Não torne as coisas eternas

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Eu recebo vários emails e 90% deles giram em torno que preciso esclarecer aqui. A Os emails que eu recebo contam suas histórias de sofrimento por conta de como essas pessoas se enxergam e como acreditam que é sua aparência e a maioria deles possuem o início disso tudo em algum momento do passado onde alguém falou algo a respeito delas (bullying ou qualquer outro tipo de comentário).

Minha primeira observação sobre isso é o seguinte: Existem pessoas más no mundo que vão nos inferiorizar e vão gostar de fazer isso. Essas pessoas se sentem bem humilhando, ridicularizando ou seja que tipo de atitude má que vão fazer. O que não se pode fazer é aceitar o que as pessoas falam como verdade. Eu digo isso porque eu fiz isso por muito tempo da minha vida. Como já contei aqui no blog, o meu transtorno dismórfico corporal começou na infância quando eu tinha apenas 5 anos de idade quando o amigo do meu irmão me chamava de feia (ele tinha 15 anos) e ria porque eu chorava. Pra ele era uma brincadeira, pra mim era uma tortura e isso prejudicou muito minha auto estima e a minha segurança conforme eu ia crescendo. No colégio veio a fase de bullying me chamando de saracura, girafa, olho esbugalhado e tantas outras coisas que muitos adolescentes também passam. Vou por aqui algumas fotos minhas da minha adolescência.

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Acima eu com 13 anos, ainda crescendo. Eu era muito feia, magrela, sem curvas que outras meninas da minha idade já iam tendo. Eu usava aparelho, uma franja toda torta. Vocês vão olhar a foto e dizer “Está normal para uma adolescente passando por transformação” mas eu me via nessa época como um E.T.

O que não podemos é pegar uma época “ruim” da nossa vida, tomar como verdade o que falaram de nós e e eternizar ela que o resto da nossa vida vai ser assim. A vida e o mundo estão em constante transformação. Você não é mais o mesmo de hoje e não é o mesmo de amanhã. Essa imagem do começo da postagem “Não tornar as coisas eternas” foi uma tarefa que minha psicóloga deixou pra mim pois quando eu tinha um problema na minha vida eu eternizava aquele momento como se aquilo nunca mais fosse acabar. E tudo acaba uma hora. Eternizar momentos é o que acontece com os suicidas. Eles acham que o que estão passando não vai ter fim e por isso se matam.

Eu cresci e com cerca de 15 anos eu tinha crescido e não gostava da minha altura. Comecei a andar arcada (ainda ando e tento corrigir isso) e as fotos daquela época mostram como eu me curvava para tentar ser menor.

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Os anos foram se passando, descobri que meu sofrimento tinha nome (transtorno dismórfico corporal) e comecei a tratar. Consegui resolver isso na minha vida e hoje não tenho mais. Tem dias que me acho feia, tem dias que não quero que batam foto de mim, mas sei que isso é normal de qualquer ser humano porque não somos robôs. Só que apesar de me sentir as vezes assim isso não me faz sofrer e me aceito como eu sou e sei que sou um conjunto de características e que vão ter pessoas que vão gostar de mim assim e vão ter pessoas que vão me achar feia também porque isso é questão de gosto de cada um e não tem nada a ver com o meu valor.

Não me acho muito bonita em fotos sem maquiagem mas sei que a maioria das pessoas também ficam assim e que uma maquiagem, um pose bem feita e um filtro na foto ajudam muito e olhamos fotos dos outros e achamos que somos a escória da sociedade.

