Miss Brasil é o caralho!

Esse sábado temos o concurso de beleza Miss Brasil. Quem é o autor das regras de beleza do mundo? Quem decidiu que tem que ter 90 cm de quadril? 60 cm de cintura? Ter mais de 1.70 de altura? E pra entrar nesse tal “padrão de beleza” elas entram na sala de cirurgia e passam pelo bisturí quantas vezes for preciso. O que importa é alcançar esse título. Sua beleza é sua maior qualidade? Que merda hein?

Achei em um blog dois comentários sobre o Miss Brasil, são eles:

“tenho tudo para mim tornar uma miss mais só que é muito concorrido, e se torna muito dificil.” e “oie quero ser miss brasiu muto obrigada xau bjos”. Então comecem estudando ok? Porque para ganhar o Miss Brasil também é preciso mostrar inteligência e personalidade para os jurados.

O negócio é que esses concursos de beleza “Miss Brasil”, “Menina Fantástica”, “Musa do Brasileirão” etc estipulam um padrão de beleza que não serve pra nada. Ah, serve sim. Serve pra criar pessoas frustradas, que acreditam que por não ter o mesmo padrão dos concursos não são bonitas. A Preta Gil (como muitas outras mulheres) não poderia participar de nenhum desses concurso de beleza porque ela não tem as medidas que consta no regulamento desses concursos. Quem fez essa merda de regulamento? Não sei, algum infeliz (que pode ser várias pessoas e não apenas uma). O fato é que a Preta Gil (ou outra mulher) não deixa de ser bonita porque não tem as medidas (ou o padrão) dos concursos de beleza. Ela tem a sua particularidade, suas características que a fazem uma mulher bonita. Isso inclui a sua personalidade, que todos nós conhecemos e sabemos que é uma personalidade forte. Ela fala o que pensa, ela defende sua opinião, ela expõe seus pensamentos independente do que outras pessoas achem. E isso é um pedaço dela. Se ela tivesse outra personalidade, ela não seria a Preta Gil.

Não importa se você tem 1.60m, se você tem um pneuzinho, uma barriga que não é chapada, se tem sardas, se é branca, preta, azul. Cada um tem sua beleza. O que é bonito pra mim não é bonito pra você, não da pra comparar, não da pra estipular, não da pra mensurar. Não há uma tabela dizendo que isso é bonito e aquilo é feio. Existir até deve existir, mas quem é que tem autoridade pra criar uma coisa dessa? Se eu quiser eu crio o meu padrão de beleza e digo que o meu padrão é o que ta valendo. Quem é que tem autoridade pra dizer se você é bonito ou não? Pense nisso. 😉

Posts relacionados:
Foda-se
Gordinhas na praia

O Transtorno Dismórfico Corporal em Homens Adultos

dismorfia_vigorexia

Resumo: Esse estudo visa investigar algumas questões oriundas do TDC em homens adultos, com base em estudos empíricos. A partir desse conhecimento, elaborar uma construção sistemática desse transtorno, conhecer os critérios para o diagnóstico do TDC, bem como a dismorfia muscular que é um subtipo dessa patologia e entender os aspectos etiológicos e suas perspectivas de tratamento. Nesse sentido, é valido considerar que a psicologia apresenta propostas de intervenção com intuito de amenizar as conseqüências e riscos para o sujeito portador de TDC, propor discussões sobre a imagem corporal distorcida e resgatar a auto-estima do paciente.

Considerações Iniciais

É comum que muitas pessoas desejem fazer mudanças em seu corpo. No entanto, existem algumas de aparência normal que se vêem impossibilitadas de formar vínculos e interagir com outras pessoas, pois se sentem indignas por sua aparência “não agradável”. O transtorno dismórfico corporal tem sido denominado “feiúra imaginária”. Esse pensamento distorcido é decorrente de algum tipo de “defeito físico” que é ampliado e transformado em um sentimento exacerbado de “feiúra”.

