doença de que eu nunca tinha ouvido falar: dismorfia corporal, ou síndrome da distorção da imagem. Procurei ajuda especializada porque o sofrimento estava muito grande, mas não pensava que uma doença psiquiátrica estava por trás do que me incomodou a vida inteira. Em choque, decidi que era hora de parar de sofrer calada. Foi assim que surgiu, há um mês, o canal do YouTube Eu Vejo, para dar apoio a mulheres que, como eu, também querem fazer as pazes com suas formas.
A insatisfação – na verdade, a raiva – que tenho do meu corpo vem lá da infância. Me lembro do dia em que chorei pela primeira vez por ser a mais gordinha do grupo: foi na aula de balé, aos 5 anos. Vestida de collant azul, eu era barrigudinha, enquanto via as outras meninas magras, com o corpo longilíneo com o qual eu desejava ter nascido. Aos 12 anos, a professora de educação física do colégio mediu e pesou todos os alunos da turma. Eu, que já tinha 1,67 m, era a mais alta. Adivinhe quem também era a mais pesada… Os 60 quilos cravados na balança eram proporcionais à minha altura, mas na minha cabeça só registrei uma coisa: eu era a gorda da galera. Na adolescência, a angústia aumentou. Quando queria sair, eu colocava abaixo todo o guarda-roupa para acabar vestindo calça jeans e camisa preta, meu ‘uniforme’ até hoje. Muitas vezes, não gostava de nada e desistia. Ficava em casa chorando.
Publicidade

Nessa época, forcei distúrbios alimentares: entrava em blogs para aprender a ser anoréxica e cheguei a tentar induzir o vômito. Graças a Deus, não fui bem-sucedida em nenhum desses planos. Mas, como queria ser mais magra de qualquer jeito, comecei a tomar escondido remédios para perder peso. Desejava conquistar o corpo de uma modelo, achava chique ter os ossos do ombro e da bacia aparentes. Só o que consegui foi uma depressão.
Dietas malucas viraram parte da minha rotina. Já passei um dia inteiro com apenas uma maçã – desmaiei. Tentei todas as fórmulas para emagrecer. Como nenhuma dessas atitudes extremas funcionava, aos 20 anos me submeti à minha primeira lipoaspiração (depois, ainda faria mais duas). Hoje sei que um dos sintomas da dismorfia corporal é que você acha que o cirurgião plástico vai resolver seu problema. Eu tinha certeza de que, depois da lipo, ia amar meu corpo. Não adiantou nada. E o pior é que o pós-operatório é muito sofrido. Nas horas de dor, eu pensava: ‘O que estou fazendo comigo?’
Ironicamente, escolhi uma profissão que me levou à frente das câmeras. Amo muito meu trabalho e, admito, me sentia protegida porque repórter costuma aparecer só da cintura para cima. Mas sempre me questionei: como posso ter vergonha do meu corpo no espelho se me exponho para milhões de pessoas? Nossa mente é muito maluca e, às vezes, os sentimentos não têm lógica. Acho importante dizer isso porque algumas pessoas podem pensar ‘Nossa, como ela é infeliz’, e não é assim. Amo minha vida e sou agradecida por tudo que tenho. O problema é quando fico cara a cara com o espelho.

Fonte: M de mulher

Eternamente insatisfeito? Talvez seja Transtorno Dismórfico Corporal

Eternamente insatisfeito? Talvez seja Transtorno Dismórfico Corporal
Paciente sempre infeliz com o resultado de tratamentos estéticos realizados pode sofrer da doença

 O TDC é um transtorno da imagem corporal caracterizado por uma preocupação exagerada por um “defeito” real ou imaginário no seu corpo. Quando de fato, existe uma alteração física que justifique a atenção, comumente ela é superdimensionada.

Os portadores do TDC sofrem de ideias persistentes sobre o modo como percebem a própria aparência corporal. A preocupação causa sofrimento significativo na área clínica e prejuízo no funcionamento social, ocupacional e em outros campos importantes da vida do indivíduo.

Com a pressão dos ideais de beleza ditados pela indústria da moda e fomentados pela mídia, a valorização do corpo perfeito tornou-se uma obsessão global. Hoje cada vez mais pessoas buscam a qualquer preço, a transformação do corpo físico por meio de inúmeros sacrifícios de sua natureza corporal em prol do padrão de beleza instituído pela sociedade.