A gente se olha no espelho e queria ser igual a outra pessoa que é bonita e não percebe que uma iluminação boa, um ângulo bom e acima de tudo UMA BOA AUTO ESTIMA faz qualquer foto ficar boa. E para as mulheres a maquiagem ainda ajuda. Vou usar minhas fotos como exemplo:

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Não to nenhuma modelo né. Mas se arrumar o cabelo, passar uma maquiagem, colocar uma roupa legal, por um sorriso no rosto já ajuda. Como vemos nas fotos abaixo:

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Claro que arrumada ta mais bonita mas também não tem nada de errado comigo sem maquiagem. E também não tem nada de errado com você do jeito que você é. Só que quando temos o transtorno dismórfico corporal nós nos vemos diferente. Você estudou na escola que o olho é a “ferramenta” que nos faz ver mas quem lê essa informação é o cérebro. Se o cérebro está com problema, ele vai ler essa informação errada. Que é o que faz você se ver de forma diferente do que você é.

Como eu me via:

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Isso foi uma ilustração que eu fiz pra mostrar pra minha psicóloga na época que eu fazia terapia pra ela entender como eu me via. Porque eu achava que eu explicava pra ela mas ela não entendia o grau de como eu me via. Você pode ver que todas as características que eu coloquei na foto eu tinha, como olhos grandes, sardas, olheiras, dente torto (na época era bem pouquinho, depois arrumei) e papada. Mas que essas características não me fazem essa aberração que está nessa última foto. É isso que acontece com você. Se você não gosta de algo no seu corpo usando uma escala de 0 a 10 onde 0 é bonito e 10 é horrível. Você vai considerar seu “defeito” na escala 10 e as pessoas vão considerar 0 ou 2, por exemplo. Vai ser algo muito imperceptível, insignificante. É isso que vocês precisam entender que a dismorfia corporal vai colocar muita gravidade em algo normal.

Outra observação que quero fazer é que não podemos dar o poder para ninguém decidir pela nossa vida. É como Fábio Junior canta “Nem por você, nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos. Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos.” Quem decide pela sua vida é você, oras! E se eu decido que sou interessante sim, que tenho qualidades sim, que pessoas se interessam por mim isso vai acontecer porque isso é uma verdade para mim e então eu fico aberto a novas oportunidades na minha vida. Enquanto eu disser que sou feio, que não sou interessante todas as portas estão fechadas. Não ache que alguém vai te amar se nem você mesmo se ama.

Tenho outras coisas pra postar sobre ditadura da beleza, que é de um perfil do Instagram chamado @mbottan. Quem quiser da uma olhada lá nas fotos e nos textos que ela posta, mas depois vou fazer um post só sobre as postagens dela (com os prints do perfil dela). Por enquanto esse post já tem muita coisa pra ler.

“Admito que é inata em nós a estima pelo próprio corpo, admito que temos o dever de cuidar dele. Não nego que devamos dar-lhe atenção, mas nego que devamos ser seus escravos. Será escravo de muitos quem for escravo do próprio corpo, quem temer por ele em demasia, quem tudo fizer em função dele. Devemos proceder não como quem vive no interesse do corpo, mas simplesmente como quem não pode viver sem ele. Um excessivo interesse pelo corpo inquieta-nos com temores, carrega-nos de apreensões, expõe-nos aos insultos; o bem moral torna-se desprezível para aqueles que amam em excesso o corpo.” Sêneca (filósofo, Séc. I)

Reparar no que ninguém mais repara

Recebo emails de pessoas que fizeram cirurgia no nariz e não ficou como queriam. Como recebo emails e o comentários no blog de pessoas insatisfeitas e infelizes por causa do olho, da altura, etc.

Você não é só nariz (ou o que quer que te incomode) e provavelmente as pessoas do seu convívio nem reparam no que você repara. Eu tenho uma amigona minha que já conheço há quase 20 anos e e ano passado a gente conversando sobre plástica, mas de forma descompromissada e ela falou “eu quando puder quero fazer do meu nariz”. Então eu pensei “o que? nariz? mas o nariz dela não tem nada de errado”. Então fui nas fotos dela do Facebook ver e reparei então que ela olhava pro nariz dela de um jeito diferente do que as outras pessoas. E eu em quase 20 anos nunca reparei. Eu que fui sempre tão preocupada com a simetria, com a perfeição, com os defeitos, nunca reparei no nariz dela. E é assim que acontece com as pessoas ao nosso redor e com nós. Repararmos em coisas que não tem a proporção que pensamos ter e as pessoas ao nosso redor nem sequer um dia notaram.E porquê? Porque ela não é só nariz. Ela é um conjunto de características físicas onde uma delas é o nariz. E além das características físicas ela também tem outras características internas que fazem ser o que ela é.