Embora seja essa a definição oficial desse transtorno, alguns autores promovem uma discussão de caracterizá-lo como um modo de manifestação de transtorno obsessivo compulsivo (TOC), visto que ambos apresentam características semelhantes. O TDC é um transtorno somatoforme porque sua característica principal é a uma excessiva preocupação psicológica com características somáticas.

A pessoa portadora desse transtorno costuma ter idéias de referência, isto é, acredita que tudo o que acontece na esfera social em que vive está relacionada com ela, nesse caso, como o “defeito imaginado”.

A manifestação desse transtorno em homens adultos tem tido uma representação considerável na sociedade atual. Apresenta-se em subtipos, como é o caso da dismorfia muscular, que se configura como uma distorção da imagem corporal que tende a prejudicar o aspecto físico, social, afetivo e psicológico do indivíduo.

Critérios do DSM-IV para o Diagnóstico de Transtorno Dismórfico Corporal
Conforme o DSM-IV (Manual de Diagnóstico dos Distúrbios Mentais) para que o indivíduo seja considerado portador de TDC é necessário que ele atenda as seguintes características:

A pessoa portadora do transtorno dismórfico corporal acredita que está sendo observados e que o seu “defeito” é algo extremo. Ao passo que esses sujeitos podem se esquivar das situações sociais. Em casos extremos, pode ocorrer o isolamento social. Esses pacientes procuram serviços médicos em várias especialidades, a fim de corrigir os supostos defeitos.

Dismorfia Muscular em Homens Adultos

Ao longo da história, as preocupações mórbidas com a imagem corporal eram problemas somente do interesse feminino. No entanto, diante das transformações contemporâneas esses problemas podem acometer de forma acentuada os indivíduos do sexo masculino e comprometer varias áreas da sua vida.

De acordo com Assunção (2012) A dismorfia muscular é um subtipo do transtorno dismórfico corporal que ocorre principalmente em homens que, apesar da grande hipertrofia muscular, consideram-se pequenos e fracos. Além de estar associada a prejuízos sociais, ocupacionais, recreativos e em outras áreas do funcionamento do indivíduo.

Não obstante, a constituição social favorece a construção do corpo belo, em que as pessoas cultuam a boa forma e uma aparência impecável. Nos dias atuais, os homens se voltaram aos padrões sociais, no que diz respeito a cuidados com a parte física.

Cone & Pope (apud Assunção 2012) realizaram uma revisão sobre aspectos relacionados à imagem corporal em indivíduos do sexo masculino. Em termos gerais, a revisão aponta que alterações de imagem corporal no sexo masculino, ao contrário do que se pensava, são quadros relativamente comuns e diferem do padrão de distorção tipicamente feminino. As mulheres apresentam níveis bem maiores de insatisfação que os homens e descreve sempre corpos mais magros como objetivo. No caso dos homens, há aqueles que seguem o padrão feminino, mas a maioria considera um corpo mais musculoso como representação da imagem corporal masculina ideal.

A preocupação de um indivíduo de que seu corpo seja pequeno e franzino, quando na verdade é grande e musculoso, é a característica principal da dismorfia muscular. Este sintoma está relacionado a padrões de alimentação específicos, geralmente compostos de dieta hiperprotéica além de inúmeros suplementos alimentares a base de aminoácidos ou substâncias para aumentar o rendimento físico. A atividade física pode ser realizada de forma excessiva, inclusive causando prejuízos nos funcionamentos social, ocupacional e recreativo do indivíduo, chegando a ocupar de 4 a 5 horas por dia. As atividades aeróbias são evitadas para que não ocorra perda da massa muscular adquirida durante as pesadas sessões de musculação. Os possíveis ganhos musculares são checados exaustivamente chegando a 13 vezes ao dia. (ASSUNÇÃO, 2012).

O processo de sistematização do transtorno no homem deve ser entendido de forma científica e cultural. Esse fenômeno começa a partir da idéia de que o homem deve ter uma estrutura física avantajada e se assim não for o sujeito se sente fora dos padrões impostos socialmente. Para lidar de forma coerente com essa situação, é necessário ter um suporte social efetivo e uma boa estrutura de personalidade.