Proporcionalmente ao aumento excessivo da preocupação em relação à aparência física, cresce o número de pessoas que sofre com o TDC, considerada como reflexo de uma epidemia de culto ao corpo da sociedade moderna.

A rotina destes pacientes se resume na busca obsessiva por tratamentos dermato-cosméticos. É certo que sempre acabam não ficando satisfeitos com tratamento algum, pois o problema está em sua própria auto-aceitação, e não exatamente no tratamento oferecido.

A relação terapeuta-paciente fica comprometida, gerando uma série de denúncias infundadas contra o profissional, a quem acabam por culpar por não terem atingido a estética que idealizaram para si.

O fisioterapeuta se encontra em uma posição privilegiada, onde em uma primeira consulta, poderá identificar os principais sinais e sintomas deste transtorno e conduzir amistosamente o paciente a um profissional capacitado, o psicólogo ou psiquiatra, para uma avaliação mais criteriosa.

É válido ressaltar que em nenhum momento o fisioterapeuta deverá usar a terminologia TDC ao se dirigir ao paciente, pois a sua hipótese de diagnóstico deverá ser confirmada por um profissional habilitado, após a exclusão de outros comportamentos compulsivos tais como, a anorexia e a bulimia.

Considerando que primeiramente portadores de TDC procuram um profissional da área estética e somente tardiamente psicólogos ou psiquiatras, Ramos (2004) desenvolveu uma Escala de Avaliação do TDC destinada à profissionais da saúde.

O objetivo desta avaliação é o de contribuir para a identificação precoce deste transtorno evitando ao paciente o dispêndio financeiro em procedimentos caros e desnecessários e ao profissional, cuidado com a integridade de sua imagem profissional perante à sociedade.

Os pacientes portadores de TDC sempre questionarão a eficiência do tratamento e consequentemente, a capacidade do profissional se mostrando permanentemente insatisfeitos com os resultados alcançado por melhores que sejam.

Referências:

Conrado LA. Prevalência do Transtorno Dismórfico Corporal em pacientes dermatológicos e avaliação da crítica sobre os sintomas nessa população. 2008. 169 f.Tese (Doutorado em Dermatologia) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2008.

Jorge RT, Sabino Neto M, Natour J, Veiga DF, Jones A, Ferreira LM. Brazilian version of the body dysmorphic disorder examination. Sao Paulo Med J. 2008 Mar 6;126(2):87-95.

Ramos KP, Yoshida, EMP. Assessment Scale for Body Dysmorphic Disorder (AS-BDD): psychometric properties. Psicol. Reflex. Crit., Porto Alegre , v. 25, n. 1, 2012.

Ramos, K.P. Escala de Avaliação do Transtorno Dismórfico Corporal: Propriedades psicométricas. Tese (Doutorado de Psicologia). 2009. 129 f. Faculdade de Psicologia, Pontifícia Universidade Católica de Campinas, SP

Fonte: NegócioEstética

Dismorfia corporal, a escravidão da estética

Em uma sociedade em que a imagem vale mais do que mil palavras, os padrões de beleza e os modelos de felicidade são determinados pela estética. Tudo aquilo que destoa desta beleza e destes padrões é severamente alvo de preconceitos e discriminações. As pessoas acreditam cada vez mais que a regra para ser feliz deve basear-se na imagem e na aparência. As referências são atrizes, top models e esportistas. Todo o sacrifício é pouco para alcançar este padrão de beleza ou cultivar corpos esculturais. Tudo a favor da estética e contra a saúde, uma vez que, o sofrimento, a dor e o inconformismo são inevitáveis. Esta cultura da perfeição leva a pessoa a uma escravidão da imagem fantasiosa, ocasionando um distanciamento da realidade. A perda da identidade é gradativa e a alienação à vida é uma consequência trágica.

Muitos pais se deparam com o descontentamento dos filhos com a autoimagem. Reclamações referentes ao corpo e ao rosto. Nada é suficiente, nada é o bastante. O jovem para dar conta de seu vazio emocional, para inserir-se em um grupo, ser aceito pelos colegas, estabelecer referências, muitas vezes, compensa através da aparência, o que não afasta o sentimento de apatia e melancolia, mas apenas disfarça o incômodo emocional. Atenção, quando a pessoa fica diante do espelho, ressaltando apenas deformidades ou a busca desenfreada pela estética é persistente, talvez estejamos diante de um caso de Transtorno Dismórfico Corporal (TDC) ou Síndrome de Distorção da Imagem.

