Depoimentos de outras pessoas que também têm dismorfia corporal.
Meu nome é ****, tenho 26 anos e também tenho TOC. Em mim, isso se manifesta como pensamentos repetitivos que incomodam muito em algumas situações. Pelo que vc já escreveu, imagino que entenda bem!
Já pensei em escrever num blog o que sinto. Imaginei que isso possa funcionar como um desabafo, e até atrair pessoas que passam por situações semelhantes a conversar… Você teve uma iniciativa muito legal! Acredito que todos que passem por algum tipo de situação assim, por mais que tenham ajuda, sentem uma forte solidão em algum momento. Por mais que algumas pessoas tenham a intenção de ajudar, não adianta simplesmente falar “não se preocupe” ou “deixa isso pra lá”… Conversar com alguém que entenda isso será legal.
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No sábado passado, li a respeito de Dismorfia….Nunca tinha ouvido falar nisto em todos os anos de terapia que fiz. Andei de terapeuta em terapeuta, tomei antidepressivos, mas nada fez efeito e nenhum terapeuta falou em Dismorfia….Tentei até regressão, mas, infelizmente, sai mais frustrada do que entrei. Quando li teu relato parecia que estavas me descrevendo. Fui adotada por uma família que só me trouxe coisas ruins…a começar pela minha mãe adotiva que foi muito cruel comigo. Hoje, tento levar a vida, isto é, empurrando com a barriga, pois como disse, tentei várias terapias e tomei vários remédios, mas nada aliviou meu desconforto.
Eu tenho essa doença. Descobri hoje oficialmente, mas é claro que eu já sabia disso. Só não sabia que existia um nome. A diferença entre nós é que você provavelmente é bonita, já que entrou para uma agência de modelos, e eu sou mesmo feia. Sou mesmo, de verdade. Só que percebi que há pessoas feias que não tornam isso emocionalmente patológico, e eu faço isso. Boa sorte para nós duas.
Olá! Meu nome é ***** e tenho 56 anos. Sou pai de um adolescente de 18 anos que tem dismorfia. A doença começou a se manisfestar quando ele tinha 15 anos e aos dezesseis entrou em depressão e não saiu mais de casa. A depressão foi resolvida com Lexapro (escitalopram) que ele tomou por seis meses. Parou porque não suportava os efeitos colaterais (insonia). Atualmente está bem, mas não sai de casa. Fiz muitas pesquisas sobre o assunto e descobri que pouco se sabe. Juntei tudo o que descobri e tenho algumas teorias, que se voce quiser terei prazer em compartilhar. Nós tivemos experiências desagradáveis com medicamentos (neorolépticos) receitados por psiquiatras que pouco ou nada sabem do assunto. Lí no seu blog que você pode dizer de suas experiências com os medicamentos que tomou e que efeitos causou. Talvez isso fosse de grande valia para mim. Você poderia me informar? Estou a seu dispor para compartilhar alguma coisa que sei. Não sei a cura mas talvez alguma coisa que possa ajudar.