Etiologia e Tratamento do Transtorno Dismórfico Corporal

Sabemos muito pouco sobre a etiologia e o tratamento do transtorno dismórfico corporal. Não temos quase nenhuma informação sobre se ele acontece nas famílias e, por isso, não podemos investigar uma contribuição genética especifica. De forma semelhante, não temos nenhuma informação significativa sobre os fatores ou as vulnerabilidades de predisposição biológica ou psicológica. (BARLOW, 2011).

No transtorno dismórfico corporal o foco reside na aparência física, via de regra não tende a acontecer de forma simultânea aos transtornos somatoformes. Em muitos casos podem ocorrer semelhanças entre o TDC e o TOC. Os indivíduos com TDC tendem a apresentar comportamentos compulsivos, pensamentos intrusivos e persistentes sobre sua aparência física ou algum “defeito” visível.

Alguns autores vêem o TDC como tendo origem em conflitos inconscientes. Virtualmente, qualquer parte do corpo pode ser objeto do TDC, mas há predomínio para alvos como pele (pequenas escaras, acne), orelha, nariz, cabeça e face. Com freqüência estão associadas idéias ou delírios de referência, bem como comportamentos ritualísticos e repetitivos, como olhar várias vezes ao espelho para checar o defeito imaginário, picar repetidas vezes a pele e questionar persistentemente os outros em busca de confirmação do defeito. (AMÂNCIO, 2002).

O arcabouço psicanalítico tem numerosas especulações acerca desse transtorno e centra-se na idéia do mecanismo de defesa do deslocamento, isto é, um conflito inconsciente pode provocar angústia ou ansiedade no sujeito, e então, o indivíduo desloca essa inquietação para uma parte do corpo.

A terapia cognitivo-comportamental parece ser útil no tratamento da dismorfia muscular. Suas estratégias incluem a identificação de padrões distorcidos de percepção da imagem corporal, identificação de aspectos positivos da aparência física e confrontação entre padrões corporais atingíveis e inatingíveis. Os comportamentos compulsivos relacionados ao exercício, dieta ou de checar o grau da musculatura devem ser inibidos. Da mesma forma, o indivíduo deve ser encorajado a gradualmente enfrentar sua aversão de expor o corpo. (ASSUNÇAO, 2012).

Algumas estratégias comportamentais podem ser de grade valia na recuperação de pacientes em tal condição, bem como a prevenção de exposição e de respostas utilizada no modelo cognitivo-comportamental. E deve ser combinado com tratamento farmacológico, como antidepressivos.

A partir das discussões apresentadas acima ressalta-se a necessidade de pesquisas futuras sobre o tema, entre elas: estratégias de avaliação e intervenção, incluindo nessa última categoria pesquisas sobre eficácia de medicações e de intervenções psicológicas em suas diferentes abordagens. (SALINA, 2011).

Considerações finais

Em conclusão, pode-se considerar o transtorno dismórfico corporal em homens adultos associado a uma insatisfação em sua aparência física, porém, de caráter patológico, visto que há um pensamento específico de defeito imaginário no próprio corpo. Nesse aspecto, os indivíduos possuem estrutura corporal notável, mas se vêem magros e franzinos, esse comportamento reflete em prejuízos físicos, sociais, ocupacionais e psicológicos na vida do paciente. As intervenções psicológicas são uma tentativa de amenizar os efeitos nocivos do transtorno e despertar o desejo de mudança no sujeito, bem como uma re-interpretação sobre o conceito de beleza cultuado pela sociedade. Além disto, esse estudo mostra que há uma carência efetiva de pesquisas científicas acerca dessa problemática em homens, o que sugere novas reflexões e estudos que visem embasar o conhecimento patológico, assim como fornecer subsídios no manejo clínico desse transtorno.

