Depoimentos

Depoimentos de outras pessoas que também têm dismorfia corporal.

Atenção imprensa ou outros sites e blogs: os depoimentos aqui contidos não estão autorizados a serem copiados parte ou integralmente para serem publicados em outros lugares sem autorização prévia.

______________________________________________________

Meu nome é ****, tenho 26 anos e também tenho TOC. Em mim, isso se manifesta como pensamentos repetitivos que incomodam muito em algumas situações. Pelo que vc já escreveu, imagino que entenda bem!
Já pensei em escrever num blog o que sinto. Imaginei que isso possa funcionar como um desabafo, e até atrair pessoas que passam por situações semelhantes a conversar… Você teve uma iniciativa muito legal! Acredito que todos que passem por algum tipo de situação assim, por mais que tenham ajuda, sentem uma forte solidão em algum momento.  Por mais que algumas pessoas tenham a intenção de ajudar, não adianta simplesmente falar “não se preocupe” ou “deixa isso pra lá”… Conversar com alguém que entenda isso será legal.

______________________________________________________

No sábado passado, li a respeito de Dismorfia….Nunca tinha ouvido falar nisto em todos os anos de terapia que fiz. Andei de terapeuta em terapeuta, tomei antidepressivos, mas nada fez efeito e nenhum terapeuta falou em Dismorfia….Tentei até regressão, mas, infelizmente, sai mais frustrada do que entrei. Quando li teu relato parecia que estavas me descrevendo. Fui adotada por uma família que só me trouxe coisas ruins…a começar pela minha mãe adotiva que foi muito cruel comigo. Hoje, tento levar a vida, isto é, empurrando com a barriga, pois como disse, tentei várias terapias e tomei vários remédios, mas nada aliviou meu desconforto.

______________________________________________________

Eu tenho essa doença. Descobri hoje oficialmente, mas é claro que eu já sabia disso. Só não sabia que existia um nome. A diferença entre nós é que você provavelmente é bonita, já que entrou para uma agência de modelos, e eu sou mesmo feia. Sou mesmo, de verdade. Só que percebi que há pessoas feias que não tornam isso emocionalmente patológico, e eu faço isso. Boa sorte para nós duas.

______________________________________________________

Olá! Meu nome é ***** e tenho 56 anos. Sou pai de um adolescente de 18 anos que tem dismorfia. A doença começou a se manisfestar quando ele tinha 15 anos e aos dezesseis entrou em depressão e não saiu mais de casa. A depressão foi resolvida com Lexapro (escitalopram) que ele tomou por seis meses. Parou porque não suportava os efeitos colaterais (insonia). Atualmente está bem, mas não sai de casa. Fiz muitas pesquisas sobre o assunto e descobri que pouco se sabe. Juntei tudo o que descobri e tenho algumas teorias, que se voce quiser terei prazer em compartilhar. Nós tivemos experiências desagradáveis com medicamentos (neorolépticos) receitados por psiquiatras que pouco ou nada sabem do assunto. Lí no seu blog que você pode dizer de suas experiências com os medicamentos que tomou e que efeitos causou. Talvez isso fosse de grande valia para mim. Você poderia me informar? Estou a seu dispor para compartilhar alguma coisa que sei. Não sei a cura mas talvez alguma coisa que possa ajudar.

______________________________________________________

Olá, me chamo ******, tenho 17 anos e acabei encontrando seu blog, através de um pesquisa para tentar resolver meu suposto problema de “dimorfia corporal”. Tenho uma família bem estruturada, mais que infelizmente não consegue ou não concorda com o fato de eu ter sintomas da dismorfia corporal. Enfrentei muitas vezes na minha infância o chamado “buling” até mesmo de pessoas que deveriam me apoiar (parentes…). Depois veio a paranóia dos dentes… Depois de tempos coloquei o traste do aparelho, para um certo alivio meu! Depois veio a paranóia do nariz… depois do queixo, orelha… pernas, enfim acho que sou completamente estranho! Isso pode ter certeza que não é normal! Depois disso tudo, eu resolvi falar para os meus pais que eu acho que tenho Dismorfia corporal… Mais são tudo relutantes… Minha mãe é daquelas que não pode ouvir nada que já fica nervosa… “Vira essa boca para lá, menino! Só fala besteira!” Não quer acreditar que eu tenha algo! Meu pai por ignorância mesmo, até entendo (pelo fato da criação dele ser daquelas bem rude e criado no meio do mato!)… Quando digo a ele que não gosto do meu nariz, do meu queixo ou algo a mais… ele retruca com uma piada (sei que não é por maldade, mais incomoda). É triste, pois aquele que eu esperava mais contar como meu amigo e parceiro, sempre leva para outro lado: ele acha que esses problemas só quem tem é mulher! Não aguento mais… Sou completamente Anti-Social, não tenho amigos… Na escola não converso com ninguém a não ser minha irmã!  Odeio sorrir! Odeio falar com as pessoas… e quando falo quase nunca olho nos olhos! Evito contatos… Não gosto de lugar publico, não aguento ficar na praça de alimentação de um shopping… me dá a ideia que todos estão olhando para mim!  Tenho em mente realizar diversos procedimentos plasticos e pode acreditar que vou realiza-los…

______________________________________________________

Oi… tudo bem? Adorei o seu blog. Percebi que eu tenho dismorfia corporal há mais ou menos 1 ano, mas tenho sintomas há bem mais de um ano.Foi muito bom ler alguém que passa pelo mesmo problema que eu, pois esse não é um problema muito conhecido muito menos divulgado (a psicologa que eu estava indo nem sabia o que era…), porque ninguém consegue realmente entender o que eu sinto. Quando tentei desabafar com alguns amigos, eles diziam que eu estava tentando chamar atenção, que eu queria que ficassem me paparicando… isso é muito frustrante, ainda mais quando não podemos contar com ninguém.

______________________________________________________

Ola. Descobri o seu blog faz algumas horas e fui salvando varias entradas que me chamaram a atenção, pra ler depois. Foram tantas que é percebi que seria melhor ler o blog inteiro rs. tenho dismorfia faz mais ou menos uns 10 anos, mas só fui descobrir o nome e que outras pessoas tambem sofriam disso ano passado. Acho que foi de um dia pro outro, após ser chamado de feio no colegial comecei a me olhar no espelho procurando o que mudar. Com o passar do tempo foi piorando, posso contar nos dedos quantas fotos tenho nos ultimos 7 anos, tirando os obrigatórios para documentos. Um dia numa loja tinha um espelho que ia ate o chão e quando passei me assustei pensando que era alguém. Quando me vi comecei a lembrar de quando fui chamado de feio (mais de uma ocasião) cheguei num ponto que não consigo me olhar no espelho por muito tempo, faço a barba o mais rápido possivel e me olho só pra ver se não tem nada no meu rosto antes de sair. Qualquer reflexo em que me vejo comeco a entrar em depressão, janela do onibus, panelas, vidros no shopping e por ai vai. Tirar fotos pra documentos é uma briga constante, sempre fico adiando e meus pais nunca entendem o por que. cortar o cabelo me deixa tao ansioso que corto apenas 2x ao ano, e o tempo inteiro cabisbaixo. Já perdi um casamento de um amigo proximo desde que cheguei, so o fato de saber que iam ter maquina fotografica, e eu teria que sair em uma me deixou neurotico. Nunca contei pra ninguem o que estou escrevendo aqui, minha familia vai tratar isso como vaidade ou algo bobo. Não aguento mais viver assim.

______________________________________________________


Boa noite, meu nome é ******** e ao pesquisar no google sobre dismorfia corporal encontrei seu blog. Estava procurando ajuda para meu cunhado que está com a doença e está em um estágio que já tentou até o suícidio. Tento ajudálo de todas as formas mas é muito difícil. Ele já tentou se tratar com diversos psicólogos, psiquiatras e como em seu depoimento, ele abandona o tratamento por achar que não está adiantando nada, gostaria de pedir sua ajuda, uma orientação de como iniciarmos um tratamento e se possível até uma palavra amiga sua direto com ele, para que perceba que não está sozinho nessa luta. Esse pedido é de uma pessoa que está muito preocupada com seu amigo e que acima de tudo acredita muito em Deus e tem certeza que esse blog foi um sinal divino, agradeço desde já a sua atenção, um abraço.

______________________________________________________

Eu tenho 18 anos e sinto que estou perdendo a vida. Não faço um monte de coisas porque não me sinto segura com a aparência, não uso roupas que gostaria, não fico a vontade com alguém do sexo oposto… É uma MERDA; eu me esforço com toda a energia que posso extrair da minha alma para abandonar esses tipos de pensamento, para aceitar e admitir que eu sou cheia de minhocas na cabeça. Por vezes até consigo, mas a vida social não ajuda né? Todo dia é só sair na rua pra eu lembrar como eu sou FEIA, DEMÔNIA, DESGRAÇA DO UNIVERSO, MONSTRA, RIDÍCULA, ERRO DA NATUREZA, CATÁSTROFE, simplesmente ANORMAL.

______________________________________________________

No sábado passado, li a respeito de Dismorfia…. Nunca tinha ouvido falar nisto em todos os anos de terapia que fiz. Andei de terapeuta em terapeuta, tomei antidepressivos, mas nada fez efeito e nenhum terapeuta falou em Dismorfia…. Tentei até regressão, mas, infelizmente, sai mais frustrada do que entrei. Quando li teu relato parecia que estavas me descrevendo.