Olá, me chamo ******, tenho 17 anos e acabei encontrando seu blog, através de um pesquisa para tentar resolver meu suposto problema de “dimorfia corporal”. Tenho uma família bem estruturada, mais que infelizmente não consegue ou não concorda com o fato de eu ter sintomas da dismorfia corporal. Enfrentei muitas vezes na minha infância o chamado “buling” até mesmo de pessoas que deveriam me apoiar (parentes…). Depois veio a paranóia dos dentes… Depois de tempos coloquei o traste do aparelho, para um certo alivio meu! Depois veio a paranóia do nariz… depois do queixo, orelha… pernas, enfim acho que sou completamente estranho! Isso pode ter certeza que não é normal! Depois disso tudo, eu resolvi falar para os meus pais que eu acho que tenho Dismorfia corporal… Mais são tudo relutantes… Minha mãe é daquelas que não pode ouvir nada que já fica nervosa… “Vira essa boca para lá, menino! Só fala besteira!” Não quer acreditar que eu tenha algo! Meu pai por ignorância mesmo, até entendo (pelo fato da criação dele ser daquelas bem rude e criado no meio do mato!)… Quando digo a ele que não gosto do meu nariz, do meu queixo ou algo a mais… ele retruca com uma piada (sei que não é por maldade, mais incomoda). É triste, pois aquele que eu esperava mais contar como meu amigo e parceiro, sempre leva para outro lado: ele acha que esses problemas só quem tem é mulher! Não aguento mais… Sou completamente Anti-Social, não tenho amigos… Na escola não converso com ninguém a não ser minha irmã! Odeio sorrir! Odeio falar com as pessoas… e quando falo quase nunca olho nos olhos! Evito contatos… Não gosto de lugar publico, não aguento ficar na praça de alimentação de um shopping… me dá a ideia que todos estão olhando para mim! Tenho em mente realizar diversos procedimentos plasticos e pode acreditar que vou realiza-los…
Oi… tudo bem? Adorei o seu blog. Percebi que eu tenho dismorfia corporal há mais ou menos 1 ano, mas tenho sintomas há bem mais de um ano.Foi muito bom ler alguém que passa pelo mesmo problema que eu, pois esse não é um problema muito conhecido muito menos divulgado (a psicologa que eu estava indo nem sabia o que era…), porque ninguém consegue realmente entender o que eu sinto. Quando tentei desabafar com alguns amigos, eles diziam que eu estava tentando chamar atenção, que eu queria que ficassem me paparicando… isso é muito frustrante, ainda mais quando não podemos contar com ninguém.
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Ola. Descobri o seu blog faz algumas horas e fui salvando varias entradas que me chamaram a atenção, pra ler depois. Foram tantas que é percebi que seria melhor ler o blog inteiro rs. tenho dismorfia faz mais ou menos uns 10 anos, mas só fui descobrir o nome e que outras pessoas tambem sofriam disso ano passado. Acho que foi de um dia pro outro, após ser chamado de feio no colegial comecei a me olhar no espelho procurando o que mudar. Com o passar do tempo foi piorando, posso contar nos dedos quantas fotos tenho nos ultimos 7 anos, tirando os obrigatórios para documentos. Um dia numa loja tinha um espelho que ia ate o chão e quando passei me assustei pensando que era alguém. Quando me vi comecei a lembrar de quando fui chamado de feio (mais de uma ocasião) cheguei num ponto que não consigo me olhar no espelho por muito tempo, faço a barba o mais rápido possivel e me olho só pra ver se não tem nada no meu rosto antes de sair. Qualquer reflexo em que me vejo comeco a entrar em depressão, janela do onibus, panelas, vidros no shopping e por ai vai. Tirar fotos pra documentos é uma briga constante, sempre fico adiando e meus pais nunca entendem o por que. cortar o cabelo me deixa tao ansioso que corto apenas 2x ao ano, e o tempo inteiro cabisbaixo. Já perdi um casamento de um amigo proximo desde que cheguei, so o fato de saber que iam ter maquina fotografica, e eu teria que sair em uma me deixou neurotico. Nunca contei pra ninguem o que estou escrevendo aqui, minha familia vai tratar isso como vaidade ou algo bobo. Não aguento mais viver assim.
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Boa noite, meu nome é ******** e ao pesquisar no google sobre dismorfia corporal encontrei seu blog. Estava procurando ajuda para meu cunhado que está com a doença e está em um estágio que já tentou até o suícidio. Tento ajudálo de todas as formas mas é muito difícil. Ele já tentou se tratar com diversos psicólogos, psiquiatras e como em seu depoimento, ele abandona o tratamento por achar que não está adiantando nada, gostaria de pedir sua ajuda, uma orientação de como iniciarmos um tratamento e se possível até uma palavra amiga sua direto com ele, para que perceba que não está sozinho nessa luta. Esse pedido é de uma pessoa que está muito preocupada com seu amigo e que acima de tudo acredita muito em Deus e tem certeza que esse blog foi um sinal divino, agradeço desde já a sua atenção, um abraço.
