“Que triste, tenho Transtorno Dismórfico Corporal”

Muitas pessoas quando se identificam com a forma que uma pessoa com dismorfia vive acabam ficando tristes por descobrirem que tem o trastorno (Lembrando que somente um psiquiatra ou psicólogo podem dar o diagnóstico concreto).

Não fique triste se você descobriu que é isso que você tem (seja por dedução ou por diagnóstico). Há quantos anos você vem sofrendo por causa da sua aparência? As pessoas que você desabafava diziam que era bobagem. Achavam que você queria elogio ou chamar a atenção. Você não entendia o que acontecia com você que não se reconhecia mais, que se achava como um monstro fisicamente. Achava que as pessoas te excluíam por ser feia(o), que falavam entre elas o quanto sua aparência é horrível, que você ia ser o assunto do jantar na casa delas.

Não é ruim ser diagnosticado com Transtorno Dismórfico Corporal. Não estou dizendo que é bom ter esse transtorno psicológico. Claro que é ruim ter. Mas é bom saber que tem. Porque passamos anos, muitos anos, sofrendo disso sem saber que tinha nome. Sem saber o que era. E agora, depois de tanto tempo, é possível ter um norte, ter uma luz, saber para onde caminhar. Saber o que se tem da a possibilidade de se entender melhor, entender como tudo acontece e porque tudo isso aconteceu. Saber o que se tem faz você focar no que dá resultado e ter mais consciência do que precisa ser realmente tratado, que é a mente e não a mudança física com a cirurgia e procedimentos estéticos. Não sou contra cirurgias e procedimentos estéticos, mas isto tem que ser decidido com clareza do que se está fazendo e quando estamos com o transtorno dismórfico corporal não temos a real visão do que somos fisicamente. Como vamos modificar algo que não estamos vendo como realmente é? A chance de fazer cagada é grande.

Se sinta aliviado e grato de agora ter chegado em um momento da sua vida que é um novo ponto de partida. Que é um recomeço. É o momento de tratar isto e ter uma vida que você nem lembra mais como era. De poder sair para fora de casa sem carregar o peso de as pessoas olharem para você. De você gostar de ser quem você é. De viver plenamente e não viver mais pela metade. Mas busque por essa mudança. Não adianta dizer “eu sofro disso há 15 anos” mas continuar sem fazer terapia, esperando que do dia para a noite a mudança aconteça somente pelo fato de agora você saber o que tem. Saber o que se tem não faz o problema ir embora. Mas deixa a solução mais fácil de se alcançar. Seja a mudança que você quer ver. A mudança que você quer está na decisão que você toma.

Qual o tratamento correto para o transtorno dismórfico corporal?

Quando eu ainda tinha dismorfia eu li tudo o que eu achei na internet. E na época (2009) não tinha muita coisa. Tinha bastante reportagem (texto) em sites dizendo o que era o transtorno, mas tudo muito repetitivo sem nada aprofundado e os outros sites eram cópia do que já tinha sido falado por aí. E sobre o tratamento eu sempre lia que não havia cura, somente o controle. E isso me desanimava muito, pensar que eu iria passar o resto da minha vida com dismorfia, mesmo que melhor do que eu estava mas não ia me livrar disso nunca. Como por exemplo acontece com o Alcoólatras Anônimos que nunca mais a pessoa pode beber nada, senão ela volta a ser alcoólatra. Alcoolismo não tem cura, mas tem controle. Diabetes não tem cura, mas ter controle. A pessoa pode ter uma vida boa, mas terá que conviver com essas coisas o resto da vida.

Porém, depois do tratamento, comecei a ver que eu estava totalmente livre desse problema. Não era um controle, era uma cura. Eu não me privo de nada para me sentir bem. Eu não me privo de olhar no espelho, nem de sair. Eu não preciso estar maquiada para me sentir bem. Também não tomo mais nenhuma medicação.

Mas afinal, qual o tratamento correto para a dismorfia corporal? O tratamento correto é aquele que funciona. Não existe apenas um caminho certo para sair disso. Cada pessoa encontra seu próprio caminho.

O meu caminho foi:
– terapia com psicólogo (eu não lembro com certeza a linha mas acredito que foi a terapia cognitivo comportamental ou algo parecido a isto)
– psiquiatra (porque eu estava com depressão mas o remédio também ajudou a diminuir o meu sofrimento em relação ao que eu via)
– leitura (li muitos livros sobre todos os assuntos relacionados a dismorfia corporal. Li sobre auto estima, auto imagem, ditadura da beleza, etc. Você pode ver os livros que eu li e outros livros clicando aqui).
– colocando em prática o que eu aprendia de novo tanto na terapia quanto nos livros. Saber só a teoria não vai adiantar. Você pode ler muito sobre como andar de moto, ver muitos vídeos de como se anda de moto. Mesmo que faça isso por anos, quando você pegar uma moto, mesmo que você consiga algum sucesso, muitos erros ainda vão ser cometidos. Mesma raciocínio para a dança. Você pode ler, ver vídeos etc de como dançar (tango, dança gaúcha, ou o que for). Por mais que na teoria você saiba tudo e em uma prova oral você tire 10, na aula prática capaz de você não conseguir executar nada. Quanta coisa você viu o alguém explicando e pensou “moleza” e depois na prática não conseguiu fazer nada? Só a prática dá esse conhecimento. Só a prática dá essa segurança. E o que queremos? Sermos seguros do que somos de verdade. É importante a prática para mudar pensamentos e atitudes erradas. Quem está obeso precisa fazer uma reeducação alimentar porque está comendo errado. É a mesma coisa nós. Precisamos de uma reeducação mental. Precisamos corrigir a nossa distorção de imagem para a nossa auto imagem correta. O nosso problema não é nossa aparência, o problema são nossos pensamentos. Pensamentos que alimentam a alma.

No depoimento do Robert, feito em 2012 contanto como foi a vida dele e como foi o tratamento dele. Desde aquela época ele também não tem mais o transtorno.

Outro membro do grupo do whatsapp contou que também não tem mais o transtorno dismórfico corporal. O tratamento dele foi totalmente através da fé. Ele voltou a frequentar a igreja, entregou sua vida à Deus e depois de um tempo estava curado.

Eu não busquei a fé no meu tratamento, até porque eu estava muito desacreditada de Deus naquela época mas estava muito crente do que eu era capaz de conseguir. Isso não quer dizer que o tratamento do outro rapaz estava errado. O importante é que dê certo.

Vou terminar o post colando aqui um texto que encontrei em outros dois site a dismorfia e tratamento. Segue:

Dismorfia corporal tem cura? Qual o tratamento? Sim, dismorfia corporal tem cura e o tratamento é psiquiátrico, com psicoterapia e medicamentos antidepressivos. Mesmo que a pessoa não fique curada, o tratamento da dismorfia corporal é importante para ajudar a pessoa a se aceitar melhor e ter uma vida normal.

Não existe um remédio específico para tratar a dismorfia corporal. Porém, é possível amenizar os sintomas que normalmente estão associados a esse transtorno mental, como depressão e ansiedade, com os antidepressivos.

A psicoterapia é uma parte essencial do tratamento, para que a pessoa possa compreender a verdadeira origem dos seus sentimentos de insatisfação. Contudo, é importante frisar que trabalho com a psicoterapia é longo.

Além disso, existe uma negação por parte do paciente em aceitar o fato de que tem dismorfia corporal. Por isso é comum uma pessoa com dismorfia corporal só procurar ajuda depois de 10 ou 15 anos sofrendo com o problema, que geralmente surge na adolescência. Seu tratamento é bastante difícil, pois grande parte dos pacientes acredita que é apenas “muito vaidosa” e não aceita o diagnóstico.

Também é importante saber distinguir uma simples insatisfação com o corpo de um transtorno psiquiátrico. Caso haja muito sofrimento psíquico ou prejuízo na vida diária, deixa de ser uma simples insatisfação e passa a ser dismorfia corporal, que precisa ser tratada.

Uma forma de identificar o transtorno dismórfico corporal é perguntando-se o quanto sua aparência te incomoda, quanto tempo pensa nisso por dia e se você deixa de fazer coisas por causa disso. As respostas podem indicar uma tendência ou mesmo a presença da condição.

A prevalência de sintomas do transtorno em pessoas que buscam cirurgias plásticas no Brasil pode chegar a 57%.

