Sobre Mim

Atualização: Esse texto foi escrito em 2011 e agora já superei a dismorfia corporal. Mas vou manter o texto original.

Meu nome é Solange, tenho 28 anos, tenho dismorfia corporal desde criança. Quando eu tinha cinco anos, um amigo do meu irmão me chamava de feia e eu chorava achando que era verdade, e meu irmão e o amigo deles achavam graça. Quando eu tinha uns 7/8 anos meus pais me colocaram na psicóloga porque eu chorava dizendo que era feia. Fiz terapia nessa época e depois de um tempo acabei saindo. Não sentia mudança falando com aquela mulher. Nem eu nem minha família sabíamos que era uma doença psicológica. A terapeuta também não, por isso não chegávamos a lugar algum.

Com 19 anos entrei em uma agência de modelo. Com 1.77m  (hoje tenho 1.79 e odeiooo) e 60 kg (hoje tenho 68 kg), pele e olhos claros, achei que eu poderia descobrir as qualidades que até então eu não reconhecia. Conclusão: Não adiantou.

Com 21 anos voltei para a terapia, com outra psicóloga. Foram 6 meses e 27 consultas. Saí novamente por não sentir diferença e pela falta de tempo com a faculdade e serviço. Na verdade, eu estava desacreditada da terapia. E a terapeuta em momento algum falou sobre dismorfia corporal, até então eu não sabia que isso existia (e pelo visto nem ela).

Em 2007 fui em outra psicóloga, depois de 3 sessões não fui mais. Já tinha ido tantas vezes e não tinha dado certo, por que agora seria diferente?

Então comecei a me esforçar e tentar entender que o que importa é a beleza interior, o caráter, a personalidade, os princípios. Todos os dias começaram a ser difíceis pra mim e adotei um sistema “automático” para meus dias: Acordar, trabalhar, faculdade, dormir. Acordar, trabalhar, faculdade, dormir. A vida não é fácil pra ninguém, achei que isso era normal, com força de vontade tudo ia dar certo.

Em junho de 2009 vi que não tinha mais condições emocionais pra aguentar isso. Eu estava com depressão e não sabia. Fui pro Google decidida a descobrir uma razão pra como eu me via e me sentia. Coloquei la “distúrbios psicológicos” e comecei a ler tudo. Geralmente páginas da Wikipédia que já tinham links para outro distúrbio relacionado. Os que eu achava que podiam ter alguma relação eu anotava. Cheguei a anotar alguns tipos de esquizofrenia. Foi quando pela primeira vez li sobre Dismorfia Corporal. Cada palavra parecia uma biografia minha. Um texto grande descrevia como eu me via e me sentia, como se fosse meu melhor amigo conversando comigo. Senti um alívio, estava conseguindo achar um rumo.

Mas em poucos dias me afundei na depressão e desisti de viver. Fui ao psiquiatra que diagnosticou dismorfia corporal pelo meu histórico e me afastou do serviço por 15 dias, comecei a tomar medicamento (Citalopram) e a fazer terapia. Aos poucos comecei a conseguir a voltar a tomar banho e fazer o básico de uma vida normal.

Voltei para o Google, queria achar um blog de alguém que falasse “Eu tenho dismorfia”, queria saber como outra pessoa como eu se sentia. Mas não tinha. Decidi então que eu deveria fazer o primeiro. Porque como eu queria achar o blog de alguém com dismorfia, outras pessoas com dismorfia também deveriam fazer a mesma busca. Foi então que nasceu esse blog. Fui entendendo como tudo isso funcionava, li muito sobre o assunto (e sobre auto imagem e a ditadura da beleza) e aos poucos fui superando a dismorfia corporal.

A continuação disso está em cada post desse blog.

obs: não tenho e nunca tive anorexia ou bulimia, até me acho muito magra.

