Modelo perde movimento do rosto após mais de 350 cirurgias plásticas

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Quantas cirurgias plásticas é possível alguém fazer? Para a modelo inglesa Alicia Douvall, o número já passou de 350. A celebridade se submeteu a tantos procedimentos que contou ao jornal The Sun não conseguir mais sorrir, devido a alta quantidade de inserções feitas no rosto. A modelo apresenta uma série de cicatrizes pela face e em torno das orelhas e já foi fotografada totalmente desfigurada, caminhando pelas ruas de Londres. “O que eu fiz parte meu coração. Imagine segurar seu bebê pela primeira vez e não poder sorrir. Fui tão egoísta. Agora meu sonho é que Papaya um dia veja sua mamãe sorrindo para ela”, disse em entrevista, referindo-se a sua filha de 16 meses.

Na época do nascimento da menina, ela declarou estar surpresa por conseguir amamentá-la pois já havia feito 16 operações plásticas nos seios. Para recuperar os movimentos do rosto, a modelo precisou passar por um procedimento agressivo e doloroso. Na semana passada, Alicia teve todos os implantes faciais removidos (bochechas e queixo), o que incluiu quebrar a mandíbula em dois lugares. O nariz também precisou ser fraturado e a pele agora precisa voltar ao normal, caso contrário ela parece não conseguir mexer os músculos, como se fosse vítima de um derrame.

Alicia, que já se relacionou com o ator Mickey Rourke e com o jogador Dennis Rodman, foi tema de documentários que apontavam que ela sofria de Desordem Dismórfica Corporal. Agora, ela afirma lançar uma campanha para informar sobre os riscos nos excesso de operações plásticas.

“Perdi minha aparência e minha vida está arruinada. Fiz as coisas mais horríveis tentando ser perfeita e fiquei cega com o que os médicos diziam para mim. Gastei mais de R$ 3,6 milhões e perdi minha juventude com isso. Nunca sorri para minha menininha e preciso viver com o fato de que deixava Georgia cuidando de Papaya enquanto fazia operações”, disse. Georgia é a filha mais velha da modelo, de 17 anos. Alicia também comprometeu sua capacidade de se alimentar e apenas consegue beber com a ajuda de canudos. Entre as operações realizadas está inclusive uma para diminuir comprimento dos seus dedos dos pés. Desde 2008, a modelo luta para se tratar do problema de ser viciada em operações e esteve internada em clínica psiquiátrica em três ocasiões.

Fonte: Voz da Bahia

Fotos do Google:

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Bruna Marquezine e seios reais

Recentemente, no Carnaval, deu o que falar as fotos que saiu da Bruna Marquezine.

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polemia_seios_caidos_bruna_marquezine4polemia_seios_caidos_bruna_marquezine6Quando vi a foto dela pensei “Que legal. Ela tem dinheiro pra por silicone e não quis. Ela está feliz com o corpo que tem e isso é o que importa. Ela não sente a necessidade de estar dentro de um padrão, ainda mais sendo uma celebridade”.

Porém, o que realmente aconteceu com outras pessoas é que se sentiram no direito de julgar o corpo dela. Falaram que ela tem peito caído. “Nossa, que feio. Parece que amamentou 500 filhos”. “Vá suspender esse peito com silicone. Tá horrível” algumas pessoas comentaram.

Mas que audácia é essa? Cadê o respeito com o corpo do outro? As pessoas perderam o limite e o bom senso.

Screenshot_20180213-232955A gente não precisa estar dentro de um padrão de beleza para ser aceito pelos outros. Estar bem consigo mesmo que é importante. A opinião dos outros não é importante.  O que os outros falam não define o seu valor. Faça um quadro com essas 4 frases e coloque em seu quarto.

A Bruna deixou de ser bonita e ter seu valor por causa que ela tem um peito menor do que o que estamos acostumados em ver nas celebridades? Não. Porque o valor dela existe independente de como é a fisionomia dela. Você não tem mais valor porque colocou silicone, operou o nariz ou qual seja o procedimento estético que você quer fazer. Você não é um produto.