Temos que tentar ser mais leves com a gente. Não nos cobrarmos tanto e dar importância para outras coisas da nossa vida, como fazer as coisas que gostamos, estar perto de quem gostamos de estar e assim por diante. Ficar pensando nesses detalhes (porque são detalhes) acabam fazendo a gente deixar a vida passar enquanto estamos na frente de um espelho.

Iraniana teria feito mais de 50 plásticas para se parecer com Angelina Jolie

A iraniana Sahar Tabar tinha o sonho de se parecer com Angelina Jolie. Para isso, realizou 50 procedimentos estéticos. A nova aparência e a magreza e Sahar chamaram a atenção nas redes sociais.

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Em uma mensagem no Stories do perfil, Sahar nega ter feito mais de uma plástica e acusa os tabloides europeus e árabes que usaram suas fotos de mentirosos. Além disso, rebate a crítica de pessoas que passaram a segui-la e comentaram sobre as plásticas.

Rayza Nicacio tem orelha torta?

Eu tava vendo tv e a Youtuber Rayza Nicacio estava dando dicas sobre cabelo e penteados. Foi quando eu reparei na orelha dela que é um pouco diferente, caidinha na parte de cima. Quem quiser pode dizer que a orelha dela é torta, já que tudo na aparência das pessoas tem que seguir um padrão imposto pela ditadura da beleza, não é?

Agora pergunte pra Rayza se ela se importa. Eu acho que ela não se importa, não ta nem aí pra hora do Brasil, senão ela tentaria esconder a orelha a qualquer custo e não é isso que pareceu na tv ou nos vídeos do Youtube do canal dela (procure pelo nome dela no youtube que você encontra), ou já teria feito uma plástica.

Não conheço a Rayza mas parece uma pessoa muito feliz e de bem com a vida e com a própria aparência e auto imagem. Então, que vocês usem a Rayza como fonte inspiradora pra vocês, como um mantra de vida e liguem o foda-se para os outros (clique no “foda-se” ali para ler o outro post).

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Foto que peguei da Rayza Nicacio em um vídeo dela pra ilustrar o post.

Postura Corporal – o feio e o belo na mesma pessoa

Tentei achar alguma coisa interessante na net sobre linguagem corporal e postura corporal para deixar esse post mais rico em informações mas não achei nada que eu pudesse usar com relação à dismorfia corporal. Então eu vou explicar com as minhas palavras mesmo.

Quando ficamos com vergonha da nossa aparência na presença de outras pessoas, ficamos 90% feios por causa da nossa postura e 10% por causa da nossa aparência. Uma postura reta e uma atitude confiante aumenta o sua beleza sem precisar de plástica.

Melhor do que falar é exemplificar com uma foto. Então veja só. Uma fotógrafa chamada Gracie Hagen, criou a série Ilussions of the Body (Ilusões do Corpo, na tradução livre) (clique ali no nome em inglês para ver todas as fotos). Coloquei uma folhinha do paraíso para preservar nossas modelos.

O fato é, essa primeira foto, a parte da direita, representa fielmente a postura corporal de uma pessoa dismórfica: curvada, tentando esconder o corpo e com cara de medo do que os outros estão pensando a seu respeito. Já a foto da esquerda mostra uma pessoa confiante sobre si. É a mesma pessoa, só que uma está mais bonita e a outra está mais feia por uma questão de postura, de saber o seu valor independente do que os outros pensem. A pessoa da direita já não acredita mais sem si, se perdeu em algum momento.

(gente, quem salvou meu blog pra trocar de hospedagem perdeu todas as fotos, estou tentando recuperar).