Fonte: Psicologado

Sobre o autor: Alex Barbosa Sobreira de Miranda – Departamento de Psicologia. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual do Piauí (UESPI). Teresina, PI, Brasil
email: alex_barbo_sa@hotmail.com

Christiane Torloni de verdade

Esse post é pra vocês, mulherada 40+! Que passa na banca e fica invejando a Christiane Torloni na capa da Boa Forma.

Christiane_Torloni_boaforma_photoshop

Já falei e repito. Isso-é-Pho-to-shop! Não que ela não tenha o corpo bonito, mas ele é aperfeiçoado no computador.

Vamos ver a Christiane Torloni sem photoshop, que faz 55 anos daqui 10 dias.

Christiane Torloni3Christiane Torloni5

Até o bronze é de mentira!

Se sentiu melhor agora? Não que ela não esteja bem pra idade dela. Mas ela não é o que a revista vende. Apesar de eu achar ela um pouco boneca demais (pelas plásticas no rosto) ela está ótima pra idade dela.

Entenda, as mulheres das revistas só existem nas revistas. Na vida real elas são tão imperfeitas como você (e eu). Be happy!

Posts relacionados:

Adele magra?
Desculpe, Kate, mas vc não é magra o suficiente – precisa de Photoshop
Pare de acreditar em capas de revistas
Pare de acreditar em capas de revistas #2
E vc ainda acredita nas revistas?
Eu dava um dedo…
Fernanda Vasconcellos aparece sem umbigo em comercial na praia
Photoshop é como nascer de novo
Carol Castro antes e depois do Photoshop
A Mulher da Página 194
Ex-Miss Universo posa nua e sem retoques para capa de revista
Pele Perfeita
Aviso sobre photoshop poderá ser obrigatório em publicidade

Meu olho esbugalhado

Recebi um email de uma amiga aqui do blog, Pat, com o assunto “olhos bonitos” e dizia assim:

“Olhando a foto da Monique do BBB não pude deixar de notar a semelhança dos olhos de vocês duas. Bem, se vc acha a moça e/ou só os olhos dela feia, me desculpe, mas acho parecidíssimo. Eu a acho linda, assim como a você e os seus olhos também.  Beijo!
(A preta Gil tbm tem o olho assim, e também ela acho LINDA! Ah! E a JuPaes, tbm, embora o olho dela, além de “esbugalhado” (Ha, essa é uma expressão sua, So, admita!) ela tem o olho meio “árabe”!, enfim, é tudo olhão!)

Ela fala isso pq sabe que eu por muito tempo (ok, um pouco ainda) odiei meu olho grande e saltado e que tb foi motivo de chacota na adolescência.

Esse é o meu olho:

olho-solange1 olho-solange2 olho-solange3 olho-solange5

Olheiras pra que te quero né! Quero fazer carboxiterapia que dizem que é bom pra diminuir olheira. Se alguma clínica de estética quiser me dar um brinde “tamo ae”!

Mas voltando ao email, realmente a Monique do BBB é bonita e acho até que o olhão da um tchãn. Mesma coisa a Juliana Paes, que é o exemplo mais comum.

Cheguei a cogitar fazer cirurgia pra por meu olho “pra dentro” ou fazer um preenchimento para dar uma amenizada, mas esse sonho não chegou a se realizar ($$$$$$$$). Foto de um preenchimento abaixo. Fica legalzão né.

nova-técnica-de-preenchimento-facial-300x269

E a foto abaixo é de plástica de Exoftalmia. Como por exemplo quem tem hipotireoidismo. Eu cheguei a fazer o exame de tireóide porque achava que meu olho saltado podia ser isso, mas não era.

Exoftalmia-plastica1 Exoftalmia-plastica2

Então selecionei 4 pessoas que tem o olho parecido com o meu, grande e saltado e que não são feias. Nem vendo somente o olho em específico. São elas: Aishwarya Rai, Juliana Paes, Monique do BBB e Polliana Aleixo.
aishwarya-rai1 aishwarya-rai2 aishwarya-rai3 aishwarya-rai4 aishwarya-rai5

Juliana_Paes2 Juliana_Paes3

Monique-BBB1 Monique-BBB2 Monique-BBB3 Monique-BBB4

polliana_aleixo1 polliana_aleixo2 polliana_aleixo3

Minha irmã disse (na época que tava passando Insensato Coração) que eu era muito parecida com a Polliana de perfil. E eu acho que o meu olho é mais parecido com o dela mesmo.