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Eu tenho 18 anos e sinto que estou perdendo a vida. Não faço um monte de coisas porque não me sinto segura com a aparência, não uso roupas que gostaria, não fico a vontade com alguém do sexo oposto… É uma MERDA; eu me esforço com toda a energia que posso extrair da minha alma para abandonar esses tipos de pensamento, para aceitar e admitir que eu sou cheia de minhocas na cabeça. Por vezes até consigo, mas a vida social não ajuda né? Todo dia é só sair na rua pra eu lembrar como eu sou FEIA, DEMÔNIA, DESGRAÇA DO UNIVERSO, MONSTRA, RIDÍCULA, ERRO DA NATUREZA, CATÁSTROFE, simplesmente ANORMAL.
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No sábado passado, li a respeito de Dismorfia…. Nunca tinha ouvido falar nisto em todos os anos de terapia que fiz. Andei de terapeuta em terapeuta, tomei antidepressivos, mas nada fez efeito e nenhum terapeuta falou em Dismorfia…. Tentei até regressão, mas, infelizmente, sai mais frustrada do que entrei. Quando li teu relato parecia que estavas me descrevendo.









Olá, tenho 26 anos e minha dismorfia corporal começou no fim da adolescencia. Quando adolescente não me achava bonito, mas isso não era tão importante na época. Mas depois que entrei para a faculdade e fiz amizades com pessoas diferentes, vi o quanto a aparencia fisica era importante.
Cheguei a procurar ajuda psicológica, mas não tive muito sucesso, pois sentia muita vergonha de tocar neste assunto.
Já fiz uma plastica facial, implante nos cabelos e mesmo assim ainda sinto q falta alguns retoques no meu rosto, cabelo e corpo. Não acho q meu estágio seja o mais avançado, pois tem dias que até me acho bonito, porém, é muito raro eu sair de casa satisfeito com a aparencia.
Também uso maquiagem, porque acho q miinha pele é feia sem.
O Pior de tudo é que estou escravo dessas coisas, fico horas no espelho, disfarçando falhas nos cabelos e cobrindo a pele, para que eu pareça perfeito. As vezes eu canso, tenho vontade de pegar uma gilete e raspar os cabelos e sair de casa com a cara lavada. Mas não consigo. É mais forte do que eu.
Mas eu não penso em buscar ajuda médica, no momento só penso em conseguir dinheiro para fazer mais retoques (plasticas).
Gostei muito desse blog, acho muito importante todos trocarem experiencias. E quem sabe no futuro esse blog possa dar inicio a um congresso que reuna médicos e pessoas que sofrem de Dismorfia.
Comecei a tomar inibidores de apetite com 18 anos, após ter passado com um medico endocrinologista que receitou. Eu que sempre convivi com o sobrepeso (nada alarmante que justificasse o uso de remedios para o controle), em poucos meses me vi com 13 kilos a menos, tendo passado dos 63,00 kg para 50 kg. Tenho 1,63…
Uma vez atingida minha meta, parei com os remedios e em um ano havia recuperado quase todo o peso que perdera. Recomecei a tomar, orientada pelo mesmo medico.
Nessa fase eu tinha acabado de entrar na faculdade de Direito, e como “passar no bar pra falar um OI” é um acontecimento corriqueiro nessa fase da vida, logo eu descobri que meio copo de cerveja diminuia muito a ansidade e sensação de boca seca causados pelo medicamento.
Estava para atravessar os portais do inferno e nem sabia. Aquilo era o inicio da minha adicção (vicio).
Sempre com receitas medicas, passei a viver entre periodos de magreza (que muito me alegravam a auto-estima) sustentados pelo “veneno” e periodos de “engorda” quando eu parava com os remedios, crente que “desta vez eu vou conseguir manter o peso”… Mas logo a balança cruel acusava e eu retornava ao endocrino que me dava uma receita que me autorizava a consumir minha droga licitamente.