O que eu mudaria em mim:
acho meus olhos muito saltados e muito grandes, queria operar pra deixar menores e mais pra dentro do rosto.
me acho muito alta, se existisse uma cirurgia pra isso, gostaria de ir dos meus 1.79 pra 1.72m.
retiraria todas as minhas sardas, já usei creme com ácido pra remover, minha pele trocou, ficou vermelha por estar muito fina e sensível mas as manchas não saíram.
meu nariz de batata
acho que tenho papo, por causa da minhas descendência italiana, vários familiares meus têm.
me acho muito branca (e sou pô, sou descendente de italiano com italiano), queria ser bronzeada, mas sol da sardas, que é outra coisa que não gosto, como faz então? 😐
me acho muito magra, como bem mas não engordo. e odeio academia.
eu achava meus dentes muito tortos, apesar de usar aparelho fixo dos 11 aos 15 anos, eu ainda achava que eles estavam desalinhados. Nenhum dentista que fui depois disso queria arrancar um dente bom para por um pino pra poder alinhar. Eu não queria usar aparelho fixo de novo. Quando eu saia em foto, não sorria mostrando os dentes. Resolvi eu mesma arrumar e lixei eles com lixa de unha. Mesmo assim achei que não ficou bom. Só em 2009 descobri que existia um profissional chamado Dentista Esteticista, que foi quem lixou meus caninos como eu quis e colocou resina em outro dente que eu achava desalinhado.

O que eu já fiz de tratamento estético e cirurgia plástica:
• Clareamento nos dentes e 2006 e 2009
• Prótese de silicone de 250 ml em setembro de 2007. Porque eu tomava banho no escuro de tanto que eu odiava meu corpo.
• Usei creme a base de ácido no rosto e braços, receitado por um dermatologista, com o objetivo de remover minhas sardas. Não deu certo.
• Fui em uma dentista esteticista em 2009 para lixar meus caninos e colocar resina em um dente que eu considerava desalinhado.
• Dermopigmentação na sobrancelha (sobrancelha feita com um tipo de maquiagem definitiva que sai em 1 ano e pouco). Fiz em Abril de 2012.

Só isso. Alguém quer financiar os itens acima??? Só não faço mais porque não tenho dinheiro.

Se você quiser ver fotos minhas clique aqui.

Para ver alguns programas que participei clique aqui:

Contato:

Email: diariodeumadismorfia@gmail.com
🙂

“Admito que é inata em nós a estima pelo próprio corpo, admito que temos o dever de cuidar dele. Não nego que devamos dar-lhe atenção, mas nego que devamos ser seus escravos. Será escravo de muitos quem for escravo do próprio corpo, quem temer por ele em demasia, quem tudo fizer em função dele. Devemos proceder não como quem vive no interesse do corpo, mas simplesmente como quem não pode viver sem ele. Um excessivo interesse pelo corpo inquieta-nos com temores, carrega-nos de apreensões, expõe-nos aos insultos; o bem moral torna-se desprezível para aqueles que amam em excesso o corpo.” Sêneca (filósofo, Séc. I)

32 ideias sobre “Sobre Mim

  1. Oi Solange, como vai? Me chamo Hanna e tenho 22 anos. Estava eu no facebook quando vi uma foto da cantora Adele magra, quando achei o teu blog. Bem, eu ainda não recebi nenhum diagnóstico de dismorfia corporal, mas lendo os sintomas acabei me identificando com a maioria. Há menos de um ano eu comecei a engordar muito(engordei 20kg em 4 meses), sem motivo aparente. E daí começou o inferno em minha vida, meus irmãos falavam que eu tava gorda, meu namorado não deixava de me lembrar o quanto meu corpo estava ficando feio a cada instante. Eu sempre fui complexada, nunca, nunca mesmo achei meu corpo bonito, as pernas eram finas e compridas demais, a barriga grande e achava meu quadril muito estreito pro meu corpo e os ombros muito largos.Mas nunca me senti tão mal na vida, fiquei cerca de três meses sem chegar perto de uma balança e não fujo dos espelhos, parece que cada vez que eu passo perto de um eu tenho que olhar só pra me lembrar o quanto eu estou feia e gorda. Fico sempre comparando outras meninas comigo, magras, mais bonitas, não quero mais sair de casa, ir para a faculdade ou estágio me parece uma tortura. O que me massacra mais é que não consigo deixar de me comparar com os outros, choro durante horas pensando em como a ex do meu namorado é bem mais bonita do que eu, de como ele deve estar arrependido de estar comigo. Eu me tornei tão amarga que as minhas amigas e namorado preferem se afastar de mim, ninguém suporta alguém que só sabe se lamentar e reclamar da própria aparência. Quando eu saio na rua sempre parece que as pessoas estão comentando como meu corpo é feio, ou como eu sou gorda. Fico sempre torcendo pra não encontrar ninguém que conheço e que está há algum tempo sem me ver porque sei que a pessoa vai se assustar vendo como eu mudei e estou enorme de gorda. Estou passando pela pior fase da minha vida, está um inferno.

  2. Tenho alguns pontos em comum com vc, como me achar magro demais , acho que tenho papo (mas não exatamente , pois na realidade tenho queixo pra tras e maxilar pouco definido oque me cauda essa impressão) , e tenho problema com altura tambem , mas pra mim é ao contrario , me acho muito baixo , um anão ( tenho 1,63) não tinha pensando em que alguem poderia sofrer por ser mais alta.

  3. Eu acho que eu tenho esse transtorno porque eu sofro DEMAIS porque eu ODEIO totalmente meu nariz, que é torto e as minha orelhas, que são horrorosas, o sonho da minha vida é fazer essas 2 cirurgias plasticas, mas eu não tenho condições financeiras. Ano que vem devo começar a trabalhar e vou juntar o dinheiro e vou fazer sim!!! Eu choro demais, tem dia que eu quero morrer, já pensei em me matar, só que eu não tenho coragem… Rezo toda noite para Deus me ajudar a conseguir fazer essas cirurgias e ficar bonita e pergunto pra ele porque ele me fez tão feia, porque ele me odeia tanto assim pra ter feito isso comigo… Quando eu leio sobre esse transtorno eu choro muito, porque é assim que eu me sinto, feia, odeio minhas fotos, odeio meu perfil, queria tanto ser bonita e me sinto tão feia.. É muito difícil mesmo, tem dia que eu acho que eu não vou aguentar… Minha família diz que é bobeira, que eu sou bonita, mas sei que eles só falam pra eu me sentir bem. Ter essa doença é muito ruim, pois faz você ficar se comparando com as outras pessoas e sentir inferior a elas. É um problema muito difícil, a gente SOFRE MUITO, acho que nunca vou sentir bem com a minha aparência, mas VOU FAZER AS CIRURGIAS vou fazer de tudo para realizar esse sonho. Mas é bom saber que não sou só eu que passo por isso, ás vezes acho que eu sou louca, mas é apenas a dismorfia corporal…

    • Oi Maria, o primeiro passo pra superar a dismorfia corporal é saber que se tem. O segundo passo é tentar uma terapia para mudar essa auto imagem que você tem. Eu não acho errado você fazer plástica, eu coloquei silicone e não me arrependo, acho sim que eu precisava e minha auto estima melhorou muito. Eu só acho que é preciso fazer terapia antes de encarar a cirurgia pois você pode estar com uma auto imagem distorcida e estar vendo um defeito onde não tem, ou está realçando bem mais do que realmente é. Então a terapia vai te ajudar a se ver como você realmente é. E se depois disso você ainda quiser fazer suas plásticas, elas serão muito mais bem vindas pois trarão uma satisfação maior. O que não dá é querer que a plástica resolva um problema que é interno (a dismorfia corporal). Pense com carinho nisso 🙂 beijo

    • É um sentimento horrível, você sair para os lugares e se sentir como se fosse um lixo, eu também tenho vontade de me matar porque isso me atormenta demais. Eu me olho nos espelhos e as vezes me acho bonita, ai procuro tirar fotos para ver como sou, e sou um desastre, as piores ficam na minha cabeça. Odeio sair aos lugares, porque sei que tem meninas mais lindas, e animadas do que eu e isso faz eu me sentir pior do que me sinto. Eu não sei mais qual meio recorrer isso está acabando com a minha vida, não estou vivendo e perdendo minha juventude.

  4. Obrigada por responder, gostei muito do seu blog, realmente, o que vc falou faz sentido, o problema é interno, não externo, pois tem gente que convive bem com seus defeitos… A gente tenta resolver por fora o que dói por dentro…

  5. Olá! Sou psicóloga e achei o seu blog excelente para recomendar aos meus pacientes. Se sentir entendido não tem preço! Tentei acessar as entrevistas e apareceu uma mensagem dizendo que estes vídeos eram privados e necessitavam uma senha. Como devo fazer para assistir?

  6. Parabéns pelo blog, agora ele está no meus favoritos. Nunca, mas nunca mesmo me senti tão compreendida. A sua história, a dos demais leitores são muito familiares. Acredito que minha disformia vem desde criança, sempre me senti muito feia. Vários fatores contribuiram, sabe aqueles bailinhos de criança onde nenhum menino quer dançar com você, na adolescencia todo mundo namora menos você… Não gosto do meu rosto, mas hoje já consigo me olhar no espelho e tem dias que até me acho bonitinha, mas tem dias que me sinto o monstro do Lago Ness… Hoje é um deles. O que mais me aflige sem dúvida é meu corpo, odeio minha barrigona. Eu malho TODOS os dias, pesado mesmo, com personal trainer 3x na semana, nos demais dias treinos aeróbicos puxados e a dança do ventre 2x na semana. Por mais magra que eu fique, a minha barriga não some. Parece fútil mas isso me enlouquece. Passo horas olhando minha barriga, enfiando dentro da calça, tentando disfarça-la, mas nada. Eu falo com as pessoas sobre isso, todo mundo fala q eu to bem, porque de tanto malhar, o resto do corpo ficou até ajeitado, mas se a barriga não sumir, pra mim não adiantou. O cirurgião falou q meu caso só abdominoplastia porque eu tenho pele sobrando na região da barriga porcausa das duas gestações. Só que ninguem de casa aceita que eu faça, e eu preciso do apoio deles pra cuidar dos meus filhos no periodo de recuperação. Resultado: Uma vida infeliz e triste, no piloto automático. Faço tudo que preciso fazer: Acordo, malho, trabalho, danço, cuido dos filhos, saio, mas não tenho alegria de viver, me acho muito feia e barriguda. Sinto que estou chegando no ponto que a Solange chegou, de não ter estrutura psicológica pra suportar mais, sinto vontade de acabar com tudo, o que só não faço por amor aos meus filhos. Tenho certeza que não tenho namorado porcausa da minha aparência. Nenhum rapaz olha pra mim além do corpo (tipo perna e glúteo, porcausa de tanto exercicio) só que ninguem se aproxima de mim, olham e se afastam. Praia é um terror, coloco biquini fica a pançona despencada, se for por maio todo mundo me critica, se fico chateada com a barriga, me criticam. Sair pra balada ou trabalhar,é sempre torturante escolher a roupa, se marcar a barriga já me dá um panico. Tomo inibidor de apetite, mas não adianta. Sorte que o endocrino me receitou fluoxetina para controlar minha ansiedade, mas na verdade o que ajuda é a eu ter mais calma e procurar me controlar, mas ele diminuiu a dose e hoje me sinto a cada dia pior, sinto que minha vida está passando e eu não consigo aproveitar, chego a sentir inveja de pessoas gordas e felizes, pois elas se aceitam. Eu se fosse gorda nem sei o que seria de mim. Desculpa o desabafo, mas me sinto tão acolhida aqui, hoje tentei falar de novo com a minha mãe sobre isso e ela já veio falar que eu sou linda, que perfeição não existe e blablabla… Me irritou tanto… ODEIO que falem isso quando estou em crise, é o mesmo que me bater na cara, parece que sou louca… Faço terapia tem um ano já, e toda sessão sempre em torno da minha auto estima inexistente. Agora q estou querendo me suicidar, a terapeuta me indicou um psiquiatra. Quero melhorar, preciso, mas as vezes acho que não vou conseguir e morrer é mais fácil….

  7. As pessoas estão confundindo dismorfia com outra coisa. Dismorfia corporal é quando a pessoa tem, segundo outros, uma aparência totalmente normal, mas ela jamais pensa assim. Quando alguém tem orelhas grandes e não gosta disto, ou tem um nariz grande demais, ou queixo pequeno demais, isto não é distúrbio dismórfico corporal, mas um defeito real, que a pessoa não aceita. Há pessoas com rostos muito interessantes e nada proporcionais (Dustin Hoffman, Merril Streep, Glen Close, por ex.), mas a maioria de nós, mortais, não gostamos de algo que não combina com o resto. Isto é insatisfação justificada. Na dismorfia, não há nada gritante, nada torto, nada essencialmente errado, mas a pessoa acha que sim. Como comentei em um post anterior, sou uma mulher de 54 anos que (segundo outros) aparenta muito menos, muita gente me acha bonita e *racionalmente* eu sei que sou, com tudo muito proporcional. Acontece que tenho fobia a fotos e a espelhos, pois me acho incrivelmente mais velha do que os outros me veem. Me acho gorda (e não sou, pois riem de mim quando digo que estou imensa). Me acho feia no espelho e em fotos, mas outros elogiam. Minha filha me acha linda, todos me acham bonita. Quando faço muito esforço, minha mente racional diz: “É, sou bonita”. Mas em 99,9% do tempo não é assim que me vejo, nem como me comporto.
    É algo dentro da mente da gente, uma imagem que trazemos, muito pior do que a imagem real, é uma distorção da realidade, como um espelho de parque de diversões que deforma o que vemos. Não adiantam mil elogios, se o que vemos não corresponde.
    Então, se você acha que tem dismorfia porque seus dentes são tortos, ou seu nariz é realmente torto, isto não é dismorfia, mas insatisfação com algo que pode ser melhorado, mas você não está vendo dentes tortos quando eles são perfeitos. Você não está vendo um nariz torto quando ele não é torto.
    Espero que as pessoas não “grudem” este rótulo a si por lerem incorretamente os depoimentos da autora do blog, que tem muitos problemas de autoimagem, sendo bem bonita (dismorfia corporal).

  8. Só para complementar: quando digo que me acho incrivelmente mais velha é porque outros acham que tenho uns 40 anos (tenho 54), mas eu me vejo como se tivesse……. uns 70. Aí, se fico me olhando muito no espelho, percebo que não tenho cara de 70 anos, nem de 54, mas isto (esta visão da realidade) dura muito pouco e logo é superado pela sensação de ser muito mais velha.
    Tenho uma vida muito satisfatória, sou realizada na profissão, tenho condição financeira bastante boa, não sofro de depressão e me considero abençoada em muitos sentidos. Esta impressão de ser mais velha e mais gorda, de não gostar de fotos e de espelhos, porém, não me atrapalha, porque *eu sei que outros não veem o que eu vejo*. E é isto o que me salva, 🙂

  9. Olá! Parabéns pelo blog. Acredito que venho sofrendo com dismorfismo corporal e depressão. Odeio absolutamente tudo em mim, mas o principal motivo são as estrias. Sou muito magra, 42kg nunca variei muito meu peso. O máx que já cheguei a pesar foi 45kg e tenho 1.60 de altura. Ou seja, magrinha e baixinha. Aparentemente sem nenhum motivo pra ter surgido tantas estrias em meu corpo. Meu bumbum é forrado por elas (e é tão pequenino) mas as que me dão vontade de morrer são as das pernas. Atrás dos joelhos, panturrilhas, lateral das coxas e joelhos. Me sinto deformada, monstruosa, um lixo, um verme ou algo pior que isso. Sinto que sou inferior a todas as outras mulheres pois não posso nem ao menos colocar um vestido sem me sentir um monstro.
    Tomo banho de luz apagada, cubro os espelhos de casa, toda vez que vou trocar de roupa apago a luz. Minha vida tem sido só de lágrimas. Choro todo santo dia. Não aguento mais. Já pensei em acabar com minha vida mas sei que é pecado e minha mãe já perdeu gente demais.
    Agora tenho pedido a Deus para me levar. Pra que eu finalmente tenha descanso e seja feliz.
    Não sei mais o que fazer, já busquei ajuda em tanta coisa. E quando conto meu problema e tudo o que tenho vivido, ninguém entende.
    O que eu faço? Preciso tanto de ajuda, algo que acabe de uma vez por todas com essa pressão sufocante dentro de mim.

  10. Oi! Eu sou bronzeada e odeio isso… adoraria ser branquinha e mais alta. Ruiva ou loira, de preferência. Tbm queria por mais peito. Diminuir a cintura. Emagrecer mas sem perder bumbum e pernas (as únicas partes do meus corpo que realmente gosto) Diminuir o nariz. Deixar o olho mais amendoado, pq é redondo demais e acho que me deixa com um aspecto infantil. E, pra ajudar, meu cabelo está caindo demais. Eu não consigo deixar ele crescer. Queria tanto um cabelão lindo, pela cintura…
    E, ao mesmo tempo, eu só queria me amar do jeito que sou.

  11. Finalmente, pessoas que sentem o mesmo que eu!
    Desde pequena me sinto muito feia!Não aceito minha aparência…o engraçado é que todos me dizem que sou bonita e chamo atenção. Vivo nesta obsessão desde os 11 anos de idade, pois era gordinha na infância. Com essa idade fiz minha primeira dieta….nessa época eu queria ser magérrima. Alguns anos passaram e a magreza já não me atraia mais…queria ganhar perna, glúteo…ficar forte e definida. E essa é minha busca até hoje. Só que não tenho motivação para encarar a academia de verdade. Toda essa busca pela perfeição ficou ainda mais intensa depois que engravidei, pois meu corpo ficou pior ainda. Então, o ano passado fiz mastopexia (para levantar as mamas), coloquei silicone e fiz lipo nas costas. Dias depois da ciru estava em prantos em casa, pq o resultado não tinha ficado como o esperado. Ainda sobrou pele nas mamas e gordura nas costas. Nesse inverno pretendo fazer o retoque dessas cirurgias e abdominoplastia. Detalhe: os próprios médicos dizem que não preciso dessa cirurgia, pois o excesso de pele não é tão grande assim.MAS SÓ EU SEI O QUANTO A BARRIGA ME INCOMODA. Estou sempre tentando escondê-la…se coloco uma blusinha mais apertada, sinto que todo mundo me olha e acha ridículo!Aliás…é assim que eu meu sinto: RIDÍCULA!
    Tomo antidepressivo e gostaria de achar um bom profissional que me entendesse…mas eles não entendem. Pois só quem passa por isso sabe o quanto é difícil e pesado…
    Depois da cirurgia plástica me sinto mais a vontade com minha aparência, mas meu psicológico está cada vez pior. Percebi que SEMPRE vou querer mais…por mais que eu faça reparos. Hoje já consigo entender que o caminho não é esse, que não estou buscando a felicidade nas coisas certas..o sentimento agora é de desorientação, pois não sei onde encontrar o NORTE. Psicólogos, religião, academia, plástica…nada disse me deu o conforto de que preciso. Não sei mais o que fazer…

  12. Oi,sofro muito pela imagem q vejo no espelho,sempre fui muito magra e muito zuada na escola,falavam q eu tinha AIDS,ANOREXIA ,etc.Isso me afetou de tal forma q nem sei explicar,a patir disso tentei camuflar minha magreza,usava cinco calças legs por baixo da jeans,no começo me sentia muito bem,pois afinal comecei a ser admirada mesmo nao sendo eu mesma,isso começou aos meus 15 anos.Desde entao comecei com o uso dessas calças na ilusão q seria algo passageiro e q eu conseguiria engordar e largar disso.Porem nao foi isso q aconteceu se passaram 5 longos anos(agora estou com 20 anos) e continuo na mesma agora uso 2 legs por baixo do jeans,e com os anos me gerou outro complexo meu quadril e muito pequeno acho meu corpo parecido com o de homem ombros enormes e nada de quadril,entao alem das legs uso um enchimento dos lados no quadril,isso ta acabando comigo,vejo outras meninas mais novas q eu todas com corpos bonitos as vezes nem são corpulentas demais,porem sao elas mesmas sem disfarces,ando muito mal ,me oho de minuto a minuto no espelho,me arranho ,pucho meu cabelo,tipo tentando tirar a dor emocional e deixar apenas a fisica.Nao sei o q fazer estou ficando desesperada tenho muita vontade de me matar,acho q mesmo q eu engordasse nao resolveria ,pois eu nao tenho quadril ,ficaria reta cmo uma tabua e ombros monstruosos de homem.Acho q se eu tivesse pelo menos uma quadril proporcional ao meu corpo ,eu conseguiria sair disso,mas penso q nao tenho soluçao foi ficar assim para o resto da vida.Minha vontade e de morrer para parar com essa dor,angustia.

    • Oi Juju, por que você não conversa com um psicólogo a respeito dessa insatisfação que você tem? Talvez você seja mais magrinha que as outras meninas, mas talvez não tanto quanto você acha que é. Eu mesma me acho bem mais magra do que realmente sou, mas é o meu esteriótipo, não tem como mudar. Eu já sofri muito com isso e hoje não me importo mais, porque as magrinhas também tem suas qualidades. Converse com um psicólogo pois você pode ter uma visão exagerada da sua magreza, quando realmente não é assim como você vê. Procure ajuda, se sentir assim não é o normal da vida ta? Qualquer coisa que eu puder ajudar eu estou aqui.

      • Graças a Deus superei ja uns 90% da minha neurose por seer magra,agora faço tratamento com psicologo e psiquiatra me ajudou muito,abriu minha mente,mudei a alimentaçao e de 48 k fui para 56k,minha meta e60k,estou quase la.Gente aprendi q precisamos buscar forças la do fundo da alma e termos força de vontade .So assim as coisas mudam

  13. Olá queridas!

    Estava lendo os depoimentos e percebo que até certo ponto é natural termos uma noção errada. Lembro-me que quando eu era adolescente me achava gorda. Na verdade eu não era gorda, as outras meninas é que eram magras demais. Hoje percebo que temos que trabalhar melhor nossa mente. Hoje é que eu realmente estou gorda, mas adotei a política de me amar como sou e de buscar ficar melhor, mas sem ansiedade, dando tempo ao tempo, valorizando o que eu tenho de melhor. Tenho lindos olhos verdes, pele branca, cabelos castanhos (que mudo de cor frequentemente), lábios em tamanho ideal. Procuro focar neles e me valorizar. A barriguinha, as celulites, os braços grossos, o nariz, esses outros detalhes… bem, vou trabalhando aos poucos, sem estresse e sem pensar em plásticas. Quero apenas emagrecer, modelar o corpo com malhação. Sabe por que penso assim? Porque gosto de observar a natureza. Gosto de olhar as árvores, as flores, os animais. Cada um tem um jeito, uma cor, um formato diferente. Por que eu preciso ser igual a outra pessoa? Não. O que tenho é belo e se alguém diz que não é, é mentira. A barriguinha não é feia é bonita, o que a está deixando feia é o excesso de gordura. Tudo bem, vamos tirar esse excesso do jeito natural, emagrecendo, sem intervenção cirúrgica. Mesmo assim, tudo que eu faço é para mim, para que eu goste mais de mim e não pelos outros. Vejo que um problema que as pessoas passam se chama excesso de vaidade. Isso mesmo. Elas sofrem porque se preocupam não com elas mesmas, mas com o que os outros vão achar. Pensam que não serão amadas, mas isso é mentira, mentira, mentira. Não é isso que faz alguém ser amado ou deixado de amar. Recomendo a leitura de um livro chamado As 5 linguagens do amor do Gary Chapman. Com ele nós aprendemos o jeito certo de alimentar o reservatório de amor e, nenhum deles, envolve a aparência. beijos a todas!!!

  14. Ola a todos eu estou a escrever neste momento aqui no blog para contar vos a 5 minha triste historia , eu sou morena de olhos verdes , e o meu corpo e uma mentira completa , uso 5 leguins debaixo das calças ainda uso um rabo falso com trapos , não sou feliz pois sofro todosos dias , não posso ir a praia , piscina e vestir certas coisas, com o meu namorado é horrível ter relações sexuais , pois ele andou atraz de mim vários anos e eu dava desculpas para não ir ter com ele , é horrível sabendo que isto domina a nossa vida , E POR MAIS Q

  15. Ola a todos eu estou a escrever neste momento aqui no blog para contar vos a minha triste historia , eu sou morena de olhos verdes , e o meu corpo e uma mentira completa , uso 5 leguins debaixo das calças ainda uso um rabo falso com trapos , não sou feliz pois sofro todosos dias , não posso ir a praia , piscina e vestir certas coisas, com o meu namorado é horrível ter relações sexuais , pois ele andou atraz de mim vários anos e eu dava desculpas para não ir ter com ele , é horrível sabendo que isto domina a nossa vida , e por mais que tente parar com isto não consigo pois se as pessoas viram me assim desta forma , se eu tiro as leguins e tudo o resto e uma diferença enorme gostava de nunca ter começado , mas nunca pensei chegar a este ponto só me apetece morrer , dia apos dia , sou um pau autentico , tenho um rabo minúsculo e umas pernas magrinhas alem de ter umas costas de homem , não sou proporcional , fico mesmo triste , vou tentar por silicone para acabar com este problema , quem quiser desabafar oh falar sobre isto por favor contacte me , queria conhecer alguém com este problema, sera que sou única??? oque fazer , so quero morrer , beijinho

    • Sabe, eu sempre fui gordinha e sempre tive a bunda muito pequena, até meus 13 anos eu nem ligava pra isso até que um menino fez um comentário, ele disse que eu tinha a bunda murcha, a partir desse dia eu comecei a reparar e vi que realmente era, comecei a me esconder, não queria mais sair de casa, não consegui manter nenhuma amizade pois nunca saía, comecei a me comparar com as outras meninas e aí virou um inferno, na escola andava sempre com a mochila bem comprida até no recreio, as professoras me levavam pra direção pois achavam que eu ia fugir da escola por estar com a mochila, nunca saía sem mochila, se era algo que não poderia entrar com ela eu não ia, não me aproximava de meninos pois pensava que se ficasse com eles, eles me tocariam e descobririam o que tinha por trás da mochila. Até que um belo dia minha mãe comprou uma calcinha com enchimento, aí eu melhorei um pouquinho, ainda assim usava meia calça por cima e ainda uma calcinha mais pequena pra não parecer uma fralda, piscina nem pensar, meninos também, mas pelo menos conseguia andar na rua e na escola. Até que uma amiga minha espalhou, começaram a dizer que eu usava fralda. Me escondi de novo, parei de estudar. Mudei de bairro, de escola, ainda usava a “fralda” pois simplesmente não conseguia sair sem ela, usei por anos, ela me dava uma certa segurança. Até que conheci um menino e me apaixonei, usei ainda por mais um tempo mas fui largando aos poucos, pois imaginava que seria pior ele tocar e ver que era tudo espuma do que saber que minha bunda era pequena. Passei a usar saia jeans, pois não marcava tanto, e camisetas compridas para cobrir, comecei a melhorar um pouco, me sentia melhor daquele jeito pois sabia que nao marcava e não tinha como saber se tinha um bundão ou uma Bundinha, pelo menos era como eu pensava e isso me deixava bem. Comecei a namorar com esse menino, ainda cheia de receios, não deixava me tocar nem ter muita intimidade, nossas primeiras vezes eu nem tirava a saia, ficar sem roupa na frente dele jamais, os primeiros meses foram assim, até que ele quis saber o porque de tudo isso, falei tudo pra ele, chorei, ele me ouviu e me entendeu. Com o tempo fui confiando mais nele, até que deixei ele ver, e tocar, ele disse que amou ela, que amou o meu corpo do jeito que ele era, na minha cabeça eu imaginava que quando ele visse ficaria com nojo e me largaria, mas foi completamente o contrário, ele gostava e gosta dela pequeninha do jeito que é, diz que prefere assim, diz que é mais delicada e “fofinha” haha hoje eu faço coisas que nunca imaginei fazer, ando sem roupa pelo quarto, deixo ele ver e tocar quando quiser e é maravilhoso, estamos juntos a tres anos e nem se compara a quem eu era no inicio, uma coisa que ele me diz sempre é que toda mulher que sabe o corpo que tem, aceita, ama e valoriza, se torna muito atraente. Descobri que as roupas largas só pioram, comecei a usar uma calça preta jeans que parece uma legging apertadinha, ela marca bem e levanta o bumbum e eu uso ainda com blusinhas mais compridas e realmente parece uma bunda normal, claro que na frente do espelho, sem roupa eu ainda odeio ela, mas descobri que não importa a imperfeição que você tenha, sempre vai existir alguém que vai amar o teu corpo do jeito que ele é, vale a pena refletir, tentar roupas diferentes que “disfarcem” o problema antes de fazer algo como uma cirurgia. Já sofri muito por isso, mas já vi tantas meninas que são consideradas as mais lindas, com bundas super pequenas, mas que conquistam a todos pela auto confiança, por simplesmente não ligarem para o problema e usarem roupas que valorizam o que elas tem de bom, sem se preocupar com o resto.

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