______________________________________________________

Meu nome é……. , tenho 29 anos, e pelo que li, tenho dismorfia corporal desde muito novinha. De pequena, achava meu rosto feio e meu cabelo cacheado um horror. Parecia um espanador. Sempre fui muito insegura. Odiava meu jeito de andar e falar, de me comportar e acreditava que não merecia nada de bom. Na adolescencia a minha paranóia com o corpo veio à tona. Eu sempre quis ter barriguinha murchinha e cintura de pilão, mas minha genética é outra e ponto. Sou baixinha da perna grossa e bumbum grande, seio pequeno e barriga quadradinha, tipo que se eu emagrecer fica com tanquinho… Fazer o que né… Bom, com isso minha auto estima se foi, me achava medonha de feia, com o corpo bizarro, e todas as minhas amigas namoravam, menos eu. Comecei a achar, e ainda acho pra ser sincera, que namorar significa que alguém de fora viu algum valor em você. Aos 20 anos encontrei um louco que gostou de mim, então namoramos, engravidei e casamos. Tivemos dois meninos (lindos), porem o casamento não deu certo. Por mim ok, afinal nunca gostei mesmo dele, o que eu tinha era medo de ficar só. Tem 3 anos que estou separada e estou solteira. Isso pra mim é o símbolo da derrota, me sinto rejeitada. Lembro no ultimo dia dos namorados, minha amiga comentou no metro de sp, que todo mundo tava com embrulho de presente na mão, e eu pensei, menos eu… Me senti um lixo ao quadrado…. Faz 3 anos que malho insessantemente atrás do corpo perfeito, malho cinco vezes por semana, tenho personal trainer, coloquei silicone e faço aulas de dança do ventre duas vezes na semana. Mas ainda me sinto horrível, odeio meu corpo, meu rosto, meu nariz, meu jeito de andar e falar. Odeio a forma como eu danço, eu treino todos os dias pra ver se melhora e nada… Ja tive e ainda tenho impetos suicidas…. Não farei isso, mas o fato é que a vida é um fardo pra mim e não aguento mais…. Minha aparência e meu jeito são insuportáveis para mim. Ninguem me entende, me acham futil, louca, falam que eu sou bonita, mas eu simplesmente não enxergo isso. Meu medo de rejeição é tanto que eu acabo embarcando em relacionamentos furados, com pessoas não legais que só fazem piorar meu sentimento, me fazendo sentir menos que nada… Faço tudo pra agradar e eles não me querem mesmo assim… De fato, não aguento mais, estou muito aliviada de encontrar esse blog. Falarei com a minha terapeuta sobre isso, mas confesso que sou resistente à medicamentos pois morro de medo de engordar…. Favoritei seu blog e acompanharei sempre. Grande beijo

53 ideias sobre “Depoimentos

  1. Olá, tenho 26 anos e minha dismorfia corporal começou no fim da adolescencia. Quando adolescente não me achava bonito, mas isso não era tão importante na época. Mas depois que entrei para a faculdade e fiz amizades com pessoas diferentes, vi o quanto a aparencia fisica era importante.
    Cheguei a procurar ajuda psicológica, mas não tive muito sucesso, pois sentia muita vergonha de tocar neste assunto.
    Já fiz uma plastica facial, implante nos cabelos e mesmo assim ainda sinto q falta alguns retoques no meu rosto, cabelo e corpo. Não acho q meu estágio seja o mais avançado, pois tem dias que até me acho bonito, porém, é muito raro eu sair de casa satisfeito com a aparencia.
    Também uso maquiagem, porque acho q miinha pele é feia sem.
    O Pior de tudo é que estou escravo dessas coisas, fico horas no espelho, disfarçando falhas nos cabelos e cobrindo a pele, para que eu pareça perfeito. As vezes eu canso, tenho vontade de pegar uma gilete e raspar os cabelos e sair de casa com a cara lavada. Mas não consigo. É mais forte do que eu.
    Mas eu não penso em buscar ajuda médica, no momento só penso em conseguir dinheiro para fazer mais retoques (plasticas).
    Gostei muito desse blog, acho muito importante todos trocarem experiencias. E quem sabe no futuro esse blog possa dar inicio a um congresso que reuna médicos e pessoas que sofrem de Dismorfia.

    • Pois é Ricardo, isso é um ciclo sem fim. Quanto mais coisas você arranja para corrigir, mais aparecem; e haja produtos…
      Meu sonho é sair de cara lavada após um banho, de cabelos molhados de qualquer jeito, ou com a roupa que eu quisesse sem ter que me preocupar em disfarçar nada…
      Mas não vou nem à portaria de casa desse jeito. Em hipótese alguma.
      Provavelmente é ridículo, patético, ou mesmo nojento de tão fútil pra quem vê de fora… Mas não existe nem palavras para descrever o inferno.
      Nesse calor, como é triste ficar com base na cara…

  2. Comecei a tomar inibidores de apetite com 18 anos, após ter passado com um medico endocrinologista que receitou. Eu que sempre convivi com o sobrepeso (nada alarmante que justificasse o uso de remedios para o controle), em poucos meses me vi com 13 kilos a menos, tendo passado dos 63,00 kg para 50 kg. Tenho 1,63…

    Uma vez atingida minha meta, parei com os remedios e em um ano havia recuperado quase todo o peso que perdera. Recomecei a tomar, orientada pelo mesmo medico.

    Nessa fase eu tinha acabado de entrar na faculdade de Direito, e como “passar no bar pra falar um OI” é um acontecimento corriqueiro nessa fase da vida, logo eu descobri que meio copo de cerveja diminuia muito a ansidade e sensação de boca seca causados pelo medicamento.

    Estava para atravessar os portais do inferno e nem sabia. Aquilo era o inicio da minha adicção (vicio).

    Sempre com receitas medicas, passei a viver entre periodos de magreza (que muito me alegravam a auto-estima) sustentados pelo “veneno” e periodos de “engorda” quando eu parava com os remedios, crente que “desta vez eu vou conseguir manter o peso”… Mas logo a balança cruel acusava e eu retornava ao endocrino que me dava uma receita que me autorizava a consumir minha droga licitamente.

    Com o passar dos anos o remedio ja tinha o mesmo efeito, e eu ja estav na dosagem maxima receitada. Aumentei as doses por conta propria. No inicio passei de 2 comprimidos por dia para 3 comprimidos por dia. Um ano depois, 4. Depois 5, e 6 e assim sucessiva e lenta e controladamente até que me vi, aos 32 anos, internada voluntariamente numa clinica de reabilitação para dependentes quimicos, tentando parar de ingerir os cerca de 20 a 25 comprimidos por dia que eu usava associados a generosas quantidades de alcool, sempre à noite e aos finais de semana.

    Nem preciso dizer que algumas das consequencias na minha vida pessoal foram devastadoras… algumas humilhantes, outras extremamente dolorosas, mas a grande maioria foi mesmo perigosa. Quase morri por 2 ou 3 vezes, com direito a decorticar e convulsionar, sozinha em casa, pois eu estava separada e morava sozinha.

    Tudo isso sob o lema: “PARO QDO QUISER. MASAINDA NÂO QUERO. Faço pq gosto, pq sou descolada, uma mulher intensa, resolvida. Não ligo para o que a sociedade pensa.”

    Foi doloroso o caminho da recuperação. Qdo tudo começou sob a égide de EMAGRECER eu pesava 63kg. Hoje peso 72kg e estou no meio de um processo de recaida, depois de 4 anos livre desse inferno. E pq estou recaindo? Pq não me conformo com esse peso e nesse 4 anos a coisa que mais me lembro de ter empenhado minhas energias foi em dietas e mais dietas, resoluções e mais resoluções de mudar meus habitos alimentares… Não consigo…

    Procurei um endocrino crente, absolutamente crente de que poderia, depois de tanto tempo, fazer o uso correto do medicamento e ao menos chegar aos 63 de novo. Isso faz 3 meses, e me peguei pela 3° vez ingerindo 12 capsulas por dia, e finalizando tudo com alcool na madrugada para me acalmar da agitação. Também me vi procurando novamente um “traficante” de anfepramona ou fenproporex ou sibutramina. Esses vendem sem a receita, laboratorios clandestinos… Detalhe: Eu também tinha parado de beber nesses anos, e sinceramente estava ADORANDO viver limpa de substancias “alucinogenas”.

    Aqui estou, nessa situação… Mas não estou com pena de mim, nem estou aqui pq acredito que encontrarei uma solução magica em palavras reconfortantes ou duras ou qquer outra coisa do genero. Sei que serei eu mesma quem terei que encontrar novamente o calcanhar de aquiles desse demonio que é o vicio.

    Estou escrevendo estas palavras pq sinceramente gostaria, do mais profundo sentimento do meu coração, que nunca mais, ninguem, absolutamente nenhuma mulher e principalemnte nenhuma adolescente como eu fui, fosse induzida por aqueles em quem confiam, a tomar inibidores de apetite. Isso vicia sem vc perceber, e o sonho de perder aqueles quilos nojentos vem facil… Facil mas não barato. Ao contrario, o preço que vc paga por isso é muito maior do que aquilo que qquer sonho do mundo deveria custar.

    Hoje tenho 3 filhos, todos bem pequenos e ainda extremamente dependentes de mim ainda. Casei novamente depois da reabilitação com o melhor homem que o Universo poderia ter me dado. Tenho um otimo emprego, uma otima casa, uma otima, maravilhosa vida… nada neste momento, além da minha falta de aceitação do meu corpo, justificam essa recaida. E ela ameaça tudo aquli que eu lutei para conquistar. E ela me pegou sem avisar, baseada na falsa crença de que algum dia eu novamente poderia obter desses malditos remedios inibidores de apetite, aquilo que obtive na primeira vez que tomei.

    Tudo isso pra dizer a quem quer que esteja lendo isso, e ainda se encontre em tempo de faze-lo : CORRA LOLA, CORRA !

    • Hoje mesmo estava pesquisando sobre um inibidor de apetite. Parabéns pela coragem de relatar sua experiência, serviu como alerta para mim, já sofri muito sendo dependente de laxantes.