Entre aspas estou colando uma parte do que foi escrito na matéria publicada no site da Elle, que achei muito interessante:

“Mesmo dentro de boa parte do que ficou conhecido como padrão estético, Bruna não ficou livre dos julgamentos — o que evidencia como é preciso desconstruir uma ideia única de beleza. Se Bruna tem ou não o que os usuários da rede social caracterizam como “peitos caídos” não está em debate, mas o julgamento que mulheres recebem, principalmente quando parecem estar livres e felizes com o que veem no espelho, sim.

As redes sociais só aglutinaram uma situação sexista e aparentemente insaciável na vida das mulheres. Provavelmente, se Bruna cedesse à pressão e resolvesse fazer uma cirurgia plástica, ela seria condenada por não valorizar a “beleza natural” e adotar um comportamento supostamente fútil. Há uma cobrança, na maioria das vezes invisível, para que mulheres estejam sempre “impecáveis”, baseadas em um padrão branco e um ideal de juventude — qualquer sinal de idade ou suposto descuido acaba virando um pesadelo. “Você deve amamentar”, diz a voz tradicional da sociedade. “Mas não pode ter nenhuma marca de que isso aconteceu”. O mais contraditório é que quando alguma delas cede à pressão, porém, um novo bombardeio é feito. As cirurgias plástica provam que o trabalho de conquistar o ideal da feminilidade é exatamente isso: trabalho. E, idealmente, a feminilidade nunca se mostra como uma construção, ela deve se apresentar como algo natural. O paradoxo da beleza.”

O Fã Clube da Bruna postou um texto bacana referente aos seios de Bruna:

“GENTE ???? Parece que Bruna Marquezine trouxe com carnaval uma descoberta que aterrorizou muita gente, preparados ? TCHARAM: SEIOS NATURAIS.
Controversas a parte sobre a fantasia da moça a enxurrada de comentários que me chocou foram coisas como “peitos murchos” ou “que peitos caídos”. Primeiro, e se fossem? Que necessidade esquisita de opinar a respeito do corpo alheio é essa?
E segundo, não são! São seios completamente normais pra alguém da idade e peso dela. E adivinhem? Seios de mulheres não são essas bolas altas e rígidas que vocês veem por aí, isso se chama SILICONE. Seios naturais são diversos. Tem tamanhos diversos. E aparência diversa.”

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Erikayumi9 (perfil do Instagram) escreveu uma coisa bem interessante a respeito. Ela disse “O corpo do outro não diz respeito à você. E se te incomoda tanto, você é quem está precisando de ajuda.”

Chidera Eggerue, uma blogueira de Londres, criou a hashtag #SaggyBoobsMatter no Instagram (algo como “seios caídos importam”). Ela não criou por causa do caso da Bruna, mas sim por causa de seus próprios seios.

E pra finalizar:

“Há que se desassociar a felicidade e o sucesso a partir de um ideal corporal. Não há como negar que ele afeta principalmente as mulheres, prejudicando a autoestima quando são ainda adolescentes e crescendo em desconexão com o próprio corpo. Se conectar com o natural é importante para a libertação como um todo. E há que se celebrar diferentes tipos de beleza.” (texto publicado no site Elle)

Fontes: R7 Elle

Não torne as coisas eternas

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Eu recebo vários emails e 90% deles giram em torno que preciso esclarecer aqui. A Os emails que eu recebo contam suas histórias de sofrimento por conta de como essas pessoas se enxergam e como acreditam que é sua aparência e a maioria deles possuem o início disso tudo em algum momento do passado onde alguém falou algo a respeito delas (bullying ou qualquer outro tipo de comentário).

Minha primeira observação sobre isso é o seguinte: Existem pessoas más no mundo que vão nos inferiorizar e vão gostar de fazer isso. Essas pessoas se sentem bem humilhando, ridicularizando ou seja que tipo de atitude má que vão fazer. O que não se pode fazer é aceitar o que as pessoas falam como verdade. Eu digo isso porque eu fiz isso por muito tempo da minha vida. Como já contei aqui no blog, o meu transtorno dismórfico corporal começou na infância quando eu tinha apenas 5 anos de idade quando o amigo do meu irmão me chamava de feia (ele tinha 15 anos) e ria porque eu chorava. Pra ele era uma brincadeira, pra mim era uma tortura e isso prejudicou muito minha auto estima e a minha segurança conforme eu ia crescendo. No colégio veio a fase de bullying me chamando de saracura, girafa, olho esbugalhado e tantas outras coisas que muitos adolescentes também passam. Vou por aqui algumas fotos minhas da minha adolescência.