Com o passar dos anos o remedio ja tinha o mesmo efeito, e eu ja estav na dosagem maxima receitada. Aumentei as doses por conta propria. No inicio passei de 2 comprimidos por dia para 3 comprimidos por dia. Um ano depois, 4. Depois 5, e 6 e assim sucessiva e lenta e controladamente até que me vi, aos 32 anos, internada voluntariamente numa clinica de reabilitação para dependentes quimicos, tentando parar de ingerir os cerca de 20 a 25 comprimidos por dia que eu usava associados a generosas quantidades de alcool, sempre à noite e aos finais de semana.
Nem preciso dizer que algumas das consequencias na minha vida pessoal foram devastadoras… algumas humilhantes, outras extremamente dolorosas, mas a grande maioria foi mesmo perigosa. Quase morri por 2 ou 3 vezes, com direito a decorticar e convulsionar, sozinha em casa, pois eu estava separada e morava sozinha.
Tudo isso sob o lema: “PARO QDO QUISER. MASAINDA NÂO QUERO. Faço pq gosto, pq sou descolada, uma mulher intensa, resolvida. Não ligo para o que a sociedade pensa.”
Foi doloroso o caminho da recuperação. Qdo tudo começou sob a égide de EMAGRECER eu pesava 63kg. Hoje peso 72kg e estou no meio de um processo de recaida, depois de 4 anos livre desse inferno. E pq estou recaindo? Pq não me conformo com esse peso e nesse 4 anos a coisa que mais me lembro de ter empenhado minhas energias foi em dietas e mais dietas, resoluções e mais resoluções de mudar meus habitos alimentares… Não consigo…
Procurei um endocrino crente, absolutamente crente de que poderia, depois de tanto tempo, fazer o uso correto do medicamento e ao menos chegar aos 63 de novo. Isso faz 3 meses, e me peguei pela 3° vez ingerindo 12 capsulas por dia, e finalizando tudo com alcool na madrugada para me acalmar da agitação. Também me vi procurando novamente um “traficante” de anfepramona ou fenproporex ou sibutramina. Esses vendem sem a receita, laboratorios clandestinos… Detalhe: Eu também tinha parado de beber nesses anos, e sinceramente estava ADORANDO viver limpa de substancias “alucinogenas”.
Aqui estou, nessa situação… Mas não estou com pena de mim, nem estou aqui pq acredito que encontrarei uma solução magica em palavras reconfortantes ou duras ou qquer outra coisa do genero. Sei que serei eu mesma quem terei que encontrar novamente o calcanhar de aquiles desse demonio que é o vicio.
Estou escrevendo estas palavras pq sinceramente gostaria, do mais profundo sentimento do meu coração, que nunca mais, ninguem, absolutamente nenhuma mulher e principalemnte nenhuma adolescente como eu fui, fosse induzida por aqueles em quem confiam, a tomar inibidores de apetite. Isso vicia sem vc perceber, e o sonho de perder aqueles quilos nojentos vem facil… Facil mas não barato. Ao contrario, o preço que vc paga por isso é muito maior do que aquilo que qquer sonho do mundo deveria custar.
Hoje tenho 3 filhos, todos bem pequenos e ainda extremamente dependentes de mim ainda. Casei novamente depois da reabilitação com o melhor homem que o Universo poderia ter me dado. Tenho um otimo emprego, uma otima casa, uma otima, maravilhosa vida… nada neste momento, além da minha falta de aceitação do meu corpo, justificam essa recaida. E ela ameaça tudo aquli que eu lutei para conquistar. E ela me pegou sem avisar, baseada na falsa crença de que algum dia eu novamente poderia obter desses malditos remedios inibidores de apetite, aquilo que obtive na primeira vez que tomei.
Tudo isso pra dizer a quem quer que esteja lendo isso, e ainda se encontre em tempo de faze-lo : CORRA LOLA, CORRA !