A mensagem que eu quero deixar é: esqueça esse negócio de plástica para arrumar o que você acha feio. Mais da metade do que você quer arrumar é só coisa da sua cabeça, nem existe de verdade, só você vê. E a outra metade é postura corporal. Fique reta(o), tenha postura, mostre que você tem personalidade. Muita gente destaca sua beleza pelo seu charme, pela sua elegância, não pela sua aparência. Já falei em outros posts, a beleza é uma questão de gosto, o que agrada um não agrada o outro, e também é um conjunto de características, as físicas com as de personalidade. Acredite mais em você e veja a beleza florecer. 🙂

Perfeito pra quem?

Ontem quando eu fui dormir, comecei a pensar em tantas coisas que antigamente eu queria mudar em mim. Tantas coisas pequenas e até tolas, mas que para mim tinham um grande significado.

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Peguei essa foto da Jennifer Aniston para exemplificar (a foto do pé não é dela). Dois “defeitos” que eu lembrei e que eu queria muito corrigir eram: Uma dobrinha perto da axila quando eu ficava com o braço abaixado, na verdade não era nem uma dobrinha, era tipo uma curvinha, como se fosse uma gordurinha. E o outro “defeito” era o dedo do pé maior que o dedão. Eu cogitava a idéia de fazer uma lipo nessa gordurinha da axila se eu tivesse dinheiro pra isso, o que eu não tinha. E também uma cirurgia para diminuir o dedo maior do pé. Eu ficava pensando como o médico iria fazer essa cirurgia, iria serrar o osso? Existe esse tipo de cirurgia? Eu seria a primeira brasileira a querer fazer esse tipo de cirurgia? Eu ficava me questionando várias coisas.

Fiquei pensando como nós, pessoas com dismorfia corporal, queremos ter a aparência perfeita. Foi então que eu me peguei me perguntando “Mas perfeito pra quem?”. O que é perfeito pra você, não é perfeito para o outro, e vice versa. Daí você me diz “Ah Solange, mas se eu me sentir feliz com a minha aparência não importa o que os outros pensem”. Mentira. Deixe de mentir para si mesmo. É uma ilusão pensar que vai funcionar assim, sabe por quê? Porque quando você sai na rua, o que você pensa é “As pessoas estão me achando feia(o)”, “Aquela pessoa está falando mal da minha aparência com seu amigo”, etc. Isso prova que você se preocupa com o que os outros acham de você.

Mas não dá para ter uma aparência que todos achem você perfeita(o). Porque umas pessoas vão achar que você fica melhor de cabelo loiro, outras de cabelo castanho, outras ruivo, outras grisalho, outras careca. Outras pessoas vão achar que você fica melhor mais alto do que você é, já outras vão achar que você fica melhor mais baixo, outras vão achar que tem que ser na altura que você tem. Outras vão achar que você fica melhor com pele negra, com pele branca ou com pele bronzeada. Outras vão achar que você fica melhor com cabelo liso, outra de cabelo cacheado, outras de cabelo curto, outras de cabelo longo. Outras vão achar que você fica melhor com sardas, outras vão achar que você fica melhor com a pele sem pintas. E eu vou ficar aqui até amanhã listando características. Acontece que você não pode ter TODAS as características ao mesmo tempo. Ou você é de um jeito, ou é de outro. Por isso, por mais “perfeito” que você ache que está tentando ficar, para as pessoas pode estar nem um pouco perto do “perfeito” delas. Cada um tem um tipo de “perfeito”. Além do que, o seu “perfeito” é o “feio” de outra pessoa. E o “feio” de outra pessoa pode ser o seu “perfeito”. Pessoas possuem GOSTOS diferentes, não há um padrão, por mais que a mídia imponha isso.