  3. Olá, meu nome é *******, tenho 15 anos. Descobri que tenho dismorfia ontem. Já fazem 4 anos q faço tratamento para acne, pois ela ja havia chegado ao grau III, e os comentários das pessoas passaram a me causar desespero. Foi um baque total, pq antes eu n me preocupava com essas coisas de estética, mas a partir daquele momento, isso se tornou obsessão em minha vida…
    Existem momentos q n quero me olhar no espelho, com medo do q vou ver. E existem momentos em q procuro desesperadamente por um, pq se não olhar meu reflexo me sinto um monstro…
    Sei que minha acne já foi mt pior, ela é controlada com tratamentos dermatológicos, e n sei oq seria de mim sem a ajuda da minha mãe. Ela sofre comigo por causa disso, sempre sofreu, antes mesmo de eu “cair em mim” e notar a lástima que eu tinha estampada em minhas faces, minha mãe já sofria por mim.
    Minha acne é grau I hj em dia. Surgem umas poucas espinhas d vz enquando, mas as manchas me encomodam muuuito… não são tantas assim, eu admito, mas eu não me conformo em ter que ficar escondendo com camuflagem… Já fiz uma loucura de enfiar meu rosto no vapor e quase o queimei… sorte que não ficaram marcas!
    Eu grito, choro, me revolto, e fico mto ansiosa as vesperas de ir a um local que sei que tenho q me expor. Tem vezes até que eu me acho bonita, ms raramente chega ao 100%. Não sei com quem falar, pq meu pai, apesar de ser meu amigo, é muito espiritualizado p entender o que se passa na cabeça fútil de alguém como eu. Minha mãe, coitada, já sofre tanto e ela nem me aguenta mais. Não uso meu cabelo preso com medo das minhas manchas se tornarem ainda mais evidentes.
    Resolvi procurar na net ontem e vi as ilustrações e os sintomas, notei que eu agia igualzinho. Ms com quem eu vou procurar ajuda se todo mundo acha q é perfeccionismo, paranóia de gente vaidosa com vontade de agradar? N quero tomar remédios fortes p me curar, mas o que eu faço então?

  4. a varios dias estou perturbada, tentando encontra o nome do meu problema e hoje descobrir. posso dizer que infelizmente isso me acompanha a varios anos e tento buscar me livrar dessa obsessão que acaba com a minha vida e esta atrapalhando o meu casamento. eu não sei mais o que eu faço. mas nao perco a esperança pois eu sei que tem um deus todo poderoso criador do ceu a da terra que me ama e vai me ajudar.

  5. Oi, eu tenho 26, tenho dismorfia dsd os 9 (mais ou menos), descobri ha uns 3 anos a doença, vendo um programa de tv que comentou sobre o assunto.
    .
    a dismorfia se manifestou qdo eu me arrumei pra tirar uma fotografia com meu primo que era bebê na época, depois da quinta ou sexta vez que me arrumei eu descobri que nao tinha jeito, que era feia e nunca mais tirei uma fotografia, a nao ser pra documentos obrigatórios
    .
    fiz regimes terriveis na adolescencia, acreditando que ser esqueletica como uma modelo me faria bonita, mas qdo fiquei super magra, tive ctz que realmente nao tinha saída, eu era mto feia.
    .
    há um tempo atras eu comecei a notar que nao era normal essa preocupação, que eu via algo que outras pessoas ignoravam, entao percebi que era um problema psicológico, uma neurose talvez e que eu identificava (com dor) em algumas pessoas, como o michael jackson.
    .
    dsd entao tenho tentado cuidar de mim, mta coisa mudou, superei a sindrome do panico, a bulimia, a anorexia, ainda nao tiro fotos e nao namoro. Ainda choro horas seguidas pela ifinidade de deformidades, mas sei que sao menos graves que ter doenças como um cancer, sei tbm que tem feiúras que sao feiúras msm, como meu peito de idosa, depois de perder mais de 30 quilos. Mas que meu rosto nao se parece com o rosto do corcunda de notre dame, apesar de as vzs parecer mto.
    .
    o site tem me feito bem, desejo mto que todos que passem por aqui consigam superar ou ao menos conviver bem com a doença. ao longo de todos esses anos eu deixei de ir a aniversarios, casamentos e ate velórios de pessoas queridas, deixei de ficar com caras legais e acho que nunca consegui um namorado pq sou tao feia que ninguem me quer o suficiente pra namorar. Mas sei que isso é um traço da dismorfia e sei que tem coisas mais importantes que chorar olhando pro espelho, que tenho que estudar, trabalhar, pq se nao tiver dinheiro no fim do mes e sentir cólica a ponto de desmaiar, a feiúra nao vai me socorrer, se precisar de um agasalho no inverno vou precisar de dinheiro pra comprar.
    e tantas outras coisas que sao mto mais importantes que ser feio ou bonito.

    ainda sofro mto, mas tenho objetivos a perseguir e vencer a dismorfia é um deles, e eu tenho com todas as minhas forças lutado pra ignorar a feiúra, pra conseguir ter um bom emprego pra bancar o tratamento psicológico, psiquiátrico, a academia, as cirurgias e todo o resto que eu acredito que preciso
    .

    boa sorte a todos vcs, de coraçao.
    e a vc do site, mta luz e paz, foi uma iniciativa linda compartilhar e tentar ajudar pessoas tao incompreendidas como nós.
    abraços fraternos

  6. a mais o menos duas semanas atras eu estavava instavel. por um curto momento ate me achei bonita, mas semana passada perdi minha querida e amada avo, e isso proporcionou um desequilibrio emocional, e estou com crises contantes. Estava assistindo uma luta de mma e vir aquelas mulheres que fica passando com aquelas plaquinhas e me sentir mal pois elas eram muito bonitas, e mais vou começar um acompanhamento com uma psicologa proximo mes e a conheci e vi que ela e muito bonita e me sentir mal. Confesso para voces tenho vergonha de sentir isso ¨inveja de quem e bonita¨.

    • calma minha flor. faça a sua terapia, vai te fazer bem. procure saber sobre a “terapia cognitivo comportamental” que é a linha de tratamento que mais da resultado para dismorfia corporal. Não tenha vergonha de se sentir assim, assumir o problema é um grande passo para superar tudo isso. Qualquer coisa estou aqui 🙂 um beijo

  7. quero comentar sobre algo chato que aconteceu comigo ontem. Era para ser um dia especial, fui ao shopping com meu esposo para assistir um filme quando cheguei lá, ate entao tudo bem, quando o filme terminou, fomos dar uma volta, comecei a ver muitas mulheres bonitas e com isso começei a me sentir pequenina, a medida que eu caminhava me sentia menor. Teve um momento que passamos pela praça de alimetação foi, terrivel tive uma crise de pânico e começei a apertar a mão do meu esposo e foi aliviando. Mas estou com esperança que vou conceguir diminuir e porque nao me livrar totalmente desse problema que me destroi. Tnho fe em deus que vou conseguir, pois nao irei desistir.

    • Claro que vc vai conseguir superar Cristina! Tenha fé e força de vontade. Se vc precisar conversar estou aqui. um beijo.

  8. Cara, desde criança, desde cedo mesmo, eu me tocava que a imagem que via no “lugar” dos meus “reflexos” de fato não era meu. Não sei como, mas eu conseguia entender que a imagem não era minha, e repudiava a mesma. Para não sofrer, ignorava tudo que era refletivo, pois o encômodo era cruel. Ao mesmo tempo, não tinha acesso à informação,e evitava confrontar, com medo de uma possível tragédia.

    Enfim, to aqui para perguntar algo que me “encuca”:
    Tenho esse problema, ja admiti, e por isso meu perfil em rede social é vazio de fotos. Eu te pergunto, será que é aconselhável eu tirar fotos, mesmo que não seja pra ver, mas pelo menos pra ajudar a se socializar na cidade ? Minha psicologa ta ausente e não pude falar com ela nada sobre o assunto.

    E mais uma pergunta, será que existe cura, ou cura rápida para esse problema ?
    Desde já agradeço.

    • Oi Felipe

      Desculpe a demora, o blog estava em manuteção e não vi antes o seu comentário. O que eu digo para as pessoas que tem dismorfia e não gostam de foto é: batam foto para si mesmos. Não precisa por no facebook, no msn, etc. Bata a foto e guarde pra vc. Mas não bata uma só e diga “odiei essa foto”. Bata 100 fotos. Eu fazia isso. Eu batia 100 fotos pra mais, pra eu gostar de uma, e olhe lá. Tinha dia que eu batia muita foto e não gostava de nada. A idéia é que você comece a perceber nas fotos que você não é como se vê no espelho. Que você é normal. Outra coisa que eu fiz e deu certo é: Bata as fotos (as 100) e não delete todas as que você não gostar. As “menos piores” você guarda, mesmo que você não tenha gostado da foto. Guarde em uma pasta que você não mexe, deixe lá por meses, e depois, um dia qualquer você olha as fotos. Você vai perceber que aquele sentimento de “sou horrivel” do dia que você bateu a foto não é tão forte agora, depois de uns meses. E se você gostou de alguma foto sua, essa você guarda pra vc e de vez em quando você olha pra ela. Mesmo que você diga “eu gostei +ou- dessa foto, foi o ângulo, foi a luz, que fez com que eu ficasse menos pior”. Não importa. É você.

      Sobre a outra pergunta que é: Há cura para a dismorfia corporal?
      Cura rápida não. É preciso dedicação na terapia (de preferência a terapia cognitivo comportamental), estar disposto a querer mudar as formas erradas que pensamos a respeito de nós e a respeito da ditadura da beleza. Leitura também ajuda (no menu do blog tem a indicação de bons livros).
      Cura a longo prazo: O que os especialistas dizem é que não há cura, mas um controle da dismorfia corporal. Eu há cerca de um ano nunca mais tive problemas com a minha aparência. Eu não me acho LINDA hoje, mas eu me acho normal. Tem dias que eu me acho feia, mas isso não me deixa triste, nem deixo de sair de casa (o que aconteceria com quem tem dismorfia corporal). Eu entendo que tem dias que eu não estou me sentindo bonita porque não tem como todos os dias do ano a gente se sentir bonita, nem pessoas sem dismorfia corporal se sentem assim. Se o que aconteceu comigo é a cura ou o controle não me importa, o que importa é que hoje eu tenho uma vida normal com a minha aparência. E eu não sou a única pessoa que aconteceu isso, o Robert, um leitor daqui do blog também disse que está ótimo e que a dismorfia corporal é uma página virada da vida dele. Acredite em você, faça sua terapia e você também verá que muita coisa vai melhorar.