Achei no Yahoo Respostas algumas perguntas sobre olhos grandes e vi respostas bem legais. Segue:

Pergunta: Meu nome é Marcos, tenho olhos grande pra fora esbugalhado arregalado igual o da Juliana Paes acho feio isso é de família foi indo até chegar em mim odeio meus olhos queria saber se existe algo ou cirurgia que coloque ele mais para dentro do globo e deixa normal e quanto custa essa cirurgia e a onde eu posso fazer ela, eu fico triste por causa disso e isso acaba comigo rebaixa minha auto estima.

Resposta: Se é igual à juliana Paes, não deveria mexer. Aceite-se e desencana. O problema não está nos seus olhos. Faça terapia.

Pergunta: Oque vocês acham da Juliana Paes ela tem os olhos grandes de mais né?

Resposta 1: Ela tem olhos grandes. Mas não são grandes demais, é um rosto harmonioso.
Os olhos grandes delas são muito charmosos e é justamente isso que muita gente elogia nela.

Resposta 2: Ela é muito bonita,e claro que temos uma invejinha saudável dela. rsrsrs, mas que ela tem os olhos um pouco grandinhos isso tem mesmo não podemos negar,mas faz parte da beleza exótica dela…talvez se ela não tivesse aqueles olhos não seria tão bonita como é….

Então é isso. A conclusão desse post é: DISMÓRFICOS AUMENTAM EM 500% O QUE ACHAM QUE É FEIO. E não ache que você aí não faz isso, que você é o dono da verdade porque não é! Procure terapia, leia um livro, tome remédio se for preciso. Mas pare de neurose! Eu também tenho as minhas mas precisamos superar isso pra viver melhor. Chega de sermos escravos de nós mesmos. Uma boa semana pra todo mundo!

Novo dono do blog

Gostaria de comunicar aos leitores do blog que a partir de hoje ele não será mais meu, será de uma pessoa chamada ADEN. Mentira! O blog continua sendo meu. Mas esse cara aí, que eu nem sei quem é, apareceu aqui no blog e deixou um comentário em 2 posts. E ele é ótimo, escreve bem e se expressa melhor ainda. Eu fiquei assim 😮 quando li o comentário dele. E é por isso que eu estou transformando em POST, porque merece. Boa leitura a todos. Obs: Eunice é uma leitora que comentou dizendo que tem dismorfia.

Vocês podem até ter esse problema, achar que são feias. Mas nós homens achando vocês bonitas, é isso que importa. Vocês podem dizer que o que importa é a própria pessoa se achar bonita, e digo que isso é verdade, mas se outras pessoas te acham bonita, digo que também é bom. Por exemplo o caso da Eunice, aposto que o marido dela acha ela bonita. Então acho que mesmo tendo tal problema é bom deixar um pouco de lado esse pensamento egoísta de achar que só vale o que você pensa e aceitar os elogios das outras pessoas. Se as pessoas te acham bonita é porque você é e fim de papo, nós homens somos diretos mesmo então não levem a mal. Não importa se você é índia, negra, japonesa, branca, mulata, ruiva, se tem sardas, se tem cabelo curto ou longo, se é liso ou cacheado, enfim, nada disso importa. Você não é o padrão de beleza para alguns homens, isso é lógico, mas com certeza para outros é.
A beleza é relativa e cada pessoa tem uma beleza única. Então parem de reclamar de suas aparências e agradeçam a Deus pela vida, pela saúde e por terem seus corpos perfeitos, pois podem ver, ouvir, falar, tem todos os membros e não têm deformidades de nascença nem adquiridas através de acidentes, agradeçam a Deus pela beleza única de ele deu para você, pois ninguém tem a mesma beleza que você tem. Quem acha essas mulheres de revistas cheias de maquiagem e photoshop são bonitas só porque disseram que é, e nem pensam que isso serve somente para movimentar a indústria da beleza (pois as mulheres buscam incansavelmente uma beleza que não existe) não passa de massa de manobra sem opinião própria e sem senso de crítica, pois não consegue ver que a verdadeira beleza está na frente do espelho.