A dismorfofobia, como também é conhecida, é uma perturbação da percepção e valorização corporal. Caracteriza-se por uma preocupação exagerada com um defeito real ou imaginada na aparência física. A dismorfia é um termo usado para designar a discrepância ou diferença entre aquilo que a pessoa acredita ser (em termos de imagem corporal) e aquilo que realmente é. A dismorfia seria a base de alguns distúrbios alimentares como a anorexia, bulimia e vigorexia. Na anorexia, o indivíduo tem medo de ganhar peso, mesmo quando está abaixo do peso. Abusam de dietas e exercícios físicos para emagrecerem. Na vigorexia, uma alteração no comportamento, o sujeito exagera na prática de exercícios físicos com o intuito de ganhar massa muscular e atingir um corpo delineado. A anorexia está atrelada à vigorexia, pois ambas possuem como denominador comum esta percepção errônea do próprio corpo. Enquanto os anoréxicos nunca se acham suficientemente magros, os vigoréxicos não se acham suficientemente musculosos. Já a bulimia, a pessoa exagera na ingestão de alimentos. A perda de controle leva a pessoa a usar vários métodos compensatórios como vômitos ou abuso de laxantes, para impedir o ganho de peso.

No Transtorno Dismórfico Corporal, o mecanismo patológico se assemelha a quem sofre de TOC, o transtorno obsessivo compulsivo. A obsessão é uma alteração no pensamento que cria impulsos, imagens, cenas e dúvidas que invadem a consciência. São ideias impulsivas experimentadas como intrusivas e inapropriadas que se manifestam de forma quase involuntária, repetitiva, persistente e normalmente absurda. A pessoa na tentativa de evitá-las ou ignorá-las passa a ter comportamentos ritualísticos a fim de neutralizar a ansiedade causada por estas ideias, daí a origem da compulsão. A compulsão são atos repetitivos, como no caso de verificar se fechou a porta da casa quatro vezes, ou atos mentais como rezar, contar, repetir frases. Comportamentos que atenuam a angústia da obsessão. A pessoa possui o discernimento de que esses pensamentos são reais, reconhecem os excessos e exageros, mas mesmo o juízo crítico não é suficiente para acabar com as atitudes compulsivas.

O TDC não está relacionado apenas à ingestão ou negação do alimento ou na prática de exercícios físicos. O excesso de cirurgias plásticas também é um comportamento típico do transtorno. Cerca de 2% das pessoas que procuram a cirurgia plástica possuem o transtorno. A pessoa se submete a inúmeras cirurgias se mutilando em prol de uma satisfação pessoal. Enganam-se e criam expectativas ilusórias e efêmeras. Cabe aos cirurgiões plásticos estabelecer novas diretrizes para o tratamento dos pacientes e avaliar de fato as motivações e a saúde mental de quem busca a cirurgia plástica. O caso, talvez, mais emblemático seja de Michael Jackson. Cogita-se pelo menos dez plásticas apenas no nariz. Em sua trajetória de sucesso, as marcas das inúmeras transformações no rosto do cantor, além da mudança de cor, decorrência do vitiligo, doença não contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. A sequência de cirurgias desfigurou gradativamente o rosto artista.

A dismorfofobia é grave e afeta muito os jovens, numa fase de reconhecimento e busca de novas referências, baseiam-se muitas vezes naquilo que a mídia defende. Em um momento de incertezas, questionamentos e dúvidas, os adolescentes são pressas fáceis à influência dos conceitos ilusórios de uma sociedade superficial, materialista e preconceituosa. Os estereótipos sociais são difundidos como corretos: “tenha um corpo sarado e seja feliz”. Sintomas do transtorno vão desde passar horas observando-se atentamente no espelho, comparação com os outros, incômodo com partes do corpo, a ponto de cobrir e esconder partes que não gosta como pescoço, nariz, ombros, costas entre outras, exagero em maquiagens e roupas, preocupação excessiva com higiene e até aversões a fotos.

A psicoterapia ajuda a pessoa a resignificar a percepção de si, reconectando a imagem real do corpo, favorecendo a integração corpo/mente e fortalecendo aspectos emocionais, valorização e autoestima. Em alguns casos o tratamento medicamentoso é necessário uma vez que pessoas com TDC sofrem também de transtorno de ansiedade, transtorno obsessivo-compulsivo, isolamento, depressão e fobia social.