  9. Hehe, sim, ja começei o confronto com o problema. Bati várias fotos hoje mesmo, e em nenhuma delas “me vi” aushuahs, espero que isso seja normal.
    Eu não sei bem, mas nesse assunto, parece que meu caminho foi um pouco diferente do que o das outras pessoas com o TDC. Desde criança, ja percebi que esse problema existia. Eu mesmo sabia que aquele “ser” no espelho não era eu. Não sei como, só sabia que não era, podia ser qualquer coisa, menos eu. Por falta de informação associei a malições, mundos paralelos, etc…
    Uma das coisas que me alívia do TDC (chamo de transtorno da distorção da imagem ),é que, eu sei como realmente é minha imagem. Por observações, moldei, como seria a minha face, e quanto mais fui moldando, mais forte ficava o sentimento de que eu era um cara totalmente diferente do espelho, e que o “molde” dessa imagem, mais estava ficando como de fato sou. Do nada, como por encanto, vinha minha suposta imagem real entrava em minha mente, e eu conseguia me entender, me ver, me sentia como se estivesse me vendo, e aquela imagem eu conseguia admitir como minha, eu estava de “acordo” com ela.íncrivel. Não sei, minha intuição diz, que essa imagem em minha mente, que eu creio ser realmente a minha, é de fato a que tenho. Admiti ser daquele jeito (como minha intuição dizia), e reparando, tinha cada vez mais fatos a favor dessa suposta aparência real. Tinha medo de estar crendo ser algo que não sou, mas quando lembrava dessa imagem, eu estava de acordo com ela, e conseguia me entender por ela, e isso ajudou muito a erguer minha moral(Não me pergunte como, só sei que sei rsrsrs,) Até hoje, os fatos só apontam para a imagem que eu “sei” que é minha, e não aquela que vejo no espelho. Acha isso possível ?

    Agora vou fazer umas perguntas diretas, até porque, quem tem o problema também, ja se “alivia”:
    – O transtorno da distorção da imagem (ou dismorfia), acontece em maiores casos com pessoas realmente bonitas ?
    – Pelas minhas pesquisas, é de fato perceber, que em fotos ou até videos, se reparar bem, as pessoas não são, como realmente são ‘ao vivo’ na vida real e tem pelo menos uma pequena distorção ?
    – Tenho medo de, ao começar a confrontar o problema de frente, á imagem distorcida começe a mudar meus pensamentos, e até mesmo fazer eu acreditar ser ela. Isso é coisa de TOC que eu sei, mas acha que isso pode se tornar real, mesmo tendo conciência que só é mais um pensamento distorcido do TOC?

    Desde já agradeço, quero me livrar o mais rápido possível desse problema.

    • Oi Felipe. Eu não sou a pessoa mais indicada pra responder bem as suas perguntas, porque não sou psicóloga e um especialista no assunto seria o mais indicado para tirar suas dúvidas.
      Vou tentar responder suas perguntas:
      – O transtorno da distorção da imagem (ou dismorfia), acontece em maiores casos com pessoas realmente bonitas ?
      O que é uma pessoa bonita pra vc? Todo mundo é bonito, cada um com a sua particularidade, cada um da sua forma, eu posso ser bonita para uma pessoa e feia para outra, da mesma forma vc, ou a Patricia Poeta, ou o Cauã Reymond.

      – Pelas minhas pesquisas, é de fato perceber, que em fotos ou até videos, se reparar bem, as pessoas não são, como realmente são ‘ao vivo’ na vida real e tem pelo menos uma pequena distorção?
      Não entendi a pergunta.

      – Tenho medo de, ao começar a confrontar o problema de frente, á imagem distorcida começe a mudar meus pensamentos, e até mesmo fazer eu acreditar ser ela. Isso é coisa de TOC que eu sei, mas acha que isso pode se tornar real, mesmo tendo conciência que só é mais um pensamento distorcido do TOC?
      Isso depende de como vc vai enfrentar os fatos. Vc mesmo já disse que sabe que essa imagem distorcida não é real. É uma escolha sua querer começar a acreditar que o que não é real ser real. É como se vc admitisse que algo irreal e que vc tem consciência pudesse ser mais forte que vc e passasse a te dominar. É preciso ter foco, disciplina para poder superar isso. Isso inclui muita leitura sobre o assunto (TDC, auto imagem, ditadura da beleza etc) para poder compreender bem como tudo isso ocorre e porque hoje vc pensa dessa forma errada. O mais correto a se fazer é um acompanhamento psicológico na linha cognitivo comportamental que já vai começar a dar resultado nas primeiras consultas. Vc vai começar a se questionar porque pensa de forma X e que essa forma não é a mais adequada com a realidade.

      Espero poder ter esclarecido alguma coisa. bjo

  10. Oie tudo bem?
    Adorei seu blog, tem muitas informações bem bacanas.
    Vai me ajudar muito no meu TCC viu 😀
    Achei muito boa a sua iniciativa de tratar sobre o TDC em um blog, pois, é mais um forma de divulgar o informações sobre o transtorno que não é muito conhecido.

    Beijos beijos

  11. Estou muito triste, desesperada mesmo, apesar de ter voltado a tomar medicamento a 9 dias (estava sem a 1 ano, medicamentos me dão todos os efeitos colaterais e a ajuda é pequena), cada remédio que eu testo é um martirio absoluto, fico com medo pois alguns também exacerbaram tanto os sintomas de ansiedade e angustia que pensava que iria enlouquecer. Comecei novamente com a bupropiona pois apesar de não ajudar muito eu estou mais segura dos efeitos colaterais pois tomei por muito tempo, e muito rivotril. Terapia fiz por anos, mas estou sem a quase 2, a ajuda era a de poder colocar para fora e diminuir a sensação de sufocamento quase físico de tão forte. Para isso está fazendo muita falta. Esse tempo que fiquei sem tratamento passei sem maiores crises, mas sempre vivendo com todas as limitações da doença. Sair de casa so de mangas e calças compridas e até meia, se desse usaria luvas também isso no verão do RJ 40 graus!!! Fico confusa porque sei que o que vejo em mim é completamente real, ( por vários motivos, inclusive a precoce falta de estrogênio, possuo enorme flacidez e a pele do corpo parecendo fina sem espessura e apergaminhada e piorando muuuiiito ) muito maior que das outras pessoas da minha idade, e já que é real não existiria a “dismorfia”. Então qual é a solução pra mim já que tudo existe e não consigo nem me olhar, e saio do banho toda enrolada em toalhas , só troco de roupa sentada na cama, tudo que preciso tem que estar ao lado (andar só de toalhas, mesmo um pequeno espaço, gera muito desconforto) e no escuro!!! Dentro de casa as roupas seguem esse padrão e o desconforto é muito grande!!! Não consigo ligar o “fodasse” nem para os meus próprios olhos. Só de pensar passo mal fisicamente!!!! Meus pais tem muita idade e precisam muito de mim, meu filho tem 23 anos, e já é claro apresentar os mesmos sintomas. só sai de casa para estudar e trabalhar. Está perdendo toda a sua juventude e eu não aguento o mal que fiz para vida dele, que amo mais que tudo!!! Meu marido, me ajuda como pode, inclusive com a abstinência sexual que lhe é imposta e a vida diferente de todos já que acaba também limitado pelas minhas dificuldades. Não entro em maiores detalhes com ele pois seria terrivel para mim, e as poucas pessoas com as quais falei claramente o que se passa me arrependi profundamente.
    Não aguento mais tanta dor, para mim e para as pessoas que amo, me sinto aprisionada e sem solução!
    Vivo assim a mais de 16 anos, com pouquissimos periodos mais normais, que coleciono como tesouros. Vou fazer 50 anos e fui considerada uma pessoa até bonita por toda vida. As vezes que consigo sair, sendo noite e inverno, faço tudo para estar arrumada e falante de forma a não deixar que percebam. Isso também é desgastante, principalmente a preocupação em me vestir para estar muito bem apresentada. Nunca vestidos, saias ou blusas sem manga. Só que ninguem sabe o que, a anos, eu tento esconder mas agora, mesmo toda encapotada não está dando para disfarçar. Não saio de casa quase nunca, feriados e festas, ou um simples passeio ao ar livre nem pensar. Só vivo um pouco melhor no inverno, mas no Rio isso não me é muito possível!!! Tenho pânico quando surge uma coisa que não posso deixar de fazer durante o dia, e o desespero é total se for um dia de sol. Imagina sair vestida assim suando e com os calores da falta hormonal e ainda ter que aguentar as pessoas fazendo comentários e me olhando como se fosse louca. As vezes eu tenho mesmo medo de ser, ou de ficar, já que tudo isso me leva a um grau de anciedade que ninguém teria condição de suportar. Fico apavorada de pensar em como vou fazer para levar a vida e suas demandas, ai vem a depressão, muuiita depressão e muita ansiedade!!! No momento estou pior e insegura, sem saber se o remedio vai conseguir pelo menos aliviar o que estou sentindo. Pretendo começar outra terapia, mas só de pensar em começar do zero, além de ter que arrumar horário sempre a noite e me vestir para ir já é um sofrimento. Minha terapeuta antiga ficava num lugar discreto e eu podia ir como estava, sem me arrumar e muitas vezes sem banho, como costuma sempre acontecer. Ela não trabalha mais, parece que não está bem de saúde e eu não consegui nem me comunicar com ela o que quase me enlouqueceu de vez. A necessidade de poder dizer tudo isso para ela, mesmo já tendo feito por tantos anos iria ser muito importante para mim agora. Gente desculpa todo esse peso que estou passando para vocês. Chorei todo o tempo, mas não consegui parar de escrever. Tenho muita pena do tempo que vocês e meu filho amado, tão jovens, estão perdendo em suas vidas e principalmente da dor tão profunda que sei que sentem. Nem sempre eu fui assim, e consigo me lembrar de como a vida pode ser maravilhosa quando a gente tem condições de viver fora dessa caverna escura!! Quanto mais fundo estamos mais difícil perceber essa energia, essa luz. Por Favor não deixem isso acontecer lutemmm muiiitoo, muuuitooo, vocês são jovens lindos, cada um do seu jeitinho, busquem essa vida, essa energia, ela está aí dentro de vocês!!!! Acreditem sempre!!
    Um abraço muito apertado,
    Lu.