Abraços de um homem que não é bonito nem feio, sou apenas eu.

E o outro comentário:

Vocês mulheres são muito bobas mesmo. Nós homens sabemos muito bem que aquelas mulheres não existem, que é tudo maquiagem e photoshop.
E outra, quem disse que estas fotos tratadas estão melhores que as outras? Estão parecendo mais com umas bonecas de porcelana, sou muito mais as fotos naturais. A mocinha com as sardas por exemplo, não vejo problema nas sardas, esse é o charme dela, a foto tratada está ruim, parece uma imagem 3D virtual.

Abraços.

Ele é o cara.

E você ainda acredita nas revistas?

Buenos Dias pra todos.

Dismórfico é uma coisa de doido!!! Se um dismórfico vai em algum consultório, seja médico, dentista ou mesmo nas bancas pelas ruas afora. Digo e repito. A pele perfeita que vc vê não existe. Tudo aquilo é manipulado. Se vc pegar qualquer pessoa na rua, der uma ajeitada no cabelo, uma maquiagem, fazer uma pose esperta e tiver um fotógrafo bacana com uma câmera de R$ 4.000,00 é ÓBVIOOOOO que vai ficar legal pra caralh*. Se já não bastasse isso, depois de toda essa produção, a foto vai ainda pro nosso grande amigo PHOTOSHOP pra dar mais um glamour pra foto. Quer ver um exemplo? Carolina Dieckmann tem o dente torto e você nunca reparou.

Peguei na net essas fotos editadas pra vcs verem como tudo é manipulado e todo mundo pode ficar com cara de Revista Nova.

photoshop1a photoshop2a photoshop3a photoshop4a photoshop5a photoshop6a photoshop7a

Posts relacionados:

Christiane Torloni de verdade
Desculpe, Kate, mas vc não é magra o suficiente – precisa de Photoshop
Eu dava um dedo…
Fernanda Vasconcellos aparece sem umbigo em comercial na praia
Photoshop é como nascer de novo
Carol Castro antes e depois do Photoshop
A Mulher da Página 194
Ex-Miss Universo posa nua e sem retoques para capa de revista
Pele Perfeita
Aviso sobre photoshop poderá ser obrigatório em publicidade

Monografia sobre Dismorfia Muscular

Ladies and gentlemen,

Esse blog anda com pouco post porque minha vida anda uma bagunça, mas espero que logo eu volte  a postar com mais frequência aqui. Sinto falta de fazer posts meus, e não só postando textos de outros lugares.

Enfim. O post de hoje é sobre um trabalho de conclusão de curso (monografia) sobre Dismorfia Muscular (2010). Coooooooomoooo são 70 páginas eu vou colocar aqui só as partes mais interessantes e no final vou por a monografia (autora: JULIANA HAMMES DE´CARLI) para quem quiser baixar. Até porque o blog é sobre dismorfia corporal e não vigorexia. Então só vou postar o que tem a ver com a auto imagem distorcida e não vou postar as partes sobre a prática excessiva de exercícios físicos.

Fiz minhas observações em ROSA.

Resumo:
Este trabalho trata da dismorfia muscular, um transtorno dismórfico corporal recente em relação a outros já estudados, como bulimia e anorexia. A mídia e a cultura são fortes fatores influenciáveis, que estimulam a propagação desse transtorno. O indivíduo com dismorfia muscular apresenta distorção de imagem corporal e os sintomas deste problema estão associados a sintomas de estresse psicoemocional. Este transtorno apresenta comorbidade e por se tratar de um problema recente (eu não acho que o problema seja recente, eu acho que é um problema bem antigo mas que nunca houve uma preocupação em estudar e tratar. Da mesma forma que falam erroneamente que a dismorfia corporal é uma NOVA DOENÇA, que mané nova pow! É nova a atenção que estão dando para ela, mas ela já existe há séculos!), ainda não há descrição para tratamento específico, tendo práticas “emprestadas” de quadros correlatos e que não podem ser descritas como definitivas.