Nota do Editor: Breno Rosostolato é psicólogo clínico e professor da Faculdade Santa Marcelina.

Fonte: Ubaweb

Demi Lovato publica foto sem maquiagem em rede social: ‘Nós somos lindas!’

demi_lovato_sem_maquiagem

Normalmente sempre bem maquiada, Demi Lovato postou, nesta quarta-feira (3), uma foto sem maquiagem

Tendo sofrido problemas com distúrbios alimentares por não gostar do próprio corpo, Demi Lovato é uma das principais artistas que levantam a bandeira de que todas as garotas deveriam se aceitar do jeito que são. Tanto que, nesta quarta-feira (3), a artista publicou em sua página do Facebook uma foto sem make pedindo para as meninas assumirem a cara limpa.

“Vamos ser corajosas hoje… tirem a sua maquiagem e parem de usar estes filtros [de Photoshop]!”, escreveu a cantora de ” Give Your Heart a Break “. “Nós somos lindas!”

Na imagem, Demi aparece com os cabelo soltos e os olhos sem o delineador gatinho que costuma usar. Na boca, apenas um hidratante labial.

Fonte: iGirl

Transtorno Dismórfico Corporal: uma guerra particular com o espelho

Saiba o que pessoas que sofrem disso podem fazer para aumentar a sua autoestima e se sentir melhor

Quem já passou por uma “sala dos espelhos” em um circo qualquer sabe o que é enxergar seu corpo todo deformado. Sabe também que, ao sair dali, tudo volta ao normal. Porém, pessoas que sofrem de TDC – Transtorno de Dismorfia Corporal se enxergam sempre desta maneira e veem em si defeitos que não existem. Dismorfia significa ‘deformidade’, e é exatamente essa a questão. Quem tem o TDC acredita que alguma – ou algumas – parte de seu corpo está errada. Grande, pequeno, preto ou branco.

O tradutor Jonas A*., 32, que sofre desse problema, não acredita nisso e quer, a todo custo, uma cirurgia para aumento de seu órgão sexual. Em princípio, ele quer apenas que sua autoestima seja elevada, pois 18 cm já não elevam mais. Diagnosticado como portador de TDC, através de laudos psiquiátricos e psicológicos, Jonas provavelmente descobrirá que essa corrida atrás do perfeito não vai acabar nunca. Mas ele ainda acredita que apenas uma operação resolverá seu nem tão pequeno problema.

Sua baixa autoestima o levou a tomar alguns medicamentos “miraculosos”, receitados pela internet. O tradutor inclusive já fez terapia: “só um mês, não preciso disso!”. Jonas continua nessa incessante busca pelo cirurgião plástico que salvará sua autoestima. Mas tudo pode ser em vão.

Alexandre Pinto de Azevedo, médico psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, SP, revela que o TDC é um transtorno caracterizado por uma preocupação exagerada com um defeito real ou imaginário na aparência, associado a um comportamento de verificações frequentes do “defeito”. Essas sensações geram ansiedade e atitudes de evitação [desculpas], além de um comportamento urgente de correção do tal defeito.

Quando a pessoa não admite tal problema, o especialista recomenda: “Esta é a fase mais difícil. Convencê-lo de que a sua percepção é irreal. Nesta fase, somente o convencimento verbal ajuda na verificação de tal defeito, utilização de imagens captadas por fotografias e comparações junto a alguém que o transmita estes dados de realidade e desproporção”. Jonas não deve gostar disso.

Seu olhar não muda o que a natureza fez

Identificar defeitos nunca é tarefa fácil, mas para eles é impossível. Solange C*., 29, admite que tem esse transtorno. Seu diagnóstico foi confirmado somente depois de passar por dois psicólogos, que viam seu problema como uma grande insatisfação, nada além.

Solange lixou e clareou os dentes, aplicou ácido na pele para fazer as sardas sumirem e colocou silicone para parar de tomar banho no escuro. “De tanto que odiava meu corpo”, diz ela. Procurando pela internet, Solange descobriu o que tanto a incomodava: ela tinha TDC e passou a procurar soluções para aliviar sua repulsa pelo corpo.

Perto disso, alguns outros problemas parecem ser mínimos. Ela passou a fazer terapia cognitivo comportamental e viu que suas crises eram tão somente de sua imaginação. Então ficou em paz com sua autoestima, com o espelho e decidiu fazer um blog a respeito.