Se eu tivesse dinheiro para fazer todas as plásticas que eu tive vontade de fazer, em busca do meu “perfeito”, hoje eu estaria uma sósia da Jocelyn Wildenstein (nunca conseguirei escrever o sobrenome dela sem copiar do Google). Já falei dela aqui no blog, se você não leu é só clicar aqui em A merda que Jocelyn Wildenstein fez. Eu teria diminuído meu olho que achava muito grande, faria outra cirurgia pra colocá-lo mais pra dentro já que ele é meio saltado e esbugalhado. Teria feito algum tratamento na pele para tirar todas as minhas sardas (apesar de ter usado pomada a base de ácido e não ter adiantado), operaria meu nariz, tiraria minha papada imaginária do meu rosto, teria feito preenchimento embaixo do meu olho porque acho muito fundo e faria algum outro tratamento para tirar as olheiras (talvez a carboxiterapia funcionasse). No final das contas, eu ficaria muito mais horrível aos olhos dos outros do que eu realmente achava que eu era feia e teria um post no meu blog chamado “A merda que a Solange fez”. Além de que consertar a merda ia ser bem mais difícil do que não ter feito ela.

O que eu to querendo dizer com tudo isso? Não é possível chegar em um Perfeito comum a todos, e o caminho que buscamos pra consertar nossos defeitos em nossa aparência não é a melhor forma de buscar solução. Se as pessoas te falam que não enxergam em você os defeitos que você fala, é preciso que você comece a entender que elas realmente não vêem e pare de teimar que elas não estão sendo sinceras e verdadeiras com você. Gente dismórfia é teimosa e isso só piora o caminho para superar tudo isso. A forma certa de se resolver tudo o que você sente e vê é com terapia (eu gosto e indico a terapia cognitivo comportamental que eu acho uma terapia gostosa de se fazer e da resultados em curto tempo) e se for necessário, tomar remédio (um psiquiatra que vai recomendar) até que a terapia consiga mudar alguns hábitos que você tem. O remédio também vai ajudar a diminuir sua tristeza e contribuir para o seu tratamento na terapia. Só o remédio não adianta. Eu já tomei remédio também, não precisa tomar pra vida toda e você não vai ficar dependente do remédio. Ele só vem para contribuir, não para piorar a situação.

Se dê novas oportunidades para ser feliz e se sentir satisfeita(o) com a sua aparência. Ainda há tempo para isso 🙂

Americana aplica 56 injeções para aumentar o bumbum

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É possível aumentar certas partes do corpo com implantes. Mas existem outras maneiras de conseguir mais volume, por meio de injeções de substâncias perigosas. E foi essa segunda opção feita pela americana chamada apenas de Karmello, 23 anos, moradora de Detroit, cidade de Michigan nos Estados Unidos.

A jovem é protagonista de um episódio da série Minha Estranha Obsessão, do canal TLC, e que é exibida por aqui no canal pago Discovery Home & Health.

Nos últimos três anos, a morena já colocou quase dois litros de líquido em suas nádegas. Karmello recebeu 54 injeções para aumentar o bumbum, feitas por uma mulher sem licença para realizar o procedimento.

Karmello foi levada pelo programa a um cirurgião plástico para uma consulta. O exames constataram que o material inserido está se tornando esponjoso e perigoso para sua vida. Uma próxima aplicação poderá matá-la. Ela recebeu 54 injeções para aumentar o bumbum, feitas por uma mulher sem licença ou formação médica para realizar o procedimento. Devido a sua participação no programa, Karmello foi levada a um cirurgião plástico para uma consulta e exames constataram que o material inserido em suas nádegas está se tornando esponjoso e perigoso para sua vida.

Segundo o especialista, uma próxima aplicação poderá matá-la. Mas a moça não parece impressionada com o alerta, pois pretende realizar pelo menos mais 36 injeções para aumentar ainda mais região.

De acordo com dados publicados no jornal inglês The Sun, devido aos implantes, Karmello passou do manequim 4 ao 10, o que corresposndem aos 36 e 42 no Brasil.

Fonte: Terra

Livro – O Que a Cirurgia Plástica Pode Fazer por Você

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Esta obra elaborada pelo dr. Rodrigo Mangaravite, que é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, reflete sua preocupação em informar de maneira bem clara e elucidativa detalhes que devem ser bem conhecidos pelas pessoas que pretendem se submeter a uma cirurgia plástica – detalhes esses fundamentais na sua decisão.