De acordo com a American Psychiatric Assocition (DSM-5 Development), transtornos de dismorfia corporal são caracterizados por
1. Preocupação com uma falha ou defeito percebido na aparência física que não é
observável por outras pessoas.
2. A preocupação causa sofrimento clinicamente significativo (por exemplo: humor depressivo, ansiedade, vergonha), prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes de funcionamento (como na escola ou o relacionamento em casa).
3. As preocupações não se restringem aparentemente a sintomas de um transtorno alimentar (exemplo, preocupação com a gordura corporal ou peso).

A distorção da imagem corporal está comumente associada a distúrbios alimentares como anorexia, bulimia e transtorno dismórfico corporal. Quando falamos de imagem corporal, a auto-percepção do peso é importante e determinante entre os transtornos dismórficos corporais, podendo ser influenciado por diversos fatores, incluindo a cultura e os padrões sociais. (VEGGI ET al, 2004).

Achei esse parágrafo confuso. Parece que o transtorno dismórfico corporal está diretamente ligada à um distúrbio alimentar. E isso não procede. Da mesma forma que a vigorexia é um SUBTIPO da dismorfia corporal, a anorexia também é. Agora no transtorno dismórfico corporal é muito mais predominante a obsessão por DEFEITOS FÍSICOS ESPECÍFICOS. O parágrafo podia ter sido escrito passando o “transtorno dismórfico corporal” pra frente pra não gerar confusão.

Mudanças na aparência, forma e tamanho corporais, que são comuns em toda
sociedade, têm uma importante função social e expressam onde o indivíduo está inserido na sociedade e pode ainda demonstrar mudança no status social (CONTI, 2005- 6). O indivíduo só é aceito estando nos padrões do grupo. Assim pessoas não atraentes podem ser discriminadas e não recebem tanto suporte em seu desenvolvimento quanto os sujeitos reconhecidos como atraentes, podendo ser rejeitadas, o que dificulta o desenvolvimento de habilidades sociais e da auto- estima. (SAIKALI, 2004).

A distorção da imagem corporal é um fator determinante para os transtornos alimentares. De acordo com Saikali ET AL (2004), a autoavaliação desta pode ocorrer de três formas:
“(…) o indivíduo pensa em extremos relacionados à sua aparência ou é muito crítico em relação a ela; quando o indivíduo compara a sua aparência com padrões extremos da sociedade; quando o indivíduo se concentra em um aspecto de sua aparência.” (SAIKALI ET al, 2004. V.31,n.4.). Tanto a anorexia, quanto a dismorfia muscular, foi considerada por Pope (2002) como doenças ligadas à perda de controle de impulsos narcisistas.

TRATAMENTO

No tratamento psicológico é feito a identificação de padrões distorcidos de percepção da imagem corporal e identificação de aspectos positivos da aparência física. Deve-se abordar e encorajar atitudes mais sadias e enfrentar a aversão de expor o corpo e isso, na maioria das vezes, não flui resultado, pois, o vigoréxico tem um bloqueio muito grande e não aceita
opinião.

Não só o vigoréxico, né? Eu mesma, dismórfica, sou a dona da minha verdade e tenho grande dificuldade de aceitar “conselhos”.

A influência da mídia, sociedade e meio esportivo de que corpos perfeitos são
sinônimos de beleza e sucesso, vem acometendo homens e mulheres para o desenvolvimento de transtornos alimentares e mentais, levando o ser humano ao extremo para conseguir os resultados impostos por estes meios de comunicação.