“A terapia consegue fazer com que a gente perceba a forma errada que construímos nossa autoimagem e a forma equivocada que acreditamos que as outras pessoas estão julgando nossa aparência.”, conta Solange. Caso resolvido.

Quando dizem que o TDC é uma compulsão, o psiquiatra discorda: “não é classificado como compulsão. Trata-se mais de características do espectro obsessivo pela necessidade de verificação da parte considerada defeituosa. Trata-se de um transtorno mental, onde se há partes do cérebro responsáveis pela percepção corporal que se desorganizam do ponto de vista neuroquímico”. Ele faz parte também do Programa de Transtornos Alimentares e sabe exatamente a diferença entre compulsão e obsessão.

Sem banalização

De acordo com o psiquiatra, quem tem TDC busca uma correção de um defeito por ele imaginado em partes de seu corpo. O transtorno é justamente sofrer pela percepção de um defeito imaginado ou desproporção de um pequeno defeito real (não perceptível ao olhar dos outros) e a necessidade de correção. No caso do Jonas é muito mais do que uma simples cirurgia, é uma intervenção delicada.

A preocupação com o pênis pequeno é uma das características do TDC e que pode ocorrer independente da orientação sexual. “Claro que os conflitos psicológicos que antecediam o aparecimento do transtorno influenciam na sua sintomatologia e talvez, a orientação homossexual e a sobrevalorização do tamanho do pênis, para este indivíduo em especial, favoreceu a sobrevalorização desta preocupação”, avalia o psiquiatra.

Visto desta maneira, devemos salientar que Jonas e seu parceiro, Alex*, que o apoia incondicionalmente, lutam por um órgão maior. Os dois também não acreditam em psicólogos e psiquiatras. Quando comentado que seu parceiro tem um distúrbio, Alex é enfático: “Não adianta passar por profissionais que não fazem nada. Distúrbio uma ova, ele apenas não gosta do tamanho do pênis, igual uma pessoa não gosta de nariz etc.”

Não há aparente desproporção entre homens e mulheres, apenas diferenças de partes do corpo que os preocupam. também não há aspectos hormonais envolvidos nesse transtorno.

O blog da Solange, que tem dismorfia, é aberto a todos aqueles que querem mais informações http://www.diariodeumadismorfia.com.br

Fonte: O Estado RJ

Livro vai na contramão da beleza ditada pelo mundo da moda

É disso que eu falo quando digo que a beleza é única, que cada um tem a sua, que esse negócio de padrão de beleza é furada! A nossa beleza é um conjunto de fatores, entre aparência e personalidade. Não existe o que é bonito e o que é feio. O que existe são preferências. E sempre vai haver preferência para todos os tipos. Nem todos do mundo vão gostar de pessoas brancas, nem todas de negras, nem todas de cabelo claro ou só de cabelo escuros. Não há como todas as pessoas preferirem só cabelo liso e não o cabelo cacheado ou ondulado. Que bom que podemos ter as nossas preferências, e com certeza as suas características serão a preferência de várias pessoas também. Eu poderia passar o resto do dia listando características, é uma infinidade de opções. Por isso, entenda que você tem uma beleza única, só sua, do seu jeito, da sua maneira, que vai encantar pessoas por aí, seja da forma que você for. A perfeição é utopia. Ninguém nunca vai conseguir chegar a uma aparência perfeita porque cada pessoa tem uma opinião a respeito disso. O que acontece são pessoas satisfeitas com a própria aparência e isso não quer dizer que a pessoa é perfeita. Você pode se achar bonita e gostar da sua aparência (e não feia e deformada como você acha hoje) quando você começar a entender e aceitar que as suas características fazem a sua beleza. E que outras características não combinariam com você. Não sou contra a cirurgia plástica para fazer uma correção, porém muita vontade de conserto na nossa aparência é tudo coisa da nossa cabeça. Se a maioria de seus amigos e familiares dizem que o que você julga defeito não existe ou não é necessário mexer, é o momento de acender a luz vermelha e parar pra pensar que o problema não é físico e sim psicológico. A coisa certa a se fazer nesse momento é tratar o que trará resultado. Então é melhor optar pela terapia do que pelo bisturi. A beleza vem de dentro para fora. Pense nisso para a sua própria felicidade. .