É evidente que a procura de um profissional especialista, qualificado e referendado é o ponto de partida. Durante a consulta as pacientes devem tirar todas as dúvidas e obter todas as informações possíveis para decidirem de forma segura, qual o procedimento cirúrgico mais apropriado, com as medidas e os cuidados que devem ser adotados no pré e pós-operatório.

Verifica-se que a grande maioria das pacientes que nos procura trazem consigo inúmeras informações e dúvidas com respeito às cirurgias que pretendem realizar, o que significa do ponto de vista prático, que a consulta tem um resultado extremamente positivo.

Não há motivos para esconder ou camuflar as implicações de um ato cirúrgico, principalmente falando-se de cirurgia plástica, que envolve inúmeros detalhes e a satisfação do resultado pode estar atrelada a critérios puramente subjetivos. Portanto, torna-se fundamental informar a paciente sobre o resultado que poderá ser alcançado com a cirurgia, trazendo a expectativa da mesma ao plano real.

A forma como estão divididos os capítulos de maneira didática e a elaboração de um texto de leitura agradável e facilmente compreensível, torna esta obra uma excelente opção para aquisição de amplos conhecimentos que poderão ser extremamente úteis, no momento da consulta e na decisão de realizar um sonho com a cirurgia plástica.

Torna-se patente o dever de informar as nossas pacientes de forma objetiva e transparente, o que representa a realização de uma cirurgia plástica, dever de qualquer cirurgião plástico competente e consciente – e o dr. Rodrigo Mangaravite conseguiu, de forma concisa, porém completa, e clara, transmitir nesta obra, conhecimentos e princípios fundamentais para uma decisão consciente e segura.

Boa leitura e sucesso na sua cirurgia!

Fonte: Rodrigo Mangaravite

Substância usada em bioplastia pode ser prejudicial à saúde (PMMA – polimetilmetacrilato)

A promessa é sedutora e atrai mulheres em busca do corpo perfeito: plástica sem bisturi e de resultados imediatos. O procedimento da moda chama-se “bioplastia”, à base de injeções de uma substância chamada PMMA. Mas cuidado: as consequências do uso indiscriminado do PMMA (polimetilmetacrilato) podem ser desastrosas.

Plástica simples, barata, sem cortes e com resultados imediatos. Vantagens tentadoras. O procedimento é conhecido como “bioplastia”. Mas o que pode acontecer a muitos pacientes – horas, dias e até anos depois – são sequelas irreversíveis.

“Foi começando a aparecer como se fosse uma queimadura de primeiro grau. Daí, eu fui para o hospital. A princípio, eles acharam que poderia ser celulite. Mas começou a necrosar”, conta Marina Menezes, de 20 anos.

Este é um problema que Marina e outras mulheres vêm enfrentando depois de injeções de uma substância chamada polimetilmetacrilato, o chamado PMMA, um derivado do acrílico. Como Marina, muitas buscavam a forma ideal. Mas sofreram inflamações gravíssimas e acabaram tendo que retirar parte da pele, da gordura e até do músculo da região onde a substância foi aplicada.

Em muitos casos, as lesões causadas pela bioplastia são tão violentas – e chocantes – que o Fantástico decidiu não exibir as imagens.

Isso acontece porque o organismo não consegue absorver o PMMA. Ele entra como um gel e logo depois endurece. Ocorre uma reação inflamatória, e em muitos casos há necrose dos tecidos. O produto pode ainda migrar para outras áreas do corpo e provocar graves deformações.

No hospital que é referência em cirurgia reparadora em Porto Alegre, a procura de pacientes para corrigir implantes permanentes aumentou 30% de 2010 para 2011.

“Em média, a gente tem observado entre cinco a dez anos para alguma alteração acontecer”, conta a cirurgiã plástica Bárbara Machado.