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Acima eu com 13 anos, ainda crescendo. Eu era muito feia, magrela, sem curvas que outras meninas da minha idade já iam tendo. Eu usava aparelho, uma franja toda torta. Vocês vão olhar a foto e dizer “Está normal para uma adolescente passando por transformação” mas eu me via nessa época como um E.T.

O que não podemos é pegar uma época “ruim” da nossa vida, tomar como verdade o que falaram de nós e e eternizar ela que o resto da nossa vida vai ser assim. A vida e o mundo estão em constante transformação. Você não é mais o mesmo de hoje e não é o mesmo de amanhã. Essa imagem do começo da postagem “Não tornar as coisas eternas” foi uma tarefa que minha psicóloga deixou pra mim pois quando eu tinha um problema na minha vida eu eternizava aquele momento como se aquilo nunca mais fosse acabar. E tudo acaba uma hora. Eternizar momentos é o que acontece com os suicidas. Eles acham que o que estão passando não vai ter fim e por isso se matam.

Eu cresci e com cerca de 15 anos eu tinha crescido e não gostava da minha altura. Comecei a andar arcada (ainda ando e tento corrigir isso) e as fotos daquela época mostram como eu me curvava para tentar ser menor.

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Os anos foram se passando, descobri que meu sofrimento tinha nome (transtorno dismórfico corporal) e comecei a tratar. Consegui resolver isso na minha vida e hoje não tenho mais. Tem dias que me acho feia, tem dias que não quero que batam foto de mim, mas sei que isso é normal de qualquer ser humano porque não somos robôs. Só que apesar de me sentir as vezes assim isso não me faz sofrer e me aceito como eu sou e sei que sou um conjunto de características e que vão ter pessoas que vão gostar de mim assim e vão ter pessoas que vão me achar feia também porque isso é questão de gosto de cada um e não tem nada a ver com o meu valor.

Não me acho muito bonita em fotos sem maquiagem mas sei que a maioria das pessoas também ficam assim e que uma maquiagem, um pose bem feita e um filtro na foto ajudam muito e olhamos fotos dos outros e achamos que somos a escória da sociedade.

A gente se olha no espelho e queria ser igual a outra pessoa que é bonita e não percebe que uma iluminação boa, um ângulo bom e acima de tudo UMA BOA AUTO ESTIMA faz qualquer foto ficar boa. E para as mulheres a maquiagem ainda ajuda. Vou usar minhas fotos como exemplo:

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Não to nenhuma modelo né. Mas se arrumar o cabelo, passar uma maquiagem, colocar uma roupa legal, por um sorriso no rosto já ajuda. Como vemos nas fotos abaixo:

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Claro que arrumada ta mais bonita mas também não tem nada de errado comigo sem maquiagem. E também não tem nada de errado com você do jeito que você é. Só que quando temos o transtorno dismórfico corporal nós nos vemos diferente. Você estudou na escola que o olho é a “ferramenta” que nos faz ver mas quem lê essa informação é o cérebro. Se o cérebro está com problema, ele vai ler essa informação errada. Que é o que faz você se ver de forma diferente do que você é.

Como eu me via:

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Isso foi uma ilustração que eu fiz pra mostrar pra minha psicóloga na época que eu fazia terapia pra ela entender como eu me via. Porque eu achava que eu explicava pra ela mas ela não entendia o grau de como eu me via. Você pode ver que todas as características que eu coloquei na foto eu tinha, como olhos grandes, sardas, olheiras, dente torto (na época era bem pouquinho, depois arrumei) e papada. Mas que essas características não me fazem essa aberração que está nessa última foto. É isso que acontece com você. Se você não gosta de algo no seu corpo usando uma escala de 0 a 10 onde 0 é bonito e 10 é horrível. Você vai considerar seu “defeito” na escala 10 e as pessoas vão considerar 0 ou 2, por exemplo. Vai ser algo muito imperceptível, insignificante. É isso que vocês precisam entender que a dismorfia corporal vai colocar muita gravidade em algo normal.