  12. Oi, acho q tenho dismorfia específica, em relação ao meu cabelo. As pessoas dizem q sou bonita e tbm acho, estou satisfeita cmg, exceto pelo meu cabelo. Já pensei em raspar a cabeça e usar peruca (mas minha mãe descobriu antes que eu pudesse fazer isso e impediu), já fiz uma tal de plástica dos fios, mas não gostei, agora fiz definitiva, mas tbm n me agradou, parece q n consigo gostar dele de jeito nenhum, as pessoas dizem q ele é bonito, só eu não enxergo. Qria saber o q fazer para acabar com isso, pq isso tem sido um tormento na minha vida (desenvolvi esse problema há mais ou menos dez anos e até hoje não consegui me livrar dele). Já fiquei com vergonha de sair na rua, quase entro em depressão, me afastei de tudo e de todos, sinto que o meu cabelo esconde minha beleza, meu potencial, me afunda. Qria mto poder solucionar isso de uma vez por todas, desde já gradeço a atenção.

  13. Olá, meu nome******* e tenho 18, estou indo numa psiquiatra há um mês mais ou menos ela nunca me disse concretamente que tenho disformia corporal apenas disse que tenho uma distorção do meu corpo, gostaria de entender melhor na verdade gostaria de saber qual a solução o que resolve o que eu sinto. Bom desde pequena sofre com apelidos maldosos primeiro eu tinha um sinal interno no olho e era chamada de bolota no olha pelos meus colegas da creche, depois na segunda serie começaram a implicar com o meu nariz e por ser magra de mais ganhei novos apelidos, bruxa keca, Pinóquio, tucano, largatixa, pau de vira tripa entre outros muitos mais, mesmo passando o tempo continuou sempre uns anos mais e outros menos mais nunca deixaram de existir quando estava nas oito serie troquei de colégio achando que talvez mudasse as coisas que talvez fosse mais civilizado, mais não entrei no colégio me sentindo bem, mais não demorou muito para os apelidos voltarem era pior até tinha meninos que não me beijavam as outras meninas no rosto mais quando chegava a mim “disse para ti eu só dou a mão” eu nunca esqueci isso no primeiro ano do ensino médio troquei de escola novamente nessa foi um pouco pior porque não consegui fazer amigos e quando fazia não tinha nada vê com migo e só andava pra não ficar sozinha mesmo, ganhei apelidos traveco falavam do meu cabelo, pois era um loiro meu falso não tinha assunto com aquela gente, sempre sofri muito bulling mais sempre tinha amigas e não me sentia tão sozinha mais dessa vez eu estava sozinha ia para La ficava sozinha e as pessoas falavam quando eu passava, acabei não indo mais a escola e travei não quis mais aquele ano cheguei num ponto que eu não admitia mais sofrer aquilo que a vida todo tinha sofrido, pois não me achava mais tão feia parei aquele ano de estudar e depois fiz eja da quele ano e recuperei fiz o segundo do ensino médio no eja o terceiro ano voltei para a escola norma fiz amizades não tive apelidos aquele ano mais com 17 para 18 tinha uma colega que não tinha seios e ia botar silicone e só falava nisso meu namorado me traiu “acredito que foi isso que mais contribuiu” não me contei eu fui atrás e descobri tudo e perguntei como era a menina e me disseram que de beleza era tipo eu mais tinha um corpão foi ai que eu comecei a me. Olhar no espelho e ver como sou magra e ver que meninas bonitas mesmo de seios grandes e olhar para minhas colegas e ver que eu não desenvolvi, comecei a ficar neurótica e controlar meu namorado ele não me ajudou muito nisso, pois encarava outras mulheres na minha frente que tinham corpo, e eu me sentindo um lixo e fofocas dali e daqui foi uma fase bem ruim que passei com o tempo eu fui evitando sai para festa até vou mais me sentindo mal e cuidando para ele não olhar , quando sai vejo uma menina com seios bonita chora de canto quando estou com ele me da um nervoso de sair corendo parece que me sufoca, não tem amigo de seios grandes não gosto delas bloqueia todos na face book salvo sua foto e fico olhando como queria ser assim linda e tirar fotos sem me sentir uma bruxa, quero morre, pois não tenho grana para me arruma e me deixar perfeita do jeito que eu quero também tenho a minha listinha ahahushash mais agora eu estou tomando remédio choro menos mais choro… Sei que é muita coisa pra ler… No fundo só queria lhe fazer uma pergunta vai adiantar que colocar seios e arruma o meu nariz?

  14. My God!

    Hoje, foi o fim da picada para mim! Não consegui sair, porque não tinha uma bendita roupa que ficasse bem em mim.
    Sabe o que fiz?! Retirei quase todas as roupas, coloquei numa sacola e vou doar.
    Meu pensamento: é melhor não ter, do que olhar e passar raiva!
    Não sei se tenho dismorfia e, por sinal, até há alguns minutos nem sabia que isso existia.
    Sou magra e não gosto do que vejo no espelho, as pessoas dizem que estou bem assim, mas não acredito.
    Na maioria das vezes prefiro ficar em casa, longe de todos, pois dessa forma evito ouvir comentarios do tipo:
    ” nossa! vc está tão magra, ou, suas pernas nessa calça parecem dois cambitos, ou, meu braço é duas vezes seu punho”!
    Odeio tudo isso!

    Muito punk

    • Oi Amelia. É importante você procurar ajuda de um médico para por em equilibrio isso que você sente. Viver dessa forma não é bom ok? Um beijo.

  15. Oi tenho 26 anos e disse para minha gerente que tenho dismorfia e quero ser mandado embora do serviço para me tratar e ela riu de mim não me levou a sério e fez me sentir um viadinho.

  16. Finalmente, pessoas que sentem o mesmo que eu!
    Desde pequena me sinto muito feia!Não aceito minha aparência…o engraçado é que todos me dizem que sou bonita e chamo atenção. Vivo nesta obsessão desde os 11 anos de idade, pois era gordinha na infância. Com essa idade fiz minha primeira dieta….nessa época eu queria ser magérrima. Alguns anos passaram e a magreza já não me atraia mais…queria ganhar perna, glúteo…ficar forte e definida. E essa é minha busca até hoje. Só que não tenho motivação para encarar a academia de verdade. Toda essa busca pela perfeição ficou ainda mais intensa depois que engravidei, pois meu corpo ficou pior ainda. Então, o ano passado fiz mastopexia (para levantar as mamas), coloquei silicone e fiz lipo nas costas. Dias depois da ciru estava em prantos em casa, pq o resultado não tinha ficado como o esperado. Ainda sobrou pele nas mamas e gordura nas costas. Nesse inverno pretendo fazer o retoque dessas cirurgias e abdominoplastia. Detalhe: os próprios médicos dizem que não preciso dessa cirurgia, pois o excesso de pele não é tão grande assim.MAS SÓ EU SEI O QUANTO A BARRIGA ME INCOMODA. Estou sempre tentando escondê-la…se coloco uma blusinha mais apertada, sinto que todo mundo me olha e acha ridículo!Aliás…é assim que eu meu sinto: RIDÍCULA!
    Tomo antidepressivo e gostaria de achar um bom profissional que me entendesse…mas eles não entendem. Pois só quem passa por isso sabe o quanto é difícil e pesado…
    Depois da cirurgia plástica me sinto mais a vontade com minha aparência, mas meu psicológico está cada vez pior. Percebi que SEMPRE vou querer mais…por mais que eu faça reparos. Hoje já consigo entender que o caminho não é esse, que não estou buscando a felicidade nas coisas certas..o sentimento agora é de desorientação, pois não sei onde encontrar o NORTE. Psicólogos, religião, academia, plástica…nada disse me deu o conforto de que preciso. Não sei mais o que fazer…

    • Olá Lena, se você não está contente com seu psicólogo, troque, há muitos bons psicólogos no mercado. Indico a terapia cognitivo comportamental que é ótimo para dismorfia corporal e não demora a dar resultados. Falo por experiência própria. E sobre você se incomodar ainda com os pequenos detalhes do seu corpo, ligue o Foda-se e seja feliz. Deixe pra lá o que os outros pensam. (Para ler o meu post sobre “Foda-se” é só clicar em “Posts mais importantes” no menu do blog!)

  17. Olá,

    Desde criança sofro por ter as pernas tortas e quadris largos. Durante toda a minha adolescência fui muito anti-social, não só por querer, mas para evitar ouvir piadinhas. O primeiro que comentou foi meu pai e isso me deixou muito triste. De lá até uns 21 anos foi terror até que conheci uma garota legal, casamos e tivemos dois filhos. Hoje tenho 35 anos e há 3 anos atrás, ao mudar de emprego, entrei novamente em um ambiente hostil. Alguns colegas citaram novamente de como eu era feio e de lá pra cá tem piorado bastante. Tive problemas de diarreia e fiz até colonoscopia achando que era real mas os exames não revelaram nada. Fico usando roupas mais frouxas para disfarçar mas não tem jeito. Sei que para a maioria das pessoas que conheço parece frescura esse tipo de comentário e não é coisa de homem mas é um sofrimento inevitável. Foi bom ler seu blog e saber que há uma luz no fim do túnel. Nunca falei disso com absolutamente ninguém e nunca fui a nenhum profissional. Me seguro sozinho e vou levando.

    Tem uma frase atribuída ao Froyd que diz: “Se um dia você for diagnosticado com depressão ou baixa estima certifique-se que não está cercado por idiotas.”
    Às vezes uso como consolo mas nem sempre funciona.

    No mais espero que Deus escute minhas preces e mude nossos pensamentos.
    Obrigado. Abraço.

  18. Oi!

    Vi várias pessoas falando sobre não gostar de tirar fotos, comigo é a mesma coisa. Entretanto, a mesma imagem monstruosa que vejo no espelho, vejo também na foto. É difícil acreditar em dismorfia porque não tem como distorcer o que está retratado fielmente via fotografia. Quando olho no espelho e vejo uma pessoa pavorosa, tento ser gentil comigo mesma e pensar “não é assim”. Então tiro uma fotografia e penso “ah, não! é assim mesmo, sou horrível, olha aí na foto…”.