Essas pessoas se tornam perfeccionistas consigo mesmas e obsessivas pelo exercício (BATISTA, 2005). Estes complexos podem ser agravados pela busca inconstante da beleza física e vem acompanhada de ansiedade, depressão, fobias, atitudes compulsivas e repetitivas, como olhar muitas vezes ao espelho (ASSUNÇÃO, 2002).

4.1 Dismorfia muscular, adolescentes e formação da Imagem Corporal

De acordo com McCabe ET AL. (2001), a maioria dos estudos sobre imagem corporal é feito com meninas e ressaltam os efeitos das influências socioculturais. Ainda existem poucos estudos teóricos sobre as influências em meninos. Foi feito um estudo no qual o principal objetivo era examinar detalhadamente a natureza das mensagens que os adolescentes recebem sobre seus corpos de diferentes fontes. As mensagens foram organizadas de acordo com o tipo de fonte, que foram as seguintes: pais, mães, irmãs, irmãos, amigos homens, amigos mulheres e a mídia. Participaram do estudo 40 meninas e 40 meninos adolescentes com 13 a 15 anos da classe média na Austrália. O índice de massa corporal nas meninas tinha
a média de 23,13kg/m² enquanto nos meninos a média era de 22,49kg/m² (McCABE ET AL, 2006). As informações foram adquiridas através de entrevista, foram feitas perguntas em aberto e depois perguntas mais diretas.

Baixa auto- estima, e altos níveis de depressão, ansiedade e sensibilidade interpessoal prevêem distúrbios como distúrbio de imagem corporal e juntamente com outros sintomas, a dismorfia muscular. Apesar de sintomas de depressão estar relacionado com distorção de imagem corporal e dismorfia muscular, sendo uma variante única, só aparece significantemente na
dismorfia muscular.

O processo dos indivíduos que acreditam serem objetos ou mercadorias quando são olhados e avaliados chama-se auto-objetivação (FREDRICKSON e ROBERTS, 1997). A autoobjetivação tem sido mostrada resultando em ansiedade aparente, vergonha do corpo,sintomas de depressão, baixa satisfação corporal, baixa auto-estima e transtorno alimentar.

Os benefícios dos exercícios físicos não são tão vivenciados para pessoas que se auto-objetivam (MALTBY e DAY, 2001). O que mostra que este é um fator de risco para a pessoa ter uma imagem corporal negativa (McKINLEY, 1998; STRELAN ET AL, 2003). Uma pessoa que não usufrui dos benefícios e treina por autoobjetivação não necessariamente mudará sua imagem corporal positivamente. Por exemplo, uma pessoa com alto índice de gordura corporal, ao emagrecer nem sempre tem uma satisfação corporal correspondente. E é importante lembrar que desejar ter uma aparência melhor, não necessariamente quer dizer que deseja se sentir melhor. Portanto, o que esteestudo mostra é que tanto para homens, quanto para mulheres, treinar com a resposta específica de auto-objetivação só agrava o problema.

Um estudo feito em 2001 por Hitzeroth notou que cinco em cada quinze homens com transtorno dismórfico corporal (TDC), possuíam dismorfia muscular. Em 2005, Pope et al fizeram um estudo com o objetivo de comparar homens com TDC com dismorfia muscular e homens com TDC sem dismorfia muscular. Homens com DM se preocupam com mais partes do corpo do que homens com TDC, mas quando comparam os dois grupos sem levar em conta a preocupação com os músculos, os dois grupos são semelhantes. Entre os homens com DM a principal preocupação são os músculos, seguidos de cabelo e depois a pele, enquanto os homens com TDC preocupam-se mais com cabelo e pele. Comparando comportamento entre os dois grupos, ambos possuem “checagem no espelho” e se escondem partes do corpo com roupas.

Devido ao fato da DM ocorrer juntamente com outras manifestações do TDC, espera-se que a DM responda ao mesmo tipo de tratamento, com inibidores de serotonina ou terapia cognitivo-comportamental. De qualquer forma os sintomas de DM precisam ser ainda estudados.

Download completo: clique aqui
depois de fazer o download tem que renomear e por .pdf no final do arquivo pra poder abrir.