“Nós temos uma experiência muito grande de casos em que este produto metacrilato foram utilizados com complicações. E estas complicações nem sempre são fáceis de serem tratadas”, diz o cirurgião plástico Ivo Pitanguy.

Há dez dias, a ex-BBB Monique Amin fez bioplastia no nariz e no bumbum.

Ela conta que foi o médico quem a convenceu a fazer. Diz que aceitou na hora e não tinha nenhuma informação a respeito do procedimento.

Mulheres que o Fantástico mostrou preferem esconder os resultados da bioplastia, e por isso não serão identificadas.

“Eu quase morri. Nos primeiros dias eram dores horríveis”, conta uma das pacientes da enfermeira Fernanda Ouverney Valente, presa há duas semanas no Rio de Janeiro. Hoje, Fernanda está solta e responde por exercício ilegal da profissão e lesão corporal gravíssima.

A paciente ficou mais de um mês internada e perdeu 15 quilos, com uma forte infecção nas nádegas. Ela conta que chegou a ver o estado em que o corpo dela ficou. “Vi e fiquei desesperada”.

Só médicos podem aplicar o PMMA, mas é fácil encontrar clínicas com pessoas não qualificadas administrando livremente o produto.

Com uma câmera escondida, uma equipe de reportagem do Fantástico foi a um consultório no subúrbio do Rio de Janeiro. Uma mulher se apresenta como fisioterapeuta e garante que não há qualquer contraindicação.

Mulher: Eu colocaria aqui uns 350ml.
Mulher: “Fica em R$ 3,5 mil. Em umas duas horas eu te deixo com um bumbum bonito”, garante a mulher.

A equipe de reportagem do Fantástico voltou ao consultório, mas a mulher flagrada oferecendo PMMA não foi encontrada. E até o fechamento desta reportagem, ela não retornou a ligação do programa.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária não proíbe a utilização do PMMA. Já o Ministério da Saúde autoriza o uso pelo SUS somente em doentes com HIV, que sofrem com perda de gordura na face, um efeito colateral do tratamento.

“Nestes casos, o PMMA pode ser usado para corrigir este problema e fazer com que a pessoa não abandone o tratamento, porque está vendo que sua face está se modificando”, explica Jarbas Barbosa, secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde,

O Conselho Federal de Medicina emitiu há cinco anos um alerta oficial sobre os riscos do produto e pediu cautela aos médicos. Mas o cirurgião plástico Almir Nácul, que se diz o criador da bioplastia no Brasil, continua usando PMMA em boa parte dos seus 17 mil pacientes.

“A bioplastia é uma técnica muito segura. O índice de infecção é zero. Nunca tive um caso de infecção”, garante o cirurgião.

Ao longo da entrevista, porém, doutor Nácul admite que já houve complicações. “Já tive problemas de nódulo, mas raramente. É muito raro e tratável”, assegura.

“Não tem tratamento. Não há como retirar este produto. Estas pessoas vão ficar controlando essas crises com uso de corticosteróides, antinflamatórios e antibióticos. Não tem tratamento”, diz o cirurgião plástico Carlos Alberto Jaimovich.

Mesmo assim, uma paciente ainda tem esperança de remover o PMMA dos seios. “Infiltrou nas partes mais profundas. É um horror. Hoje eu estou toda empedrada. Não consigo dormir de bruços. Não consigo levantar meus braços direito porque repuxa tudo”, descreve.

“Jamais pode se injetar uma substância qualquer, seja por estética ou reparação, sem conhecê-la. Isso é uma imprudência. Não se sabe qual será o comportamento desta substância. Não se sabe se, ao invés de trazer uma ajuda ao paciente, pode causar um dano”, alerta o cirurgião plástico Pedro Alexandre Martins, da PUC do Rio Grande do Sul.

“Eu não sabia das consequências. Se eu soubesse, nunca teria feito. Jamais”, conclui uma das pacientes entrevistadas pelo Fantástico.

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 Complicação após infiltração com PMMA – Observar extensa área de necrose

Fonte: Fantástico e RinoVitima