Outra observação que quero fazer é que não podemos dar o poder para ninguém decidir pela nossa vida. É como Fábio Junior canta “Nem por você, nem por ninguém, eu me desfaço dos meus planos. Quero saber bem mais que os meus vinte e poucos anos.” Quem decide pela sua vida é você, oras! E se eu decido que sou interessante sim, que tenho qualidades sim, que pessoas se interessam por mim isso vai acontecer porque isso é uma verdade para mim e então eu fico aberto a novas oportunidades na minha vida. Enquanto eu disser que sou feio, que não sou interessante todas as portas estão fechadas. Não ache que alguém vai te amar se nem você mesmo se ama.

Tenho outras coisas pra postar sobre ditadura da beleza, que é de um perfil do Instagram chamado @mbottan. Quem quiser da uma olhada lá nas fotos e nos textos que ela posta, mas depois vou fazer um post só sobre as postagens dela (com os prints do perfil dela). Por enquanto esse post já tem muita coisa pra ler.

“Admito que é inata em nós a estima pelo próprio corpo, admito que temos o dever de cuidar dele. Não nego que devamos dar-lhe atenção, mas nego que devamos ser seus escravos. Será escravo de muitos quem for escravo do próprio corpo, quem temer por ele em demasia, quem tudo fizer em função dele. Devemos proceder não como quem vive no interesse do corpo, mas simplesmente como quem não pode viver sem ele. Um excessivo interesse pelo corpo inquieta-nos com temores, carrega-nos de apreensões, expõe-nos aos insultos; o bem moral torna-se desprezível para aqueles que amam em excesso o corpo.” Sêneca (filósofo, Séc. I)

Reparar no que ninguém mais repara

Recebo emails de pessoas que fizeram cirurgia no nariz e não ficou como queriam. Como recebo emails e o comentários no blog de pessoas insatisfeitas e infelizes por causa do olho, da altura, etc.

Você não é só nariz (ou o que quer que te incomode) e provavelmente as pessoas do seu convívio nem reparam no que você repara. Eu tenho uma amigona minha que já conheço há quase 20 anos e e ano passado a gente conversando sobre plástica, mas de forma descompromissada e ela falou “eu quando puder quero fazer do meu nariz”. Então eu pensei “o que? nariz? mas o nariz dela não tem nada de errado”. Então fui nas fotos dela do Facebook ver e reparei então que ela olhava pro nariz dela de um jeito diferente do que as outras pessoas. E eu em quase 20 anos nunca reparei. Eu que fui sempre tão preocupada com a simetria, com a perfeição, com os defeitos, nunca reparei no nariz dela. E é assim que acontece com as pessoas ao nosso redor e com nós. Repararmos em coisas que não tem a proporção que pensamos ter e as pessoas ao nosso redor nem sequer um dia notaram.E porquê? Porque ela não é só nariz. Ela é um conjunto de características físicas onde uma delas é o nariz. E além das características físicas ela também tem outras características internas que fazem ser o que ela é.

Temos que tentar ser mais leves com a gente. Não nos cobrarmos tanto e dar importância para outras coisas da nossa vida, como fazer as coisas que gostamos, estar perto de quem gostamos de estar e assim por diante. Ficar pensando nesses detalhes (porque são detalhes) acabam fazendo a gente deixar a vida passar enquanto estamos na frente de um espelho.

Iraniana teria feito mais de 50 plásticas para se parecer com Angelina Jolie

A iraniana Sahar Tabar tinha o sonho de se parecer com Angelina Jolie. Para isso, realizou 50 procedimentos estéticos. A nova aparência e a magreza e Sahar chamaram a atenção nas redes sociais.

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Em uma mensagem no Stories do perfil, Sahar nega ter feito mais de uma plástica e acusa os tabloides europeus e árabes que usaram suas fotos de mentirosos. Além disso, rebate a crítica de pessoas que passaram a segui-la e comentaram sobre as plásticas.

Rayza Nicacio tem orelha torta?

Eu tava vendo tv e a Youtuber Rayza Nicacio estava dando dicas sobre cabelo e penteados. Foi quando eu reparei na orelha dela que é um pouco diferente, caidinha na parte de cima. Quem quiser pode dizer que a orelha dela é torta, já que tudo na aparência das pessoas tem que seguir um padrão imposto pela ditadura da beleza, não é?