 

Livro vai na contramão da beleza ditada pelo mundo da moda

 

Em breve, será lançado o livro do “The Nud Project”, um projeto fotográfico que tem como objetivo retratar a nudez de mulheres comuns pelo mundo. A proposta é redefinir a beleza que sai do tradicional ditado pelo mundo da moda.

As modelos são mulheres que compartilham suas histórias contadas por meio de cicatrizes e diversas outras marcas deixadas em sua pele e corpo.

Para a publicação de 1.200 exemplares do livro, o “The Nud Project precisa levantar US$ 30.000.

the-nu-project-slides-1-638

the-nu-project_dismorfia1 the-nu-project_dismorfia2

the-nu-project_dismorfia3 the-nu-project_dismorfia4 the-nu-project_dismorfia5 the-nu-project_dismorfia6 the-nu-project_dismorfia7 the-nu-project_dismorfia8 the-nu-project_dismorfia9 Para ver mais fotos, vá para o site oficial do “Projeto Nu”, clicando aqui.

Obs: Gente, botei tarja nas fotos porque meu blog ta dentro de uma categoria sem nudez, mas as fotos originais na foto do projeto são sem.

Americana aplica 56 injeções para aumentar o bumbum

bunda THESUN

É possível aumentar certas partes do corpo com implantes. Mas existem outras maneiras de conseguir mais volume, por meio de injeções de substâncias perigosas. E foi essa segunda opção feita pela americana chamada apenas de Karmello, 23 anos, moradora de Detroit, cidade de Michigan nos Estados Unidos.

A jovem é protagonista de um episódio da série Minha Estranha Obsessão, do canal TLC, e que é exibida por aqui no canal pago Discovery Home & Health.

Nos últimos três anos, a morena já colocou quase dois litros de líquido em suas nádegas. Karmello recebeu 54 injeções para aumentar o bumbum, feitas por uma mulher sem licença para realizar o procedimento.

Karmello foi levada pelo programa a um cirurgião plástico para uma consulta. O exames constataram que o material inserido está se tornando esponjoso e perigoso para sua vida. Uma próxima aplicação poderá matá-la. Ela recebeu 54 injeções para aumentar o bumbum, feitas por uma mulher sem licença ou formação médica para realizar o procedimento. Devido a sua participação no programa, Karmello foi levada a um cirurgião plástico para uma consulta e exames constataram que o material inserido em suas nádegas está se tornando esponjoso e perigoso para sua vida.

Segundo o especialista, uma próxima aplicação poderá matá-la. Mas a moça não parece impressionada com o alerta, pois pretende realizar pelo menos mais 36 injeções para aumentar ainda mais região.

De acordo com dados publicados no jornal inglês The Sun, devido aos implantes, Karmello passou do manequim 4 ao 10, o que corresposndem aos 36 e 42 no Brasil.

Fonte: Terra

Substância usada em bioplastia pode ser prejudicial à saúde (PMMA – polimetilmetacrilato)

A promessa é sedutora e atrai mulheres em busca do corpo perfeito: plástica sem bisturi e de resultados imediatos. O procedimento da moda chama-se “bioplastia”, à base de injeções de uma substância chamada PMMA. Mas cuidado: as consequências do uso indiscriminado do PMMA (polimetilmetacrilato) podem ser desastrosas.

Plástica simples, barata, sem cortes e com resultados imediatos. Vantagens tentadoras. O procedimento é conhecido como “bioplastia”. Mas o que pode acontecer a muitos pacientes – horas, dias e até anos depois – são sequelas irreversíveis.

“Foi começando a aparecer como se fosse uma queimadura de primeiro grau. Daí, eu fui para o hospital. A princípio, eles acharam que poderia ser celulite. Mas começou a necrosar”, conta Marina Menezes, de 20 anos.

Este é um problema que Marina e outras mulheres vêm enfrentando depois de injeções de uma substância chamada polimetilmetacrilato, o chamado PMMA, um derivado do acrílico. Como Marina, muitas buscavam a forma ideal. Mas sofreram inflamações gravíssimas e acabaram tendo que retirar parte da pele, da gordura e até do músculo da região onde a substância foi aplicada.

Em muitos casos, as lesões causadas pela bioplastia são tão violentas – e chocantes – que o Fantástico decidiu não exibir as imagens.

Isso acontece porque o organismo não consegue absorver o PMMA. Ele entra como um gel e logo depois endurece. Ocorre uma reação inflamatória, e em muitos casos há necrose dos tecidos. O produto pode ainda migrar para outras áreas do corpo e provocar graves deformações.