    • Mas esse seu comentário está equivocado “É difícil acreditar em dismorfia porque não tem como distorcer o que está retratado fielmente via fotografia”. A distorção está dentro da sua cabeça, não na fotografia. Eu quando me via horrível/deformada no espelho também me via assim nas fotografias. Mas é claro, estamos olhando para nós mesmos na fotografia, não tem como se achar feio no espelho e bonito na foto. A foto não deixa de ser um espelho impresso. Quando essa forma de pensar errada for corrigida dentro da sua cabeça você vai começar a ver corretamente no espelho e na foto.

  19. Eu tenho a TDC a anos, juntamente com depressão e esse ano desenvolvi sintomas de bipolaridade e TOC. Estou tomando remédios, testando os que melhor se encaixam e acho que esse último foi o que melhor se encaixou no meu organismo.
    Sei que desenvolvi o transtorno graças a minha madrasta e seus filhos “perfeitos” e às vezes me dá surtos. Como a Amélia, semana passada rasguei um vestido meu porque eu não fico bem em vestidos, quando meu namorado tentou me impedir eu comecei a jogar minhas roupas todas no lixo.
    Tudo que vejo quando olho no espelho é o que quero mudar em mim. São os defeitos.

    Não faço terapia, não tenho grana pra isso. A depressão só comecei a tratar agora porque sempre escutei do meu pai que “depressão é coisa de quem não tem o que fazer”.

    Tenho um namorado lindo, fofo, que me ama e diz que eu sou linda. Mas tudo que eu vejo é a barriga enorme que tenho, a bunda enorme, a gordura, etc.

    Meus amigos estão cansados de escutar eu reclamando “de barriga cheia”… então eu vou parar de tentar desabafar com eles, só vou “sorrir e acenar” e fingir que está tudo bem.

    Afinal, todos tem seus problemas e os meus são os mais ridiculos, pois são sem “fundamento”, frescuras e cheios de “mimimi”.

  20. Olá , tenho 18 anos e sofro de skin picking desde os 15 pra 16 eu acho teve uma fase que foi muito dificil eu arrancava as casquinhas que formavam da minhas espinhas que tambem estorava , e decia sangue pelo rosto, na verdade isso aconte e ate hoje , o meu problema com acne e diferente pois se trata de hormonios , entao quando nasce uma espinha interna (que são as piores) eu espremo tudo, mas não sai fica saindo o líquido e eu fico mexendo naquilo toda hora , ate piora a espinha, sempre fica um restinho da espinha oque me da raiva mais ai eu vou dormir(sendo que muitas vezes fico na cama nao consigo dormir fico mexendo na cara) , beleza.No outro dia virou uma casquinha e na hora que to sozinha vo la e mexo, as vezes sangra as vezes não, eu me sinto muito envergonhada quase não saio, e costumei a usar base , maquiagem pra tirar as tampar as manchas, mas nao gosto de fica usando sempre pois fecha os poros e da mais acne.Outro problema meu e que as vezes meus labios ressecam e eu arranco a pelinha , as vezes nao da nada, as vezes da uma ferida que fica inchada, outra coisa e meu couro cabeludo que e muito olioso e eu fico tirando aquelas coisas brancas depois passo algo de ponta e tiro aquilo de baixo da unha(adoro fazer isso), mas meu maior problema é com as acnes eu não resisto, ja fiz varios tratamentos, inclusive estou tomando anticoscepicional pra controlar hormonios parece que ta nascendo menos espinha, mas mesmo assim cutuco as que nascem.
    Isso tudo interferece na minha autoestima, sou bonita (nao lindaaaa meu deus que perfeiçao) me vejo feia porcausa das manchinhas, talvez as pessoas nen me veem assim, mas e horrivel meus pais me xingam, eg falam para eu parar de mexer mas eu ja tentei mas quando fico anciosa ja mexi sem ver, eu nao olho direito no rosto das pessoas nao quero que me reparem, as vezes nao consigo dormir por ficar mexendo, e se eu falar pra minha mãe que isso e um transtorno e tals disformia, ela vai achar ruim, eu nao sei mas oque fazer querianter a pele lisinha (por isso talvez ranco as cascas quando passo os dedos e vejo que tem coisa “errada”).

    Desculpe pelo texto enorme e pelo português também, mas to escrevendo aqui porque vejo que não sou a unica que tem skin picking, pena que isso nao é tão falado no Brasil, espero que esse assunto cresca para as pessoas com os mesmo problema que eu possam trocar ideias de como se livrar disso (ou não). Abraços!!!

  21. oi meu nome é Jaqueline, tenho vinte anos, tudo começou quando eu tinha quatorze anos quando a inocência da infância se foi. virei adolescente e comecei a sofrer bullying na escola. O defeito que eu tenho e ter os olhos muito grande, é fiquei me martirizando todo santo dia ate chegar num ponto que sua vida fica rodando em torno de como você é feia e esquisita. Comecei achar defeito em tudo nariz, boca, formato do rosto, tenho sardas também então eu sei quando a Solange fala que quando ela se via parecia que o rosto dela era cheio de manchas. Tenho um grande problema de ficar me comparando a pessoa que respectivamente eu acho mais bonitas que eu e fica me julgando incapaz. Mais não é só isso esses problema me trouxeram outros como a falta de confiança, timidez e a pior a falta de amigos, não tenho amigos porque me julgo incapaz de alguém gostar de mim do jeito que eu sou, ja pensei em suicídio mais tenho um amor maior que não me deixa fazer essa barbaridade e o amor pela minha MÃE. E graças a deus ainda tenho esperança em dia melhores.

    • Olá Jaqueline. Você ter consciência do problema já é um grande avanço. Não desista, você é jovem e tem um grande caminho pela frente (no sentido de que ainda há tempo para aproveitar muita coisa boa da vida). Leia os livros que sugeri aqui no blog (no menu em ‘livros’), e se possível faça terapia, ajuda muito. Espero que os textos do blog ajude você também 🙂 um beijo.

  22. Não sei se eu me enquadro na dismorfia, porque até consigo me achar bonita, mas só quando estou de cabelo escovado e maquiada, uso maquiagem até pra ir no portão de casa, do contrario, natural, me sinto a pessoa mais ridícula do universo.Me olho no espelho e vejo um mostro ridículo.
    Quando eu era criança sofri muito bullyng na escola, acho que foi dai que desenvolvi meu complexo, eu era ridicularizada pelos meus colegas de classe, já cheguei a ser “eleita” a mais feia da sala. Isso me deixou muito péssima, chorava muito, queria morrer. Recebia vários apelidos por conta do meu queixo que é meio dobradinho( um dos meus defeitos) rs, tinha pânico de ficar em publico, achava que todos estavam me olhando e reparando no meu queixo. Quando me formei, meu complexo diminuiu. Hoje superei a vergonha do meu queixo, consigo me sentir bonita e ficar bem em publico, mas sempre quando estou arrumada, fora isso me sinto muito feia. Queria mudar quase tudo em mim, meu queixo, nariz, cabelo, queria ser alta, odeio ser baixa, hoje em dia meu principal complexo é esse, no meu trabalho, algumas pessoas colocam apelidos e brincam, não entendem que isso me magoa. E quando reclamo ou falo que não gosto, ai que pegam no meu pé ou falam que sou chata, nervosinha. Quando me arrumo sinto que estou colocando uma mascara, uma capa pra disfarçar todos os meus defeitos, que minha ” beleza” é falsa. Fico pensando quando eu casar o que vou fazer para acordar todo dia ao lado do meu marido, sem estar maquiada ou com o cabelo perfeito. Toda vez que alguém me elogia, consigo acredita que seja verdadeiro, mas que é só por causa da maquiagem, sempre penso “imagina se me vissem sem maquiagem com o cabelo molhado, natural, me achariam um monstro”. Já perdi várias oportunidades de viajar com amigos e me divertir por não querer que me vissem natural, porque sei que sou cheia de manias ( por causa da maquiagem e do cabelo) e ninguém entenderia ( já passei por isso) , queria acordar, tomar um banho, lavar o cabelo e sair, assim simples, mas não posso, sou escrava da minha vaidade, me sinto presa em meu próprio corpo. Bom, nunca fiz nenhum tratamento psicológico em relação a isso, sonho que um dia vou ter dinheiro para fazer as mil plásticas e intervenções estéticas que desejo.

  23. Vla. Descobri ha pouco tempo que o problema de automutilacao que tenho tem nome e pode ser diagnosticado(pelo que entendi): skin picking. Porque eu ja tive dismorfia, mas era bem pior que hoje( mas ainda nao to “satisfeita” muitas vezes quando me olho no espelho, pra vcs terem uma ideia quando eu tava muito mal eu cheguei a arrancar um sinal- sem ser de carne- que eu tinha, com uma pinça, mesmo sabendo que poderia me dar cancer, porque eu achava q as pessoas n se aproximavam de mim porque eu tinha um sinal no rosto, perto da boca, tipo aqueles que dizem que eh “charmoso” -eu chegava a esconder o sinal com a minha mao, como se tivesse tapando com a mao fingindo que tava apoiando o braço- sei que isso eh LOUCURA, hj procuro dizer “dane-se”. Sem contar que a partir da 5° serie precisei a comecar a usar oculos e nao usei porque achava q alguem ia se importar- GENTE, ISSO EH MUITO SERIO, ficava sem enxergar bem por besteira). E agora me resta o arrependimento de ter feito tantas coisas se preoucupando com o que os outros iriam pensar, e sofro de uma ansiedade muito grande. Eu queria poder me dar uma 2° chance e dizer que eu me arrependo do que fiz e seguir a vida, mas a ansiedade me atrapalaha demais nesse sentido. Eu tiro as cascas das minhas feridas de espinha basicamente todo dia, isso desde uns 4 anos atras, tenho 18( detalhe: faco 3° ano do ensino medio e quero prestar um vestibular super concorrido, ou seja, ISSO TA PREJUDICANDO TOTALMENTE A MINHA VIDA), compulsivamente e os depoimentos que eu vejo eh de que quanto mais vc deixar passar, pior.. Ou que muitas(os) ja tentaram tomar remedio, mas ainda tem o problema dificil de se superar(NAO IMPOSSIVEL). So que alem de ser dificil pra mim arranjar um psicologo( teria de ser nao pago), fica dificil pela minha situacao comprar remedios antidepressivos (em falar em depressao, ja tive serios problemas com isso e varias vezes ja pensei em morrer(desculpa Deus).. Ai, se alguem puder responder, seria possivel tratar sem remedio ou sozinha?
    Ps.: eu sei que ficou muito grande, mas precisava desabafar esse problema(realmente), e imagino que talvez alguem possa se identificar com algo.