Agora pergunte pra Rayza se ela se importa. Eu acho que ela não se importa, não ta nem aí pra hora do Brasil, senão ela tentaria esconder a orelha a qualquer custo e não é isso que pareceu na tv ou nos vídeos do Youtube do canal dela (procure pelo nome dela no youtube que você encontra), ou já teria feito uma plástica.

Não conheço a Rayza mas parece uma pessoa muito feliz e de bem com a vida e com a própria aparência e auto imagem. Então, que vocês usem a Rayza como fonte inspiradora pra vocês, como um mantra de vida e liguem o foda-se para os outros (clique no “foda-se” ali para ler o outro post).

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Foto que peguei da Rayza Nicacio em um vídeo dela pra ilustrar o post.

Postura Corporal – o feio e o belo na mesma pessoa

Tentei achar alguma coisa interessante na net sobre linguagem corporal e postura corporal para deixar esse post mais rico em informações mas não achei nada que eu pudesse usar com relação à dismorfia corporal. Então eu vou explicar com as minhas palavras mesmo.

Quando ficamos com vergonha da nossa aparência na presença de outras pessoas, ficamos 90% feios por causa da nossa postura e 10% por causa da nossa aparência. Uma postura reta e uma atitude confiante aumenta o sua beleza sem precisar de plástica.

Melhor do que falar é exemplificar com uma foto. Então veja só. Uma fotógrafa chamada Gracie Hagen, criou a série Ilussions of the Body (Ilusões do Corpo, na tradução livre) (clique ali no nome em inglês para ver todas as fotos). Coloquei uma folhinha do paraíso para preservar nossas modelos.

O fato é, essa primeira foto, a parte da direita, representa fielmente a postura corporal de uma pessoa dismórfica: curvada, tentando esconder o corpo e com cara de medo do que os outros estão pensando a seu respeito. Já a foto da esquerda mostra uma pessoa confiante sobre si. É a mesma pessoa, só que uma está mais bonita e a outra está mais feia por uma questão de postura, de saber o seu valor independente do que os outros pensem. A pessoa da direita já não acredita mais sem si, se perdeu em algum momento.

(gente, quem salvou meu blog pra trocar de hospedagem perdeu todas as fotos, estou tentando recuperar).

A mensagem que eu quero deixar é: esqueça esse negócio de plástica para arrumar o que você acha feio. Mais da metade do que você quer arrumar é só coisa da sua cabeça, nem existe de verdade, só você vê. E a outra metade é postura corporal. Fique reta(o), tenha postura, mostre que você tem personalidade. Muita gente destaca sua beleza pelo seu charme, pela sua elegância, não pela sua aparência. Já falei em outros posts, a beleza é uma questão de gosto, o que agrada um não agrada o outro, e também é um conjunto de características, as físicas com as de personalidade. Acredite mais em você e veja a beleza florecer. 🙂

Perfeito pra quem?

Ontem quando eu fui dormir, comecei a pensar em tantas coisas que antigamente eu queria mudar em mim. Tantas coisas pequenas e até tolas, mas que para mim tinham um grande significado.

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Peguei essa foto da Jennifer Aniston para exemplificar (a foto do pé não é dela). Dois “defeitos” que eu lembrei e que eu queria muito corrigir eram: Uma dobrinha perto da axila quando eu ficava com o braço abaixado, na verdade não era nem uma dobrinha, era tipo uma curvinha, como se fosse uma gordurinha. E o outro “defeito” era o dedo do pé maior que o dedão. Eu cogitava a idéia de fazer uma lipo nessa gordurinha da axila se eu tivesse dinheiro pra isso, o que eu não tinha. E também uma cirurgia para diminuir o dedo maior do pé. Eu ficava pensando como o médico iria fazer essa cirurgia, iria serrar o osso? Existe esse tipo de cirurgia? Eu seria a primeira brasileira a querer fazer esse tipo de cirurgia? Eu ficava me questionando várias coisas.