Pois é Ricardo, isso é um ciclo sem fim. Quanto mais coisas você arranja para corrigir, mais aparecem; e haja produtos…
Meu sonho é sair de cara lavada após um banho, de cabelos molhados de qualquer jeito, ou com a roupa que eu quisesse sem ter que me preocupar em disfarçar nada…
Mas não vou nem à portaria de casa desse jeito. Em hipótese alguma.
Provavelmente é ridículo, patético, ou mesmo nojento de tão fútil pra quem vê de fora… Mas não existe nem palavras para descrever o inferno.
Nesse calor, como é triste ficar com base na cara…
Olá, meu nome é *******, tenho 15 anos. Descobri que tenho dismorfia ontem. Já fazem 4 anos q faço tratamento para acne, pois ela ja havia chegado ao grau III, e os comentários das pessoas passaram a me causar desespero. Foi um baque total, pq antes eu n me preocupava com essas coisas de estética, mas a partir daquele momento, isso se tornou obsessão em minha vida…
Existem momentos q n quero me olhar no espelho, com medo do q vou ver. E existem momentos em q procuro desesperadamente por um, pq se não olhar meu reflexo me sinto um monstro…
Sei que minha acne já foi mt pior, ela é controlada com tratamentos dermatológicos, e n sei oq seria de mim sem a ajuda da minha mãe. Ela sofre comigo por causa disso, sempre sofreu, antes mesmo de eu “cair em mim” e notar a lástima que eu tinha estampada em minhas faces, minha mãe já sofria por mim.
Minha acne é grau I hj em dia. Surgem umas poucas espinhas d vz enquando, mas as manchas me encomodam muuuito… não são tantas assim, eu admito, mas eu não me conformo em ter que ficar escondendo com camuflagem… Já fiz uma loucura de enfiar meu rosto no vapor e quase o queimei… sorte que não ficaram marcas!
Eu grito, choro, me revolto, e fico mto ansiosa as vesperas de ir a um local que sei que tenho q me expor. Tem vezes até que eu me acho bonita, ms raramente chega ao 100%. Não sei com quem falar, pq meu pai, apesar de ser meu amigo, é muito espiritualizado p entender o que se passa na cabeça fútil de alguém como eu. Minha mãe, coitada, já sofre tanto e ela nem me aguenta mais. Não uso meu cabelo preso com medo das minhas manchas se tornarem ainda mais evidentes.
Resolvi procurar na net ontem e vi as ilustrações e os sintomas, notei que eu agia igualzinho. Ms com quem eu vou procurar ajuda se todo mundo acha q é perfeccionismo, paranóia de gente vaidosa com vontade de agradar? N quero tomar remédios fortes p me curar, mas o que eu faço então?
adorei seu depoimento, força que tudo vai dar certo!
a varios dias estou perturbada, tentando encontra o nome do meu problema e hoje descobrir. posso dizer que infelizmente isso me acompanha a varios anos e tento buscar me livrar dessa obsessão que acaba com a minha vida e esta atrapalhando o meu casamento. eu não sei mais o que eu faço. mas nao perco a esperança pois eu sei que tem um deus todo poderoso criador do ceu a da terra que me ama e vai me ajudar.
Oi, eu tenho 26, tenho dismorfia dsd os 9 (mais ou menos), descobri ha uns 3 anos a doença, vendo um programa de tv que comentou sobre o assunto.
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a dismorfia se manifestou qdo eu me arrumei pra tirar uma fotografia com meu primo que era bebê na época, depois da quinta ou sexta vez que me arrumei eu descobri que nao tinha jeito, que era feia e nunca mais tirei uma fotografia, a nao ser pra documentos obrigatórios
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fiz regimes terriveis na adolescencia, acreditando que ser esqueletica como uma modelo me faria bonita, mas qdo fiquei super magra, tive ctz que realmente nao tinha saída, eu era mto feia.