No hospital que é referência em cirurgia reparadora em Porto Alegre, a procura de pacientes para corrigir implantes permanentes aumentou 30% de 2010 para 2011.

“Em média, a gente tem observado entre cinco a dez anos para alguma alteração acontecer”, conta a cirurgiã plástica Bárbara Machado.

“Nós temos uma experiência muito grande de casos em que este produto metacrilato foram utilizados com complicações. E estas complicações nem sempre são fáceis de serem tratadas”, diz o cirurgião plástico Ivo Pitanguy.

Há dez dias, a ex-BBB Monique Amin fez bioplastia no nariz e no bumbum.

Ela conta que foi o médico quem a convenceu a fazer. Diz que aceitou na hora e não tinha nenhuma informação a respeito do procedimento.

Mulheres que o Fantástico mostrou preferem esconder os resultados da bioplastia, e por isso não serão identificadas.

“Eu quase morri. Nos primeiros dias eram dores horríveis”, conta uma das pacientes da enfermeira Fernanda Ouverney Valente, presa há duas semanas no Rio de Janeiro. Hoje, Fernanda está solta e responde por exercício ilegal da profissão e lesão corporal gravíssima.

A paciente ficou mais de um mês internada e perdeu 15 quilos, com uma forte infecção nas nádegas. Ela conta que chegou a ver o estado em que o corpo dela ficou. “Vi e fiquei desesperada”.

Só médicos podem aplicar o PMMA, mas é fácil encontrar clínicas com pessoas não qualificadas administrando livremente o produto.

Com uma câmera escondida, uma equipe de reportagem do Fantástico foi a um consultório no subúrbio do Rio de Janeiro. Uma mulher se apresenta como fisioterapeuta e garante que não há qualquer contraindicação.

Mulher: Eu colocaria aqui uns 350ml.
Mulher: “Fica em R$ 3,5 mil. Em umas duas horas eu te deixo com um bumbum bonito”, garante a mulher.

A equipe de reportagem do Fantástico voltou ao consultório, mas a mulher flagrada oferecendo PMMA não foi encontrada. E até o fechamento desta reportagem, ela não retornou a ligação do programa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária não proíbe a utilização do PMMA. Já o Ministério da Saúde autoriza o uso pelo SUS somente em doentes com HIV, que sofrem com perda de gordura na face, um efeito colateral do tratamento.

“Nestes casos, o PMMA pode ser usado para corrigir este problema e fazer com que a pessoa não abandone o tratamento, porque está vendo que sua face está se modificando”, explica Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde,

O Conselho Federal de Medicina emitiu há cinco anos um alerta oficial sobre os riscos do produto e pediu cautela aos médicos. Mas o cirurgião plástico Almir Nácul, que se diz o criador da bioplastia no Brasil, continua usando PMMA em boa parte dos seus 17 mil pacientes.

“A bioplastia é uma técnica muito segura. O índice de infecção é zero. Nunca tive um caso de infecção”, garante o cirurgião.

Ao longo da entrevista, porém, doutor Nácul admite que já houve complicações. “Já tive problemas de nódulo, mas raramente. É muito raro e tratável”, assegura.

“Não tem tratamento. Não há como retirar este produto. Estas pessoas vão ficar controlando essas crises com uso de corticosteróides, antinflamatórios e antibióticos. Não tem tratamento”, diz o cirurgião plástico Carlos Alberto Jaimovich.

Mesmo assim, uma paciente ainda tem esperança de remover o PMMA dos seios. “Infiltrou nas partes mais profundas. É um horror. Hoje eu estou toda empedrada. Não consigo dormir de bruços. Não consigo levantar meus braços direito porque repuxa tudo”, descreve.

“Jamais pode se injetar uma substância qualquer, seja por estética ou reparação, sem conhecê-la. Isso é uma imprudência. Não se sabe qual será o comportamento desta substância. Não se sabe se, ao invés de trazer uma ajuda ao paciente, pode causar um dano”, alerta o cirurgião plástico Pedro Alexandre Martins, da PUC do Rio Grande do Sul.

“Eu não sabia das consequências. Se eu soubesse, nunca teria feito. Jamais”, conclui uma das pacientes entrevistadas pelo Fantástico.

nariz2-metacril2 pic_00000001E4

 Complicação após infiltração com PMMA – Observar extensa área de necrose

Fonte: Fantástico e RinoVitima