A melhor forma de prevenir o distúrbio é a aceitação e o respeito ao corpo e o fim da pressão para se encaixar em padrões sociais de aparência. É preciso ressaltar a beleza natural das pessoas e da diversidade, e entender que imagens de corpos perfeitos são irreais.

Fontes:
Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica de Santa Catarina
Médico Responde

Atendimento Psicológico e Psiquiátrico Gratuito ou de Baixo Custo em Todo o Brasil

Atendimento Psicológico e Psiquiátrico Gratuito ou de Baixo Custo em Todo o Brasil

http://www.cvv.org.br – caso precise conversar um bom canal
O CVV – Centro de Valorização da Vida realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.
Telefone: 144 ou 188 (Eles estão migrando os estados para o número novo. Tente 144, se não der é 188. Ligação sem custo).

AMAZONAS

Setor de psicologia da UNINORTE – Manaus

BAHIA

NAPSI – Núcleo de Atendimento Psicológico
Rua Senador Theotônio Vilela, 225 – Edifício Cidadela Center III, sala 408, Salvador.
Próximo à Av. ACM.
Tel.: (71) 3491-5940 / www.napsi.org.br
Atendimento psicológico, psicopedagogia, orientação profissional.
Público alvo: pessoas de classes menos favorecidas economicamente.

CEFAC – Centro de Estudos de Família e Casal
Rua Lucaia, 281 – Rio Vermelho, Salvador. CEP: 41940-660
Tel.: (71) 3334-3150 / www.cefacbahia.org.br
Psicoterapia individual, conjugal e familiar.

CECOM – Centro Comunitário Batista Cleriston Andrade
Avenida Anita Garibaldi – Praça Lord Cochrane – Garcia, Salvador. CEP: 40210-255
Tel.: (71) 3194-7772 / www.facebook.com/CECOM.Ba
Atendimento individual e em grupo.

CÍRCULO DE PSICANÁLISE
Rua Adhemar de Barros, 1156 sala 101 – Ondina, Salvador. CEP: 40170-110
das 9:00 às 21:00 – horário local
Tel.: (71) 3245-6015 / www.circulopsibahia.org.br

CCVP – Complexo Comunitário Vida Plena
Rua Dr. Arthur Gonzales, 186 – Pau da Lima, Salvador. CEP: 41235-005
Telefone: (71) 3213-7836 / E-mail: complexocvidaplena@yahoo.com.br
Mais informações:https://www.bahiana.edu.br/especiais/responsabilidade-social/16264/complexo-comunitario-vida-plena/

COFAM – Centro de Orientação Familiar
Av. Joana Angélica n° 79, Pavilhão Julia Carvalho, Internato Nossa Sra. de Misericórdia – Nazaré, Salvador.
Tel: (21) 2269-0896

Lar Harmonia
Rua Dep. Paulo Jacson n° 560 – Piatã.
Tel.: (71) 3286-7796, ramal 119 / www.larharmonia.org.br
Psicoterapia individual, em grupo, familiar e orientação profissional. Não cobra taxa.

Centro de Valorização da Vida (24 horas)
R. Luis Gama n° 47 – Nazaré
Tel.: (71) 3322-4111 e (71) 3244-6936 (atendimento por telefone 24 horas e pessoalmente das 7h às 18h).

Faculdade Social (FSBA)
Serviço Escola de Psicologia Stella de Faro – de segunda a sexta-feira, das 08h às 18h, e aos sábados das 8h às 12h.
Rua Senta Púa, nº 191 – Ondina – Atrás do Colégio ISBA, ao Lado do Prédio de Fisioterapia da Faculdade Social da Bahia. Tel.: (71) 4009-2937.
www.faculdadesocial.edu.br
Acolhimento e avaliação psicológica, psicoterapia individual e em grupos e orientação e planejamento profissional. Serviços voltados para a comunidade economicamente desfavorecida de Salvador e da RMS. Renda e indicadores de risco e vulnerabilidade social são alguns dos critérios observados para iniciar o tratamento. As inscrições são realizadas através de telefone ou presencialmente. Há lista de espera.

Bahiana
Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública.
Av. Dom João VI n° 275 – Brotas.
Tel.: (71) 3276-8200 ou 3276-8259 / www.bahiana.edu.br

UNIFACS – NEPPSI
Rua Ponciano de Oliveira n° 126, 1º andar – CEP: 40225-300
Tel.: (71) 3330-4677 / 4678
Psicoterapia individual, grupal e familiar. Cadastro por telefone.

FTC
Av. Luis Viana Filho, n° 8812, Paralela.
Tel.: (71) 3281-8073
Atendimento psicológico para adultos e crianças (a partir de 4 anos). de segunda a sexta-feira, das 8h às 21h, e aos sábados, das 08h às 12h. Psicoterapia individual, grupal e familiar. Os interessados devem entrar em contato por telefone ou presencialmente. O atendimento é sujeito à lista de espera.

Faculdade da Cidade de Salvador
Clínica escola de psicologia da Faculdade da Cidade do Salvador
Endereço: Avenida Estados Unidos, s/n – Edifício Bradesco, 3º andar.
Tel.: (71) 3254-6916 e/ou 3254-6943
De segunda a sexta-feira, das 08h às 17h. O local oferece atendimento psicoterápico individual e em grupo para crianças, adolescentes e adultos. Os interessados podem marcar os atendimentos presencialmente ou através do telefone.

Ruy Barbosa
Rua Theodomiro Batista, n° 422 – Rio Vermelho.
Tel: (71) 3205-1745
O atendimento gratuito de psicologia funciona há 14 anos e faz parte do Núcleo Integrado de Saúde (NIS) da DeVry Ruy Barbosa. Os atendimentos são realizados de segunda a sexta-feira, das 8h às 19h, e aos sábados, das 08h às 12h. O serviço é destinado à comunidade de baixa renda e a inscrição pode ser feita presencialmente no campus do Rio Vermelho ou através do telefone. Psicoterapia individual, grupal, familiar e orientação profissional.

UNIJORGE
Av. Luis Viana Filho, n° 6775, Paralela.
Tel.: (71) 3206-8015
O Instituto de Saúde da Unijorge oferece atendimentos psicológicos gratuitos para crianças, adolescentes e adultos. O serviço é realizado de segunda a sexta-feira, das 07h30 às 22h, e aos sábados, das 08h às 12h. Cadastro para triagem por telefone. Há lista de espera.

UNIFACS
PA1 – Unifacs: Avenida Cardeal da Silva, 132, Federação.
Tel.: (71) 3271-8119
O Núcleo de Estudos e Práticas Psicológicas da UNIFACS oferece atendimentos de psicoterapia, psicodiagnóstico, orientação profissional, recrutamento e seleção, formação e orientação de grupos terapêuticos para a população.
O serviço é realizado no PA1 da instituição de ensino, localizado na Federação. O atendimento é feito sempre mediante agendamento prévio pelo telefone e fica sujeito à disponibilidade de vagas.

Faculdade Castro Alves
Rua Marechal Andréa, 342, térreo, Pituba.
Tel.: (71) 3344-2585
Serviços: Psicoterapia individual para crianças, adolescentes e adultos.

UNIME – Lauro de Freitas
Endereço: Avenida Luís Tarquínio Pontes, 600, Centro – Lauro de Freitas (BA)
Tel.: (71) 3378-8310
A instituição de ensino oferece atendimento psicoterápico para crianças, adolescentes e adultos. O serviço é realizado de segunda a quinta-feira, das 08h às 12h e das 14h às 18h.
Os atendimentos podem ser agendados tanto pelo telefone quanto presencialmente.

CEARÁ

Estácio Via Corpvs. UNIFOR, UFC e UECE disponibilizam estes serviços

DISTRITO FEDERAL

CAEP na Universidade de Brasília atende gratuitamente a população.
Telefone: 3107-9102

UNIP na 913 Sul.

ESPÍRITO SANTO

Policlínica UVV-ES
Todos os serviços oferecidos pela UVV-ES estão concentrados na Policlínica de Referência da universidade, localizada na Rua Mercúrio, s/n, Boa Vista, Vila Velha.

Clínica de Psicologia
Oferece psicoterapia individual, infantil e adulto, psicoterapia em grupo adulto, grupo psicoeducativo para pais, avaliação infantil e adulto neuropsicológica/cognitiva, avaliação neuropediátrica, psicodiagnóstico e orientação profissional. Valor: R$ 15 cada sessão ou R$ 40 por um pacote de quatro sessões. Telefone para marcar consulta: 3421-2161.

FAESA
Clínica de Psicologia – Localizada no campus da Avenida Vitória, em Monte Belo, a Clínica de Psicologia oferece plantão psicológico, psicodiagnóstico, psicoterapia, intervenção psicopedagógica, intervenção psicossocial e orientação profissional. As consultas devem ser agendadas pessoalmente, entre 07h e 20h, ou pelo telefone 2122-4168.

Multivix
Psicologia – O Núcleo de Práticas em Psicologia (NPP) é uma clínica de serviços e ensino que oferece orientação profissional para alunos de ensino médio, plantão psicológico, psicodiagnóstico e atendimento psicoterápico individual e em grupo. Para agendar atendimento basta entrar em contato com o NPP, de segunda à sexta-feira, das 08 às 18h, pelo telefone 3335-5669.

GOIÁS

Goiânia

Na Universo (rua 87)
Na UNIP
Na Estácio (rua 44)

MINAS GERAIS

Belo Horizonte

Centro de Referência em Saúde Mental: A rede municipal tem Centros de Referência em Saúde Mental – CERSAMs -, em diferentes regiões, que cobrem toda a cidade. O funcionamento é das 7 às 19 horas, todos os dias da semana, inclusive feriados, e os usuários podem lá permanecer pelo tempo necessário.

Nos CERSAMs, o tratamento busca a estabilização do quadro clínico, a reconstrução da vida pessoal, o suporte necessário aos familiares, o convívio e a reinserção social. Oferece os atendimentos próprios a cada caso, com a presença constante de equipe multiprofissional, oficinas e atividades de cultura e lazer.

CERSAM Oeste – Rua Oscar Trompowski, 1325 – Nova Granada
Tel.: 3277-9601 / 3277-6488
CERSAM Pampulha – Rua Mel, 77 – Santa Branca
Tel.: 3277-7918 / 3277-7934
CERSAM Noroeste – Rua Camarugi, 10 – Padre Eustáquio
Tel: 3277-7220 / 3277-7229 / 3277-7216
CERSAMI – CERSAM INFANTIL – Rua Camarugi, 10 – Padre Eustáquio
Tel.: 3277-9279 / 3277-7227
CERSAM Venda Nova – Rua Boa Vista, 228 – São João Batista
Tel.: 3277-5432 / 3277-5434
CERSAM Nordeste – Rua Treze de Maio. s/n – Nova Floresta.
Tel.: 3277-9057 / 3277-6065
CERSAM AD Nordeste – Rua Joaquim Gouveia. 600 – São Paulo
Tel.: 3276-7538 / 3277-7539
CERSAM Leste – Rua Perite, 150 – Santa Tereza
Tel.: 3277-5756 / 3277-5743
CERSAM Barreiro – Rua Desembargador Ribeiro da Luz, 29 – Barreiro
Tel.: 3277-1530 / 3277-5908

CERSAM AD Pampulha (CERSAM ÁLCOOL E DROGAS) – Rua Ligúria, 70 – Bandeirantes, telefones 3277-1574 / 3277-1575
CERSAM AD Barreiro (CERSAM ÁLCOOL E DROGAS) – Avenida Barão de Monte Alto, 211 – Cardoso, telefones 3277-3630 / 3277-3632 / 3277-3631

PUC (Bairro São Gabriel)

PARANÁ

CPA-CLÍNICA DE PSICOLOGIA AVANÇADA
Proposta: Atender a comunidade, oferecendo acompanhamento e tratamento psicológico.
Tel: (41) 3310-2614

PERNAMBUCO

Existem alguns centros que fazem atendimentos sociais aqui em Pernambuco. Grande parte das faculdades que tem a formação em psicologia: Fafire, Esuda, Uninassau, FG, FPS, Facho, Estácio, Universidade Católica, Favip em Caruaru, Univasf em Petrolina e Faintvista em Vitória de Santo Antão. Vale salientar que essas são clínicas escolas, e vão cobrar um valor simbólico. Caso queira clinica escola pela rede pública, tem a UFPE no Recife e tem a UPE de Garanhuns. A maioria dos postos de saúde na região metropolitana também oferecem alguma forma de atendimento psicológico, na sua grande maioria em grupo. Você também pode procurar pelos Centros de atenção psicossocial (CAPS) que vão variar de acordo com a região que você mora. Caso queira algo particular alguns atendimentos são com preços variáveis. As vezes o psicólogo trabalha com o valor que aquela pessoa em particular pode desembolsar naquele momento.

Clinicas Escolas de Pernambuco: http://www.crppe.org.br/profissional/?id=2

RIO DE JANEIRO

Capital

Universidade Estácio de Sá – Serviço de Psicologia Aplicada (SPA)
Voltado para crianças, adolescentes e adultos, o atendimento é gratuito para casos encaminhados por órgãos conveniados e conselhos municipais, ou com a cobrança de uma taxa simbólica. Possui dez pontos de atendimento ao público no Rio de Janeiro, feito por alunos de Estácio com supervisão de profissionais especializados. Os atendimentos são feitos após agendamento. Inicialmente, é feita uma avaliação prévia de cada caso. Alguns trabalhos são feitos em grupo, mas a maioria é de consultas individuais.
Unidades Estácio que oferecem o serviço:
– Barra da Tijuca: Akxe (Avenida Prefeito Dulcídio Cardoso, 2.900. Tel.: 2432-3800)
– Taquara, Jacarepaguá: R9 (Rua André Rocha, 838. Tel.: 3312-6100)
– Rio Comprido: Rebouças (Rua do Bispo, 83. Tel.: 2503-7000)
– Norte Shopping (Avenida Dom Hélder Câmara, 5.080, Pilares. Tel.: 2583-7100)
– Ilha do Governador (Estrada do Galeão, 1.900. Tel.: 2468-1550)
– Santa Cruz (Rua Felipe Cardoso, 1.660, Centro. Tel.: 2418-2587)

PUC
Serviço de Psicologia Aplicada (SPA)
Clínica de atendimento psicológico – Rua Marquês de São Vicente, 225 – Gávea. Tel.: 3527-1573 / 3527-1574
psispa@puc-rio.br

UNISUAM
Universidade Aberta à Terceira Idade (Unati)
Ambulatório com equipe de psicólogos. A triagem para atendimento ocorre na última segunda-feira de cada mês. Antes, no entanto, é necessário entrar em contato através dos números 2334-0053 / 2334-0131 / 2334-0168 / 2334-0604 para confirmar se haverá acolhimento.

Universidade Santa Úrsula
Serviço de Psicologia Aplicada (SPA)
Rua Fernando Ferrari, 75, Prédio I, sala 412, Botafogo. Tel.: 2554-2500
Especialidade: Atendimento psicológico e psicoterápico a pessoas carentes através de psicoterapia.

Clínica Mente e Corpo
Rua Sorocaba, 158 – Botafogo. Tel.: 2286-4738 e 3239-1414
Para o primeiro atendimento basta ligar e agendar entrevista, de segunda a sexta, das 8h às 20h.

Instituto de Psicologia Fenomenológica Existencial do RJ
Rua Barão de Pirassununga, 62 – Tijuca. Tel.: 2268-9907 ou 2208-6473
Todos os terapeutas são profissionais de Psicologia, não havendo a possibilidade de atendimento com estagiários.

UFRJ – Divisão de Psicologia Aplicada
Av. Venceslau Brás, 250 – fundos, Botafogo. Tel.: 2295-8113 / 3873-5326 / 3873-5327
O interessado deverá comparecer no endereço acima, das 8h às 20h, onde passará pela entrevista inicial. O atendimento, que poderá ser individual ou em grupo, é realizado por estudantes de Psicologia da UFRJ, dos últimos períodos.
Obs.: De acordo com um leitor, o primeiro atendimento está sendo feito até as 17h.

UERJ – Serviço de Psicologia Aplicada (SPA)
Rua São Francisco Xavier, 524 – 10° andar – Maracanã. Tel.: 2334-0033 e 2334-0688
Inscrição nos meses de março e agosto. Comparecer à secretaria das 8h30 às 20h30. Fazer a inscrição e aguardar contato. O atendimento é realizado somente por estagiários e o valor a ser cobrado é de acordo com a renda familiar. Até 01 salário mínimo, o serviço não é cobrado. Há atendimento individual e em grupo.

Instituto Psiquiátrico Philipe Pinel
Av. Venceslau Brás, 65 – Botafogo. Tel.: 2542-3049
O interessado deverá comparecer à triagem no setor de emergência e, após consulta com psiquiatra, será encaminhado à psicologia. O atendimento é gratuito e realizado somente por profissionais.

Instituto de Psiquiatria – IPUB UFRJ
Av. Venceslau Brás, 71 – fundos – Botafogo. Tel.: 3873-5536
Comparecer ao setor de triagem, no ambulatório, de segunda a sexta-feira, entre 5h30h e 6h, e pegar a senha para o primeiro atendimento, que será realizado por um médico psiquiatra e um psicólogo. O serviço é gratuito.

Centro Psiquiátrico Rio de Janeiro
Praça Coronel Assunção, s/n – Praça Mauá. Tel.: 2216-6534
Apenas para quem mora nos bairros pertencentes a AP1 (Centro, Fátima, Santo Cristo, Caju, Mangueira, São Cristóvão e proximidades).
Comparecer no endereço acima, levando comprovante de residência. O usuário passará por uma consulta com o psiquiatra, que fornecerá o encaminhamento à Psicologia. O atendimento é gratuito. Também há emergência 24h em Psiquiatria, mesmo para aqueles que não residem nos bairros pertencentes a AP1.

Universidade Veiga de Almeida
Serviço de Psicologia Aplicada (SPA)
Rua Ibituruna, 108, Vila Universitária – Casa 04 – Tijuca. Tel.: 2574 – 8898
Av. Ayrton Senna, 2001 – Bloco 3/Sala 43 – Barra da Tijuca. Tel.: 3326-1350
Para atendimento tanto no campus Tijuca quanto no campus Barra, o interessado deverá se dirigir ao endereço acima, preencher a ficha e aguardar a fila de espera (em torno de 02 meses). O atendimento é realizado por estudantes de Psicologia da Veiga de Almeida, cursando os últimos períodos.

Ambulatório São Luiz Gonzaga
Rua São Clemente, 216 – Tel.: 2527-3766 / 2535-6000 e 2535-2164
Atendimento das 8h às 11h e das 13h às 16h

Hospital Pedro de Alcântara
Atendimento psiquiátrico
Rua Santa Alexandrinha, 667 – Rio Comprido. Próx. ao hospital dos Bombeiros e da entrada do túnel Rebouças sentido Lagoa. Agendamento pelo tel.: 3293-2400
De acordo com um dos nossos leitores, o valor de consulta é R$ 60,00. Pagamento somente em dinheiro.

O curso de formação de Gestalt terapia – IGT – oferece psicoterapia em valor acessível aqui no RJ.
Também realizam tendimentos de família e grupos.
Rua Haddock Lobo 369 Sala 709 – Tijuca – Rio de Janeiro – RJ
(21) 2567-1038 / 2569-2650

Campos dos Goytacazes

Universidade Estácio de Sá
Avenida 28 de Março, 423, Centro – Tel.: (22) 2737-7000)

Niterói

Universo – Núcleo de Psicologia Aplicada
Interessados em tratamento gratuito para dificuldade de aprendizagem, problemas emocionais, pânico, fobia, depressão, entre outros podem fazer inscrição no setor de Psicologia no campus de Niterói, localizado na Rua Marechal Deodoro 217, 7º andar, Centro. O NPA funciona de segunda a sexta feira, das 13h às 17h, e sábado das 8h às 17h. Informações pelo tel.: 2138-4931.

Universidade Estácio de Sá – Serviço de Psicologia Aplicada (SPA)
Rua Eduardo Luiz Gomes, 134. Tel.: 2729-8200

Nova Friburgo

Universidade Estácio de Sá – Serviço de Psicologia Aplicada (SPA)
Jardim Sans Souci s/nº, Braunes. Tel.: (22) 2525-1500

Resende

Universidade Estácio de Sá – Serviço de Psicologia Aplicada (SPA)
Rua Zenaide Vilela s/nº, Jardim Brasília – Tel.: (24) 3383-4600

RIO GRANDE DO SUL

Porto Alegre

Centro de Estudos Luis Guedes (vinculado ao Hospital de Clinicas – Psiquiatria)
Tel.: (51) 3388-8165

SAPP (vinculado ao curso de Psicologia da PUCRS)
Tel.: (51) 3320-3561

Instituto de Psicologia da UFRGS
Tel.: (51) 3308-2025

Rio Grande e São José do Norte

Faculdade Anhanguera (Rio Grande)
Av. Rheingantz, 91 – Parque Res. Coelho – Tel.: (53) 3036-9400

Consultório de Psicologia Valdirene Steglich (Rio Grande e São José do Norte)
Tel.: (53) 98126-2416
A psicóloga Valdirene Terezinha Steglich costuma abrir alguns horários em troca de 1 kg de alimento não perecível, que são doados para a instituição de menores Casa Lar, em São José do Norte.

Atendimento na região centro do Rio Grande do Sul, em Santa Maria, psicóloga atende casos especiais a baixo custo para adolescentes.
Contato pela página do Facebook: https://www.facebook.com/psicologaleonor

SANTA CATARINA

Ambulatório Médico de Ensino Integrado
Rua Luiz Fagundes, 1.112, Picadas do Sul, São José.
Quem pode: qualquer pessoa da Grande Florianópolis
Atendimento: Clínica Geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria, gastro
Agendamento: de forma presencial. A agenda abre na última semana do mês. Orientações pelo tel.: (48) 3259-0981

Faculdade Estácio de Sá
Clínica de Psicologia da Estácio (2º andar do Bloco I), Avenida Leoberto Leal, 431, Barreiros, São José.
Quem pode: toda a comunidade, independente da idade ou bairro.
Agendamento: de segunda a sexta, das 12h às 21h, pelo telefone (48) 3381-8050 ou pessoalmente

Policlínica de Referência da Unisul
Rua João Pereira dos Santos, 303, Ponte de Imaruim, Palhoça.
Quem pode: qualquer pessoa da Grande Florianópolis
Atendimento: Clínica geral, pediatria, ginecologia e obstetrícia, cardiologia, pneumologia, psiquiatria, gastro, mastologia, alergista, cardiologia, cirurgia geral e de tórax, dermatologia, endocrinologia, geriatria, hematologia, infectologia, nefrologia, neurologia, reumatologia e urologia

Serviço de Atenção Psicológica, clínica-escola do curso de Psicologia da Universidade Federal de Santa Catarina.
Acolhimento: Atendimento Psicológico de Urgência (2ª a 6ª feira, das 8h às 16h. O atendimento é organizado por ordem de chegada e condicionado à disponibilidade de plantonistas no Serviço)
Mais informações: http://sapsi.paginas.ufsc.br

Unisul
Av. Pedra Branca, 25, Cidade Universitária Pedra Branca, Palhoça.
Quem pode: qualquer pessoa da Grande Florianópolis
Atendimento: psicológico. Agendamento: de forma presencial ou pelo telefone (48) 3279-1083, das 12h às 21h
Meu nome é Carla Schubert Sengl. Sou psicóloga e trabalho no Serviço de Atenção psicológica, a clínica-escola do curso de psicologia da Universidade federal de Santa Catarina.
Peço a gentileza de incluir este espaço de atendimento psicológico gratuito na lista que está em seu site.
Segue o link para maiores informações:
http://sapsi.paginas.ufsc.br/
Obrigada!