  24. Oi meu nome é ***** , eu tenho 14 anos e tenho TDC, mas não faço tratamento porque tenho vergonha de falar para as pessoas como eu me sinto mas eu sofro bastante com isso,chego a chorar bastante quando me olho no espelho ,vejo varios defeitos em mim e compro vários remédios pomadas ou qualquer produto que promete acabar com aquele problema mais eu nunca me sinto satisfeita, sempre vejo pessoas bonitas e me pergunto porque não posso ser como elas.Chego a passar mt tempo sem sair de casa e quando saio me sinto mal por pensar que as pessoas devem estar me achando feia, não gosto de tirar fotos por vergonha, eu peço todos os dias a Deus para ser uma pessoas bonita, na verdade eu queria ser perfeita e eu tenho mt medo disso, não quero estragar minha vida, tenho planos e metas, mais tenho medo de por causa desse transtorno não consiga seguir em frente já pensei em me matar, mais foi só pensamentos não tive coragem e acho que não teria mais me doi muito isso :/

  25. bom meu nome e juliana tenho 32 anos e descobri que sofro de dismorfia a 8 anos e um sofrimento muito intenso so quem sofre da doença sabe explicar bom meus dias são sempre os mesmos na maioria das vezes nao saio de casa gosto de ficar mais isolada me sinto muito feia olho no espelho o dia todo e choro fico imaginando que se fizesse cirurgias plasticas ou tratamentos esteticos resolveriam os meus problemas bom posso dizer que me sinto muito cansada e triste gostaria de ser uma pessoa normal tenho muitos pensamentos em minha mente e angustiante sou casada e essa doença tem me destruido me atrapálha em tudo o meu relacionamento familiar com marido, filhas, emprego, tudo, daria tudo para ficar curada fiz alguns tratamentos tomei remedios fiz terapia mas nao adiantou muito preciso de ajuda me sinto muito triste.

  26. Bom, meu nome eu não vou falar porque não me sinto preparado pra isso. Minha dismorfia começou acho que por volta dos 14/15 anos. Foi quando tive que mudar de colegio, e conheci alguns colegas que foram muito maldosos comigo. Tudo começou quando eles repararam nas minhas orelhas, e começaram a mim apelodar de “dumbo”, “orelhão”, “orelha de macaco” e etc.. Isso me encomodava muito. Não lembro se já tinha complexos antes, só sei que nunca me achei bonito, porém isso tambem não era tão importante para mim. Só que nesse periodo começou a se acentuar. E os problemas só pioraram… Porque começei a ver defeito no meu nariz, achava/acho HORROROSO. Despropocional, enorme e ridiculo. Tipo aqueles nariz de batata, mas muito grande e largo. Depois veio a questão do formato de minha cabeça, que é meio achatada atras, eu não lembro de na infancia alguem ter me falado que era assim, não sei. Mas com o passar dos anos, uma prima minha falou que era estranha. Depois disso não parei de usar boné, toca e etc. Hoje odeio tudo em mim… Meu corpo acho muito ridiculo, magro, meu pescoço acho grande, meu rosto odeio o formato, não gosto da minha boca (embora muita gente diga que é linda), odeio meu nariz, e principalmente minhas orelhas. O engraçado é que com o passar dos anos, fui me arrumando mais na busca de tentar amenisar minha feiura extrema e acabei conheçendo muita gente, e ficando cada vez mais popular em minha cidade. Hije sou bastante conhecido aqui e muitas pessoas me criticam, de tempos em tempos escuto que fulano falou isso ou aquilo ao meu respeito. Me machuca muito… Tambem escuto coisas positivas, dizem que sou lindo e etc… Mas dai já penso “Só acham porque só me veem arrumado, se vissem natural, iriam rir da aberração que sou.’ Eu to bastante cansado disso, é uma luta diaria comigo e com o espelho, mas essa depressão sempre vence. As vezes me pergunto se isso vale a pena… Perder tantas coisas, tantos momentos por algo tão superficial, mas é inevitavel. Me sinto em um circulo vicioso de tristeza. Não sei quando sairei dele, mas é o que mais desejo. Não quero ficar lindo, só queria gostar do que eu vejo no espelho e não me preocupar com a opnião das pessoas ao meu redor.

  27. Tenho 30 anos e nunca aceitei minha aparência , sei que sou anormal , sou todo disproporcional. Sempre fui tímido e perdi varias oportunidades em todos os campos da minha vida. Mas agora chegou um ponto que está insuportável , desenvolvi fobia social , estou me isolando de tudo e todos. Me sinto inferior , cada vez mais ansioso e angustiado. Não gosto do que vejo no espelho , fotos pior ainda. agora pra piorar comecei a ter rubor facial.. Qualquer coisa fico vermelho igual pimentão… Tá difícil, não sinto alegria em quase nada mais… Sei que não farei , mas idéias de suicidio rondam meus pensamentos.
    Nunca comentei isso com ninguém , ninguém mesmo.

    • Meu amigo não se desespere e jamais pense em chegar ao extremo da desolação. Você é um ser humano como qualquer outro que se preza e tem o seu valor inquestionável como um ser que foi concebido e gerado para trazer mais beleza e cor para este mundo. Não se aflija,pois, no jardim da vida, somos como flores que desabrocham nas suas mais variadas cores e formas de modo que cada uma destas flores exala o seu perfume e exibe a sua beleza particular. Não é a orquídea mais bela e importante do que a margarida e nem o jasmim mais majestoso do que o crisântemo. Seja feliz e viva em paz do jeito que você é e não leve em conta as agressões e desumanidade das pessoas. Tudo neste mundo passa, a beleza que tanto desejamos ter é efêmera e enganosa. O que somente vai permanecer e nos torna verdadeiramente grandes e belos é simplesmente o amor que praticamos. Seja feliz, pois você nasceu para brilhar.

  28. ´E realmente terrível a situação de sofrimento e angústia causados pela dismorfia. Agora que ingressei nas fase dos 50 anos percebo que o quadro vai se agravando, principalmente quando observo os mais jovens e vejo a beleza que falta em mim estampada em cada rosto liso e sem rugas que ainda não sofreu mudanças pela passagem do tempo. Como é difícil aceitar o que não pode ser mudado. A dismorfia nos reduz ao mais baixo nível do sentimento de inferioridade, nos castiga e maltrata em todas as circunstâncias e situações, faz-nos sentir o pior de todos os seres humanos, nos leva às vezes a questionar se somos realmente humanos. Alguém que seja portador de defeitos físicos de nascença, que não tenha os braços ou as pernas, é muito mais feliz mesmo com tais defeitos do que alguém que sofre de dismorfia. Parece que fomos amaldiçoados e condenados a viver neste mundo sendo torturados e massacrados, como que pagando o alto preço por termos nascido.

  29. Tenho essa doença tb e tive relacionamentos frustrados nunca encontrei alguém que eu fosse apaixonado mesmo quando encontrei descobri que ela era lésbica frustração atrás de frustração e até hj não tenho autoconfiança muito menos auto estima! Não sei mais o que fazer tenho pensamentos suicidas! Se souberem de alguém que pode me ajudar fico grato

  30. Olá boa tarde venho novamente a me manifestar sobre a minha dismorfia corporal, eu até os 23 anos era magerrimo e tinha apelido de caveira, seu madruga, seco mas com esse apelido nunca me ofendi o pior apelido que tive foi em minha infância por ter uma cabeça descomunal me chamavam de et sempre ouvi apelido e ficava triste e chateado me falaram tanto isso que não posso nem ver mais minha imagem no espelho depois aos 15 anos nasceu a minha irmã e o filho mais velho ficou de lado que sou eu e com 24 anos sofri grave acidente de carro que me causou traumatismo craniano aí tudo desmoronou o seco começou a engordar estou 23 quilos acima do peso e tomando remédios para a pressão, coração, depressão, convulsão e para dormir tenho amigos mas não tenho vontade de sair de casa fui casado por 3 anos mas me separei e minha irmã não me aceita me odeia se pudesse me matava e meus pais acham que me dando as coisas e dar amor e carinho enquanto minha irmã é muito paparicada embora agrida eles que já são idosos as vezes me pergunto onde está a justiça e se pais colocam filhos no mundo para serem agredidos eu amo meus pais por mais que tenham errado na criação dela e me pergunto se tudo isso vale a pena a gente presenciar e ficar de lado tenho muita vontade de morrer constantemente de encontrar meus avós mas sei q não irei encontrar por isso ainda não tirei minha vida mas peço ajuda a quem puder me ajudar

  31. Bom, eu só sinceramente fico em dúvida se realmente existe dismorfia corporal. Na maior parte dos casos, as pessoas realmente tem tal defeito, então, a mídia e etc está equivocada em dizer que a pessoa com “dismorfia corporal” se ver diferente do que os outros vêem, ou que não tem tás defeitos. O que penso(como uma pessoa que também sofre desse problema) é que falta aceitação em nós, falta aceitar que sim, temos esses defeitos nos quais odiamos, ou que não somos bonitos perante os conceitos impostos pela sociedade, mas que em contra partida deveríamos nos amar por sermos pessoas boas e cheias de qualidades que vem de dentro pra fora e não o inverso. Falar que que minhas orelhas que são sim de abano, não são ou que meu nariz não é dispropocional ao meu rosto por ser largo e de batata, ou até mesmo que o formato de minha cabeça não é meio reta, não torna isso verdade. Muito menos causa um alívio, porque acreditar nisso seria se iludir e se iludir seria não enfrentar de cara o que existe. Se eu não tivesse escutado comentários a respeito de certos defeitos, eu talvez não tivesse reparado. Mas se eu escutei, é porque realmente tenho! Pois as pessoas muitas vezes podem falar coisas pra ofender, mas elas falam do que realmente existe e que sabe que pode ofender. As fotos me mostram que realmente é assim como eu vejo,. Todas as vezes que meu namorado ou família fala que não, não é de tal jeito, eu me iludo e vou verificar e penso “porque eles querem por na minha cabeça essa ideia?” Se é desse jeito sim. As fotos não mentem. Nosso problema não está em enxergar errado como somos, e sim em não aceitar que somos desse jeito. Dizer que é uma doença que nos fazem ver defeitos que não existem é apenas uma forma frustrada da piscicologia tentar fazer com que a gente não viva em torno do nosso defeito. Mas isso não ajuda muito.