Fiquei pensando como nós, pessoas com dismorfia corporal, queremos ter a aparência perfeita. Foi então que eu me peguei me perguntando “Mas perfeito pra quem?”. O que é perfeito pra você, não é perfeito para o outro, e vice versa. Daí você me diz “Ah Solange, mas se eu me sentir feliz com a minha aparência não importa o que os outros pensem”. Mentira. Deixe de mentir para si mesmo. É uma ilusão pensar que vai funcionar assim, sabe por quê? Porque quando você sai na rua, o que você pensa é “As pessoas estão me achando feia(o)”, “Aquela pessoa está falando mal da minha aparência com seu amigo”, etc. Isso prova que você se preocupa com o que os outros acham de você.

Mas não dá para ter uma aparência que todos achem você perfeita(o). Porque umas pessoas vão achar que você fica melhor de cabelo loiro, outras de cabelo castanho, outras ruivo, outras grisalho, outras careca. Outras pessoas vão achar que você fica melhor mais alto do que você é, já outras vão achar que você fica melhor mais baixo, outras vão achar que tem que ser na altura que você tem. Outras vão achar que você fica melhor com pele negra, com pele branca ou com pele bronzeada. Outras vão achar que você fica melhor com cabelo liso, outra de cabelo cacheado, outras de cabelo curto, outras de cabelo longo. Outras vão achar que você fica melhor com sardas, outras vão achar que você fica melhor com a pele sem pintas. E eu vou ficar aqui até amanhã listando características. Acontece que você não pode ter TODAS as características ao mesmo tempo. Ou você é de um jeito, ou é de outro. Por isso, por mais “perfeito” que você ache que está tentando ficar, para as pessoas pode estar nem um pouco perto do “perfeito” delas. Cada um tem um tipo de “perfeito”. Além do que, o seu “perfeito” é o “feio” de outra pessoa. E o “feio” de outra pessoa pode ser o seu “perfeito”. Pessoas possuem GOSTOS diferentes, não há um padrão, por mais que a mídia imponha isso.

Se eu tivesse dinheiro para fazer todas as plásticas que eu tive vontade de fazer, em busca do meu “perfeito”, hoje eu estaria uma sósia da Jocelyn Wildenstein (nunca conseguirei escrever o sobrenome dela sem copiar do Google). Já falei dela aqui no blog, se você não leu é só clicar aqui em A merda que Jocelyn Wildenstein fez. Eu teria diminuído meu olho que achava muito grande, faria outra cirurgia pra colocá-lo mais pra dentro já que ele é meio saltado e esbugalhado. Teria feito algum tratamento na pele para tirar todas as minhas sardas (apesar de ter usado pomada a base de ácido e não ter adiantado), operaria meu nariz, tiraria minha papada imaginária do meu rosto, teria feito preenchimento embaixo do meu olho porque acho muito fundo e faria algum outro tratamento para tirar as olheiras (talvez a carboxiterapia funcionasse). No final das contas, eu ficaria muito mais horrível aos olhos dos outros do que eu realmente achava que eu era feia e teria um post no meu blog chamado “A merda que a Solange fez”. Além de que consertar a merda ia ser bem mais difícil do que não ter feito ela.

O que eu to querendo dizer com tudo isso? Não é possível chegar em um Perfeito comum a todos, e o caminho que buscamos pra consertar nossos defeitos em nossa aparência não é a melhor forma de buscar solução. Se as pessoas te falam que não enxergam em você os defeitos que você fala, é preciso que você comece a entender que elas realmente não vêem e pare de teimar que elas não estão sendo sinceras e verdadeiras com você. Gente dismórfia é teimosa e isso só piora o caminho para superar tudo isso. A forma certa de se resolver tudo o que você sente e vê é com terapia (eu gosto e indico a terapia cognitivo comportamental que eu acho uma terapia gostosa de se fazer e da resultados em curto tempo) e se for necessário, tomar remédio (um psiquiatra que vai recomendar) até que a terapia consiga mudar alguns hábitos que você tem. O remédio também vai ajudar a diminuir sua tristeza e contribuir para o seu tratamento na terapia. Só o remédio não adianta. Eu já tomei remédio também, não precisa tomar pra vida toda e você não vai ficar dependente do remédio. Ele só vem para contribuir, não para piorar a situação.

Se dê novas oportunidades para ser feliz e se sentir satisfeita(o) com a sua aparência. Ainda há tempo para isso 🙂