SÃO PAULO

Capital

USP (Universidade de São Paulo) – Atendimento Psiquiátrico
Veja todos os programas disponíveis no site.
Para agendar consultas no Atendimento Psiquiátrico entre em contato com o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Os atendimentos são realizados no Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas – IPq-HC
Tel.: (11) 3067-6982

Associação Brasileira de Psicodrama e Sociodrama
Rua Eça de Queiroz, 220 – Paraíso. Tel.: (11) 5571-2602 / 5575-5994

CAISM Centro de Atenção Integrada a Saúde Mental
Rua Major Magliano, 241 – Vila Mariana. Tel.: (11) 5087-7031

Centro Universitário Capital
Rua Cel. Joviano Brandao, 418 – Mooca. Tel.: (11) 2065-1000

Faculdade Metropolitanas Unidas
Av. Liberdade, 765 – Liberdade. Tel.: (11) 3207-0733 / 3209-4589

PUC Pontifícia Univ. Católica de São Paulo
Rua Monte Alegre , 984 – Perdizes. Tel.: (11) 3670-8040 / 3670-8041

UNIFESP – Unidade de Dependência Drogas
Rua Napoleão de Barros, 925 – Vila Clementino. Tel.: (11) 5539-0155 / 5575-1677

Universidade Camilo Castelo Branco
Rua Carolina Fonseca, 584 – Itaquera. Tel.: (11) 2170-0000

Universidade Ibirapuera UNIB
Av. Iraí, 297 – Moema. Tel.: (11) 5096-2100

Universidade Paulista (UNIP – CANTAREIRA)
Av. Santa Inês, 4740 – Pedra Branca. Tel.: (11) 2231-2914

Universidade Paulista (UNIP – CHÁCARA)
Rua Cancioneiro Popular, 164 – Chácara Sto. Antonio. Tel.: (11) 5181-1441 / 5184-2038

Universidade Paulista (UNIP – POMPÉIA)
Rua Carlos Vicari, 124 – Pompéia. Tel.: (11) 3662-5255 / 3865-4282

Universidade Paulista (UNIP – TATUAPÉ)
Rua Vitório Ramalho, 154 – Pq. São Jorge – Tatuapé. Tel.: (11) 2941-2075

Universidade Paulista (UNIP – VERGUEIRO)
Rua Apeninos, 294 – Aclimação – Vergueiro. Tel.: (11) 3341-4250 / 3272-9463

Universidade Presbiteriana Mackenzie
Rua Maria Antônia, 358 1º Andar – Higienópolis. Tel.: (11) 3256-6827 / 3256-6217

Universidade São Francisco São Paulo
Rua Hannemann, 352 – Pari. Tel.: (11) 3315-2052 / 3315-2033 / 3315-2035

Centro de Psicologia Aplicada da Universidade São Judas Tadeu
Rua Marcial, 45 – Mooca. Tel.: (11) 2099-1831 / 2099-1943

CEP Centro de Estudos Psicanalíticos
Rua Almirante Pereira Guimarães, 378 – Pacaembu. Tel.: (11) 3864-2330 / 3865-0017

Instituto Sedes Sapientiae
Rua Ministro de Godoy, 1484 – Perdizes. Tel.: (11) 3866-2735

Paulistana (Faculdade)
Rua Correia Dias, 93 – Paraíso. Tel.: (11) 5549-6593

Universidade FMU
Tratamentos psicológicos a baixo custo para a população em seus campus de Santo Amaro e Liberdade. As terapias são ministradas por estudantes do último ano do curso, com a supervisão de professores. Para ser paciente, é necessário passar por uma triagem, na qual é decidida a melhor abordagem para cada caso. A avaliação é feita em três sessões gratuitas. Os atendimentos acontecem de segunda a sexta, das 8h às 21h, e aos sábados, das 8h às 15h. As inscrições podem ser feitas pelo telefone (11) 3040-3400 ramal 2316 / 2339, ou e-mail: triagem.psico@fmu.br.

Universidade Anhanguera
– Morumbi: Rua Cancioneiro Popular, 28 – Tel.: (11) 5180-9022 (atendimento: segunda, quarta e quinta-feira, das 15h às 22h)
– Osasco: Av. dos Autonomistas, 1.325 – Tel.: (11) 3699-9047 (atendimento: segunda à sexta-feira, das 8h às 21h)
– Vila Guilherme: Rua Maria Cândida, 1.813 – Tel.: (11) 2967-9035 ou (11) 2967-9031 (atendimento: segunda a sexta-feira, das 7h às 22h)
– Vila Guilherme: Rua Cap. Guedes de Souza, 112 – Tel.: (11) 2967-9006
– Vila Mariana: Rua Afonso Celso, 235 – Vila Mariana – Tel.: (11) 5085-9004 (atendimento: terça a sexta-feira, das 17h às 22h)

UNISA/OSEC (Universidade)
R. Humboldt, 29 – Santo Amaro – Tel.: (11) 2141-8870

USP (Universidade de São Paulo)
Av. Professor Melo Moraes, 1721 – Bl. D – Cidade Universitária. Tel.: (11) 3031-2420

Serviço de Atendimento Psicológico, Psicopedagógico e Fonoaudiológico – SEAPP
R. Dentista Barreto, 687 – Vila Carrão – São Paulo / SP. seapp@capsnossolar.org.brBarueri

Universidade Paulista (UNIP – ALPHAVILLE)
Al. Amazonas, 492 – Alphaville. Tel.: (11) 4208-6861 / 4191-1078

Campinas

CPA da UNIP
Endereço: R. Sampainho, 45 – Cambuí, Campinas – SP, 13025-300
Telefone: (19) 3294-1128

Guarulhos

Clínica Psicológica da Universidade Guarulhos
R. Dr. Nilo Peçanha, 37 – Centro. Tel.: (11) 2464-1676

Fac. Integ. de Ciências Humanas, Saúde Educação de Guarulhos
Rua Barão de Mauá, 600 – Centro. Tel.: (11) 2464-9033 / 2409-3533

Mogi das Cruzes

Sociedade Civil de Educação Braz Cubas
Av. Francisco Rodrigues Filho 1233 – Vila Mogilar. Tel.: (11) 4791-8000 / 4790-2043

Universidade de Mogi das Cruzes (UMC)
Atendimento psicológico individual, terapia em grupo, terapia com animais e grupo de orientação com os pais.

Santo André

Instituto de Ensino Superior Sen. Flaquer de Santo André
R. Senador Flaquer 456 – Centro. Tel.: (11) 4438-8899 / 4992-2963

Universidade do Grande ABC Clínica Psicologia
R. das Caneleiras, 387 – Campestre. Tel.: (11)4991-9818

São Bernardo do Campo

Universidade Metodista de São Paulo
Av. Dom Jaime de Barros Câmara, 1000 – Planalto. Tel.: (11) 4366-5358 / 4390-8007

São José do Rio Preto

UNIP – Tel.: (17) 2137-5000
Av. Pres. Juscelino Kubitschek de Oliveira, s/nº.
De acordo com uma estudante de Psicologia da Universidade, há atendimento gratuito.

Fonte:
Alessandra Chrisostomo
Catraca Livre
Diário Catarinense
ESHoje
Governo do Estado da Bahia
USP
Universidade Uniban
Universidade Federal do Paraná

É possível superar a dismorfia corporal?

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Eis uma pergunta que assombra quem convive com esse transtorno. Os estudos dizem que não há cura, e isso gera aflição e desesperança, dando a impressão de que iremos sofrer o resto de nossos dias nos achando feios e deformados. Não é bem assim.

Os especialistas que estudam esse transtorno dizem que não há cura, mas que há um controle do transtorno. Se esse controle der paz pro nosso espírito e a gente não sofrer mais com a nossa aparência, que mal tem? Digo por mim, há cerca de um ano eu não sofro mais com o que eu vejo no espelho. Não me acho feia, não me acho linda, me acho normal (apesar de a depressão ainda me rondar as vezes ela não se deve à minha aparência).

Aprendi que tenho minhas particularidades, que nossa beleza está muito nos olhos de quem vê e que beleza não é somente o conjunto de características físicas e sim a combinação de aparência física com a personalidade que você tem (seu carisma, seu jeito tímido ou engraçado, sua forma de falar e andar, suas opiniões, sua forma de ouvir, etc).

Primeiro precisamos admitir (para nós mesmos) que temos um transtorno psicológico que nos faz enxergar de forma errada como somos. Se não conseguimos mudar essa percepção sozinhos, precisamos de ajuda profissional de um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra. Existem várias formas de terapia. A que eu mais simpatizo é a “terapia cognitivo comportamental” que vai te ajudar a mudar pensamentos errados através de um diálogo com perguntas e não com conselhos. Estou explicando de forma grosseira, em outro post explico mais detalhado como funciona. Se quiser mais informações nesse momento recorra ao Google. 🙂

Em segundo lugar (se bem que pra mim tudo isso é uma coisa só) você deve ser comprometido com você mesmo a superar isso. Não adiantar ir na terapia uma vez por semana e achar que aquela uma hora dentro do consultório vai mudar sua vida. Não adianta tomar remédio controlado pra depressão, ansiedade ou TOC e achar que aquele comprimido vai fazer milagre. Não funciona assim. O remédio vai dar uma segurada nas coisas ruins que você anda sentindo, vai amenizar, diminuir. Em 100% o remédio ajuda 60% (por exemplo) e você tem que correr atrás dos outros 40% pra fechar com chave de ouro. Da mesma forma é a terapia. Aquela “uma hora” da terapia é o momento que você e sua (ou ‘seu’) terapeuta vai te ajudar a ver alguns pontos a serem trabalhos, vai te ajudar a achar o rumo da sua vida, do seu tratamento, e o resto das horas fora do consultório é você que tem que correr atrás da sua felicidade.