    • Não concordo. Não tem como um dismórfico olhar uma foto e dizer que a foto não mente. O psicológico dele acredita que ele é daquela forma, então quando ele olhar uma foto ele vai enxergar na foto aquilo que ele acredita. Você viu a foto de como eu me imaginava e a foto de como eu sou? Não tem nada a ver uma coisa (como eu me via) com a outra (como eu sou). Meu rosto não é todo manchado, meu nariz não é caído, meu olho não é esbugalhado (não na proporção que eu via). O dismórfico precisa sim aceitar como ele é (o que você chama de defeitos). Todos nós temos características que compõe o que nós somos. Não é errado querer fazer uma cirurgia pra arrumar uma orelha de abano ou uma rinoplastia. Eu coloquei silicone e minha auto estima mudou completamente por conta disso porque eu não tinha peito e sou muito alta e isso me incomodava. Não é errado fazer cirurgia plástica ou qualquer tratamento estético, mas é preciso também fazer um tratamento psicológico para se saber o limite da intervenção cirúrgica e os tratamentos dermatológicos. Eu poderia fazer todos os tratamentos cirúrgicos que eu quisesse, se eu não tivesse tratado a dismorfia corporal essas cirurgias nunca iriam me trazer a felicidade. Poderia ser uma felicidade momentânea mas depois eu iria voltar a ficar insatisfeita com a mesma coisa ou com outra coisa. E não concordo em a gente ter que aceitar nossos defeitos. Isso seria se conformar com algo que não te faz feliz. Devemos sim nos amar como somos mas melhorar não é errado, desde que feita de forma saudável.

  32. Olá Solange, encontrei esse blog por acaso…e lendo sobre as características de um dismórfico, vejo q elas me descrevem. Entretanto, concordo com o Alisson do comentário acima. Acredito que isso é uma invenção da psicologia porque não consegue tratar e fazer com que aceitemos um problema que temos.
    Minha história:
    Tenho 45 anos e tenho 1,47m de baixura.
    Desde os 5 ou 6 anos de idade, percebia que era beeem mais baixa do que meus amiguinhos e queria ser normal. Meus pais me levaram em médicos que garantiram que eu teria uma altura normal. Com 13 anos tive a menarca e a confirmação de que não cresceria mais…e aí eu entrei no inferno pela primeira vez. Odiava o meu corpo, odiava os meus seios ( batia neles! pois eram a representação da idade adulta e de que eu não cresceria mais), passei a comer e engordar ( era uma forma de agressão)… minha mãe, sempre foi muito vaidosa e surtava, tomei remédios para emagrecer… fiquei magra ( meu problema nunca foi o peso). Fiz plástica no seio ( queria diminuir aquilo q reafirmava q eu não iria mais crescer).
    Entrei para a faculdade e para o inferno pela segunda vez…passei a evitar espelhos…detestava me ver em espelhos com outras pessoas ao meu lado ( graças a Deus naquela época não existiam redes sociais e essa over exposição de imagem). Sempre andei montada em saltos altíssimos…ainda que permanecesse mais baixa do que a mais baixa.
    Tenho o rosto bonito e meu corpo sempre foi “proporcional”. Tive alguns namorados bem bonitos e altos ( sempre achei uma caridade alguém gostar de mim… eu jamais teria coragem de sair de mão dadas comigo mesma!).
    Sempre tive a auto estima baixa e apesar de ter o rosto bonito, fiz plástica no nariz ( tinha nariz de batata). Ficou ótima a plástica e meu rosto ficou perfeito!
    Encontrei um homem maravilhoso, que me aceitava do jeito q eu era e com quem fui morar junto (nunca deixei q ele me visse sem que eu estivesse montada em uma plataforma de pelo menos 10 cm). Quando estávamos de casamento marcado, descobri que ele era gay…e fui para o inferno pela terceira vez.
    Tive depressão, tentei suicídio, fui internada…percebi que, por causa do meu problema, nunca seria amada de verdade. Desde então, há mais de 10 anos, não tenho um relacionamento de verdade. Já fiz terapia, tomei remédio para depressão ( meu problema não é depressão!!!)…conquistei um bom emprego e sou independente financeiramente.
    Apesar da minha idade, todos acham que sou bem mais nova ( alguns dizem q é por causa do tamanho…mas sei q é por causa da pele q é boa mesmo).
    Somatizei o meu ódio por mim mesma e desenvolvi várias doenças graves…
    Descobri que se não me aceitasse acabaria me matando ( talvez, não com uma arma ou remédios…mas “criando” doenças). Me afastei dos amigos, não tenho vontade de sair, tampouco de me relacionar com alguém… Apesar de ter aberto para a minha terapeuta a raiz do meu problema de auto estima ( não aceitação da minha condição física), sinto que nada do que tentamos surtiu efeito.
    Recentemente descobri que existe uma cirurgia para crescer…e meu coração se encheu de esperança…só que essa cirurgia é muuuuito cara e não tenho condições de pagar… e então, estou no inferno pela quarta vez.
    Sinto que habito um corpo que não é meu… passei a me voltar para a questão espiritual… não me arrumo mais, larguei os saltos, evito as pessoas, cansei de fingir que me gosto e que não ligo para a minha condição… abandonei as redes sociais reais e virtuais. Parei de ir na terapia, pois sei q não há nada que possa ser feito…remédios para adormecer a dor q sinto por ser o que sou? isso não é solução.
    Tem dias que a ansiedade é tanta q não consigo sair de casa…e isso tem afetado o meu trabalho… Percebo que só terei paz o dia em que sair dessa casca…sou uma borboleta que foi condenada a viver como lagarta.
    Ao contrário de você q teve q editar a foto para mostrar a diferença da realidade e daquilo o q vc vê, não preciso disso! Qualquer foto minha ao lado de qualquer pessoa vai revelar a verdade do que sou e do que vejo… e os outros também vêem.
    Enfim, é como o Alisson disse. O meu problema existe, não é algo da minha cabeça…eu vejo…os outros vêem… A questão é conseguir se aceitar (não falo nem amar!!) com o defeito q tem…e isso eu não consigo ( e acho q os remédios e terapia também não conseguem…vc trata a dor, mas não cura a ferida).
    Sabe o q acho incrível? Se uma pessoa nasce com problema de identidade de gênero, apoia-se para q ela faça a mudança de sexo ( e junto tem várias outras plásticas e mudanças). Entretanto, se a pessoa nasce com outro problema físico em que ela não se reconhece naquele corpo, alegam q é distorção da própria imagem… Não tenho distorção nenhuma, vejo exatamente o que sou.
    Enfim, li o relato de muitos adolescentes… achei q seria interessante o desabafo de alguém mais maduro, mostrando q o problema não é por falta de amadurecimento e que não cura “com o tempo”.

    • Olá. Eu ainda continuo com a opinião de que a dismorfia é um problema psicológico sim. Pode também ser um problema físico, mas esse “problema” físico não tem a proporção como nós damos a ele. Tanto que outra pessoa com a mesma altura que você pode levar uma vida normal ao mesmo tempo que você não quer sair de casa. Você tem 1.47 cm de altura e isso não é uma ilusão. Mas isso para as pessoas não é um problema como é um problema para você. Eu tenho 1.79 de altura e não gosto, ainda não aceitei e isso não é um problema para as pessoas como é para mim. As coisas na vida tem a importância que damos a elas. E eu quero trabalhar isso em mim e aceitar que ser maior que todas as pessoas ao meu redor não é um problema. Enquanto você pode por um salto e ser mais alta, eu não posso ser menor. Nem mesmo posso cortar um pedaço da minha perna pelo preço que fosse porque essa cirurgia não existe. Se você acha ruim ser a menor de todas, mesmo com salto ser menor que a menor, eu sou a mais alta de onde eu vou. Sou mais alta que os homens, sou mais alta que as mulheres com salto e cada um vai dizer que sua dor é maior porque só quem passa pela dor é que sabe o quanto é ruim. Então não me cabe julgar a sua dor nem você a minha. O que eu tenho pra dizer é que deixar de vivermos por conta de características físicas é errado. Estamos perdendo o maior bem da nossa vida que é viver, desfrutar das coisas boas que a vida tem para nos dar. A vida não é só alegrias, é verdade mas entre os problemas também temos os momentos bons e a nossa vida não pode se resumir a nossa altura. Não é o psicólogo que vai nos salvar disso. Somos nós mesmos. As pessoas podem nos acompanhar mas a caminhada é nossa e vai de nós escolhermos buscar pelo melhor para nós. Enquanto você se amargura por conta da sua altura, as pessoas só gostaria de estar na sua companhia, independente do seu tamanho porque o que importa para elas é a sua presença, seu carisma e não seu corpo físico. Eu tenho um amigo que tem 1.50 de altura. E além da altura dele, ele é deficiente físico, anda se arrastando com a ajuda de uma bengala. E pergunta se ele está trancado dentro de casa? Não. Está aí, vivendo. Ele tem sim os problemas dele. Também odeia ser fisicamente assim “torto” mas não desiste de buscar o lado bom da vida. Não somos só um corpo e que bom que não somos só isso. O que temos dentro de nós é o que de mais precioso alguém pode ter de nós.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *