Livro: De bem com você

Como vocês sabem, gosto muito de livros. E dando uma olhada em uns livros, sem muita pretensão, achei o livro abaixo e comprei.

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Você já se sentiu a pior das criaturas, a mais inútil, incompetente, fraca e sem graça? Se isso acontece só de vez em quando, pode ser que você tenha se deixado levar por uma circunstância difícil, um problema ou até pela TPM. Mas se você se olha no espelho e não consegue enxergar nada de bom, há algo errado que precisa mudar urgentemente.

Acreditar que você é desprovida de virtudes é uma grande mentira que você conta para si própria. Claro que você não é perfeita, mas isso não significa que não tenha qualidades, muitas qualidades! Ninguém é feito só de defeitos e isso vale para você. É uma questão de reprogramar seu olhar sobre si mesma, assumindo uma perspectiva diferente: a perspectiva de Deus.

Sharon Jaynes vai levá-la por uma bela e prazerosa jornada de autoconhecimento, com base no amor de Deus por você. Troque suas mentiras pelas verdades divinas e redescubra-se.

O texto da orelha do livro já valeu ter comprado:

Dizem que se você repetir uma mentira um milhão de vezes ela se torna uma verdade. Pois é algo parecido que acontece com os maus pensamentos que temos a nosso respeito. Passamos tantos anos repetindo algo, que acabamos por acreditar que aquilo é verdade, quando não passa de mentira. Mas, acredite, você é digna, capaz de muitas coisas, tem valor e pode ser feliz.

Você se identificou? Eu me identifiquei. Quantas vezes repetimos que somos feias (ou feios), e de tanto repetir isso, vira a nossa verdade que ninguém mais tira de nós. Mas como a autora fala, não passa de uma mentira. É uma ideia distorcida que você (e eu) tem e não consegue consertar. Folheando o livro achei outra frase muito legal, que tem tudo a ver com a imagem distorcida que temos sobre a nossa aparência.

Talvez você esteja fugindo do inimigo há muito tempo. Ele late, mas não morde. É um leão covarde. Siga em frente.

É um livro que fala de Deus: “Acredite em deus e não nas mentiras que você conta a si mesma”. Gosto de livros que falam de Deus (Deus no geral, sem vínculo a qualquer religião). O livro se baseia em algumas passagens da Bíblia e fala sobre Satanás, e eu como Kardecista e Umbandista (e Católica) não me identifico muito com essa linha de pensamento a respeito de Deus. Enfim, vou ler pra saber como é. O que me interessa no livro é o que vai falar sobre a nossa aparência (e assuntos relacionados). Acho que vão ter partes interessantes e conforme isso for acontecendo vou compartilhando aqui com vocês.

Os maiores lábios do mundo: A obsessão de Kristina Rei

A jovem Kristina Rei, russa de 22 anos, residente da cidade de São Petersburgo, ganhou o mundo em milhares de blogs e sites que fazem “piada” com sua aparência. Sua obsessão é bem evidente: o tamanho dos lábios, chegando a tal ponto de ganhar o título (através de uma eleição em um site europeu) como os maiores lábios do mundo.

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Com seus lábios naturais (foto da direita com 15 anos).

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Hoje não é tão incomum ver na TV ou em revistas o culto exagerado pelo corpo e isso se expressa em números. O Brasil é um dos países com o maior número de cirurgias plásticas. Kristina Rei sempre foi encantada por bocas carnudas desde muito nova. Após 100 injeções de silicone e vários outros tipos de preenchimento em seus lábios, finalmente conseguiu a aparência que sempre sonhou.

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Os procedimentos estéticos custaram aproximadamente R$ 15.000 reais. Kristina comentou em um portal de notícias da Rússia que se sentia muito humilhada. Na escola era provocada por crianças, sendo chamada de feia. Desde cedo olhava suas irmãs adultas com lábios volumosos com batom e achava que quando crescesse seria atraente. Aos 15 anos, ainda com os lábios naturais, admirava desesperadamente a personagem de desenho animado Jessica Rabbit, a quem ela atribuía ser o exemplo de beleza máxima.

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Buscando ficar próxima a personagem, Kristina Rei começou a injetar substâncias cosméticas em seu lábio com 17 anos, e desde então não parou mais. Muitas pessoas acham sua aparência estranha e não sentem que isso é algo bom.

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Ela afirmou no portal The Sun: “Meus lábios grandes têm ajudado a aumentar minha confiança. Meus pais estão felizes por minha aparência e não se preocupam como realmente estou. Alguns dos meus amigos me disseram que estou estranha e deveria parar de injetar, mas eu ainda não estou satisfeita”.

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Kristina Rei faz planos em afinar o nariz, colocar volumosos silicones, deixar as orelhas pontiagudas como os elfos e aplicar ainda mais preenchimento nos lábios: “É bom ser diferente”, afirma.

Fonte: Jornal Ciência

Vocês conseguem perceber que geralmente a dismorfia surge do comentário dos outros a respeito da sua aparência? E a solução do defeito nunca para, a pessoa precisa sempre mais, mais… nunca está satisfeita.

Outros casos parecidos:

• Sul koreana que injetou olho de cozinha no rosto – clique aqui
• Lauren Smalley quase morre ao passar pro cirurgia para tirar preenchimento labial – clique aqui
• Norte americana morre após injetar carne de gordura no próprio rosto – clique aqui
• Jocelyn Windenstein gastou mais de U$ 4 milhões fazendo plásticas – clique aqui

É possível superar a dismorfia corporal?

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Eis uma pergunta que assombra quem convive com esse transtorno. Os estudos dizem que não há cura, e isso gera aflição e desesperança, dando a impressão de que iremos sofrer o resto de nossos dias nos achando feios e deformados. Não é bem assim.

Os especialistas que estudam esse transtorno dizem que não há cura, mas que há um controle do transtorno. Se esse controle der paz pro nosso espírito e a gente não sofrer mais com a nossa aparência, que mal tem? Digo por mim, há cerca de um ano eu não sofro mais com o que eu vejo no espelho. Não me acho feia, não me acho linda, me acho normal (apesar de a depressão ainda me rondar as vezes ela não se deve à minha aparência).

Aprendi que tenho minhas particularidades, que nossa beleza está muito nos olhos de quem vê e que beleza não é somente o conjunto de características físicas e sim a combinação de aparência física com a personalidade que você tem (seu carisma, seu jeito tímido ou engraçado, sua forma de falar e andar, suas opiniões, sua forma de ouvir, etc).

Primeiro precisamos admitir (para nós mesmos) que temos um transtorno psicológico que nos faz enxergar de forma errada como somos. Se não conseguimos mudar essa percepção sozinhos, precisamos de ajuda profissional de um psicólogo e, se necessário, um psiquiatra. Existem várias formas de terapia. A que eu mais simpatizo é a “terapia cognitivo comportamental” que vai te ajudar a mudar pensamentos errados através de um diálogo com perguntas e não com conselhos. Estou explicando de forma grosseira, em outro post explico mais detalhado como funciona. Se quiser mais informações nesse momento recorra ao Google. 🙂

Em segundo lugar (se bem que pra mim tudo isso é uma coisa só) você deve ser comprometido com você mesmo a superar isso. Não adiantar ir na terapia uma vez por semana e achar que aquela uma hora dentro do consultório vai mudar sua vida. Não adianta tomar remédio controlado pra depressão, ansiedade ou TOC e achar que aquele comprimido vai fazer milagre. Não funciona assim. O remédio vai dar uma segurada nas coisas ruins que você anda sentindo, vai amenizar, diminuir. Em 100% o remédio ajuda 60% (por exemplo) e você tem que correr atrás dos outros 40% pra fechar com chave de ouro. Da mesma forma é a terapia. Aquela “uma hora” da terapia é o momento que você e sua (ou ‘seu’) terapeuta vai te ajudar a ver alguns pontos a serem trabalhos, vai te ajudar a achar o rumo da sua vida, do seu tratamento, e o resto das horas fora do consultório é você que tem que correr atrás da sua felicidade.

Voltando para a pergunta do começo do post, “é possível superar a dismorfia?”. Eu digo que sim. Não digo só pro mim, o Robert que conheci através do blog também considera a dismorfia corporal página virada na vida dele. E eu quero que vocês levem isso como incentivo para buscar a superação de vocês também. Chega de chorar porque é feio, chega de não sair de casa porque não quer que as outras pessoas te vejam feio, chega de achar que só plástica resolve a sua vida. Eu e o Robert estávamos conversando sobre isso outro dia. As pessoas com dismorfia tem vontade de mudar, mas não tem força de vontade, não tem a atitude de “vou mudar”. Querem que a mudança aconteça por si só. A mudança não vai acontecer. Porque a mudança é você. Sua vida só vai mudar quando você mudar, quando você fizer acontecer. Já falei sobre isso em outro post que você pode ler aqui.

Pra resumir tudo isso. A minha opinião é que se pode sim superar a dismorfia corporal. Mas para isso é preciso se dedicar à terapia, é preciso estar 24 horas por dia prestando atenção na forma que agimos errado e tentar mudar nosso pensamento, é preciso enfrentar nossos medos de sair de casa e ser visto pelas pessoas (porque quanto mais você sair de casa, menor esse monstro chamado medo/vergonha vai ficar). É preciso fazer (ou pelo menos tentar) as tarefas passadas pela terapeuta. É preciso ler sobre a ditadura da beleza e sobre auto imagem, etc. Em outras palavras, é preciso fazer acontecer.

Pensar positivamente produz melhor aparência e melhor disposição de ânimo

Como vivemos tão preocupados com os espelhos, perdemos a noção de nossas muitas outras virtudes. Cometemos o erro de comparar quem somos com quem parecemos ser. Mas, afinal, uma sensação duradoura de atração pessoal não pode ser baseada somente na aparência. Não provém diretamente da beleza ou mesmo das boas ações, mas de bons pensamentos – pensamentos racionais, realistas e gratificantes.

Neste segmento, vou mostrar-lhe como você pode se sentir melhor em relação ao próprio corpo, pensando nele de maneira positiva. Se você fica frequentemente constrangido ou deprimido por sua aparência, estes sentimentos podem provir de pensamentos equivocados sobre a imagem física. Seus sentimentos são reais, mas não são baseados na verdade absoluta sobre sua aparência. Também não são a única maneira de sentir.

Uma premissa básica da terapia cognitiva é que seus pensamentos influenciam sua maneira de sentir. Os sentimentos não flutuam no ar rarefeito. Estão ancorados nos processos cognitivos (que é apensar outro nome para os pensamentos). Lynn diz que às vezes sente-se pior ao se olhar no espelho. Entretanto, não é o ato de olhar, mas o ato de pensar, que cria seus sentimentos negativos.

Erros cognitivos

Provavelmente, você sabe que duas pessoas podem interpretar um acontecimento similar de forma absolutamente diferente. E as explicações de uma podem ser mais exatas ou mais esclarecedoras que as da outra. As interpretações equivocadas das experiências são denominadas erros cognitivos. São erros, porque são ilógicos, não-comprovados, exagerados ou apenas simplesmente errados. Se um erro cognitivo vira hábito, você pode persistir nele até quando está diante de uma evidência em contrário.

Os erros cognitivos podem ter um grande impacto sobre a imagem física. Lembre-se, por exemplo, de que, no capítulo anterior. Susan acreditava-se indigna de ser amada, a menos que tivesse uma aparência perfeita. Suas conclusões equivocadas não se baseavam em fatos, mas a aterrorizavam e deprimiam. Do mesmo modo, o constrangimento de Lynn tinha sua origem no erro cognitivo de pensar que as pessoas estão extremamente preocupadas com a aparência dela quando na realidade não estão. Cometemos erros cognitivos o tempo todo. Eis uma relação dos tipos comuns de erros que podem conduzir muitas pessoas a problemas de imagem física.

Pensar de maneira radical. Classificar as coisas em categorias radicais, julgando-as muito boas ou muito ruins. Se você não se coloca na categoria muito boa, automaticamente se rotula como um total fracasso.

Exemplo: “Jamais serei tão bonito(a) como meu amigo(a)”

Rejeitar pensamentos positivos. Ignorar ou rejeitar a evidência de que você está realmente bem. Portanto, pode continuar acreditando que não está bem e jamais estará.

Exemplo: “Me falaram que eu estou bonito(a). Mas só estavam sendo gentil”

Pensar em “possibilidades”. Fazer exigências irrazoáveis sobre si mesma e sobre os outros. Estas “possibilidades” só conduzem a sentimentos de culpa, raiva e frustração.

Exemplo: “As pessoas deveriam sempre ter a melhor aparência possível”.

Personalizar. Assumir tudo pessoalmente e se sentir responsável por coisas que na verdade estão além do seu controle. Personalizar faz com que você sempre se compare com os outros.

Exemplo: “Eles estão conversando sobre dietas porque acham que estou muito gorda” ou “Se ela pode ter esse visual maravilhoso, por que eu também não posso?”

Tirar conclusões precipitadas. Usar um pequeno fato como prova absoluta de uma questão maior. Por isso, você não tem de pensar nos outros aspectos da questão.

Exemplo: “Se eu não fosse tão feio(a), certamente teria conseguido o emprego” ou “Ele quer terminar o namoro porque sou feia”.

Pensar emocionalmente. Usar seus sentimentos para explicar o que ocorre no mundo exterior. Você supõe que suas emoções sejam um reflexo exato do que realmente está acontecedo.

Exemplo: “Hoje estou com péssima aparência, por isso todos vão me achar horrível”

Exagerar. Aumentar a importância de algo. Isso faz com que você justifique uma reação emocional desproporcional diante de um acontecimento sem importância.

Exemplo: “Estou totalmente deprimida porque meu cabelo está horrível” ou “Eu quis morrer quando ele me viu de maquiagem”.
Trecho do livro: Meu Corpo… Meu Espelho – Rita Freedman Ph.D

Para ler outras partes do livro clique aqui e aqui.

Casos Clínicos

Os dois casos clínicos abaixo foram retirados do livro “De Mal com o Espelho – O transtorno dismórfico corporal” de Leonardo Gama Filho. O texto é do capítulo 6 “A cirurgia plástica e o transtorno dismórfico corporal”.

Casos Clínicos

Caso 1

Srta B, 32 anos, solteira, profissional liberal, nulípara, comportamento muito amigável, extrovertida. Paciente com história de obesidade prévia e perda ponderal de 40 quilos com auxílio de endocrinologista, nutricionista e exercícios físicos. Queixava-se de flacidez de pele nas mamas e abdômen, fato que limitava suas atividades de fazer e divertimento, pois “sentia vergonha” de usar biquíni na praia. O exame físico mostrava ptose mamária grave e dermolipodistrofia abdominal importante. Referia antecedente de consultas psiquiátricas e havia feito uso de antidepressivo no passado para tratamento de “ansiedade”. Não apresentou contra-indicações clínicas e foi submetida à mastopexia e dermolipectomia abdominal. Ficou muito feliz com a cirurgia num primeiro momento, mas exigia atenção da equipe 24 horas por dia.

Na segunda semana de pós-operatório, começou a queixar-se de que os remédios a fizeram engordar e que estava inchada. Nas consultas subsequentes, após ter reafirmação da equipe (e da balança) de que não apresentou ganho ponderal, inovou com queixas de enormes acúmulos de gordura e pele flácida na região lombar e solicitou, enfaticamente, uma cirurgia de torsoplastia. Orientada que não havia indicação cirúrgica de torsoplastia. Orientada que não havia indicação cirúrgica para torsoplastia, a paciente imediatamente reclamou que suas pálpebras e a ponta de seu nariz estavam “caídas”. Foi encaminhada para avaliação psiquiatra e reagiu com descaso. Retornou uma últma vez para solicitar cirurgias, disse que havia iniciado o uso de fluoxetina após a consulta com o psiquiatra e que recebeu o diagnóstico de “ansiedade”.

Nesse primeiro caso, apesar de não preencher completamente os critérios diagnósticos para TDC, a paciente apresenta uma preocupação não-saudável com a aparência corporal e, mesmo satisfeita com a resolução do problema que a afligia, logo modificou a localização do defeito, apresentando sofrimento semelhante ao do início do tratamento, tornando-se adicta à Cirurgia Plástica.

Caso 2

Sta. A, 28 anos, solteira, bastante tímida, com queixa de mamas muito grandes, causadoras de intenso incômodo. Ao exame físico, a paciente apresentava hipermastia importante, sem outras patologias mamárias ou clínicas. Não usava nenhuma medicação e não apresentava nenhum antecedente psiquiátrico. Foi submetida à mamoplastia redutora com retirada de cerca de 900g de cada mama, reduzindo consideravelmente o seu volume. Na primeira consulta do pós-operatório, a paciente queixou-se de que suas mamas continuavam tão grande quanto antes da cirurgia. Foram mostradas à paciente fotos realizadas no período pré-operatório, relatado o peso dos tecidos retirados e explicado que havia edema proveniente do recente procedimento cirúrgico, sendo que tal inchaço iria perdurar por algumas semanas.

Na consulta do primeiro mês de pós-operatório, a paciente apresentou crise de choro intenso dizendo que suas mamas estavam gigantes e, por tal fato, exigia que fosse submetida à nova intervenção para regirada de toda a mama. Diante do quadro, a paciente foi encaminhada para uma avaliação psiquiátrica e orientada quanto à necessidade de manter o acompanhamento pós-operatório com a cirurgia plástica. Aparentemente, a paciente pareceu aceitar. No entanto, não retornou às consultas programadas e não foi possível encontrá-la nos telefones de contato.

Esse segundo caso clínico revela um quadro muito sugestivo de TDC-não diagnosticado no período pré-operatório devido ao nexo causal da queixa com o exame físico, motivo de grande sofrimento para a paciente, certamente agravando seus sintomas  No pos-operatório, período em que o quadro tornou-se gritante, foi possível constatar que os critérios diagnósticos estavam presentes antes da cirurgia. A paciente apresentava timidez crescente, impossibilitando sua vida social e afetiva de modo progressivo, fato esse que, na época, seus familiares atribuíram ao temperamento quieto somado ao seu “complexo do tamanho das mamas”. Infelizmente, no caso em tela, a percepção dos sinais de alerta foi tardia.

Para ler outras partes do livro clique aquiaquiCapítulo 4 e Capítulo 4 ítem 3.

Ken da vida real

Ken Quem teve infância lembra do boneco Ken, namorado da Barbie.

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O que aconteceu foi que um rapaz, chamado Justin Jedlica, que decidiu que queria ficar igual ao Ken.

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Em busca de um corpo e rosto semelhantes ao do Ken, namorado da boneca Barbie, o norte-americano Justin Bieber Jedlica, de 32 anos e cabeça de 10, passou por 90 cirurgias plásticas na última década para mudar suas formas e curvas. As operações que custaram cerca de R$ 200 mil incluem implantes de silicone no bumbum, bíceps e tríceps, e ele disse que ama as suas mudanças. “Contrariar as normas é muito divertido”, justificou.
No começo, Jedlica ficou obcecado com o tamanho de seu nariz e resolveu diminuí-lo. Cinco cirurgias depois, ele segue insatisfeito, dizendo que está próximo do esperado, mas ainda não é perfeito.

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O americano Justin Jedlica, de 32 anos, se submeteu a 90 cirurgias plásticas nos últimos dez anos para ficar “parecido” com o boneco Ken, namorado da Barbie. Por trás desta vaidade exagerada, segundo o cirurgião plástico Dr. Felipe Coutinho, coordenador do Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica Regional São Paulo (SBCP-SP), está uma doença conhecida como Transtorno Dismórfico Corporal (TDC).

— O paciente não se enxerga como realmente é e por isso tem uma preocupação obsessiva com algum defeito inexistente ou mínimo na aparência física. Não importa a quantidade de cirurgias feitas, ele nunca ficará satisfeito com o resultado.

Esta busca incansável pela imagem “perfeita”, conforme explica o médico, pode desencadear deformidades estéticas irreversíveis, sem falar que qualquer intervenção cirúrgica não está livre de incidentes. O psiquiatra e psicoterapeuta Dr. Marco Antônio Spinelli completa: — A pessoa tem que estar consciente de que nunca mais vai ter aquela parte do corpo de volta, por isso deve estar segura e sanar todas as dúvidas com o médico antes de se submeter ao procedimento. Se ela não estiver preparada para lidar com a mudança corporal, pode ficar frustrada e até desenvolver um quadro depressivo.

Tantas transformações podem trazer problemas para Justin, tanto que os médicos já informaram que o silicone está colocando sua vida em risco. Ele disse que é o preço que se paga para ter o corpo perfeito e não pretende parar de fazer os procedimentos.

Fonte: Meio norte e Surgiu Entretenimento

Quando alguém pensa demais em si mesmo, é que está pensando mal

Pessoal,

Dois livros sobre auto imagem que eu gosto muito são “Imperfeitos, Livres e Felizes” de Christophe André e “Meu Corpo… Meu Espelho” de Rita Freedman Ph.D. Clique sobre o nome do livro para saber mais sobre eles.

Vou começar a postar partes interessantes dos dois aqui. Os dois primeiros parágrafos desse post é do livro “Imperfeitos, Livres e Felizes” e os seguintes são do “Meu corpo… Meu espelho”

Quando alguém pensa demais em si mesmo, é que está pensando mal

Talvez estejamos mesmo preocupados demais com nossos pequenos seres. Mas talvez não estejamos sabendo lidar com nossa relação com nós mesmos. Isso pode acontecer porque nos deixamos levar com excessiva facilidade por valores artificiais: desempenho, abundância, aparência. Três flagelos, tanto de nossas sociedades quanto de nossa mente. Desempenho: é perfeitamente normal querer fazer tudo bem, mas é prejudicial enxergar “desafios” por todo lado, querer ser um “vencedor”,  a ponto de adoecer. Abundância: é perfeitamente normal querer uma casa, roupas, alimentos. Mas não é normal comprar freneticamente (ou sonhar em comprar) tudo que se vê. Aparência: é perfeitamente normal se sentir feliz, com o próprio corpo e cuidar dele. Mas não é normal estremecer à menor ruga ou ao primeiro cabelo branco.

Não temos a opção de não pensar em nós, diante de uma sociedade em que a imagem se tornou tão importante. E o resultado é: o ego está inflado, sempre presente. Não é por acaso que os distúrbios alimentares, como bulimia, anorexia e dismorfia corporal estão tão estreitamente ligados aos problemas da auto-estima. Acreditamos que crescemos e nos fortalecemos ignorando e maltratando a nós mesmos. Sofrimentos inúteis, que só servem para nos ensinar a sofrer ainda mais e a nos punir. A propósito dos sofrimentos da auto-estima, um ego onipresente é um ego que vai mal. A solução não é pensar menos em si, mas pensar de outra forma. Até porque não há escolha: temos uma necessidade vital de nos estimarmos. Só que não da forma que fazemos atualmente. Ora nos amamos, ora nos detestamos. E então, o que é isso? É a auto-estima.

Há uma diferença entre a busca descontraída da beleza e a perseguição desesperada onde você sempre termina do lado perdedor. Um visual atraente é parte do jogo da vida. Para algumas pessoas, o corpo tornou-se um campo de batalha. Parecem vítimas sitiadas e, realmente, são. A aversão ao corpo fere tanto a mente quanto o corpo. A mudança pode não ser fácil, mas é possível. Porém, é preciso dedicar-se à mudança. Cada um de nós carrega dentro de si uma visão interna de nosso ser exterior. Esta é a nossa imagem física: um retrato do corpo visto pelos olhos da mente. Embora esta imagem seja construída sobre características físicas, é também delas separada e distinta. Vai além do simples fato de ser loira ou magra, pois é produto de nossa imaginação. Apesar de imaginária, a imagem física pode parecer tão real quanto o próprio corpo. Pode ser uma fonte cosntante de força ou uma causa crônica de sofrimento.

A imagem física tem muitos aspectos. É visual – o que você vê quando olha para você mesmo. É mental – como você pensa sobre sua aparência. É emocional – como você se sente sobre seu peso ou altura. É cinestésica – como você sente e controla as partes de seu corpo. É também histórica – moldada por toda uma vida de experiências, que incluem prazer e dor, elogio e crítica. Acima de tudo, a imagem física é uma questão social. Pode residir em sua mente, mas esta fundamentada nas experiências cotidianas que a cercam. O modo como você se sente depende de como se considera avaliado pelos outros. Sua imagem física pode ser abalada pelo julgamento de uma pessoa amada ou pelo assobio de um estranho.

Até que ponto é exata a sua imagem física? Provavelmente, não tem muito a ver com a realidade. A maior parte de nós somos maus juízes de nossa própria aparência. Quando as auto-avaliações da beleza são comparadas a avaliações realizadas por observadores externos, encontram-se poucas correlações. Isso é simples de entender. Não nos vemos do mesmo modo que os outros nos vêem. Os olhos da mente distorcem a imagem física, às vezes em um sentido positivo, às vezes em um sentido negativo. Embora o mundo exterior possa atribuir-lhe uma nota dez, seu olhar interno só enxerga um deprimente dois. Se você distorce sua imagem física, ela acontece de duas maneiras particulares: enxergando alguma parte do corpo como anormal ou achando que possui o manequim ou tipo de corpo inadequado. Talvez esteja preocupado(a) com suas coxas imensas, com seu quadril ou com o seu nariz. A partir desta característica isolada, você generaliza em relação a toda a sua aparência , ignorando as partes que são atraentes, tanto para você quanto para os outros,

Clique aqui para ver a listagem de livros que eu recomendo.

A merda que Jocelyn Wildenstein fez

Não há como pensar em dismorfia corporal sem pensar em Jocelyn Wildenstein.

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Jocelyn Wildenstein é uma rica socialite que gastou cerca de US$ 4 milhões fazendo plásticas. A ideia era ficar jovem para sempre para seu marido, o bilionário Alec N. Wildenstein. Entre as intervenções cirúrgicas estão: 7 facelifts, reconstrução dos olhos, injeções de colágeno nos lábios, bochechas e queixo. Veja como ela era antes das plasticas:

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Ela antes de depois das plásticas.

Mais fotos:

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Outras fotos dela. Gente, tem muita foto bizarra dela no Google Imagens.

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Jocelyn Wildenstein Takes Off

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jocelyn_wildenstein_01Update: Foto dela de 2015.

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Melhor seria se não tivesse feito a merda.

É melhor você chorar por achar que tem um rosto feio e depois descobrir que é bonita, do que chorar por achar um rosto feio e depois continuar chorando por ver a merda que fez com tantas plásticas.

Vamos pensar bem antes de querer encarar a mesa da cirurgia plástica e achar que é a solução dos nossos problemas. Terapia ajuda muito a gente não fazer merda. Vamos levar a sério o que tem que ser resolvido. O problema é interno e não externo. Não sou contra as cirurgias plásticas, mas elas precisam ser conscientes, saudáveis e não o motivo da nossa felicidade.

Veja outros casos de dismorfia corporal clicando aqui.

Miss Brasil é o caralho!

Esse sábado temos o concurso de beleza Miss Brasil. Quem é o autor das regras de beleza do mundo? Quem decidiu que tem que ter 90 cm de quadril? 60 cm de cintura? Ter mais de 1.70 de altura? E pra entrar nesse tal “padrão de beleza” elas entram na sala de cirurgia e passam pelo bisturí quantas vezes for preciso. O que importa é alcançar esse título. Sua beleza é sua maior qualidade? Que merda hein?

Achei em um blog dois comentários sobre o Miss Brasil, são eles:

“tenho tudo para mim tornar uma miss mais só que é muito concorrido, e se torna muito dificil.” e “oie quero ser miss brasiu muto obrigada xau bjos”. Então comecem estudando ok? Porque para ganhar o Miss Brasil também é preciso mostrar inteligência e personalidade para os jurados.

O negócio é que esses concursos de beleza “Miss Brasil”, “Menina Fantástica”, “Musa do Brasileirão” etc estipulam um padrão de beleza que não serve pra nada. Ah, serve sim. Serve pra criar pessoas frustradas, que acreditam que por não ter o mesmo padrão dos concursos não são bonitas. A Preta Gil (como muitas outras mulheres) não poderia participar de nenhum desses concurso de beleza porque ela não tem as medidas que consta no regulamento desses concursos. Quem fez essa merda de regulamento? Não sei, algum infeliz (que pode ser várias pessoas e não apenas uma). O fato é que a Preta Gil (ou outra mulher) não deixa de ser bonita porque não tem as medidas (ou o padrão) dos concursos de beleza. Ela tem a sua particularidade, suas características que a fazem uma mulher bonita. Isso inclui a sua personalidade, que todos nós conhecemos e sabemos que é uma personalidade forte. Ela fala o que pensa, ela defende sua opinião, ela expõe seus pensamentos independente do que outras pessoas achem. E isso é um pedaço dela. Se ela tivesse outra personalidade, ela não seria a Preta Gil.

Não importa se você tem 1.60m, se você tem um pneuzinho, uma barriga que não é chapada, se tem sardas, se é branca, preta, azul. Cada um tem sua beleza. O que é bonito pra mim não é bonito pra você, não da pra comparar, não da pra estipular, não da pra mensurar. Não há uma tabela dizendo que isso é bonito e aquilo é feio. Existir até deve existir, mas quem é que tem autoridade pra criar uma coisa dessa? Se eu quiser eu crio o meu padrão de beleza e digo que o meu padrão é o que ta valendo. Quem é que tem autoridade pra dizer se você é bonito ou não? Pense nisso. 😉

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O Transtorno Dismórfico Corporal em Homens Adultos

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Resumo: Esse estudo visa investigar algumas questões oriundas do TDC em homens adultos, com base em estudos empíricos. A partir desse conhecimento, elaborar uma construção sistemática desse transtorno, conhecer os critérios para o diagnóstico do TDC, bem como a dismorfia muscular que é um subtipo dessa patologia e entender os aspectos etiológicos e suas perspectivas de tratamento. Nesse sentido, é valido considerar que a psicologia apresenta propostas de intervenção com intuito de amenizar as conseqüências e riscos para o sujeito portador de TDC, propor discussões sobre a imagem corporal distorcida e resgatar a auto-estima do paciente.

Considerações Iniciais

É comum que muitas pessoas desejem fazer mudanças em seu corpo. No entanto, existem algumas de aparência normal que se vêem impossibilitadas de formar vínculos e interagir com outras pessoas, pois se sentem indignas por sua aparência “não agradável”. O transtorno dismórfico corporal tem sido denominado “feiúra imaginária”. Esse pensamento distorcido é decorrente de algum tipo de “defeito físico” que é ampliado e transformado em um sentimento exacerbado de “feiúra”.

Embora seja essa a definição oficial desse transtorno, alguns autores promovem uma discussão de caracterizá-lo como um modo de manifestação de transtorno obsessivo compulsivo (TOC), visto que ambos apresentam características semelhantes. O TDC é um transtorno somatoforme porque sua característica principal é a uma excessiva preocupação psicológica com características somáticas.

A pessoa portadora desse transtorno costuma ter idéias de referência, isto é, acredita que tudo o que acontece na esfera social em que vive está relacionada com ela, nesse caso, como o “defeito imaginado”.

A manifestação desse transtorno em homens adultos tem tido uma representação considerável na sociedade atual. Apresenta-se em subtipos, como é o caso da dismorfia muscular, que se configura como uma distorção da imagem corporal que tende a prejudicar o aspecto físico, social, afetivo e psicológico do indivíduo.

Critérios do DSM-IV para o Diagnóstico de Transtorno Dismórfico Corporal
Conforme o DSM-IV (Manual de Diagnóstico dos Distúrbios Mentais) para que o indivíduo seja considerado portador de TDC é necessário que ele atenda as seguintes características:

A pessoa portadora do transtorno dismórfico corporal acredita que está sendo observados e que o seu “defeito” é algo extremo. Ao passo que esses sujeitos podem se esquivar das situações sociais. Em casos extremos, pode ocorrer o isolamento social. Esses pacientes procuram serviços médicos em várias especialidades, a fim de corrigir os supostos defeitos.

Dismorfia Muscular em Homens Adultos

Ao longo da história, as preocupações mórbidas com a imagem corporal eram problemas somente do interesse feminino. No entanto, diante das transformações contemporâneas esses problemas podem acometer de forma acentuada os indivíduos do sexo masculino e comprometer varias áreas da sua vida.

De acordo com Assunção (2012) A dismorfia muscular é um subtipo do transtorno dismórfico corporal que ocorre principalmente em homens que, apesar da grande hipertrofia muscular, consideram-se pequenos e fracos. Além de estar associada a prejuízos sociais, ocupacionais, recreativos e em outras áreas do funcionamento do indivíduo.

Não obstante, a constituição social favorece a construção do corpo belo, em que as pessoas cultuam a boa forma e uma aparência impecável. Nos dias atuais, os homens se voltaram aos padrões sociais, no que diz respeito a cuidados com a parte física.

Cone & Pope (apud Assunção 2012) realizaram uma revisão sobre aspectos relacionados à imagem corporal em indivíduos do sexo masculino. Em termos gerais, a revisão aponta que alterações de imagem corporal no sexo masculino, ao contrário do que se pensava, são quadros relativamente comuns e diferem do padrão de distorção tipicamente feminino. As mulheres apresentam níveis bem maiores de insatisfação que os homens e descreve sempre corpos mais magros como objetivo. No caso dos homens, há aqueles que seguem o padrão feminino, mas a maioria considera um corpo mais musculoso como representação da imagem corporal masculina ideal.

A preocupação de um indivíduo de que seu corpo seja pequeno e franzino, quando na verdade é grande e musculoso, é a característica principal da dismorfia muscular. Este sintoma está relacionado a padrões de alimentação específicos, geralmente compostos de dieta hiperprotéica além de inúmeros suplementos alimentares a base de aminoácidos ou substâncias para aumentar o rendimento físico. A atividade física pode ser realizada de forma excessiva, inclusive causando prejuízos nos funcionamentos social, ocupacional e recreativo do indivíduo, chegando a ocupar de 4 a 5 horas por dia. As atividades aeróbias são evitadas para que não ocorra perda da massa muscular adquirida durante as pesadas sessões de musculação. Os possíveis ganhos musculares são checados exaustivamente chegando a 13 vezes ao dia. (ASSUNÇÃO, 2012).

O processo de sistematização do transtorno no homem deve ser entendido de forma científica e cultural. Esse fenômeno começa a partir da idéia de que o homem deve ter uma estrutura física avantajada e se assim não for o sujeito se sente fora dos padrões impostos socialmente. Para lidar de forma coerente com essa situação, é necessário ter um suporte social efetivo e uma boa estrutura de personalidade.

Etiologia e Tratamento do Transtorno Dismórfico Corporal

Sabemos muito pouco sobre a etiologia e o tratamento do transtorno dismórfico corporal. Não temos quase nenhuma informação sobre se ele acontece nas famílias e, por isso, não podemos investigar uma contribuição genética especifica. De forma semelhante, não temos nenhuma informação significativa sobre os fatores ou as vulnerabilidades de predisposição biológica ou psicológica. (BARLOW, 2011).

No transtorno dismórfico corporal o foco reside na aparência física, via de regra não tende a acontecer de forma simultânea aos transtornos somatoformes. Em muitos casos podem ocorrer semelhanças entre o TDC e o TOC. Os indivíduos com TDC tendem a apresentar comportamentos compulsivos, pensamentos intrusivos e persistentes sobre sua aparência física ou algum “defeito” visível.

Alguns autores vêem o TDC como tendo origem em conflitos inconscientes. Virtualmente, qualquer parte do corpo pode ser objeto do TDC, mas há predomínio para alvos como pele (pequenas escaras, acne), orelha, nariz, cabeça e face. Com freqüência estão associadas idéias ou delírios de referência, bem como comportamentos ritualísticos e repetitivos, como olhar várias vezes ao espelho para checar o defeito imaginário, picar repetidas vezes a pele e questionar persistentemente os outros em busca de confirmação do defeito. (AMÂNCIO, 2002).

O arcabouço psicanalítico tem numerosas especulações acerca desse transtorno e centra-se na idéia do mecanismo de defesa do deslocamento, isto é, um conflito inconsciente pode provocar angústia ou ansiedade no sujeito, e então, o indivíduo desloca essa inquietação para uma parte do corpo.

A terapia cognitivo-comportamental parece ser útil no tratamento da dismorfia muscular. Suas estratégias incluem a identificação de padrões distorcidos de percepção da imagem corporal, identificação de aspectos positivos da aparência física e confrontação entre padrões corporais atingíveis e inatingíveis. Os comportamentos compulsivos relacionados ao exercício, dieta ou de checar o grau da musculatura devem ser inibidos. Da mesma forma, o indivíduo deve ser encorajado a gradualmente enfrentar sua aversão de expor o corpo. (ASSUNÇAO, 2012).

Algumas estratégias comportamentais podem ser de grade valia na recuperação de pacientes em tal condição, bem como a prevenção de exposição e de respostas utilizada no modelo cognitivo-comportamental. E deve ser combinado com tratamento farmacológico, como antidepressivos.

A partir das discussões apresentadas acima ressalta-se a necessidade de pesquisas futuras sobre o tema, entre elas: estratégias de avaliação e intervenção, incluindo nessa última categoria pesquisas sobre eficácia de medicações e de intervenções psicológicas em suas diferentes abordagens. (SALINA, 2011).

Considerações finais

Em conclusão, pode-se considerar o transtorno dismórfico corporal em homens adultos associado a uma insatisfação em sua aparência física, porém, de caráter patológico, visto que há um pensamento específico de defeito imaginário no próprio corpo. Nesse aspecto, os indivíduos possuem estrutura corporal notável, mas se vêem magros e franzinos, esse comportamento reflete em prejuízos físicos, sociais, ocupacionais e psicológicos na vida do paciente. As intervenções psicológicas são uma tentativa de amenizar os efeitos nocivos do transtorno e despertar o desejo de mudança no sujeito, bem como uma re-interpretação sobre o conceito de beleza cultuado pela sociedade. Além disto, esse estudo mostra que há uma carência efetiva de pesquisas científicas acerca dessa problemática em homens, o que sugere novas reflexões e estudos que visem embasar o conhecimento patológico, assim como fornecer subsídios no manejo clínico desse transtorno.

Fonte: Psicologado

Sobre o autor: Alex Barbosa Sobreira de Miranda – Departamento de Psicologia. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, PI, Brasil
email: alex_barbo_sa@hotmail.com