Voltando para a pergunta do começo do post, “é possível superar a dismorfia?”. Eu digo que sim. Não digo só pro mim, o Robert que conheci através do blog também considera a dismorfia corporal página virada na vida dele. E eu quero que vocês levem isso como incentivo para buscar a superação de vocês também. Chega de chorar porque é feio, chega de não sair de casa porque não quer que as outras pessoas te vejam feio, chega de achar que só plástica resolve a sua vida. Eu e o Robert estávamos conversando sobre isso outro dia. As pessoas com dismorfia tem vontade de mudar, mas não tem força de vontade, não tem a atitude de “vou mudar”. Querem que a mudança aconteça por si só. A mudança não vai acontecer. Porque a mudança é você. Sua vida só vai mudar quando você mudar, quando você fizer acontecer. Já falei sobre isso em outro post que você pode ler aqui.

Pra resumir tudo isso. A minha opinião é que se pode sim superar a dismorfia corporal. Mas para isso é preciso se dedicar à terapia, é preciso estar 24 horas por dia prestando atenção na forma que agimos errado e tentar mudar nosso pensamento, é preciso enfrentar nossos medos de sair de casa e ser visto pelas pessoas (porque quanto mais você sair de casa, menor esse monstro chamado medo/vergonha vai ficar). É preciso fazer (ou pelo menos tentar) as tarefas passadas pela terapeuta. É preciso ler sobre a ditadura da beleza e sobre auto imagem, etc. Em outras palavras, é preciso fazer acontecer.

Casos Clínicos

Os dois casos clínicos abaixo foram retirados do livro “De Mal com o Espelho – O transtorno dismórfico corporal” de Leonardo Gama Filho. O texto é do capítulo 6 “A cirurgia plástica e o transtorno dismórfico corporal”.

Casos Clínicos

Caso 1

Srta B, 32 anos, solteira, profissional liberal, nulípara, comportamento muito amigável, extrovertida. Paciente com história de obesidade prévia e perda ponderal de 40 quilos com auxílio de endocrinologista, nutricionista e exercícios físicos. Queixava-se de flacidez de pele nas mamas e abdômen, fato que limitava suas atividades de fazer e divertimento, pois “sentia vergonha” de usar biquíni na praia. O exame físico mostrava ptose mamária grave e dermolipodistrofia abdominal importante. Referia antecedente de consultas psiquiátricas e havia feito uso de antidepressivo no passado para tratamento de “ansiedade”. Não apresentou contra-indicações clínicas e foi submetida à mastopexia e dermolipectomia abdominal. Ficou muito feliz com a cirurgia num primeiro momento, mas exigia atenção da equipe 24 horas por dia.

Na segunda semana de pós-operatório, começou a queixar-se de que os remédios a fizeram engordar e que estava inchada. Nas consultas subsequentes, após ter reafirmação da equipe (e da balança) de que não apresentou ganho ponderal, inovou com queixas de enormes acúmulos de gordura e pele flácida na região lombar e solicitou, enfaticamente, uma cirurgia de torsoplastia. Orientada que não havia indicação cirúrgica de torsoplastia. Orientada que não havia indicação cirúrgica para torsoplastia, a paciente imediatamente reclamou que suas pálpebras e a ponta de seu nariz estavam “caídas”. Foi encaminhada para avaliação psiquiatra e reagiu com descaso. Retornou uma últma vez para solicitar cirurgias, disse que havia iniciado o uso de fluoxetina após a consulta com o psiquiatra e que recebeu o diagnóstico de “ansiedade”.

Nesse primeiro caso, apesar de não preencher completamente os critérios diagnósticos para TDC, a paciente apresenta uma preocupação não-saudável com a aparência corporal e, mesmo satisfeita com a resolução do problema que a afligia, logo modificou a localização do defeito, apresentando sofrimento semelhante ao do início do tratamento, tornando-se adicta à Cirurgia Plástica.

Caso 2

Sta. A, 28 anos, solteira, bastante tímida, com queixa de mamas muito grandes, causadoras de intenso incômodo. Ao exame físico, a paciente apresentava hipermastia importante, sem outras patologias mamárias ou clínicas. Não usava nenhuma medicação e não apresentava nenhum antecedente psiquiátrico. Foi submetida à mamoplastia redutora com retirada de cerca de 900g de cada mama, reduzindo consideravelmente o seu volume. Na primeira consulta do pós-operatório, a paciente queixou-se de que suas mamas continuavam tão grande quanto antes da cirurgia. Foram mostradas à paciente fotos realizadas no período pré-operatório, relatado o peso dos tecidos retirados e explicado que havia edema proveniente do recente procedimento cirúrgico, sendo que tal inchaço iria perdurar por algumas semanas.

Na consulta do primeiro mês de pós-operatório, a paciente apresentou crise de choro intenso dizendo que suas mamas estavam gigantes e, por tal fato, exigia que fosse submetida à nova intervenção para regirada de toda a mama. Diante do quadro, a paciente foi encaminhada para uma avaliação psiquiátrica e orientada quanto à necessidade de manter o acompanhamento pós-operatório com a cirurgia plástica. Aparentemente, a paciente pareceu aceitar. No entanto, não retornou às consultas programadas e não foi possível encontrá-la nos telefones de contato.

Esse segundo caso clínico revela um quadro muito sugestivo de TDC-não diagnosticado no período pré-operatório devido ao nexo causal da queixa com o exame físico, motivo de grande sofrimento para a paciente, certamente agravando seus sintomas  No pos-operatório, período em que o quadro tornou-se gritante, foi possível constatar que os critérios diagnósticos estavam presentes antes da cirurgia. A paciente apresentava timidez crescente, impossibilitando sua vida social e afetiva de modo progressivo, fato esse que, na época, seus familiares atribuíram ao temperamento quieto somado ao seu “complexo do tamanho das mamas”. Infelizmente, no caso em tela, a percepção dos sinais de alerta foi tardia.

Para ler outras partes do livro clique aquiaquiCapítulo 4 e Capítulo 4 ítem 3.

Livro “De mal com o espelho” a venda

Pessoal,

Quem queria comprar o livro “De mal com o espelho, o transtorno dismórfico corporal” e nunca encontrava pra comprar, está disponível para a compra no site da Estante Virtual.

Você pode comprar o livro clicando aqui.

Lembrando que o site é de venda de livros usados, então só tem essas duas unidades disponíveis no momento.

livro-de-mal-com-o-espelho

 

E você pode ler o que eu já falei sobre o livro aquiaquiCapítulo 4 e Capítulo 4 ítem 3.

Eu recomendo a leitura, o livro é muito bom com linguagem fácil.

Congresso sobre Transtorno Dismórfico Corporal

Transtorno Dismórfico Corporal
Do corpo real à feiura irreal

Data: 19 a 20 de outubro de 2012
Público-alvo:  Profissionais e estudantes da área de saúde

Para ver a imagem maior clique sobre ela.

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Conteúdo do Curso: 

curso_dismorfo

Mais informações e inscrições clique aqui.

Eu queria ir, pena que to longe 🙁

Depressão veio me visitar

Eu sabia que isso ia acontecer, mas não imaginei que alguns fatores iam potencializar a chegada dela. Em maio do ano passado larguei o Citalopram e voltei a ter depressão. Depois disso voltei a tomar a medicação e tudo ficou normal. Estou há um pouco mais de um mês sem tomar Citalopram pq acabou e eu só consegui achar psiquiatra pela Unimed para dia 28/06. Passo o dia angustiada, coisas que eu deveria fazer com facilidade vão se arrastando e vou adiando tudo o máximo que eu posso. Algumas coisas que estão fora do meu alcance me deixam ansiosa e não consigo comer, parece que tenho uma bola de futebol no estomago. Quando como, por menos que seja, parece que eu engoli um boi e fico com uma sensação como se houvesse muito mais comida no meu estomago que ele pudesse comportar. Choro, coisa que há tempo não acontecia. Não tenho forças, por mais que eu me esforce pra fazer algo não tenho energia. Estou tendo insônia e acordo muito cansada. Sinto falta dos meus pais que estão longe e que nessas horas eu queria um pouco de carinho deles. Mas não converso com eles sobre o que ta acontecendo para não deixa-los preocupados (estou torcendo para meu pai não ler esse post). A última vez que tive esses problemas com depressão foi em setembro do ano passado e mais uma vez essa merda ta acontecendo. Hoje vou ligar pra secretária da Psiquiatra e tentar passar a consulta pra essa semana. Fé, por mais que a depressão me faça desacreditar em Deus.

5 HTP – remédio

 

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Meu Citalopram acabou. E quando acaba eu começo a ficar na merda. Desde que fui no meu psiquiatra e falei que andava com muito sono e queria saber se eu podia tomar algo, tipo Pharmathon, e ele quis me empurrar um remédio manipulado de R$ 500,00/mês (e fazer caixa dois) eu não quero mais ir nele.

Tentei marcar outro psiquiatra que atendesse pela Unimed mas é meio difícil de achar. Marquei uma psiquiatra pro dia 28/06 mas juro que to achando que vou chegar lá e falar “Oi, tenho dismorfia corporal” e ela vai responder “O que é dismorfia corporal?”. Da vontade de pedir reembolso da consulta. Falo isso pq com outras duas psiquiatras aconteceu isso. E aí os papéis se invertem. O médico que deveria explicar pra vc acaba ouvindo o que vc tem pra explicar pra ele sobre dismorfia corporal.

Por conta disso tudo (meu psiquiatra atual e outros psiquiatras ignorantes) eu não queria ter que depender da receita do psiquiatra, já que o Citalopram é remédio controlado. Eu me pergunto, pq serotonina tem que ser controlada? Eu não preciso de receita médica pra comprar chocolate.

Eu queria achar um remédio que ajudasse a repor serotonina no meu cérebro bichado sem ser um remédio controlado. Fui pro Google.

Resumindo a missa da minha pesquisa, achei um tal de 5HTP. Mas que merda é essa?

O 5HTP (5HTP, 5-Hidroxitriptofano, Pílula da Felicidade, 5-Hydroxytryptophan, 5-HTTP) é um suplemento dietético precursor  metabólico da serotonina (5-HTP Supplements), que por sua vez é um neurotransmissor no cérebro. É produzido a partir das sementes da planta africana Griffonia Simplicifolia. O 5-HTP é utilizado na medicina alternativa para aliviar sintomas de ansiedade, depressão, fibromialgia, insônia, dores de cabeça, TPM e redução do apetite. O extrato de 5-hidroxitriptofano é vendido como um suplemento natural.

O 5-HTP, suplemento natural ainda bastante desconhecido e muito pouco usado para tratar a ansiedade, passou a atrair maior atenção após bons resultados no tratamento natural de ansiedade, quando administrado de forma correta. 5-HTP é a abreviação de 5-hidroxitriptofano, aminoácido precursor da serotonina. Quando ingerido, faz com que alguns triptofanos se transformem em proteínas, sendo alguns em niacina (vitamina B3) e outros vão para o cérebro para se converterem em serotonina (neurotransmissor), substância fundamental para o funcionamento do cérebro, responsável também por regular o humor e os níveis de tensão.

Uma das causas comuns da ansiedade é uma desordem conhecida como SDS ou Síndrome de Deficiência de Serotonina, ocasionada por níveis de serotonina abaixo do normal no cérebro. Isto faz com que o cérebro regule mal o humor, a tensão, o apetite e os processos de sono. Isto somado pode influenciar negativamente e aumentar os níveis de ansiedade. A função do 5-HTP é de suprir a falta de serotonina, fazendo que no final das contas os níveis de ansiedade diminuam consideravelmente.

A dose a ser ministrada para o controle da ansiedade através do 5HTP deve ser sempre feita sobre prescrição médica, sendo mais comum o consumo diário de 100mg de 5HTP. No caso da ansiedade, os efeitos proporcionados pelo 5HTP não são instantâneos, havendo casos em que o cérebro pode levar cerca de um mês para se beneficiar completamente do suplemento.

Inúmeras pesquisas estudaram a eficácia do 5-HTP para o tratamento da depressão. Os efeitos da fluvoxamina foram comparados ao 5-HTP, que provou ser igualmente efetivo no tratamento da depressão. Vários grupos tratados com essas substâncias obtiveram redução gradual dos sintomas depressivos. Uma publicação na revista Neuropsychobiology, mostrou segundo um investigador, que “dos 17 estudos revisados, 13 confirmaram que o 5-HTP possui verdadeiras propriedades antidepressivas. (in Zmilacher K, et al. L-5-hydroxytryptophan alone and in combination with a peripheral decarboxylase inhibitor in the treatment of depression. Neuropsychobiology 1988;20:28-35).

A dose efetiva de 5-HTP parece estar a partir de 50mg diários. No entanto, é importantíssimo que o uso do 5HTP só seja usado mediante prescrição médica. Também não se deve de forma alguma usar o 5HTP combinado com outras substâncias antidepressivas sem recomendação e acompanhamento médico especializado. Efeitos colaterais associados com doses terapêuticas de 5-HTP são raros, mas de qualquer forma, se deve ter muito cuidado ao utilizar o 5HTP.

No entanto, o 5-HTP não pode jamais ser consumido de forma indiscriminada, vez que altos níveis de serotonina podem causar efeitos colaterais em algumas pessoas e, em função disto, é aconselhável sempre utilizar o 5-HTP com prescrição de um profissional da saúde competente.

Bom, esse 5HTP é usado mais pra regime. No google achei várias pessoas que tomam pra emagrecer e pra parar de fumar. Mas pra depressão não achei nada. Pelo que eu li, é preciso tomar 2 cápsulas por dia. O valor +ou- é de R$ 50,00 para 60 cápsulas (só vende manipulado). Eu pago R$ 40,00 para 60 capsulas de citalopram (mas citalopram é 1 por dia).

Vou esperar a consulta com a psiquiatra do dia 28/06. Se ela me atender bacana, continuo com o Citalopram e não compro esse 5HTP. Mas ele parece ser bem interessante, né? Fiquei curiosa se ele poderia substituir o Citalopram. Li sobre o uso placebo dele (pra quem não sabe placebo é quando a pessoa toma remédio com farinha e acha que ta tomando remédio de verdade e ele funciona do mesmo jeito pq a pessoa acredita que é remédio de verdade) no regime. Quem tomou placebo emagreceu 1 kg enquanto quem tomou o de verdade emagreceu 4 kg. Pra ler mais sobre o remédio clique aqui.

Quando eu decidir mais sobre o que vou tomar eu posto aqui.

Depoimento do Robert

Abaixo o depoimento do Robert, um amigo meu que conheci através do blog. Pedi pra ele escrever um depoimento pra vocês. Principalmente por iniciativa dele tomar atitudes pra superar tudo isso.

Bem pessoal, posso dizer que o meu transtorno ocorreu em meados de 2006, mais precisamente em fevereiro, dois meses após eu ter concluído a faculdade. Ter concluído a faculdade sem nunca ter namorado e vendo que, todos os meus primos e amigos já haviam tido namoradas, me fez pensar que isso, era tão somente por causa da minha aparência. Comecei a achar que o fato de não ter sido popular na faculdade, nem nunca ter namorado, era por causa da minha aparência. Tais pensamentos melancólicos e perturbadores desencadearam este transtorno, que surgiu em mim de uma forma intensa, provocando logo em seguida, forte depressão e pensamentos suicidas.. Fiquei vivendo uns 6 meses como um morto-vivo.   Ainda bem que meus pais, maravilhosos e compreensivos, cuidaram de mim. Passei então, a trabalhar com o meu pai.

Concomitante ao trabalho do meu pai, passei a me interessar por alguns livros de psicologia. Então comecei a ler alguns que pudessem me ajudar a ser uma pessoa mais confiante. Queria me tornar mais confiante. Queria encontrar alguma maneira de superar aquela doença que até então eu não sabia o nome. E os livros de psicologia me deram uma grande motivação e vontade de viver e de lutar.  Porém eu sempre continuava bastante atormentado pelo transtorno. Tinha dificuldades para me expressar, para conversar com desconhecidos, para dar risada(pois achava que a minha aparência ficava muito deformada), pesquisava preços de cirurgias plásticas, etc..  Mas agora eu havia conquistado algo muito valioso: a motivação de um dia conseguir a cura para este transtorno destruidor, independente do que fosse preciso.

Fiz uma verdadeira busca por tratamentos, para uma doença que eu sequer sabia que existia e que eu enxergava apenas como “neurose”. Descobri vários tipos de tratamentos alternativos para doenças psíquicas, como EMDR, Hipnose, Dianética, PNL, etc… Cheguei inclusive a pagar R$ 640,00 por um tratamento  on-line de PNL (é, fui ingênuo, eu sei) onde o suposto “guru” me garantiu de que realizaria a minha cura..   Eu tive direito a 5 sessões. Depois da quarta sessão eu me desanimei e nem quis mais ver o sujeito.

De 2006 a 2010, eu passei praticamente trabalhando junto com meu pai num comércio, fazendo alguns bicos de montagem/manutenção de computadores, lendo livros de auto-ajuda/psicologia e prestando concursos… Enfrentei algumas crises bravas da doença tb, onde tinha vezes que eu queria morrer por causa do “suposto defeito estético”.

Minha vida só começou a mudar mesmo a partir de maio/2010, quando eu fui chamado para trabalhar num órgão público no qual eu havia prestado concurso. Quase morri de alegria. Nem acreditei. Estava sem emprego registrado desde 2006 e batalhando bastante para arrumar um emprego.  Que bênção.

Porém, havia milhares de fantasmas na minha cabeça. Eu estava meio que longe da sociedade, sem frequentar cursos, sem trabalhar, nem nada, apenas em casa, estudando e procurando emprego. Eu tinha medo e certeza de que quando eu fosse trabalhar, as pessoas me zombariam e me desprezariam única e exclusivamente por causa da minha aparência, não importa o quão carismático eu fosse. Me achava um monstro, uma escória e que as pessoas se distanciariam de mim por causa da minha fisionomia. Mas estava disposto a ir pra guerra e não perder a liberdade de viver.

Comecei a trabalhar. Lembro que no começo eu possuía uma grande dificuldade de concentração e tinha que me esforçar bastante pra me concentrar, pois eu sempre imaginava que as pessoas estavam olhando pra minha aparência, pensando como eu era tão feio. E eu não conhecia os recursos necessários para enfrentar e suportar essa doença. Toda vez que eu ia ao banheiro e olhava para o espelho, aquilo disparava a crise, me deixando umas 3 horas tenso e perturbado.

O dia que foi o mais crítico, foi quando eu quase cheguei a surtar no trabalho. Perturbado e bem torturado por causa da minha aparência, eu não conseguia me concentrar e estava muito aflito, sem conseguir nem entender nada e a cabeça bem perturbada…  Ainda bem que por coincidência, esse era justo o dia que eu tinha consulta com o psiquiatra. Consegui sair da empresa sem surtar e fui à consulta.

Lá expliquei tudo, mas tudo o que acontecia comigo, todo o sofrimento, toda a perturbação, todo o tormento. Ficamos 1 hora conversando. Não tive vergonha de revelar nenhum detalhe da doença… Ele me ouviu, falou que eu tinha muita ansiedade e que eu precisava de remédios.. Me recomendou 3 comprimidos de sertralina por dia. Disse ainda que conforme eu fosse tomando os remédios, eu teria mais controle e equilíbrio sobre a doença.

Depois disso, continuei a pesquisar obsessivamente sobre os sintomas dessa doença pra ver se eu encontrava alguma terapia adequada.. Nessas pesquisas, finalmente eu descobri que essa doença tinha um nome e que se chamava Transtorno Dismórfico Corporal. Foi uma verdadeira revelação essa descoberta. Agora, de posse do nome da doença, eu poderia procurar pelo tratamento mais adequado. Infelizmente, creio que milhares de pessoas que possuem esta doença não a conhece pelo nome.

Então, eu descobri uma comunidade do orkut sobre a tal doença e la, encontrei um tópico realmente esclarecedor, de uma pessoa portadora do TDC que já havia feito uma intensa pesquisa acerca da doença, tendo comprado até mesmo livros americanos sobre a mesma, pois lá, o conhecimento sobre tal transtorno é maior. Inclusive lá nos EUA, há clínicas especializadas apenas nesta enfermidade e a disponibilidade de terapeutas é muito maior.   Mas, para a minha imensa felicidade, aqui no Brasil também há doutores qualificados para tratar dessa doença. Após alguns contatos, encontrei uma doutora que tratava de pacientes com ansiedade, ocasionados por diversos tipos de transtornos, inclusive pelo TDC. Comecei a me tratar com ela. Ela foi me guiando pelo caminho correto e me dizendo o que eu podia e o que eu não podia fazer. Começava então um desafio.

As primeiras “ordens” dela, foi pra eu parar de me olhar no espelho procurando meus “defeitos estéticos” e pra eu fazer enfrentamentos. Era assim que se combatia a doença. Parar de se checar no espelho, faz com que você não alimente o transtorno e fazer enfrentamentos, significa você se expor, ir conversar com desconhecidos, pedir opiniões, frequentar lugares rodeados de pessoas como academia, shows, etc. Isso faz com que aquele medo de que todos vão te reparar e cochichar sobre sua aparência, vá se desmistificando. Cada enfrentamento que você faz é um golpe acertado na doença e faz com que o monstro do TDC vá se enfraquecendo aos poucos. É como se o transtorno do TDC fosse do tamanho de um dinossauro no inconsciente da pessoa e a cada golpe levado, o dinossauro vá se enfraquecendo. Porém isso não é nada fácil pra quem tem o transtorno. Fazer enfrentamentos é complicado, mas uma vez que a pessoa decide declarar a sua liberdade e passa a enfrentar essa doença custe o que custar, o impossível se torna possível.

Muitas vezes eu cheguei a parar pessoas na rua pra pedir informações sobre determinado local(que eu já sabia rs) apenas para me expor. Pedia informações para pessoas em pontos de ônibus. Conversava com vendedoras e entrava em lojas sem querer comprar nada, apenas para acelerar o tratamento. Saía a noite pra baladas, abordava garotas, me expunha. Cheguei a fazer curso de teatro, algo que me ajudou também. Concomitante a isso, fiz um baita de um esforço pra parar de me checar no espelho. Tive várias recaídas, isso é verdade. Mas consegui diminuir significativamente as checagens. Ah, não poderia também, deixar de falar dos remédios, que foram essenciais para meu tratamento e que sem eles, nenhuma melhora haveria ocorrido. Faço questão até de enfatizar: para esta doença, os remédios são essenciais.

Tudo isso, fez com que eu conseguisse resgatar o prazer de viver e encontrar a liberdade que havia sido perdida durante uns 4 anos. Passei a viver como uma pessoa normal, trabalhando, saindo com amigos, curtindo a vida. Saí do abismo do TDC e resgatei a alegria de viver…  Algo que todo mundo deveria ter o direito.

Mas descobri que é preciso que estejamos sempre em alerta e saber que infelizmente ainda não há cura definitiva para esta doença (pelo menos não que eu saiba) e que qualquer descuido, recaída, pode causar alguma tormenta. Mas que hoje em dia, já há recursos e ferramentas EFICAZES para que possamos lidar e controlar esta doença quando a mesma quiser nos fazer uma “visita” desagradável.

Descobri também que o TDC é uma doença que faz parte do TOC e que normalmente, quem tem o TDC também tem TOC… E é algo que atualmente me policio bastante tb e luto para que eu o mantenha sob controle.

Ainda continuo fazendo tratamento. Gostaria de agradecer a minha terapeuta, pois sem ela, eu não conseguiria chegar até onde eu cheguei e nem ter conseguido resgatar a alegria de viver. Obrigado Dra. C.G. Gostaria também de agradecer à minha família e à Deus, que também foram fundamentais nessa minha jornada.

Espero que este depoimento sirva de alguma forma, para alguém. Abraços.