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há um tempo atras eu comecei a notar que nao era normal essa preocupação, que eu via algo que outras pessoas ignoravam, entao percebi que era um problema psicológico, uma neurose talvez e que eu identificava (com dor) em algumas pessoas, como o michael jackson.
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dsd entao tenho tentado cuidar de mim, mta coisa mudou, superei a sindrome do panico, a bulimia, a anorexia, ainda nao tiro fotos e nao namoro. Ainda choro horas seguidas pela ifinidade de deformidades, mas sei que sao menos graves que ter doenças como um cancer, sei tbm que tem feiúras que sao feiúras msm, como meu peito de idosa, depois de perder mais de 30 quilos. Mas que meu rosto nao se parece com o rosto do corcunda de notre dame, apesar de as vzs parecer mto.
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o site tem me feito bem, desejo mto que todos que passem por aqui consigam superar ou ao menos conviver bem com a doença. ao longo de todos esses anos eu deixei de ir a aniversarios, casamentos e ate velórios de pessoas queridas, deixei de ficar com caras legais e acho que nunca consegui um namorado pq sou tao feia que ninguem me quer o suficiente pra namorar. Mas sei que isso é um traço da dismorfia e sei que tem coisas mais importantes que chorar olhando pro espelho, que tenho que estudar, trabalhar, pq se nao tiver dinheiro no fim do mes e sentir cólica a ponto de desmaiar, a feiúra nao vai me socorrer, se precisar de um agasalho no inverno vou precisar de dinheiro pra comprar.
e tantas outras coisas que sao mto mais importantes que ser feio ou bonito.
ainda sofro mto, mas tenho objetivos a perseguir e vencer a dismorfia é um deles, e eu tenho com todas as minhas forças lutado pra ignorar a feiúra, pra conseguir ter um bom emprego pra bancar o tratamento psicológico, psiquiátrico, a academia, as cirurgias e todo o resto que eu acredito que preciso
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boa sorte a todos vcs, de coraçao.
e a vc do site, mta luz e paz, foi uma iniciativa linda compartilhar e tentar ajudar pessoas tao incompreendidas como nós.
abraços fraternos
a mais o menos duas semanas atras eu estavava instavel. por um curto momento ate me achei bonita, mas semana passada perdi minha querida e amada avo, e isso proporcionou um desequilibrio emocional, e estou com crises contantes. Estava assistindo uma luta de mma e vir aquelas mulheres que fica passando com aquelas plaquinhas e me sentir mal pois elas eram muito bonitas, e mais vou começar um acompanhamento com uma psicologa proximo mes e a conheci e vi que ela e muito bonita e me sentir mal. Confesso para voces tenho vergonha de sentir isso ¨inveja de quem e bonita¨.
calma minha flor. faça a sua terapia, vai te fazer bem. procure saber sobre a “terapia cognitivo comportamental” que é a linha de tratamento que mais da resultado para dismorfia corporal. Não tenha vergonha de se sentir assim, assumir o problema é um grande passo para superar tudo isso. Qualquer coisa estou aqui
um beijo
Por favor pessoas pesquisem na internet sobre medicina quântica, saúde quantica, vocês vão se surpreender. Obrigada. Sejam felizes.
quero comentar sobre algo chato que aconteceu comigo ontem. Era para ser um dia especial, fui ao shopping com meu esposo para assistir um filme quando cheguei lá, ate entao tudo bem, quando o filme terminou, fomos dar uma volta, comecei a ver muitas mulheres bonitas e com isso começei a me sentir pequenina, a medida que eu caminhava me sentia menor. Teve um momento que passamos pela praça de alimetação foi, terrivel tive uma crise de pânico e começei a apertar a mão do meu esposo e foi aliviando. Mas estou com esperança que vou conceguir diminuir e porque nao me livrar totalmente desse problema que me destroi. Tnho fe em deus que vou conseguir, pois nao irei desistir.
Claro que vc vai conseguir superar Cristina! Tenha fé e força de vontade. Se vc precisar conversar estou aqui. um beijo.